{"id":1649,"date":"2014-01-07T17:16:08","date_gmt":"2014-01-07T19:16:08","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=1649"},"modified":"2019-05-06T11:33:42","modified_gmt":"2019-05-06T14:33:42","slug":"nem-so-de-gente-grande-se-faz-uma-universidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/nem-so-de-gente-grande-se-faz-uma-universidade","title":{"rendered":"Nem s\u00f3 de gente grande se faz uma universidade"},"content":{"rendered":"<div id=\"container_dados\">\n<div class=\"texto_noticia\">\n<p>Entre um passo e outro, o olhar corre o rel\u00f3gio. O andar se apressa na tentativa de chegar a tempo na aula que j\u00e1 se inicia.\u00a0N\u00e3o muito longe, \u00e9 a tentativa de equilibrar os v\u00e1rios livros rec\u00e9m retirados da biblioteca que prende a aten\u00e7\u00e3o. No bosque, h\u00e1 aqueles para os quais o hor\u00e1rio n\u00e3o parece importar; afinal, a grama e a sombra das \u00e1rvores parecem ter um efeito quase sedativo depois do almo\u00e7o. As diversas m\u00e3os carregando frutas anunciam: a sobremesa do dia no Restaurante Universit\u00e1rio foi laranja.<\/p>\n<p>O trecho acima poderia descrever um dia qualquer no cotidiano universit\u00e1rio da UFSM. Houve um momento, no entanto, em que um fato rompeu a normalidade dessas cenas para a professora de Pedagogia Sueli Salva: a presen\u00e7a de crian\u00e7as no campus. N\u00e3o crian\u00e7as que ali passavam a tarde em passeio com a escola, mas sim aquelas que fizeram da Casa do Estudante Universit\u00e1rio (CEU) moradia de quem rec\u00e9m inicia a vida. Foi a partir da percep\u00e7\u00e3o dessa presen\u00e7a que iniciou a pesquisa, que tem como objetivo conhecer as viv\u00eancias cotidianas das crian\u00e7as na Universidade, a uni\u00e3o da cultura universit\u00e1ria com as experi\u00eancias infantis, al\u00e9m dos arranjos familiares constru\u00eddos pelos jovens e seus filhos.<\/p>\n<p>Assim, desde 2010 s\u00e3o realizadas entrevistas com os pais e seus filhos e \u00e9 feito o acompanhamento de sua rotina. A professora Sueli destaca algumas de suas percep\u00e7\u00f5es sobre como as m\u00e3es reconfiguram o espa\u00e7o em que vivem:<\/p>\n<p>\u2014 O espa\u00e7o da Universidade, n\u00e3o pensado para crian\u00e7as, \u00e9 reorganizado a partir da necessidade dos jovens. Ent\u00e3o, a jovem m\u00e3e, algumas vezes com a ajuda do pai, cria maneiras de fazer acontecer. Aquele lugar que antes tinha uma prateleira com livros hoje tem uma prateleira com brinquedos tamb\u00e9m. Aquele espa\u00e7o que antes tinha um beliche, agora tem um ber\u00e7o.<\/p>\n<p>Em alguns casos por descuido, em outros para consolidar uma uni\u00e3o com a qual a fam\u00edlia discordava, ou ainda por considerar aquele o momento ideal para ter um filho, seja qual for o motivo que leva \u00e0 gravidez, algumas semelhan\u00e7as se apresentam. Uma das dificuldades iniciais \u00e9 a presen\u00e7a do discurso moral que gira em torno da sexualidade \u2013 principalmente a feminina \u2013 e de uma gravidez que acontece em meio aos estudos e, em alguns casos, sem a exist\u00eancia de um relacionamento est\u00e1vel entre o pai e a m\u00e3e. Outra quest\u00e3o \u00e9 a necessidade de uma reorganiza\u00e7\u00e3o no modo de vida, que precisa passar a considerar a presen\u00e7a de uma crian\u00e7a que exige dedica\u00e7\u00e3o e tempo. A bolsista da pesquisa e respons\u00e1vel pelas anota\u00e7\u00f5es do di\u00e1rio de campo, Keila de Oliveira, pontua essa como uma experi\u00eancia que permite entender o processo de forma mais ampla:<\/p>\n<p>\u2014 O contato com essas m\u00e3es me ajuda a entender muita coisa tamb\u00e9m fora da Casa do Estudante desse processo de gravidez juvenil. Muitas vezes as pessoas tendem a ver essas meninas como imaturas ou irrespons\u00e1veis. \u00c0s vezes n\u00e3o, ao contr\u00e1rio, vai muito al\u00e9m dessa simplifica\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o isso me ajudou, como pedagoga, a ampliar o olhar sobre a quest\u00e3o, ao inv\u00e9s de ser reducionista.