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No galope da mudança



É de conhecimento popular que o convívio com os animais melhora o humor e a saúde, inclusive auxilia na recuperação e no tratamento de pacientes. Na UFSM, o projeto de pesquisa “Efetividade da equoterapia no enfrentamento de problemas de comportamento em crianças” busca comprovar benefícios por meio da aproximação entre crianças e cavalos. 

A equoterapia, que utiliza o cavalo como instrumento terapêutico, visa aprimorar o corpo e a mente de quem a realiza. É pelo trote do cavalo que ocorre o estímulo das regiões cerebrais do montador, e auxiliam no desenvolvimento de diversas as áreas do organismo humano. 

O projeto da UFSM foi elaborado pela mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Fabrine Flôres. O objetivo do estudo, orientado pela professora Aline Cardoso Siqueira, é constatar a eficácia quando aplicada à rotina de crianças com alguma dificuldade comportamental. “Há 14 anos eu trabalho com a equoterapia. A ideia do projeto foi tentar uma comprovação científica da efetividade da mesma nesses casos”, conta.

Fabrine conta que, para ser possível o reconhecimento dos benefícios, foi realizada uma seleção entre alunos das escolas de Santa Maria. Cerca de 30 crianças foram escolhidas, a partir de testes psicológicos, para integrar o grupo que passaria por 14 sessões de equoterapia, a fim de perceber mudanças de conduta e emocional. 

Crianças ficam mais pacientes e participativas

As vantagens de introduzir a prática no cotidiano das crianças são diversas, e podem repercutir nas atitudes do praticante em sala de aula, em casa e no relacionamento familiar. Entre os principais benefícios apontados pela pesquisadora estão: maior tranquilidade, melhoria na organização, desenvolvimento da habilidade de contar histórias e fatos, aumento da participação nas atividades de casa e da escola, maior concentração e atenção.

Além de ser uma atividade com vários fatores positivos, é também praticável por qualquer pessoa saudável. Em casos de problemas motores, a equoterapia pode ser realizada mediante indicação e avaliação médica com exercícios no solo, onde os benefícios oferecidas pelo relacionamento com o animal se mantém. 

A gerente de compras Paula Machado, 36 anos, diz ter notado mudanças significativas no comportamento da filha de 6 anos após o início das sessões. “Hoje, depois de mais de três meses de terapia, vejo que ajudou bastante neste âmbito comportamental e emocional. Ela ficou mais paciente, e socializa melhor com os amigos e colegas na escola”, relata.

Repórter: Érica Baggio de Oliveira, acadêmica de Jornalismo

Fotógrafa e editora de imagens: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial

Mídia Social: Nataly Dandara, acadêmica de Relações Públicas

Editora de Produção: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo

Editor Chefe: Maurício Dias, jornalista


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