{"id":1798,"date":"2016-06-08T16:44:34","date_gmt":"2016-06-08T19:44:34","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=1798"},"modified":"2021-02-11T15:00:05","modified_gmt":"2021-02-11T18:00:05","slug":"alem-do-armario-a-sexualidade-vivida-sem-reservas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/alem-do-armario-a-sexualidade-vivida-sem-reservas","title":{"rendered":"Al\u00e9m do arm\u00e1rio: a sexualidade vivida sem reservas"},"content":{"rendered":"\n<div id=\"container_dados\">\n<div class=\"texto_noticia\">\n<blockquote>\n<p><em><strong>Confira esta mat\u00e9ria completa na vers\u00e3o digital da 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o da revista Arco, dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/issuu.com\/revistaarco\/docs\/arco_6_issuu\">neste link<\/a>.<\/strong><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A pesquisa cient\u00edfica requer tempo e cautela para reunir os dados e informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias sobre o objeto que est\u00e1 sendo pesquisado. Al\u00e9m desse cuidado, quando o foco do estudo s\u00e3o pessoas, mais do que tato \u00e9 preciso sensibilidade e respeito, pois n\u00e3o se tratam apenas de n\u00fameros e informa\u00e7\u00f5es quantitativas, mas de seres humanos. Ainda mais quando a pesquisa ir\u00e1 tratar das rela\u00e7\u00f5es e do preconceito vividos por um grupo.<\/p>\n<p>Em seu livro Na Batida da Concha \u2013 Sociabilidades juvenis e homossexualidades reservadas no interior do Rio Grande do Sul, o soci\u00f3logo e historiador Guilherme Passamani relata sua experi\u00eancia antropol\u00f3gica com um grupo de jovens homossexuais em Santa Maria. O livro, publicado pela Editora UFSM, \u00e9 uma vers\u00e3o ampliada do Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso em Ci\u00eancias Sociais, cujo trabalho de campo foi feito entre os anos de 2002 e 2005.<\/p>\n<p>O primeiro contato que o pesquisador teve com esse grupo de jovens gays deu-se atrav\u00e9s de chats virtuais. No in\u00edcio dos anos dois mil, havia ainda um certo constrangimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 visibilidade homossexual, e, sem redes sociais ou aplicativos que possibilitassem a intera\u00e7\u00e3o, uma das sa\u00eddas encontradas para conhecer outras pessoas de forma discreta foram as salas de bate-papo online. Foi em uma dessas salas que Passamani conheceu Rog\u00e9rio*, que, ap\u00f3s certa relut\u00e2ncia, concordou em colaborar para a pesquisa, cujo objetivo era compreender o lado privado das pr\u00e1ticas homossexuais masculinas. Rog\u00e9rio foi a ponte para que o pesquisador pudesse entrar em contato com um grupo de jovens gays com quem tinha o h\u00e1bito de se reunir em um apartamento no centro de Santa Maria.<\/p>\n<p>Como Rog\u00e9rio descreve no livro, \u201cA Sociedade do Apertamento\u201d era o lugar onde se poderia ser gay sem os ran\u00e7os de uma sociedade marcada pela homofobia. Fora do apartamento, todos eram vistos como heterossexuais. Aquele era o local, portanto, onde eles poderiam conversar, fazer amigos e namorar sem o medo de serem julgados pela sua homossexualidade. O nome \u00e9 uma refer\u00eancia ao tamanho pequeno do apartamento onde os mais de dez integrantes se reuniam. Como uma esp\u00e9cie de \u201csociedade secreta\u201d informal e descontra\u00edda, os jovens tinham o local como um ambiente de seguran\u00e7a e liberdade, e a entrada de outros \u201cmembros\u201d era feita de maneira cautelosa.<\/p>\n<p><em>*Rog\u00e9rio \u00e9 o apelido usado pelo pesquisador para identificar este entrevistado.<\/em><a class=\"bigger_image\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-1766 size-large\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/6\u00aa-edic\u0327a\u0303o-10-dossie\u0302-ale\u0301m-do-arma\u0301rio-1024x668.