{"id":185,"date":"2016-04-05T11:40:24","date_gmt":"2016-04-05T14:40:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/04\/05\/post185\/"},"modified":"2021-05-25T16:29:38","modified_gmt":"2021-05-25T19:29:38","slug":"post185","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post185","title":{"rendered":"\u201cO jornalista pode ser um bom historiador\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Crescem diariamente os registros sobre a nossa hist\u00f3ria. Documentos, fotos e livros resgatam e eternizam fatos e momentos. Os jornalistas, considerados por alguns pesquisadores como \u201chistoriadores do presente\u201d, s\u00e3o uma grande fonte de produ\u00e7\u00e3o desses arquivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Jornalistas que vivem e contam sobre outros pa\u00edses t\u00eam um desafio a mais, pois precisam compreender os acontecimentos do dia a dia e considerar a cultura e a hist\u00f3ria do lugar. Uma tarefa \u00e1rdua, ainda mais quando falamos de um continente como a Am\u00e9rica do Sul, com todas as suas peculiaridades.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Correspondente dos principais pa\u00edses latino-americanos da Globo News h\u00e1 vinte anos, Ariel Palacios, que mora na Argentina, aceitou o desafio proposto pela Editora Contexto para contar a um pouco da hist\u00f3ria dos hermanos. A Arco conversou com ele sobre jornalismo, o trabalho como correspondente internacional e o processo de cria\u00e7\u00e3o do livro <em>Os Argentinos<\/em>, lan\u00e7ado em 2013.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Ariel, voc\u00ea nasceu em Buenos Aires, mas se formou em Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (Paran\u00e1) e tem mestrado em Jornalismo na Universidade Aut\u00f4noma de Madrid. Como voc\u00ea percebe essa simbiose de inf\u00e2ncia entre Argentina e Brasil hoje, na tua profiss\u00e3o como correspondente internacional?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<span style=\"font-weight: 400;\">Minha fam\u00edlia sempre foi muito cosmopolita, sem aquela coisa interiorana de &#8220;o lugar onde a gente mora \u00e9 o melhor do mundo&#8221;. Dentro de casa sempre houve um respeito muito grande \u00e0 diversidade: tenho av\u00f3s italianos, outros da Catalunha, bisav\u00f3s ind\u00edgenas, ou seja, o mundo entrou em casa antes que eu fosse do mundo.<\/span><\/p>\n<blockquote style=\"float: left;\"><p><strong>\u00a0\u00a0&#8220;O Jornalismo \u00e9 uma dessas profiss\u00f5es que ajudam a ampliar a vis\u00e3o de mundo.&#8221; \u00a0\u00a0<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O fato de ter morado em v\u00e1rias cidades desde crian\u00e7a causa certa flexibiliza\u00e7\u00e3o mental, a gente se acostuma a cen\u00e1rios totalmente diferentes. Quando eu tinha nove anos, as pessoas j\u00e1 perguntavam: &#8220;como \u00e9 \u2018tal coisa\u2019 em Buenos Aires?&#8221;, &#8220;as pessoas comem feijoada l\u00e1?&#8221;, e eu respondia. Com essas explica\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, sem querer, eu j\u00e1 estava relatando a realidade em outros lugares. De certa forma, pode ser um precedente, nunca tinha parado pra pensar nisso. E <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o Jornalismo \u00e9 uma dessas profiss\u00f5es que ajudam a ampliar a vis\u00e3o de mundo<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Eu sempre gostei de hist\u00f3ria e, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">como correspondente internacional a gente vira um historiador do dia-a-dia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O que eu fiz no livro <em>Os Argentinos<\/em> foi utilizar toda essa bagagem e todas aquelas hist\u00f3rias que eu tinha visto e fazer um resumo das minhas impress\u00f5es sobre a Argentina para o p\u00fablico brasileiro, o que facilitou. Mesmo tendo nascido na Argentina, eu sou brasileiro e trabalho para o p\u00fablico brasileiro, tanto que nunca trabalhei na imprensa argentina. Ent\u00e3o, esse distanciamento do pa\u00eds onde a gente est\u00e1 colabora muito. \u00c9 uma vis\u00e3o estrangeira, brasileira, sobre a Argentina, para tentar explicar esses detalhes. S\u00e3o pa\u00edses vizinhos, mas muito diferentes.<\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"margin: 15px; float: right;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/12721731_1045742465490608_1482890648_n.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"605\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 o desafio de ser o respons\u00e1vel por pautar e discutir acontecimentos de pa\u00edses t\u00e3o diferentes, como s\u00e3o os da Am\u00e9rica do Sul, para o p\u00fablico brasileiro?