{"id":1661,"date":"2014-01-07T17:37:59","date_gmt":"2014-01-07T19:37:59","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=1661"},"modified":"2021-02-10T15:38:51","modified_gmt":"2021-02-10T18:38:51","slug":"alfarroba-no-lugar-do-cacau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/alfarroba-no-lugar-do-cacau","title":{"rendered":"Alfarroba no lugar do cacau"},"content":{"rendered":"<div id=\"container_dados\">\n<div class=\"texto_noticia\">\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1445 alignright\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/3\u00aa-edic\u0327a\u0303o-13-alimentac\u0327a\u0303o-alfarroba-300x196.jpg\" alt=\"\" width=\"441\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/3\u00aa-edic\u0327a\u0303o-13-alimentac\u0327a\u0303o-alfarroba-300x196.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/3\u00aa-edic\u0327a\u0303o-13-alimentac\u0327a\u0303o-alfarroba-768x502.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/3\u00aa-edic\u0327a\u0303o-13-alimentac\u0327a\u0303o-alfarroba-1024x669.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 441px) 100vw, 441px\" \/>No Oriente M\u00e9dio, ela \u00e9 uma velha conhecida. H\u00e1 mais de 5 mil anos, os eg\u00edpcios usam a alfarroba em suas receitas. Os \u00e1rabes utilizam-na para a fabrica\u00e7\u00e3o de uma bebida t\u00edpica consumida durante o Ramad\u00e3, m\u00eas isl\u00e2mico reservado aos jejuns religiosos. J\u00e1 na tradi\u00e7\u00e3o judaica, a \u00e1rvore da alfarroba est\u00e1 numa antiga par\u00e1bola sobre altru\u00edsmo. Nela, o feiticeiro Honi encontra um velho plantando um p\u00e9 de alfarrobeira e, ao saber que os frutos s\u00f3 vir\u00e3o em 70 anos, questiona se o senhor espera mesmo viver para prov\u00e1-los. A resposta: \u201cEncontrei este mundo plantado com alfarrobeiras. Assim como meus antepassados plantaram para mim, vou plantar para meus descendentes\u201d.<\/p>\n<p>No Brasil, no entanto, a alfarroba ainda n\u00e3o \u00e9 muito conhecida. Ela \u00e9 uma leguminosa de cor, sabor e aroma semelhantes aos do cacau, mas possui algumas vantagens significativas em compara\u00e7\u00e3o \u00e0quele, contendo mais vitaminas e sais minerais e menos gordura. Tamb\u00e9m se diferencia por apresentar grande quantidade de a\u00e7\u00facares naturais, o que foi constatado h\u00e1 muitos anos pelos eg\u00edpcios: o hier\u00f3glifo que representa a vagem da alfarroba tamb\u00e9m significa \u201ca\u00e7ucarado\u201d. Da vagem da alfarrobeira \u00e9 extra\u00edda a polpa, a qual, uma vez torrada e mo\u00edda, forma uma farinha. Pelas caracter\u00edsticas da leguminosa, essa farinha apresenta alto teor nutritivo, sendo utilizada como uma alternativa ao cacau na prepara\u00e7\u00e3o de doces.<\/p>\n<h3><strong>BEBIDA L\u00c1CTEA COM ALFARROBA:\u00a0NUTRITIVA E SABOROSA<\/strong><\/h3>\n<p>Em seu mestrado em Ci\u00eancias e Tecnologia dos Alimentos, Daniela Buzatti pesquisou uma das poss\u00edveis aplica\u00e7\u00f5es da alfarroba. A disserta\u00e7\u00e3o, Efeitos da substitui\u00e7\u00e3o parcial de cacau por alfarroba em bebidas l\u00e1cteas, foi defendida em 2013 na UFSM. O trabalho de pesquisa foi dividido em etapas. Na primeira, Daniela substituiu o soro l\u00edquido, utilizado normalmente na fabrica\u00e7\u00e3o da bebida l\u00e1ctea, por soro em p\u00f3, conseguindo aumentar o teor de prote\u00edna sem aumentar o teor de gordura da bebida. Dessa forma, ela tornou-se mais rica nutricionalmente, equiparando-se ao valor nutritivo de um iogurte.<\/p>\n<p>A etapa seguinte foi a elabora\u00e7\u00e3o das bebidas com a substitui\u00e7\u00e3o parcial do cacau por alfarroba. Ap\u00f3s, realizou-se a an\u00e1lise sensorial, contemplando os par\u00e2metros de cor, odor, sabor e viscosidade. Nessa fase, cerca de 400 pessoas provaram e apontaram suas prefer\u00eancias entre as amostras contendo diferentes quantidades de alfarroba e cacau. Os resultados surpreenderam: em todos os par\u00e2metros sensoriais, a bebida l\u00e1ctea com maior teor de alfarroba foi a preferida dos provadores. \u201cAs an\u00e1lises demonstraram que, nutricionalmente, as bebidas l\u00e1cteas apresentaram alto teor de prote\u00edna devido \u00e0 primeira etapa da pesquisa e, sensorialmente, aquelas com maior teor de alfarroba ganharam a prefer\u00eancia e a aceita\u00e7\u00e3o dos consumidores\u201d, explica Daniela.<\/p>\n<p>A \u00fanica desvantagem apontada pela pesquisadora \u00e9 o pre\u00e7o da alfarroba \u2013 como ainda n\u00e3o \u00e9 produzida no Brasil, a importa\u00e7\u00e3o encarece o processo. O clima seco e quente do Nordeste brasileiro permitiria a planta\u00e7\u00e3o de alfarrobeiras, diminuindo consideravelmente os valores, aponta o estudo de Daniela. A pesquisadora destaca tamb\u00e9m a import\u00e2ncia das pesquisas que buscam desenvolver produtos diferenciados para a alimenta\u00e7\u00e3o, mais saud\u00e1veis e nutritivos, se n\u00e3o para o usufruto imediato, tal como na par\u00e1bola de Honi e a alfarrobeira, como um benef\u00edcio para o futuro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"texto_rodape\"><em><strong>Rep\u00f3rter<\/strong>: Camila Marchesan Cargnelutti<\/em><\/div>\n<div><em><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o<\/strong>: Projetar<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 ouviu falar da alfarroba? Sabia que ela pode ser usada como substituto do cacau? Estudo mostra os efeitos dessa substitui\u00e7\u00e3o em bebidas l\u00e1cteas de chocolate<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":1445,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1560],"tags":[],"class_list":["post-1661","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1661","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1661"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1661\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1445"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}