{"id":1394,"date":"2017-05-10T10:27:52","date_gmt":"2017-05-10T13:27:52","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=1394"},"modified":"2021-02-11T16:55:23","modified_gmt":"2021-02-11T19:55:23","slug":"tecnologia-em-geolocalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/tecnologia-em-geolocalizacao","title":{"rendered":"Tecnologia em geolocaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 cada vez mais comum, especialmente nas grandes cidades, que os motoristas utilizem sistemas de navega\u00e7\u00e3o, como o Google Maps ou o Waze, para se localizar no tr\u00e2nsito ou encontrar a melhor rota para seu destino. Quem viaja para uma regi\u00e3o desconhecida tamb\u00e9m percebe as vantagens dessa tecnologia. Mas dificilmente imaginamos de onde saem todas as informa\u00e7\u00f5es, como elas s\u00e3o processadas e o m\u00e9todo para que elas cheguem aos nossos celulares e computadores.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Aquilo que geralmente chamamos de GPS \u00e9 apenas uma parte do processo. Na verdade, existem, atualmente, dois principais sistemas de posicionamento e localiza\u00e7\u00e3o por sat\u00e9lites em pleno funcionamento: o GPS, desenvolvido pelos Estados Unidos, e o Glonass, que pertence \u00e0 R\u00fassia. Para os usu\u00e1rios, na pr\u00e1tica, s\u00e3o sistemas complementares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um sistema de navega\u00e7\u00e3o por sat\u00e9lite \u00e9 capaz de indicar a localiza\u00e7\u00e3o geoespacial de determinado ponto no globo terrestre por meio de sat\u00e9lites que est\u00e3o em \u00f3rbita ao redor do planeta. Na pr\u00e1tica, s\u00e3o necess\u00e1rios ao menos quatro sat\u00e9lites dispostos em diferentes lugares, que realizam um processo chamado de trilatera\u00e7\u00e3o e enviam informa\u00e7\u00f5es que possibilitam a determina\u00e7\u00e3o de coordenadas do ponto rastreado. Al\u00e9m do mapeamento, esses sistemas t\u00eam aplica\u00e7\u00e3o nas mais diversas \u00e1reas t\u00e9cnicas e cient\u00edficas, como nos transportes (terrestre, a\u00e9reo e mar\u00edtimo), na seguran\u00e7a (defesa civil, pol\u00edcia, bombeiros), no rastreio de ve\u00edculos, animais e pessoas (as \u201ctornozeleiras\u201d), na agricultura de precis\u00e3o, nas telecomunica\u00e7\u00f5es, etc.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No dia a dia, quando acessamos os dados de navega\u00e7\u00e3o no carro, ou em qualquer aplicativo para celular, a comunica\u00e7\u00e3o entre os sistemas acontece de forma a oferecer o servi\u00e7o mais preciso poss\u00edvel. Os sat\u00e9lites do GPS e do Glonass, posicionados estrategicamente no espa\u00e7o sideral cerca de 20 mil quil\u00f4metros acima da superf\u00edcie terrestre, s\u00e3o acessados simultaneamente para que os dados de georreferenciamento sejam exatos e o resultado que chega ao usu\u00e1rio tenha maior qualidade. Atualmente, existem em \u00f3rbita 31 sat\u00e9lites do GPS e 24 sat\u00e9lites do Glonass, que oferecem informa\u00e7\u00f5es de localiza\u00e7\u00e3o para todas as partes do mundo.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Glonass chega a\u00a0UFSM<\/b><\/p>\n<p>Em 2015, a UFSM firmou uma parceria com o governo russo para instalar uma esta\u00e7\u00e3o de monitoramento do Glonass em Santa Maria. A instala\u00e7\u00e3o foi conclu\u00edda em abril de 2016, sendo a terceira no Brasil. A primeira delas existe no pa\u00eds desde 2013, na Universidade de Bras\u00edlia, e uma segunda foi instalada em Recife em fevereiro de 2016.