{"id":10038,"date":"2025-06-05T13:01:16","date_gmt":"2025-06-05T16:01:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/?p=10038"},"modified":"2025-06-05T13:01:18","modified_gmt":"2025-06-05T16:01:18","slug":"nosso-planeta-a-terra-e-redondo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/nosso-planeta-a-terra-e-redondo","title":{"rendered":"Nosso planeta, a Terra, \u00e9 redondo?"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Embora a ci\u00eancia tenha comprovado h\u00e1 s\u00e9culos que a Terra \u00e9 um geoide, ou seja, quase uma esfera, com os polos um pouco achatados e a regi\u00e3o do meio (o Equador) um pouco mais larga, a teoria da Terra plana ainda encontra adeptos pelo mundo. De acordo com a Pesquisa de Percep\u00e7\u00e3o P\u00fablica da Ci\u00eancia e Tecnologia, realizada em 2023, quase 20% dos entrevistados dizem \u201cconcordar em partes\u201d, \u201cdiscordar\u201d (em partes ou totalmente) ou n\u00e3o saber\/n\u00e3o responder \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de que a Terra \u00e9 redonda. Isso significa que uma em cada cinco pessoas duvida do formato do planeta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">C\u00e1ssio Wollmann, professor do departamento de Geoci\u00eancias da UFSM, revela que conspiracionistas se apoiam em interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas sobre a curvatura da Terra para embasar seus argumentos, alegando que a linha do horizonte deveria desaparecer completamente se a Terra fosse curva. \u201cEles ignoram que a Terra n\u00e3o \u00e9 uma esfera perfeita, mas sim um geoide, o que faz as dist\u00e2ncias da linha do horizonte variarem de acordo com a latitude de onde a pessoa observa\u201d, destaca Wollmann. O pesquisador explica que, se a Terra fosse plana, a vida no planeta seria imposs\u00edvel, pois a gravidade faria com que ela se desintegrasse: \u201cA gravidade aglutina a mat\u00e9ria, ent\u00e3o uma Terra plana se fragmentaria em v\u00e1rios peda\u00e7os menores.\u201d<\/span><\/p>\n<h3><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-10039 \" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2025\/06\/Planeta-Redondo-Melhor-Qualidade_Prancheta-1.jpg\" alt=\"\" width=\"994\" height=\"649\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2025\/06\/Planeta-Redondo-Melhor-Qualidade_Prancheta-1.jpg 1920w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2025\/06\/Planeta-Redondo-Melhor-Qualidade_Prancheta-1-300x196.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2025\/06\/Planeta-Redondo-Melhor-Qualidade_Prancheta-1-1024x668.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2025\/06\/Planeta-Redondo-Melhor-Qualidade_Prancheta-1-768x501.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2025\/06\/Planeta-Redondo-Melhor-Qualidade_Prancheta-1-1536x1002.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 994px) 100vw, 994px\" \/><\/h3>\n<h3>As redes sociais e o fortalecimento do terraplanismo<b><br \/><\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A teoria da Terra plana ganhou for\u00e7a nos \u00faltimos anos, principalmente com o advento das redes sociais, que facilitam a dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsas. A doutoranda em Filosofia da UFSM, Elizabete Echer, ressalta que, embora a internet ofere\u00e7a um acesso sem precedentes \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, nem sempre o conte\u00fado encontrado \u00e9 confi\u00e1vel. \u201cH\u00e1 uma escolha deliberada de ignorar evid\u00eancias contr\u00e1rias \u00e0s cren\u00e7as pessoais\u201d, afirma.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nesse sentido, outro fator que contribui para a persist\u00eancia dessa teoria \u00e9 o que Elizabete chama de \u201cInd\u00fastria Conspirat\u00f3ria\u201d. Segundo as pesquisas que ela vem desenvolvendo, as teorias da conspira\u00e7\u00e3o geram visualiza\u00e7\u00f5es e agora h\u00e1 um mercado para isso, evidenciado pelo aumento de canais do YouTube sobre o tema. Assim, \u201cuma \u00fanica postagem conspirat\u00f3ria pode alcan\u00e7ar milhares de pessoas em horas, alimentando um ciclo de desinforma\u00e7\u00e3o e refor\u00e7ando a polariza\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica\u201d, revela a fil\u00f3sofa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Box &#8211; Teorias da conspira\u00e7\u00e3o x verdade \u201coficial ou f\u00e1tica\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Teorias da conspira\u00e7\u00e3o est\u00e3o associadas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma explica\u00e7\u00e3o alternativa, que normalmente contraria a vers\u00e3o oficial de um determinado fato ou acontecimento, atrav\u00e9s de uma distor\u00e7\u00e3o fantasiosa. Tratam-se de cren\u00e7as explicativas para eventos de grande impacto social baseadas na cren\u00e7a de que a verdade \u201coficial\u201d \u00e9 uma mentira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">C\u00e1ssio Wollmann observa que o terraplanismo tem perdido for\u00e7a entre gera\u00e7\u00f5es mais jovens, mas ainda \u00e9 um fen\u00f4meno relevante. Para ele, a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica desempenha um papel essencial nesse cen\u00e1rio. \u201cA ci\u00eancia n\u00e3o pode ser pol\u00eamica; ela deve ser uma tranquilizadora da humanidade\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Veredito: COMPROVADO! A Terra \u00e9 redonda.<\/span><\/h3>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400\">Texto: <\/span><span style=\"font-weight: 400\" data-rich-links=\"{&quot;per_n&quot;:&quot;J\u00falia Zucchetto&quot;,&quot;per_e&quot;:&quot;juliazucchetto@gmail.com&quot;,&quot;type&quot;:&quot;person&quot;}\">J\u00falia Zucchetto<\/span><\/em><br \/><em><span style=\"font-weight: 400\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Vinicius Gumisson Motta<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400\">Edi\u00e7\u00e3o: Luciane Treulieb<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400\">Revis\u00e3o: Fabiana Coradini<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A teoria da Terra plana continua a ganhar espa\u00e7o, mesmo com amplas evid\u00eancias cient\u00edficas que a refutam<\/p>\n","protected":false},"author":161,"featured_media":10039,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1846],"tags":[540],"class_list":["post-10038","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mitometro","tag-mitometro"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10038","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/161"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10038"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10038\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10039"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10038"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10038"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10038"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}