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Durante d\u00e9cadas os meios de comunica\u00e7\u00e3o brasileiros tiveram correspondentes apenas na Europa e Estados Unidos, durante certo tempo at\u00e9 na \u00c1sia. A cobertura sobre a Am\u00e9rica Latina era muito irregular nas d\u00e9cadas de 1960, 70 e 80. N\u00e3o havia correspondentes fixos, os jornalistas eram mandados para fazer uma reportagem e depois voltavam para o Brasil. A Argentina n\u00e3o gerava interesse permanente. S\u00f3 a partir de meados dos anos 1990 \u00e9 que passou a haver esse interesse constante sobre a Argentina e, naturalmente, sobre os outros pa\u00edses do continente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mas cada caso \u00e9 diferente. Por exemplo, o Chile interessa todo o dia no Peru e vice-versa, mas os dois pa\u00edses n\u00e3o interessam ao Brasil e Argentina. A Venezuela interessa nos \u00faltimos 10 anos por causa do Hugo Ch\u00e1vez e do Nicol\u00e1s Maduro. Se um dia acabar o governo de Maduro, o interesse vai cair, porque o que se publica hoje est\u00e1 relacionado totalmente ao chavismo. Na Argentina, n\u00e3o. Mudam os governos, mas ela continua sendo interessante pela economia, pol\u00edtica, cultura, esporte, o que for. Ali\u00e1s, se publica muito mais sobre a Argentina no Brasil que o contr\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Como o correspondente internacional realiza a interpreta\u00e7\u00e3o dos fatos de determinado pa\u00eds para transmit\u00ed-los a outro, facilitando a compreens\u00e3o do p\u00fablico?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Relatando e explicando os fatos para um p\u00fablico que n\u00e3o est\u00e1 acostumado com o contexto. Por isso a import\u00e2ncia do panorama hist\u00f3rico, pol\u00edtico, cultural: para o p\u00fablico entender e n\u00e3o cair no clich\u00ea. O correspondente precisa ter uma capacidade de s\u00edntese grande para fazer com que os outros entendam algo complexo. Sempre alertando para n\u00e3o cair no clich\u00ea, na simplifica\u00e7\u00e3o, porque a interpreta\u00e7\u00e3o dos fatos acaba sendo p\u00edfia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O termo populista, por exemplo, se aplica a todo o leque ideol\u00f3gico, da direita \u00e0 esquerda. Nicol\u00e1s Maduro e Cristina Kirchner s\u00e3o populistas, Silvio Berlusconi, que \u00e9 de centro-direita, tamb\u00e9m. O Donald Trump \u00e9 outro. Ou seja, populismo est\u00e1 no leque todo, quando o pol\u00edtico recorre ao apelo emocional com discursos retumbantes. N\u00e3o \u00e9 o que se fala, mas como se fala. Por isso, eu me preocupo em usar as palavras de forma rigorosa, para ser exato. O jornalismo precisa ser exato, rigoroso, mas elegante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Em 2013, voc\u00ea ingressou no mundo editorial com o livro <em>Os<\/em><em> Argentino<\/em><em>s<\/em>. Qual foi o ponto de partida para colocar a ideia em pr\u00e1tica?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando eu mudei para Buenos Aires, em 1995, eu tinha a ideia de algum dia escrever um livro sobre a Argentina. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Sempre fui admirador de alguns escritores que escreveram sobre pa\u00edses que n\u00e3o eram os seus &#8211; que \u00e9 o meu caso. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Embora tenha nascido na Argentina, sou brasileiro, fui alfabetizado em portugu\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde o in\u00edcio eu sabia que, para fazer um livro s\u00e9rio, seria necess\u00e1rio mais que alguns meses e anos, que eu precisava estar por dentro mesmo. Ent\u00e3o, al\u00e9m do trabalho di\u00e1rio, que vai te informando mais sobre o pa\u00eds, precisei ler, ler e ler muito sobre a Argentina. Fui juntando material sobre o assunto e, no ano 2000, comecei a ter mais rigor em preparar o trabalho do livro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Coincidiu que, em janeiro 2012, me ligaram da Editora Contexto, explicando que estavam com um projeto que tratava de diversos pa\u00edses e perguntaram se eu gostaria de falar sobre a Argentina. Expliquei que j\u00e1 estava escrevendo um livro h\u00e1 alguns anos e o projeto deles batia 60% com o meu. Eles queriam outros detalhes que eu acabei incluindo, tirei outra parte que n\u00e3o era do interesse deles. Escrevi uma primeira vers\u00e3o de 800 mil caracteres, mas tivemos que encolher para 400 mil, que \u00e9 o formato original. Ainda tem uns 75% de livro que n\u00e3o foi publicado, que foi encolhido, compactado. Espero um dia publicar a vers\u00e3o longa e atualizada dele, ali\u00e1s.<\/span><\/p>\n<blockquote style=\"float: left;\"><p><strong>&#8220;Sempre fui admirador de alguns escritores que escreveram sobre pa\u00edses que n\u00e3o eram os seus &#8211; que \u00e9 o meu caso.&#8221;<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Um dos principais objetivos do livro \u00e9 desmistificar alguns estere\u00f3tipos argentinos. Ainda que sejam pa\u00edses vizinhos, h\u00e1 muita coisa da Argentina que os brasileiros n\u00e3o sabem?