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A fun\u00e7\u00e3o dessas esta\u00e7\u00f5es \u00e9 melhorar os sinais que chegam ao usu\u00e1rio e reduzir erros de posicionamento. Al\u00e9m disso, as informa\u00e7\u00f5es captadas pela central de monitoramento servem tamb\u00e9m para pesquisas. No caso da UFSM, o projeto Glonass \u00e9 coordenado pelo professor do Centro de Ci\u00eancias Rurais Eno Saatkamp, e esses dados j\u00e1 colaboram para o desenvolvimento de pesquisas em n\u00edvel de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e mestrado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O projeto integra o Centro de Ci\u00eancias Rurais, especializado no estudo de Geod\u00e9sia (ci\u00eancia que se ocupa da determina\u00e7\u00e3o da forma, das dimens\u00f5es e do campo de gravidade da Terra), e o Centro de Tecnologia. \u201cPor isso o projeto \u00e9 tratado como institucional, porque envolve mais de um Centro da UFSM e isso, sem d\u00favida, enriquece muito em termos de conhecimento os dois lados\u201d, salienta o professor Eno Saatkamp.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O professor do Centro de Tecnologia e coordenador do curso de Engenharia de Telecomunica\u00e7\u00f5es, Renato Machado, destaca que o posicionamento geogr\u00e1fico estrat\u00e9gico da cidade de Santa Maria colaborou para a efetiva\u00e7\u00e3o da parceria com a R\u00fassia. Al\u00e9m da infraestrutura adequada proporcionada pela UFSM, que j\u00e1 tem hist\u00f3rico de trabalho com tecnologia GNSS (Sistema de Navega\u00e7\u00e3o Global por Sat\u00e9lite). \u201cEm termos mundiais, isso se traduz em um balan\u00e7o de for\u00e7as. Para n\u00f3s da academia, o que importa \u00e9 que, atrav\u00e9s desse conv\u00eanio, um dos pa\u00edses detentores do mais alto n\u00edvel de tecnologia abre as portas das suas universidades e da Roscosmos (Ag\u00eancia Espacial Russa) para alunos da Universidade realizarem mestrado e doutorado\u201d, destaca Machado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O desenvolvimento do projeto fortalece os dois novos cursos da Universidade: Engenharia de Telecomunica\u00e7\u00f5es e Engenharia Aeroespacial. O acesso aos dados de um sistema de navega\u00e7\u00e3o proporciona aos alunos a possibilidade de lidar com conte\u00fados pouco explorados na maioria das institui\u00e7\u00f5es de ensino. A presen\u00e7a da esta\u00e7\u00e3o de monitoramento do Glonass na UFSM reitera o ensino, atrav\u00e9s da aproxima\u00e7\u00e3o dos alunos com a tecnologia; a pesquisa, pela possibilidade de produzir conhecimento a partir do acesso aos dados; e a extens\u00e3o, visto que, mesmo indiretamente, a comunidade se beneficia do sistema de localiza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Como funciona o Glonass<\/b><\/p>\n<p>Para que o Glonass funcione continuamente, n\u00e3o basta lan\u00e7ar os sat\u00e9lites em \u00f3rbita. Cada sat\u00e9lite transmite continuamente ondas eletromagn\u00e9ticas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, que carregam informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que o sistema possa cumprir sua finalidade: o usu\u00e1rio, com um receptor desses sinais, calcular sua posi\u00e7\u00e3o georreferenciada. Esses dados variam ao longo do tempo, ent\u00e3o necessitam ser periodicamente recalculados e informados a cada um dos sat\u00e9lites, para que eles possam transmitir informa\u00e7\u00f5es corretas aos usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Veja a ilustra\u00e7\u00e3o publicada na vers\u00e3o impressa ou na <a href=\"https:\/\/issuu.com\/revistaarco\/docs\/arco_7ed_issuu\">vers\u00e3o flip da revista<\/a><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As Esta\u00e7\u00f5es Monitoras, como a que existe na UFSM (1), t\u00eam justamente essa finalidade: monitorar os sinais dos sat\u00e9lites. Os dados ser\u00e3o \u00a0processados numa esta\u00e7\u00e3o central, que se localiza em Moscou, na R\u00fassia (2), para recalcular os novos par\u00e2metros reais dos sat\u00e9lites. Esses par\u00e2metros atualizados s\u00e3o transmitidos a cada um dos sat\u00e9lites por uma esta\u00e7\u00e3o up-link (3), que tamb\u00e9m fica na R\u00fassia. A partir dessa atualiza\u00e7\u00e3o no sat\u00e9lite, ele transmitir\u00e1 os par\u00e2metros aprimorados em seus sinais em dire\u00e7\u00e3o aos usu\u00e1rios na Terra.