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A extensão da UFSM pelo Brasil

Conheça 9 projetos da universidade que atuam fora do Rio Grande do Sul



A extensão universitária visa fortalecer a relação entre a comunidade acadêmica e a sociedade, de modo a proporcionar conhecimento e gerar soluções inovadoras para a população. De acordo com o Pró-Reitor de Extensão da UFSM, Flavi Ferreira Lisboa Filho, a universidade cumpre o seu papel por meio do ensino e da pesquisa, mas é através da extensão que o vínculo com a sociedade é consolidado. A UFSM possui cerca de 1100 ações de extensão que atuam em diferentes cidades e estados do Brasil, além de outros cinco países, de acordo com o Mapa da Extensão. 

De acordo com o portal de projetos institucionais, 22 iniciativas de extensão da UFSM têm atuação fora do Rio Grande do Sul, contemplando 14 estados brasileiros. Apesar de representarem apenas 2% das ações extensionistas da universidade, tais projetos são de grande importância para o aperfeiçoamento, a qualificação e a representação da universidade no contexto nacional. Segundo Flavi, essas ações contribuem também para o Plano de Desenvolvimento Institucional da UFSM (PDI 2016-2026), no qual foram definidos sete desafios para o desenvolvimento humano, científico, cultural e tecnológico. Esses desafios são grandes eixos temáticos que definem os objetivos estratégicos da universidade pelos próximos 10 anos. 

“No plano de desenvolvimento institucional da UFSM, nós encontramos no Desafio 6 o desenvolvimento nacional, regional e local. Embora a maior parte das ações da universidade se concentrem no âmbito regional e local em todos os seus campi, esse percentual das ações que acontecem fora do Rio Grande do Sul, sem dúvida alguma, contribuem também para que nós avancemos no desenvolvimento na instância nacional”, afirma Flavi. 

Confira a seguir uma lista de nove projetos de extensão universitária da UFSM, selecionados pela Arco, que ultrapassam as fronteiras gaúchas.

1.Melipolinicultura: uma forma de valorizar a família do campo da região central do Rio Grande do Sul e da Baixada Maranhense

Estado: Maranhão

Área: Ciência e Tecnologia de Alimentos

Coordenador: Mari Silvia Rodrigues de Oliveira

A polinização é um serviço ecossistêmico essencial. Tendo isso em vista, essa ação da UFSM busca valorizar a produção de mel e os produtores da região Central do Rio Grande do Sul e da Baixada Maranhense, bem como fazer a manutenção de espécies de abelhas nativas do Brasil. Nos dois estados, embora com profundas diferenças no bioma, existem desafios, oportunidades e problemas semelhantes no contexto da agricultura familiar que justificam essa parceria.

O projeto irá compartilhar seus resultados através de um livro com o objetivo de demonstrar a importância da produção de mel para o contexto socioeconômico e ambiental, assim como ensinar os melipolinicultores a reconhecerem características  físico-químicas e de origem floral dos seus méis. O livro também irá ensinar aos produtores de mel características e cálculos para interpretar melhor as paisagens ao seu redor e poderem planejar melhorias na criação das abelhas.

2. Adote uma lesão: um projeto interdisciplinar de atenção em saúde 

Estado:  Ceará

Área: Ciências da Saúde

Coordenador: Neida Luiza Kaspary Pellenz

A pele é o maior órgão do corpo humano e lesões nela podem dificultar atividades básicas do dia a dia, como a locomoção e a convivência. O projeto de extensão “Adote uma lesão”, do curso de Enfermagem da UFSM de Palmeira das Missões, procura intervir na prevenção e tratamento de lesões de pele por meio de capacitações a profissionais da área da saúde e à comunidade em geral.

Algumas lesões podem atingir não apenas a pele em uma ou mais camadas, mas também tecido muscular, tendões, nervos e ossos. Dessa maneira, saber avaliar a lesão é um fator determinante para definir o tratamento. Assim, o projeto busca capacitar graduandos da área da saúde a partir de materiais, aulas e seminários que envolvem  estudantes de diferentes estados brasileiros, como do Ceará. Além disso, a ideia é que, em um segundo momento, esses estudantes propaguem o conhecimento, juntamente com professores, em instituições asilares, bem como a pacientes e cuidadores que tiverem interesse.