<\/p>\n<p>No dia a dia, essas crian\u00e7as passam a entender a Casa do Estudante como um lugar que tamb\u00e9m \u00e9 delas. Enquanto elas crescem e aprendem, tamb\u00e9m ensinam com a sua presen\u00e7a e mostram que, afinal de contas, alguns padr\u00f5es aceitos como corretos j\u00e1 deveriam ter ficado no passado.<\/p>\n<p>Durante a pesquisa, foram v\u00e1rias as fam\u00edlias acompanhadas. Os trechos a seguir trazem fragmentos da trajet\u00f3ria de Daiane e seu filho Pedro e de Mariana e seu filho Samuel. Atrav\u00e9s de suas hist\u00f3rias, eles nos mostram como a universidade n\u00e3o \u00e9 lugar apenas de gente grande.<\/p>\n<p><a class=\"bigger_image\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2014\/01\/samuel1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2014\/01\/samuel1.jpg\" alt=\"\" width=\"825\" height=\"533\" \/><\/a><\/p>\n<h4><strong>TRECHOS DO DI\u00c1RIO<\/strong><\/h4>\n<h4><strong>28 DE SETEMBRO DE 2010\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>Nesta manh\u00e3 fui at\u00e9 ao apartamento do menino Samuel para acompanh\u00e1-lo at\u00e9 a sua escola. Quando cheguei ao apartamento, Samuel estava deitado na cama. A m\u00e3e lhe deu a mamadeira e arrumou a mochila do filho. Mariana tamb\u00e9m relatou que o filho caiu da cama e teve que ir at\u00e9 o hospital fazer curativo de tr\u00eas pontos na cabe\u00e7a. Nessa oportunidade, Samuel estava somente com o pai em casa e bateu a cabe\u00e7a na janela. O menino queria iogurte que o pai havia trazido do mercado; o pai disse para ele esperar, mas Samuel foi impaciente e, quando levantou da cama, bateu a cabe\u00e7a. Mariana terminou de arrumar o filho, colocou os cal\u00e7ados, ajudou a lavar os dentes e ent\u00e3o sa\u00edmos. No caminho, Samuel estava sempre pulando e correndo, al\u00e9m de estar juntando galhos e folhas secas que encontrava. Quando est\u00e1vamos passando por um determinado muro, Samuel apontou para o mesmo e falou: Olha um peixinho! Realmente, a rachadura do muro fazia o desenho de um peixinho. A m\u00e3e comentou que faz muito tempo \u201cque ele descobriu\u201d essa imagem e que toda a vez que passa por ali aponta para o \u201cpeixinho\u201d.<\/p>\n<h4><strong>30 DE SETEMBRO DE 2010\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>Mariana comentou comigo que no dia anterior Samuel a havia acompanhado durante o ensaio de uma pe\u00e7a teatral. A m\u00e3e falou que Samuel \u00e0s vezes fica com um amigo seu enquanto ela ensaia, e que ela at\u00e9 convidou umas meninas para morar no mesmo apartamento seu para ajudar a cuidar do Samuel quando precisasse, e que prop\u00f4s pagamento para essas estudantes. Por\u00e9m, como as meninas nunca est\u00e3o em casa \u00e0 noite ou quando ela precisa, Mariana resolveu n\u00e3o insistir mais nisso.<\/p>\n<p>A jovem falou que hoje \u00e9 menos dif\u00edcil de Samuel acompanh\u00e1-la nos ensaios, pois j\u00e1 est\u00e1 um pouco maior e fica com a recepcionista do CAL* enquanto a m\u00e3e ensaia, mas que quando era menor e ficava com outras pessoas que n\u00e3o conhecia direito, n\u00e3o pedia para ir ao banheiro e ent\u00e3o fazia as necessidades nas cal\u00e7as. A m\u00e3e tamb\u00e9m comentou que certa vez o filho \u201cinvadiu\u201d o palco enquanto ela estava ensaiando.<\/p>\n<p>No caminho para a escola, Samuel parou numa placa, dessas de concreto em que constam fatos hist\u00f3ricos da Universidade, e disse que era seu computador. Numa cal\u00e7ada que era formada por blocos de concreto alternados por grama, Samuel pisava somente nos blocos e dizia que a grama era jacar\u00e9 que podia nos pegar. J\u00e1 na escola, brinquei com Samuel de carrinho, ele me contou hist\u00f3rias de livros infantis da escola. [&#8230;] Samuel queria a todo o momento que eu ficasse brincando com ele, e quando outra CRIAN\u00c7A me chamou de \u201cProfe\u201d, ele disse que meu nome n\u00e3o era \u201cProfe\u201d, era Keila.