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O encontro entre o clássico e o erudito



Há três anos, o professor de flauta João Batista Sartor  iniciou um projeto chamado Alma Única. Aos poucos, o grupo de intérpretes foi se organizando a partir de formações anteriores e afinidades artística e pessoal e, atualmente, o grupo faz turnês pelo Rio Grande do Sul entrelaçando o ballet clássico com a música erudita, da harpa, violão e flauta. Trata-se de um recital de ballet e música de câmara, que nada mais é do que a música erudita executada por um número pequeno de músicos- uma versão ‘pocket’, que simula um grande espetáculo.

 

Desde o erudito europeu, passando pelo tango de Astor Piazzola até Pixinguinha e Villa Lobos. Montar o repertório de um espetáculo como esse não é uma tarefa fácil. “O canto lírico com dança, harpa e violão, além da flauta, é uma formação rara de ser encontrada. Adaptamos e rearranjamos o repertório, pois as obras não foram originalmente compostas para essa formação”, explica Marcos Corrêa, professor de violão da UFSM. Ele acrescenta que, por mais que esse seja o maior desafio, o aprendizado é constante e é gratificante poder tocar em grupo. “Para mim é importante por me permitir dialogar musicalmente com outros músicos não violonistas”, complementa.

 

Segundo o violonista, apresentar para um público variado e amplo este espetáculo composto por repertórios diversificados – com música espanhola, ópera e música brasileira, por exemplo – é a parte mais importante do projeto. “As músicas são bonitas, inspiradoras e ‘tocam’ as pessoas. Após os concertos, muitas pessoas aparecem para conversar conosco, relatando e descrevendo o que perceberam e sentiram. Opiniões muito interessantes”. Já foram feitos concertos em abril deste ano em Canoas, Novo Hamburgo e Porto Alegre, e agora o espetáculo chega a Santa Maria.

 

Tanto Sartor quanto Corrêa são professores do curso de Música da UFSM e agora vão ter o desafio de tocar no palco do Centro de Convenções. “Poder tocar em Santa Maria, onde trabalhamos, e fazer a apresentação no Centro de Convenções, aliado à formação camerística, repertório, músicos e teatro, é um desafio”.

 

Com duração de 1 hora e 15 minutos, o Alma Única acontece nesta quarta-feira (11 de outubro) e tem entrada gratuita. O evento vai iniciar com uma espécie de aquecimento, com dança e violão (com música composta pelo professor Corrêa), e segue com inserções de flauta, harpa e canto, às vezes com dança, intercalando até o final do espetáculo em que todos os integrantes apresentam-se juntos.

 

 

Quem são os artistas?  

 

A BAILARINA

Débbora Brandt Alencastro – formada pelo Curso Superior de Tecnologia em Dança na Universidade Luterana do Brasil, e especialista pela Pontifícia Universidade Católica do Estado do Rio Grande do Sul. Foi aluna do Curso Básico de Dança da FUNDARTE de Montenegro. Recebeu o Prêmio Açorianos de melhor Espetáculo de Dança/Ballet clássico em 2000. Conquistou em 2002 a pontuação máxima em Pas de Deux Clássico no Festival Internacional de Danças da Amazônia. Participou de vários espetáculos como Ruas & Passarelas, Construção, Meu Pequeno grande Mundo, Desencanto, entre outros. Atualmente atua na FUNDARTE, coordena o Grupo de Danças da Instituição e é professora de ballet clássico.

 

A CANTORA

Rosimari Oliveira – formada pelo Bacharelado em Canto da UFSM e pós-graduada em Canto Lírico pelo Conservatório Liceu de Barcelona. Participa constantemente como solista convidada de orquestras como SESI/FUNDARTE, Unisinos, OSPA, Orquestra Sinfônica de Santa Maria, Theatro São Pedro e Sinfônica do Paraná, entre outras. Desde 2003 interpreta importantes papéis de óperas, como: Agathe, em Der Freischütz de Weber, realizada em Valladolid, Espanha; na Itália, Don Giovanni de Mozart, como Donna Anna, pelo Conservatório Antonio Buzzolla, entre outros. Atua no Brasil como professora de canto na Faculdades Est em São Leopoldo nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Música, Musicoterapia e Técnico; e técnica vocal na FUNDARTE de Montenegro. Desde 2012 é preparadora vocal do coro da ADUFRGS, POA.