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"668\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/6\u00aa-edic\u0327a\u0303o-10-dossie\u0302-ale\u0301m-do-arma\u0301rio-1024x668.png 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/6\u00aa-edic\u0327a\u0303o-10-dossie\u0302-ale\u0301m-do-arma\u0301rio-300x196.png 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/6\u00aa-edic\u0327a\u0303o-10-dossie\u0302-ale\u0301m-do-arma\u0301rio-768x501.png 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/6\u00aa-edic\u0327a\u0303o-10-dossie\u0302-ale\u0301m-do-arma\u0301rio.png 1440w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Identidade de g\u00eanero:<\/strong>\u00a0corresponde ao processo e condi\u00e7\u00e3o de identifica\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, ou seja, com qual g\u00eanero as pessoas se identificam: g\u00eanero masculino ou feminino. Com base em nossa anatomia corporal e j\u00e1 em nosso nascimento, a sociedade nos designa como homem ou como mulher \u2013 g\u00eanero masculino ou feminino. No entanto, nem todos se identificam com essa imposi\u00e7\u00e3o, como os homens transexuais, que n\u00e3o se identificam com o g\u00eanero feminino que lhes foi imposto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Homofobia:<\/strong>\u00a0\u00e9 o termo geral que define a avers\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o contra homossexuais. H\u00e1 especifica\u00e7\u00f5es como a lesbofobia (preconceito contra l\u00e9sbicas), bifobia (contra bissexuais) e transfobia (contra pessoas transexuais e transg\u00eaneros).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Express\u00e3o de g\u00eanero:\u00a0<\/strong>refere-se a como cada pessoa manifesta sua identidade de g\u00eanero, sendo que isso inclui roupas, acess\u00f3rios, express\u00e3o corporal, apar\u00eancia e estiliza\u00e7\u00f5es. Isso n\u00e3o impede, por exemplo, uma pessoa de identificar-se com o g\u00eanero masculino e naturalmente possuir uma express\u00e3o de g\u00eanero feminina e vice-versa. Muitos sujeitos tamb\u00e9m ficam na fronteira n\u00e3o-definida da express\u00e3o de g\u00eanero, como, por exemplo, as pessoas andr\u00f3ginas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>A FACHADA HETEROSSEXUAL<\/h4>\n<p>Al\u00e9m da orienta\u00e7\u00e3o sexual, havia outros tra\u00e7os em comum entre eles: jovens entre 19 e 25 anos, vindos de cidades do interior do Rio Grande do Sul, pertencentes \u00e0 classe m\u00e9dia, universit\u00e1rios e com pr\u00e1ticas homossexuais reservadas, ou seja, n\u00e3o eram vistos publicamente como gays.<\/p>\n<p>A necessidade de manter uma fachada heterossexual era algo constante na vida deles e moldava a forma de ser e de se mostrar para o mundo. O corte de cabelo, o vestu\u00e1rio s\u00f3brio, a busca por um corpo socialmente visto como m\u00e1sculo, a maneira de falar e o tipo de rapaz com quem eles buscavam se relacionar estavam ligados \u00e0 necessidade de serem discretos, de passarem despercebidos pela sociedade.<\/p>\n<p>A sa\u00edda das suas cidades de origem, o ingresso na universidade e o encontro com outros que tamb\u00e9m compartilhavam desse segredo foram fatores positivos para a viv\u00eancia homossexual desses jovens. Por\u00e9m, as rela\u00e7\u00f5es familiares turbulentas, o medo de que suas experi\u00eancias sexuais fossem descobertas e atingissem suas fam\u00edlias e a pr\u00f3pria press\u00e3o cultural sempre foram elementos que exerciam forte influ\u00eancia na vida deles, mesmo longe de casa, dentro do apartamento.<\/p>\n<p>\u201cL\u00e1 em casa a gente \u00e9 bem na nossa, meu pai \u00e9 um cara da fazenda, sabe? Todo na dele, um gauch\u00e3o [&#8230;] com bigode grande, e a minha m\u00e3e \u00e9 a mulher do ga\u00facho, meus dois irm\u00e3os trabalham na fazenda tamb\u00e9m, eles s\u00e3o agr\u00f4nomos, eu que sa\u00ed meio diferente de todo mundo [&#8230;] mas sempre fui calado, a palavra do pai \u00e9 que vale l\u00e1, e o olhar dele nos diz como a gente tem que ser [&#8230;] da\u00ed eu sempre fui meio na minha\u201d (Leonardo, 21 anos. Trecho do livro Na batida da concha).<\/p>\n<p>Essa imagem culturalmente constru\u00edda da figura do ga\u00facho como um homem do campo, m\u00e1sculo, viril, valente e chefe do lar torna-se uma das refer\u00eancias de masculinidade e um dos modelos a ser seguido pelos meninos no interior do Rio Grande do Sul. A fuga desse padr\u00e3o \u00e9 vista como um desvio e a necessidade de se encaixar nesse exemplo de \u201chomem de verdade\u201d acaba alimentando outros preconceitos.