{"id":1388,"date":"2017-05-10T10:05:05","date_gmt":"2017-05-10T13:05:05","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=1388"},"modified":"2021-02-11T16:51:49","modified_gmt":"2021-02-11T19:51:49","slug":"para-manter-viva-a-historia-negra-local","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/para-manter-viva-a-historia-negra-local","title":{"rendered":"Para manter viva a hist\u00f3ria negra local"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1388\" class=\"elementor elementor-1388\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-178cde4 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"178cde4\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-373f122\" data-id=\"373f122\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ed7b9f9 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"ed7b9f9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"688\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/7-Edicao_HISTORIA_Historia-Negra-1024x688.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1823\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/7-Edicao_HISTORIA_Historia-Negra-1024x688.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/7-Edicao_HISTORIA_Historia-Negra-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/7-Edicao_HISTORIA_Historia-Negra-768x516.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/7-Edicao_HISTORIA_Historia-Negra-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/7-Edicao_HISTORIA_Historia-Negra.jpg 1400w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-18b279d6 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"18b279d6\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-553724d0\" data-id=\"553724d0\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1147173d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1147173d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>Quando estuda na escola, a gente acha que a escravid\u00e3o \u00e9 algo que s\u00f3 existiu no Nordeste e em S\u00e3o Paulo, com as lavouras do caf\u00e9. A gente nunca pensa que a escravid\u00e3o foi t\u00e3o difundida em todo o pa\u00eds, inclusive em Santa Maria\u201d, constata a historiadora Franciele Rocha de Oliveira.<\/p>\n<p>Em 2010, quando era acad\u00eamica no curso de Hist\u00f3ria da UFSM, Franciele come\u00e7ou a trabalhar no Museu Treze de Maio \u2014 antigo clube social negro que foi transformado em museu comunit\u00e1rio em 2001 e que busca preservar e estimular a autoestima e autoimagem positivas de homens, mulheres e crian\u00e7as negras. O conv\u00edvio com a rotina do \u201cTreze\u201d mostrou a Franciele como a hist\u00f3ria local negra \u00e9 esquecida e muitas vezes n\u00e3o mencionada em bibliografias locais.<\/p>\n<p>Nos encontros no museu, Franciele soube que existiu um outro clube negro em Santa Maria: \u201cNo museu havia rodas de lembran\u00e7as, onde as pessoas iam rememorar o Treze e tamb\u00e9m falavam que \u2018existia outro clube, o clube dos negros pobres, o Uni\u00e3o Familiar\u2019, do qual n\u00e3o havia muitas informa\u00e7\u00f5es em livros e registros\u201d.<\/p>\n<p>Franciele come\u00e7ou a se aprofundar no tema e decidiu escrever, em 2014, seu Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso sobre o \u2018outro clube\u2019. Intitulada Moreno rei dos astros a brilhar, querida Uni\u00e3o Familiar, a monografia rememorou a hist\u00f3ria do Uni\u00e3o Familiar e a luta por justi\u00e7a e direitos do povo negro em Santa Maria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Mem\u00f3ria impressa<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Vencedora do Pr\u00eamio Lei Municipal do Livro 2015, a pesquisa de Franciele virou livro e foi lan\u00e7ada na Feira do Livro santa-mariense de 2016. A publica\u00e7\u00e3o teve distribui\u00e7\u00e3o gratuita e contou com tiragem de 1.500 exemplares.<\/span><\/p>\n<p>A obra cont\u00e9m imagens de arquivos de pessoas ligadas ao clube, al\u00e9m de relatos e documentos que datam do s\u00e9culo 19. Franciele realizou cinco entrevistas, com frequentadores que tinham entre 61 e 87 anos e que revelaram a hist\u00f3ria do Uni\u00e3o e sua import\u00e2ncia para a sociedade negra local.<br><\/p>\n<p>Dividido em tr\u00eas cap\u00edtulos, o livro inicia contando sobre o movimento abolicionista no pa\u00eds, a quest\u00e3o dos movimentos negros em Santa Maria e a prec\u00e1ria condi\u00e7\u00e3o de liberdade obtida pelo povo negro ap\u00f3s o decreto da Lei \u00c1urea.<\/p>\n<p>J\u00e1 no segundo cap\u00edtulo, o clube Uni\u00e3o Familiar \u00e9 apresentado com detalhes. Franciele tamb\u00e9m comenta neste cap\u00edtulo sobre a import\u00e2ncia pol\u00edtica dos clubes negros para quem os integrava: \u201cTem clubes que amparavam mulheres vi\u00favas, ajudavam na aposentadoria de trabalhadores negros. Tem clubes que se organizavam para fazer o que o Estado n\u00e3o fazia para essas pessoas\u201d.<br><\/p>\n<p>O terceiro cap\u00edtulo conta sobre as pr\u00e1ticas dentro do Clube, mostrando suas festas e costumes. Nesse cap\u00edtulo, Franciele apresenta a pr\u00e1tica do carnaval organizado pelo Uni\u00e3o, por meio do bloco de rua, e tamb\u00e9m a hist\u00f3ria de um jornal negro, que contemplava assuntos que os demais jornais locais n\u00e3o abordavam, como den\u00fancias de racismo.<br><\/p>\n<p>Franciele conclui sua pesquisa ressaltando a import\u00e2ncia de dar voz a uma comunidade negra que n\u00e3o possui visibilidade na Hist\u00f3ria tida como oficial. Ela ressalta, no entanto, que ainda h\u00e1 muito a ser estudado sobre o tema: \u201c\u00c9 fundamental dizer que esse trabalho n\u00e3o se encerra em si mesmo. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um ponto de partida que assume a necessidade em falar do tema, olhando para os sujeitos hist\u00f3ricos protagonistas desse processo hist\u00f3rico\u201d.<br><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i><b>Rep\u00f3rter:<\/b> Guilherme Gabbi \u00b7<\/i><\/p>\n<p><i><b>Diagrama\u00e7\u00e3o: <\/b>Kennior Dias<\/i><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uni\u00e3o Familiar, clube social negro de Santa Maria, \u00e9 rememorado em livro<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":1823,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1840],"tags":[476,480],"class_list":["post-1388","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia","tag-escravidao","tag-historia-negra"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1388"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1388\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}