3. Encontros sobre Pedagogia do Piano

Estados: Rio Grande do Norte e Santa Catarina

Área: Música

Coordenador: Claudia Fernanda Deltregia

O “Encontros sobre Pedagogia do Piano” acontece desde 2012 e realiza um evento bianual com uma série de ações – oficinas de piano voltadas para crianças, recitais e eventos, todos com a finalidade de dar suporte à promoção de atividades voltadas à formação de professores de piano. O projeto procura melhorar o ensino do piano no Brasil e solidificar sua área pedagógica, bem como proporcionar oportunidades de aprendizado acessíveis financeiramente.

A intenção é que, através de parcerias interinstitucionais, se consolide como um evento de alcance nacional. Em 2017, o projeto teve uma edição realizada em Natal, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, abordando diversas temáticas relacionadas à área. Em 2019, a UFSM se uniu à Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Universidade Federal do Piauí ( UFPI) e a Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ) para realizar o 5º Encontro Internacional sobre Pedagogia do Piano em Florianópolis.

4. Calagem e adubação de culturas anuais, frutíferas e arbóreas 

Estado: Pernambuco

Área: Ciências Rurais

Coordenador: Gustavo Brunetto

No Brasil, especialmente na região sul, os solos para cultivos anuais e de plantas frutíferas e arbóreas são ácidos e têm baixa disponibilidade de nutrientes, o que justifica a necessidade de calagem (aplicação de calcário no solo para corrigir o ph e a acidez) e adubação. Visto isso, o projeto tem como objetivo avaliar, através de análises laboratoriais, o efeito desses procedimentos no crescimento e na produtividade de várias plantações. 

A ação visa ajudar a cadeia produtiva de plantações anuais, frutíferas e arbóreas a produzir mais, com mais qualidade e gerando o menor risco ambiental. Além disso, ocorre a divulgação dos resultados por meio de publicações e do desenvolvimento de eventos específicos, no ano passado foi publicado o livro “Atualização sobre Calagem e Adubação em Frutíferas’‘.  Outro aspecto é o ato de estreitar os laços entre a UFSM e outras instituições públicas ou privadas e agricultores que queiram utilizar-se do conhecimento gerado pela pesquisa científica para melhorar a produção. A proposta atua em nove cidades do Brasil, entre elas Petrolina (PE), Florianópolis(SC) e Curitiba (PR).

5. Termo de execução descentralizada entre INCRA e UFSM para tutoria do SIGRA no programa de ATES/ATER em assentamentos da reforma agrária

Estado: Todos os estados brasileiros

Área: Extensão Rural e Educação Agrícola

Coordenador: Pedro Selvino Neumann 

O projeto apresentado pelo Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar e pelo Programa de Pós-Graduação e Extensão Rural da UFSM busca desenvolver, manter e aperfeiçoar um sistema proposto pela Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do governo federal. A ATER  é uma política que atua no cotidiano dos agricultores, construindo com eles soluções tecnológicas e organizativas para o seu trabalho, visando melhorar a renda e a qualidade de vida das famílias rurais, por meio do aperfeiçoamento dos sistemas de produção.

Essa ação da universidade atua na manutenção do Sistema Integrado de Gestão Rural da ATER (SIGRA) para os assentamentos de Reforma Agrária em todos estados do Brasil. O coordenador Pedro Neumann exemplifica a atuação: “nos últimos dois meses, o projeto teve agendas de capacitação presenciais em Goiás, Maranhão, Distrito Federal, Tocantins,  Pará, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso,  Mato Grosso do Sul, Roraima e Piauí”. O SIGRA fornece, a partir de uma base de dados, um conjunto de informações que retrata de maneira precisa a realidade das famílias assentadas e seus aspectos produtivos, sociais e ambientais, com o objetivo de auxiliar as políticas públicas voltadas para esse setor. 