<\/p>\n<p>*CAL: Centro de Artes e Letras<\/p>\n<h4><strong>1\u00ba DE JUNHO DE 2011\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>Daiane falou que Felipe, o pai de Pedro, que morava no apartamento em frente ao do filho, agora est\u00e1 residindo em S\u00e3o Paulo, fazendo doutorado. Ela disse que os primeiros dias do filho sem o pai foram dif\u00edceis, que o menino ia at\u00e9 o apartamento do pai e chamava por ele. Atualmente, segundo a m\u00e3e, ele est\u00e1 mais acostumado. Daiane disse que, em fun\u00e7\u00e3o de Felipe ter ido embora, ela optou por pagar uma van para levar e buscar Pedrinho, j\u00e1 que antes Felipe a ajudava com isso. Disse ainda que, quando Felipe foi embora, ele explicou ao filho que iria estudar e que para chegar aonde iria, precisava ir de avi\u00e3o. Segundo Daiane, agora sempre quando o filho ouve barulho de avi\u00e3o, ele fala \u201cpapai, papai\u201d.<\/p>\n<p>Relacionado a isso, Daiane disse que o padrinho de Pedro a tem ajudado bastante, que ele tem feito o papel de pai. A jovem disse que o padrinho do menino tamb\u00e9m conseguiu uma vaga numa aula de nata\u00e7\u00e3o para Pedro, aula que \u00e9 oferecida aos s\u00e1bados de manh\u00e3 no CEFD*.<\/p>\n<h4><strong>6 DE JUNHO DE 2011\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>Montamos o quebra-cabe\u00e7a duas vezes. Samuel demonstrou gostar muito da brincadeira. Durante o tempo em que est\u00e1vamos montando, o menino tamb\u00e9m demonstrou desenvoltura e rapidez na associa\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as, levando em considera\u00e7\u00e3o sua idade e o tamanho do jogo, que tinha 38 pe\u00e7as.<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>Depois disso, Samuel pediu \u00e0 m\u00e3e para pegar o quebra-cabe\u00e7a do Batman, que ele havia ganhado do pai. Enquanto estava montando o quebra-cabe\u00e7a, Mariana comentou que ela e o pai de Samuel haviam acabado o relacionamento e que ele tinha tentado reatar, mas ela n\u00e3o quis. Acrescentou ainda que ele lhe prop\u00f4s que eles casassem no pr\u00f3ximo ano, quando ela j\u00e1 estaria se formando, mas ela disse que seria dif\u00edcil, pois teria que morar na cidade do marido, que \u00e9 uma cidade do interior, onde n\u00e3o h\u00e1 muito investimento na cultura, e isso dificulta o trabalho dela.<\/p>\n<p>Relacionado a isso, Mariana contou que o pai de Samuel \u00e9 professor de artes da rede p\u00fablica de ensino, mas \u00e9 tamb\u00e9m professor de ensino religioso e, paradoxalmente, \u00e9 ateu. A partir disso, contou que muitas vezes teme pelo que o filho possa ter herdado do pai sobre quest\u00f5es de machismo e homofobia, por exemplo. Mariana disse que a fam\u00edlia do pai de Samuel \u00e9 bastante machista e n\u00e3o gosta da profiss\u00e3o dela e da forma como ela \u00e9, por n\u00e3o ser dona de casa etc.<\/p>\n<h4><strong>14 DE SETEMBRO DE 2011\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>Quando cheguei ao apartamento, Samuel veio abrir a porta, mas logo \u201cse escondeu\u201d de mim. Mariana disse que ele estava ansioso pela minha chegada, que queria tomar banho r\u00e1pido e a todo o momento estava perguntando se eu ainda n\u00e3o havia chegado. Ela comentou que, quando falou para o filho que eu viria \u00e0 noite, ele logo se lembrou de mim, que na \u00faltima vez em que nos encontramos eu havia levado um quebra-cabe\u00e7a do Mickey para ele montar.