{"id":207,"date":"2016-04-29T13:55:50","date_gmt":"2016-04-29T16:55:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/04\/29\/post207\/"},"modified":"2016-04-29T13:55:50","modified_gmt":"2016-04-29T16:55:50","slug":"post207","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post207","title":{"rendered":"A arte de ilustrar"},"content":{"rendered":"<p>Vamos come\u00e7ar da seguinte forma: pense no primeiro livro que voc\u00ea leu, ou que algu\u00e9m leu pra voc\u00ea na inf\u00e2ncia. Pensou? Agora pense nas imagens que ilustravam esse livro e tudo que elas representaram pra voc\u00ea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A literatura infantil vem acompanhada de ilustra\u00e7\u00f5es porque crian\u00e7as, antes mesmo dos dois anos de idade, aprendem a reconhecer imagens e interpret\u00e1-las a sua maneira.\u00a0Na ilustra\u00e7\u00e3o existe uma mensagem clara e definida. V\u00e1rias das mais belas obras de arte foram na verdade, ilustra\u00e7\u00f5es. As gravuras de Gustavo Dor\u00e9 que foram feitas para ilustrar a Divina Com\u00e9dia de Dante, s\u00e3o um exemplo.\u00a0O poder das imagens \u00e9 altamente contagiante, a partir do momento em que elas falam por si. Poder desenvolver um trabalho autoexplicativo que alcance todos os p\u00fablicos \u00e9 um dos mais significativos recursos que a ilustra\u00e7\u00e3o desenvolveu ao longo dos s\u00e9culos, j\u00e1 que ela \u00e9 uma forma de comunicar, complementar textos e tornar a vida mais atraente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conversamos com Mauricio Negro, membro do conselho diretor da Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB), ilustrador, escritor, designe gr\u00e1fico e consultor editorial, identificado com temas fant\u00e1sticos, ancestrais, mitol\u00f3gicos, ambientais, \u00e9tnicos ou ligados \u00e0 diversidade cultural e art\u00edstica brasileira. Formado como comunic\u00f3logo pela ESPM, Mauricio trabalha no ramo editorial desde 1992, onde coleciona, com o passar dos anos, diversos pr\u00eamios e publica\u00e7\u00f5es em cat\u00e1logos que perpassam pela Alemanha, Argentina, Brasil, China, Col\u00f4mbia, Coreia, Eslov\u00e1quia, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Jap\u00e3o, M\u00e9xico, R\u00fassia, Uruguai, Vietn\u00e3, entre outros pa\u00edses. Acompanhe agora a entrevista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_GoBack\"><\/a><strong>Como voc\u00ea descobriu o seu talento pra arte visual?<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 dif\u00edcil dizer de onde nasce a puls\u00e3o para se tornar um artista visual. Ela \u00e9 espont\u00e2nea em qualquer crian\u00e7a. Rabiscar, desenhar, pintar, mexer com material de express\u00e3o&#8230; Sobre papel, sobre onde for! Basta ter \u00e0 m\u00e3o os recursos. Mas toda crian\u00e7a em processo de crescimento, em algum momento \u00e9 tolhida e deixa de fazer o que faz. Em casa eu tive muita oportunidade de brincar com isso e deixar aflorar algo que talvez fosse puls\u00e3o ou at\u00e9 mesmo uma voca\u00e7\u00e3o \u00edntima, que \u00e9 a de ser artista. Minha m\u00e3e pintava, fazia porcelana, fazia \u201cchar\u00e3o\u201d &#8211; que \u00e9 uma t\u00e9cnica chinesa muito dif\u00edcil, extinta at\u00e9 mesmo na China. \u00c9 logico que eu herdei dela a minha rela\u00e7\u00e3o com a arte. Da mesma maneira como eu joguei bola a vida inteira, porque tamb\u00e9m sou filho de boleiro. Essas coisas a gente herda pelo ambiente em que vive, e a cultura da minha casa \u00e9 a arte: eu via a minha m\u00e3e fazer isso e me encantava.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>E como essa experi\u00eancia de inf\u00e2ncia se tornou profiss\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Eu sou um artista desde sempre, eu continuo fazendo a mesma coisa, a diferen\u00e7a \u00e9 que em algum momento da vida, por uma quest\u00e3o de oportunidade, o que era feito de maneira amadora, ou seja, com amor &#8211; que \u00e9 isso que a palavra quer dizer -, passou a ser profissional e eu comecei a encontrar os nichos que eu podia explorar pra ter algum retorno financeiro.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"margin: 15px;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/AS_LEVES_ASAS_DO_RINOCERONTE_1259271481B.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"306\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Como ilustrador, comecei trabalhando com jornal e revista. Livro s\u00f3 veio a acontecer na minha vida em 1992, quando ilustrei meu primeiro livro para FTD, que se chamava \u201cAs Leves Asas do Rinoceronte\u201d, do Marco T\u00falio Costa. Um livro \u00f3timo, que foi o pontap\u00e9 inicial. E foi estimulante, porque j\u00e1 saiu num cat\u00e1logo do Brasil em Frankfurt, na primeira vez que o Brasil foi homenageado nessa que \u00e9 a mais importante feira internacional de literatura, ent\u00e3o aquilo pra mim foi um abre alas definitivo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">De l\u00e1 pra c\u00e1 continuo fazendo identidade visual, literatura, principalmente livros &#8211; que \u00e9 a minha \u201cpraia\u201d principal. Eu comecei espontaneamente e jamais parei, a pergunta acho que \u00e9 essa: por que voc\u00ea nunca parou? Nenhum obst\u00e1culo foi grande o suficiente pra me tirar o prazer de ser um artista visual, um ilustrador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Al\u00e9m de ilustrador, voc\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 escritor. De onde surgiu a ideia de lan\u00e7ar livros completamente feitos por voc\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Eu acredito que virar escritor \u00e9 um caminho natural pra quem \u00e9 ilustrador. A gente parte do pressuposto de que todos s\u00e3o \u00edntimos dos livros, e com o tempo voc\u00ea ganha maturidade para escrever &#8211; ou pelo menos se dedicar tamb\u00e9m a escrever e se arriscar nesta outra habilidade.