6. Plataforma Digital para o Mapeamento e Análise de Tecnologias Espaciais Brasileiras da Agência Espacial Brasileira

Estado: Distrito Federal

Área: Sistemas de Informação

Coordenador: Marcelo Serrano Zanetti

Um desafio do setor espacial nacional é o desenvolvimento de técnicas de gestão da área espacial, visto que os processos tecnológicos desse setor são grandes e complexos. Pensando nisso, a UFSM firmou uma parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, com o objetivo de desenvolver um sistema de informação para o mapeamento de tecnologias espaciais nacionais (MAPTEC). 

A ação se propõe a apoiar a AEB por meio do desenvolvimento de uma plataforma digital flexível, eficiente e adaptável à quantidade de usuários. O projeto também conta com a apresentação de relatórios semestrais dos trabalhos na sede da AEB em Brasília. Segundo a AEB, o projeto MAPTEC e a colaboração com a UFSM abrirão também oportunidades para cooperar na área de gestão da informação. Por meio do projeto, será possível levantar, de forma detalhada e sistemática, o “patrimônio tecnológico espacial” já desenvolvido no Brasil para se traçarem novas rotas no futuro. 

7. Ciclos formativos de professores online: promoção de diálogos sobre educação

Estado: Rio de Janeiro

Área: Educação

Coordenador: Keiciane Canabarro Drehmer Marques

A iniciativa do projeto “Ciclos formativos de professores online” surgiu durante o período de suspensão das aulas presenciais devido ao quadro de pandemia causado pela Covid-19. O projeto tem como finalidade ampliar espaços de discussões sobre temas como educação e ensino. Para isso, são ministrados diálogos online por meio do canal “Educação em Ciências”, disponível no YouTube.

A ideia do projeto partiu do programa de Pós-Graduação Educação em Ciências, composto por quatro instituições: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fundação Universidade Federal de Rio Grande (FURG), Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e a UFSM. O projeto repercutiu com boa aceitação e participação de discentes, de estudantes de graduação, de pós-graduação e de professores da Educação Básica e Superior de diferentes regiões do país. A sua atuação é aplicada em diferentes estados brasileiros, como no Rio de Janeiro e em São Paulo. 

8. Elaboração de Projeto de Reposição Florestal na Bacia do Rio Ibicuí com objetivo de recuperação de áreas degradadas e plantio de mudas de árvores nativas. 

Estado: São Paulo

Área: Engenharia Florestal

Coordenador: Maisa Pimentel Martins Corder.

O Rio Ibicuí cruza o bioma dos Pampas, nos Campos Sulinos, sendo responsável pelo abastecimento de água de milhares de pessoas no sul do país. No entanto,  nessa região ocorrem gravíssimos problemas como assoreamento do rio (processo no qual o leito de um rio ou lago se eleva em função do acúmulo de sedimentos e detritos levados para dentro dele) e desertificação nas margens, pois as matas ciliares são completamente ausentes ou má conservadas. 

Com a finalidade de conservar e restaurar as margens do rio, o projeto irá produzir 100 mil mudas originárias de dez espécies nativas da Mata Atlântica. A seleção de árvores e coleta de sementes serão realizadas em áreas de ocorrência do bioma, dessa forma a ação irá atuar também em cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

9. Temas Emergentes e Ensino Híbrido para Educação Básica 

Estado: Santa Catarina

Área: Educação

Coordenador: Liziany Muller Medeiros 

Devido à pandemia da Covid-19, o Conselho Nacional de Educação autorizou o ensino remoto no Brasil até o final de 2021. A partir disso, as secretarias de educação buscaram várias estratégias para garantir a continuidade da aprendizagem dos estudantes, surgindo, assim, interesse pelo ensino híbrido.

Foi assim que surgiu a ideia do projeto “Temas Emergentes e Ensino Híbrido para Educação Básica”. A ação tem como objetivo desenvolver estratégias para a oferta de um ensino democrático na educação básica, assegurar o direito à aprendizagem de qualidade no ensino híbrido, diminuir a evasão escolar e formar estudantes mais autônomos. No canal do Youtube “Capacitação Digital UFSM” é feita a oferta de cursos para professores e para a comunidade escolar da educação básica pertencentes às 39 Secretarias Municipais de Educação dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Expediente

Repórter: Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustrador: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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