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Linha do Tempo<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>1945<\/b><\/p>\n<p>No dia 2 de setembro, o Jap\u00e3o assinou, no conv\u00e9s do navio USS Missouri, a rendi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds diante do bloco dos aliados, encerrando formalmente a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>1946<\/b><\/p>\n<p>In\u00edcio da Guerra Fria, per\u00edodo de bipolariza\u00e7\u00e3o mundial. De um lado, a vertente socialista, liderada pela Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas (URSS). Do outro, a for\u00e7a capitalista, que tinha como pa\u00eds l\u00edder os Estados Unidos (EUA).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>1978<\/b><\/p>\n<p>Em fevereiro, na base da For\u00e7a A\u00e9rea dos EUA, s\u00e3o lan\u00e7ados os primeiros sat\u00e9lites GPS, destinados a fornecer \u00e0s for\u00e7as armadas informa\u00e7\u00e3o mais precisa sobre a sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>1982<\/b><\/p>\n<p>Quatro anos depois dos Estados Unidos, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica p\u00f5e em \u00f3rbita o primeiro sat\u00e9lite do Glonass.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>1989<\/b><\/p>\n<p>A queda do muro de Berlim, que dividia na metade a capital alem\u00e3, simboliza o fim da Guerra Fria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>1993<\/b><\/p>\n<p>Uma d\u00e9cada ap\u00f3s o lan\u00e7amento do primeiro sat\u00e9lite, o Glonass come\u00e7a a operar, mas ainda n\u00e3o globalmente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>1995<\/b><\/p>\n<p>O GPS \u00e9 declarado plenamente operacional, ap\u00f3s um projeto inicial de 10 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>2006<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o emitidos os primeiros sinais do sistema de navega\u00e7\u00e3o desenvolvido pela Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, chamado de Galileo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>2010<\/b><\/p>\n<p>Jap\u00e3o d\u00e1 origem ao seu pr\u00f3prio sistema, denominado QZSS, que atinge somente a \u00e1rea nacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>2011<\/b><\/p>\n<p>Lan\u00e7ado o Beidou, Sistema de localiza\u00e7\u00e3o regional da China, com possibilidade de cobertura global em 2020.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>2013<\/b><\/p>\n<p>Desenvolvido pela \u00cdndia, \u00e9 lan\u00e7ado o IRNSS, que conta com cinco sat\u00e9lites em \u00f3rbita, cobrindo exclusivamente a extens\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400\"><strong>Rep\u00f3rter<\/strong>: Bernardo Zamperetti \u00b7<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400\"><strong>Diagrama\u00e7\u00e3o<\/strong>: Juliana Krupahtz e Vin\u00edcius Beltramin<\/span><\/em><\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UFSM se insere no projeto Glonass atrav\u00e9s de parceria com o governo russo<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":1819,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4080,1844],"tags":[492,494,496,468],"class_list":["post-1394","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia-2","category-tecnologia","tag-glonass","tag-gps","tag-russia","tag-tecnologia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1394","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1394"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1394\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}