<\/p>\n<p>Segundo Passamani, a busca por uma fachada heterossexual e o alto grau de preconceito com outras formas de express\u00e3o de g\u00eanero e sexualidade s\u00e3o reflexos do machismo, em que a figura da mulher \u00e9 desprestigiada, e o feminino \u00e9 tratado como fr\u00e1gil, menor e menos importante. Esses comportamentos eram comuns no grupo de jovens pesquisado por ele.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o era uma quest\u00e3o t\u00e3o s\u00e9ria ser visto como gay, mas era uma quest\u00e3o muito s\u00e9ria ser visto como determinado tipo de gay. Eu me lembro de algumas falas deles dizendo o que era ser bicha, e ser bicha era ser afeminado, era ser pobre, era ser escandaloso, era se vestir de forma chamativa. Ent\u00e3o, nesse sentido, o que eles eram n\u00e3o era \u2018bicha\u2019, porque ser bicha era esse modelo; eles eram outra coisa, o que n\u00e3o implicava uma nega\u00e7\u00e3o dos desejos por outros homens\u201d, revela Passamani.<\/p>\n<p>Esse desejo de se encaixar nos padr\u00f5es heterossexuais e de n\u00e3o aparentar a sua homossexualidade tamb\u00e9m est\u00e1 associado ao desejo de n\u00e3o fazer parte de um grupo que \u00e9 historicamente marginalizado pela sociedade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>A CONSTRU\u00c7\u00c3O HIST\u00d3RICA DO PRECONCEITO<\/h4>\n<p>A sexualidade humana faz parte de uma constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-social. Sabe-se que pr\u00e1ticas homossexuais sempre existiram \u2013 da Gr\u00e9cia Cl\u00e1ssica at\u00e9 comunidades tribais. O que n\u00e3o se sabe ao certo \u00e9 quando e por que essas pr\u00e1ticas deixaram de ser vistas como algo comum e normal e passaram a ser repelidas pela sociedade.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia dos dogmas religiosos \u00e9 fator que influenciou (e ainda influencia) na discrimina\u00e7\u00e3o aos homossexuais. No entanto, a ci\u00eancia tamb\u00e9m teve um papel importante nesse processo discriminat\u00f3rio. Foi a partir do s\u00e9culo XIX, com as mudan\u00e7as nas pr\u00e1ticas da medicina, que os sujeitos que mantinham pr\u00e1ticas homoer\u00f3ticas passaram a ter uma \u201cidentidade\u201d, ou seja, atribui-se a eles uma s\u00e9rie de caracter\u00edsticas e comportamentos que definem o que \u00e9 um homossexual.<\/p>\n<p>Nesse processo, os psiquiatras da \u00e9poca passaram a explicar a homossexualidade como uma falha biol\u00f3gica, o que tiraria a responsabilidade do sujeito homossexual, que deixaria de ser visto como um transgressor e passaria a ser visto como um doente, sendo, assim, pass\u00edvel de cura.<\/p>\n<p>\u00c9 somente no s\u00e9culo XX que, lentamente, \u00e9 feita essa desconstru\u00e7\u00e3o. Em 1973, a Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria retirou a palavra \u201chomossexual\u201d da lista de transtornos mentais ou emocionais e, apenas em 1990, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade retirou a orienta\u00e7\u00e3o sexual da sua lista de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>No entanto, a retirada da homossexualidade da lista de doen\u00e7as n\u00e3o assegurou a sua aceita\u00e7\u00e3o social, e uma das formas encontradas para se preservar de ataques e repress\u00f5es foi manter a orienta\u00e7\u00e3o sexual escondida.<\/p>\n<p>No Brasil, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal prev\u00ea como objetivo fundamental promover o bem-estar de todos, sem preconceitos de origem, de ra\u00e7a, sexo, cor, idade ou quaisquer discrimina\u00e7\u00f5es. Para assegurar esse preceito, a Lei 7.716\/89 criminaliza o preconceito racial. O Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente e o Estatuto do Idoso atentam contra o preconceito de idade. Por\u00e9m, a discrimina\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de sexo (orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade sexual) segue sem uma legisla\u00e7\u00e3o que criminalize a homofobia.<\/p>\n<p>No mundo, mais de 70 pa\u00edses, como Ir\u00e3, Ar\u00e1bia Saudita, Sud\u00e3o e R\u00fassia, criminalizam as rela\u00e7\u00f5es homossexuais. Segundo estudo divulgado em 2014 pela Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Gays e L\u00e9sbicas, 2,7 bilh\u00f5es de pessoas vivem em pa\u00edses onde ser gay gera puni\u00e7\u00f5es e at\u00e9 mesmo condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte.