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Arquitetura Social



A UFSM possui um Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo (EMAU), focado no processo projetual arquitetônico. Chamado de “Perspectiva”, o escritório surgiu a partir do desejo dos docentes e discentes do curso em ampliar a experiência teórico-prática na graduação, e exige trabalhar com demandas complexas, constituídas por problemas arquitetônicos,  socioculturais e econômicos. Com 39 membros, uma das suas características de atuação é primar pelo compromisso com a realidade sociocultural brasileira, propiciando a atuação com clientes não convencionais.

 

O Perspectiva segue as diretrizes nacionais para a criação de um EMAU. Segundo a Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (Fenea), o modelo de escritórios de Arquitetura e Urbanismo nos cursos de graduação surge da discussão a respeito da vivência e das práticas dos estudantes durante a graduação, com a finalidade não só de completar a educação universitária, mas também para afirmar um compromisso com a realidade social da comunidade onde a universidade está inserida. A mesma federação elaborou a Carta de Definição para Escritórios Modelos de Arquitetura e Urbanismo do Brasil.

 

Dentre os projetos em andamento no EMAU da UFSM estão a reforma da sala de direção do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), o planejamento de uma sala de professores para o Departamento de Ciências da Comunicação e o projeto de uma sala de coworking para a Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (AGITTEC). Fora dos limites da universidade, o Perspectiva colabora com um projeto arquitetônico para a Casa Espírita Luz e Amparo, cuja sede atual é alugada e não suporta o número de frequentadores. O projeto deve ser concluído em breve.

 

Um dos trabalhos desenvolvidos pelo EMAU

 

O desenvolvimento dos projetos do EMAU vem ao encontro da questão do direito à cidade, bem como ajudam a reforçar o sentimento de preservação, partindo-se do pressuposto da utilização das ações como meio para a educação patrimonial, a conscientização, a valorização e para gerar impacto positivo na comunidade local, mostrando-se eficazes para a construção de uma abordagem mais ampla sobre a temática e contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes no cenário da construção das cidades.

 

Outro diferencial é atender uma comunidade que não tem acesso a um arquiteto. “O EMAU é muito diferente do mercado de trabalho justamente por não concorrer com escritórios de arquitetura. Nosso público-alvo são entidades que não têm fins lucrativos e que precisem do serviço do arquiteto, mas que não conseguem pagar”, afirma uma das fundadoras do Escritório, a estudante do 7º semestre de Arquitetura e Urbanismo Clarissa Salbego. “Foi isso que me motivou a acreditar no EMAU. No dia a dia na graduação a gente não consegue perceber qual a importância de um arquiteto na sociedade. Trabalhamos com uma realidade muito utópica. Não trabalhamos como limitações de verbas, com dificuldades financeiras e limitações de terreno, limitações sociais. Isso é o principal aprendizado que o EMAU tem me proporcionado”, reflete Clarissa.

 

Sofia Cardoso, também do 7º semestre, conta que trabalhar com demandas diferentes daquelas que em geral ocupam as aulas na graduação favorece a relação entre estudantes e comunidade.  “O EMAU me ajudou a entender como funcionam as reuniões com clientes e perceber que os clientes raramente aceitam o projeto sem mudanças”, conta.

 

Conforme a coordenação do EMAU Perspectiva, o planejamento para os próximos meses é integrar os novos membros e ir em busca de projetos dentro de comunidades nos bairros de baixa renda de Santa Maria, onde a atuação dos arquitetos é praticamente inexistente. O EMAU tem sua sede no Curso de Arquitetura e Urbanismo, no prédio da Biblioteca Central, sala 300.

 

Reportagem: Julia Nadine Schapowal e Lenon Martins de Paula
Fotografias: Divulgação


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