 

O HARPISTA

Leandro Petry Cardona – iniciou seus estudos de harpa na Fundação Municipal de Artes de Montenegro e, posteriormente, na Escola de Música da OSPA. Atualmente estuda harpa na Escola Superior de Música de Lisboa e faz música de câmara (harpa e flauta) com Mariane Fornelos em Portugal e, no Rio Grande do Sul, com a cantora Ângela Diel e o flautista João Batista Sartor. Realizou concertos pela Embaixada do Brasil em Portugal, em várias cidades do Rio Grande do Sul e no Uruguai. Pertence ao seleto grupo de harpistas, raros no Brasil.

 

O FLAUTISTA

João Batista Sartor – professor concursado de flauta da UFSM desde 2005, é coordenador e regente da Banda Sinfônica da Universidade. Doutor em Performance em Música pela UNIRIO. Realizou estágio doutoral na Universidade de Aveiro, Portugal. Realizou o Mestrado em Artes (Música-Flauta) pela The University of Iowa, EUA. Cursou flauta e música de câmara na École Normale de Musique Alfred Cortot de Paris. Foi flautista da OSPA de 1990 à 2005 e da Orquestra Unisinos-RS. Ele começou seus estudos musicais na Fundarte de Montenegro, e em 1990 concluiu o Bacharelado em Flauta pela UFRGS. Tem intensa atuação na vida musical gaúcha através de participações e participações em inúmeros recitais de música de câmara no RS, outros estados, e Argentina, Uruguai, EUA, França, Portugal e Itália.

 

O VIOLONISTA

Marcos Kröning Corrêa – é professor na UFSM, nos Cursos de Bacharelado (violão) e Licenciatura em Música, é violonista-compositor. Doutor em Música, Estudos em Performance, pela Universidade de Aveiro, Portugal, 2016. Mestre em Educação Musical, em 2000, e Bacharel em Música, em 1998, ambos pela UFRGS. Professor e concertista, foi convidado, entre outros, para o 26ª Festival de Música de Londrina (2006), a II Mostra Violonística de Votorantim (São Paulo, 2008), os Festivais de Outono da Universidade de Aveiro (Portugal, 2009); o 7º Festival de Violão da UFRGS (2015); ministrou Cursos nos Conservatórios de Ourém, Fátima e Cantanhede (Portugal, 2012-13); coordenou a série de recitais Irmão Violão da Universidade de Aveiro (2015). Apresentou recitais no Brasil, Estados Unidos, Portugal e França.

 

A ILUMINADORA

Carol Zimmer –  iluminadora e produtora cultural, assina também a ambientação cênica de shows e direção técnica de espetáculos. Licenciada em Artes Cênicas (UFRGS), Especialista em Cinema (UNISINOS), Pós-graduanda em Iluminação e design de interiores (IPOG). Em iluminação, destaca-se alguns trabalhos, como as peças: GPS Gaza; As Aventuras do Pequeno Príncipe; O Linguiceiro da Rua do Arvoredo; Breves Entrevistas com Homens Hediondos; Wonderland e o que M. Jacksom encontrou por lá. Trabalha também com os musicistas e bandas: Nei Lisboa; Simone Rasslan; Marcelo Delacroix; Gisele de Santi; Apanhador Só; Dingo Bells. Apresenta também projetos audiovisuais, na parte de produção e direção de fotografia.

 

 

Reportagem: Júlia Goulart

Fotos: Divulgação
Arte: Giana Bonilla


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