<\/p>\n<p>No atual contexto social, muitas vezes assumir a sua sexualidade torna-se um ato pol\u00edtico, na medida em que esses grupos marginalizados n\u00e3o se v\u00eaem contemplados legalmente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>A EXPRESS\u00c3O LIVRE DA SEXUALIDADE<\/h4>\n<p>A discrimina\u00e7\u00e3o com outras formas de express\u00e3o da homossexualidade, principalmente as que conferem express\u00e3o de g\u00eanero feminina, n\u00e3o \u00e9 um fato isolado dos jovens citados no livro. Segundo o mestre em Comunica\u00e7\u00e3o Social Dieison Marconi, \u201cem v\u00e1rias esferas sociais torna-se comum o discurso de que \u00e9 aceit\u00e1vel ser gay, desde que seja discreto, n\u00e3o se demonstre isso na rua, ou que n\u00e3o se assuma uma express\u00e3o feminina. Tudo bem ser gay, desde que n\u00e3o seja \u2018pintosa\u2019\u201d.<\/p>\n<p>A press\u00e3o em manter escondida a orienta\u00e7\u00e3o sexual e express\u00e3o de g\u00eanero, por medo da n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, amigos e o medo das agress\u00f5es \u00e0s quais est\u00e3o suscet\u00edveis ao tornar p\u00fablico a homossexualidade, ajudam a criar os \u2018arm\u00e1rios\u2019, que servem como prote\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m limitam as viv\u00eancias pessoais.<\/p>\n<p>Espa\u00e7os mais libert\u00e1rios, como a universidade, os coletivos, os grupos de discuss\u00e3o virtuais e presenciais, tornam-se um marco para os jovens gays vindos do interior, por serem muitas vezes um primeiro espa\u00e7o onde eles podem viver e expressar seu g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual sem restri\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 muito importante porque \u00e9 um dos primeiros momentos onde voc\u00ea se reconhece tendo uma sexualidade normal, uma sexualidade humana normal, que tudo aquilo que te disseram durante a inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia n\u00e3o era verdade, que faltava mesmo tu ter uma refer\u00eancia de que essas pessoas estavam sendo felizes sendo gays e que n\u00e3o tinha nada de errado em ser gay\u201d conta Dieison.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAh, voc\u00ea t\u00e1 rindo de mim? Desculpa queridinho, mas eu n\u00e3o vou tirar o meu batom vermelho, eu n\u00e3o vou parar de dar pinta na rua, n\u00e3o vou entrar pro arm\u00e1rio de novo, o choro vai ser livre\u201d, diz Dieison Marconi.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Nos \u00faltimos dez anos, desde a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho de Passamani, foram not\u00e1veis as mudan\u00e7as no cen\u00e1rio LGBT em Santa Maria. A cria\u00e7\u00e3o de coletivos que pautam quest\u00f5es de g\u00eanero e outros movimentos sociais ajudou na amplia\u00e7\u00e3o desse debate e tornou mais vis\u00edveis quest\u00f5es que antes circulavam apenas em pequenos grupos. A internet, al\u00e9m de uma ferramenta de socializa\u00e7\u00e3o, tornou-se tamb\u00e9m uma forma de divulga\u00e7\u00e3o e ativismo.<\/p>\n<p>No entanto, apesar de n\u00e3o ser mais considerada uma doen\u00e7a, a homossexualidade \u00e9 um tema controverso, que ainda desperta preconceitos e fomenta debates, o que torna o movimento LGBT um movimento de luta por muitas bandeiras, como a criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia e direitos civis igualit\u00e1rios.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"texto_rodape\">\n<p><em><strong>Reportagem<\/strong>: Maria Helena da Silva<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa relata viv\u00eancias e problematiza a homossexualidade no interior do Rio Grande do Sul<\/p>\n","protected":false},"author":89,"featured_media":1766,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1618],"tags":[4494,522,4495,4290,1108],"class_list":["post-1798","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dossie-diversidade-6-edicao","tag-diversidade","tag-identidade","tag-identidade-de-genero","tag-lgbtqi","tag-sexualidade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1798","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/89"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1798"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1798\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1766"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}