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pol\u00edtica aqui \u00e9 muito mais complexa, tremendamente mais complexa. Infelizmente mais complexa que a brasileira. A economia tem outro hist\u00f3rico. Na Argentina ocorre, e ocorreu v\u00e1rias vezes, o que no Brasil n\u00e3o ocorre, que \u00e9 a classe m\u00e9dia ficar pobre. Quantas pessoas de classe m\u00e9dia que voc\u00ea conhece viraram mendigo no Brasil? Eu n\u00e3o conhe\u00e7o nenhuma. Pode haver, mas s\u00e3o casos raros. Na Argentina isso acontece. Ent\u00e3o, por isso voc\u00ea j\u00e1 percebe que a estrutura econ\u00f4mica \u00e9 outra. Aqui j\u00e1 aconteceu de uma empresa ser estatizada, privatizada e depois reestatizada. No Brasil isso nunca aconteceu, de uma empresa ser privatizada e depois voltar a ser estatal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde 1975, a Argentina j\u00e1 teve mais de 30 ministros da fazenda, enquanto o Brasil nunca passou por algo assim. E por essas diferen\u00e7as de estruturas e realidade, n\u00e3o podemos fazer compara\u00e7\u00f5es simplistas. A informa\u00e7\u00e3o imediata pode ser err\u00f4nea. Por exemplo, afirmar que o peronismo \u00e9 um movimento de esquerda. N\u00e3o \u00e9. Vai da direita a centro-esquerda. \u00c9 populista? \u00c9. Parece com o Get\u00falio Vargas? N\u00e3o. Por isso \u00e9 preciso explicar essas coisas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fora os mitos. Os argentinos odeiam os brasileiros? Claro que n\u00e3o.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> At\u00e9 porque os argentinos v\u00e3o em massa passar f\u00e9rias nas praias do Brasil. H\u00e1 um fluxo permanente de argentinos no Brasil, anualmente, desde pelo menos 1979. Fora o consumo da m\u00fasica brasileira na Argentina. S\u00e3o essas coisas que eu tento desmistificar no livro <em>Os Argentinos<\/em>. E no livro com o Gustavo Chacra [<em>Os hermanos e n\u00f3s<\/em>, Editora Contexto], sobre o futebol, da mesma maneira.<\/span><\/p>\n<blockquote style=\"float: right;\"><p><strong>&#8220;O jornalista investigativo\u00a0tem algumas ferramentas do historiador tradicional. Com uma vantagem, que \u00e9 a possibilidade de poder transmitir isso com um vocabul\u00e1rio mais did\u00e1tico.&#8221;<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>De que modo voc\u00ea analisa o crescente n\u00famero de obras sobre hist\u00f3ria escritas por jornalistas?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Acho um fen\u00f4meno interessante. Hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 escrita pelo acad\u00eamico. H\u00e1 muitos historiadores que n\u00e3o eram formados em Hist\u00f3ria, eram pesquisadores por conta pr\u00f3pria. E o jornalista, especialmente<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> o jornalista investigativo,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> tem experi\u00eancia em fu\u00e7ar em arquivos, em documentos, procurar fontes diversas, ent\u00e3o, de certa forma, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">tem algumas ferramentas do historiador tradicional. Com uma vantagem, que \u00e9 a possibilidade de poder transmitir isso com um vocabul\u00e1rio mais did\u00e1tico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O historiador, \u00e0s vezes, sabe muito de hist\u00f3ria, mas n\u00e3o necessariamente sabe como transmitir. Tem historiadores que s\u00e3o fant\u00e1sticos. Uma historiadora dos Estados Unidos, B\u00e1rbara Tuchman, por exemplo: voc\u00ea l\u00ea e \u00e9 um prazer, \u00e9 quase jornal\u00edstico o estilo, uma maravilha. Existe um livro de hist\u00f3ria mundial, que foi um best-seller nos anos 1940, do H. G. Wells &#8211; um escritor de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, brit\u00e2nico, mas que era um cara que entendia muito de hist\u00f3ria e escreveu um livro geral, muito did\u00e1tico, que foi uma grande obra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o n\u00e3o acho que necessariamente tenha que ser algu\u00e9m formado na \u00e1rea. O jornalista pode ser um bom historiador. O que eu tenho visto \u00e9 que muitas vezes as pessoas acabam escolhendo \u00e1reas da hist\u00f3ria que foram \u201cesquecidas\u201d, e oferecem algum enfoque diferente.<\/span><\/p>\n<p>Reportagem: Bernardo Zamperetti<\/p>\n<p>Fotografia: Arquivo Pessoal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Ariel Palacios, o jornalismo precisa ser exato, mas elegante<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":1008,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1524],"tags":[],"class_list":["post-185","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=185"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1008"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}