<\/p>\n<p>Logo que eu cheguei ao apartamento, Samuel perguntou se eu n\u00e3o havia trazido o jogo do Mickey para montarmos. Eu disse que havia me esquecido de trazer um brinquedo, mas que poder\u00edamos brincar com os dele. Diante disso, Samuel come\u00e7ou a tirar de sua caixa de brinquedos um a um para me mostrar o que faziam, quais eram os nomes e de quem ele havia ganhado o brinquedo.<\/p>\n<p>Mariana tamb\u00e9m contou que nos \u00faltimos dias Samuel est\u00e1 agressivo e que vem chorando bastante na creche, se irritando por qualquer coisa. Ela tamb\u00e9m disse que come\u00e7ou a namorar, que o namorado reside em outra cidade e que, na primeira vez em que ele veio visit\u00e1-la, Samuel reagiu muito bem, brincou com ele. Entretanto, depois disso, Mariana notou que ele ficou mais agressivo. A m\u00e3e acha que o menino est\u00e1 com ci\u00fames dela com o namorado.<\/p>\n<h4><strong>15 DE SETEMBRO DE 2011\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>[&#8230;] Depois, fomos at\u00e9 a sala. Pedro prop\u00f4s que brinc\u00e1ssemos de viajar. O sof\u00e1 seria nosso avi\u00e3o. Daiane perguntou para onde ir\u00edamos viajar, e o menino respondeu que ir\u00edamos para S\u00e3o Paulo, na casa do seu pai. Brincamos, ent\u00e3o, em cima do sof\u00e1, eu, Daiane, Pedrinho e uma amiga de sua m\u00e3e.<\/p>\n<p>Pedro contou que estava fazendo nata\u00e7\u00e3o, pediu \u00e0 m\u00e3e para colocar sua sunga e a touca. Daiane resistiu em consentir, mas acabou cedendo. Pedro decidiu, ent\u00e3o, fazer no meio da sala uma piscina para \u201cmergulharmos\u201d. Durante algum tempo, ele brincou dentro de um pequeno espa\u00e7o do ch\u00e3o da sala, que ele chamou de \u201cminha piscina\u201d.<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>Como j\u00e1 estava ficando tarde e Pedro ainda precisava tomar banho, Daiane falou ao filho que achava que j\u00e1 estava na hora de terminar a festa. Pedro n\u00e3o queria. Eu argumentei, dizendo que tamb\u00e9m j\u00e1 estava um pouco cansada, que precisava ir pra casa tomar banho. Ele disse que se eu fosse pra casa o lobo mau poderia me pegar. Falei que iria correndo pra casa, chegaria e trancaria a porta e o lobo n\u00e3o me pegaria. A m\u00e3e argumentou que a minha casa n\u00e3o era de madeira, se o lobo soprasse n\u00e3o iria cair.<\/p>\n<p>Mesmo assim, Pedro n\u00e3o queria parar com a brincadeira, a m\u00e3e ent\u00e3o insistiu que ele deveria ir tomar banho e o menino come\u00e7ou a chorar e amea\u00e7ou se jogar no ch\u00e3o. A m\u00e3e pediu que ele parasse imediatamente com aquilo, que ela iria ficar muito brava se ele continuasse com aquele comportamento e falou: Pedro, se voc\u00ea continuar assim o que eu vou virar? O menino respondeu, ainda meio choroso: Um tigre!<\/p>\n<p><a class=\"bigger_image\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2014\/01\/pedro222.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2014\/01\/pedro222.jpg\" alt=\"\" width=\"534\" height=\"473\" \/><\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"texto_rodape\">\n<div class=\"arco_creditos\">Rep\u00f3rter: Daniela Pin Menegazzo<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio ao vai e vem da UFSM, a pesquisadora Sueli Salva notou a presen\u00e7a de crian\u00e7as que fizeram do espa\u00e7o acad\u00eamico tamb\u00e9m seu lar<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":1436,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1611],"tags":[],"class_list":["post-1649","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diario-de-campo-3-edicao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1649","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1649"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1649\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1649"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1649"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1649"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}