\u00a0N\u00e3o foi um plano institu\u00eddo, a coisa acontece naturalmente. Tanto \u00e9 que muitos ilustradores acabam se tornando tamb\u00e9m escritores &#8211; autores do seu projeto pleno, como Rog\u00e9rio Mello, como Eva Furnari e outros tantos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">No Jap\u00e3o nem existe essa divis\u00e3o em que um artista cuida do texto e outro da imagem. Nem os dois s\u00e3o convocados, por exemplo, pelo editor pra fazer esse casamento. Tudo \u00e9 feito pelo mesmo artista. No oriente isso \u00e9 mais presente do que no ocidente, a gente, aqui, est\u00e1 aprendendo a fazer esse resgate: nas origens texto e imagem s\u00e3o a mesma coisa, o alfabeto que a gente escreve \u00e9 desenho.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Embora eu tenha come\u00e7ado a escrever e lan\u00e7ado o meu primeiro livro em 1998 (\u201cMundo C\u00e3o\u201d, Global Editora), de l\u00e1 pra c\u00e1 todos os projetos com os quais eu colaborei, com texto, foram n\u00e3o s\u00f3 em decorr\u00eancia dessa maturidade, mas tamb\u00e9m uma tentativa de me aproximar de outro gosto de inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>O que voc\u00ea quer dizer quando fala em se aproximar de um gosto da inf\u00e2ncia?<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Sou um artista que trabalha com a ideia de inf\u00e2ncia. Ela est\u00e1 presente nesse cen\u00e1rio que a gente chama de literatura infantil, como uma tentativa de afirma\u00e7\u00e3o. N\u00e3o de que existe uma produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria pr\u00f3pria pra crian\u00e7as, adequada no sentido moral do termo, mas de afirma\u00e7\u00e3o de que existe a inf\u00e2ncia em si.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A literatura infantil precisa ser reafirmada como uma possibilidade humana de retorno \u00e0 nossa pr\u00f3pria inf\u00e2ncia. A crian\u00e7a pra qual a gente se dirige quando cria, com palavras ou com ilustra\u00e7\u00f5es, \u00e9 a crian\u00e7a interior que teima em resistir. Um ind\u00edcio de humanidade em cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Essa crian\u00e7a \u00e9 tamb\u00e9m a crian\u00e7a que foi esquecida pelo modelo civilizat\u00f3rio, negligente no sentido dos v\u00ednculos, dos pertencimentos. Negligente no modelo que suprime a individualidade e bota no lugar o individualismo. Em que o coletivo \u00e9 esfacelado pelas demandas fragment\u00e1rias, muitas vezes antag\u00f4nicas, da sociedade. Todo esse modelo que fez com que se perdesse um v\u00ednculo com a pr\u00f3pria inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Al\u00e9m dos livros que escreve e das ilustra\u00e7\u00f5es, voc\u00ea tamb\u00e9m atua em outras atividades editoriais?<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A maior parte das minhas colabora\u00e7\u00f5es editoriais \u00e9 com editoras brasileiras. Comecei como ilustrador na FTD, mas tive o impulso principal da minha carreira com a Editora Global, cujo catalogo \u00e9 o mais brasileiro dentre todas.\u00a0Eu sou coordenador de uma pequena cole\u00e7\u00e3o chamada Muiraquit\u00e3s, que re\u00fane autores de literatura ind\u00edgena. Eles s\u00e3o representantes das diversas culturas brasileiras nativas, que assumiram o protagonismo liter\u00e1rio. Cuidei dessa organiza\u00e7\u00e3o e da media\u00e7\u00e3o entre os \u00edndios e a editora. Com outras editoras tenho feito a mesma coisa.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 15px auto; display: block;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/9782918593263.jpg\" alt=\"\" width=\"336\" height=\"358\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Quando eu trabalho com editoras estrangeiras, geralmente \u00e9 por decorr\u00eancia desses trabalhos de cunho nacional. Um exemplo \u00e9 a vers\u00e3o em l\u00edngua francesa do livro \u201cIoti, o Tamandu\u00e1\u201d (\u201cJ\u00f3ty Le Tamanoir, \u00c9ditions Reflets d&#8217;ailleurs, 2012), que foi escrito e ilustrado a quatro m\u00e3os com o V\u00e3ngri Kaing\u00e1ng. Ele \u00e9 uma legitima representante do povo kaingangue, um dos mais numerosos da regi\u00e3o sul do Brasil. O livro, que trata de uma historia tradicional, encantou a editora francesa, que comprou os direitos [de publica\u00e7\u00e3o] e lan\u00e7ou por l\u00e1.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Como \u00e9 a experi\u00eancia de mediar experi\u00eancias t\u00e3o radicais, entre as culturas brasileiras e os leitores nacionais e internacionais? O Brasil \u00e9 tema recorrente em suas ilustra\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m&#8230;<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Eu acho que os meus v\u00ednculos com os tantos \u201cBrasis\u201d, com as nossas ra\u00edzes, \u00e9 meu material de trabalho &#8211; mais do que qualquer outra coisa. Minha \u00eanfase \u00e9 naquelas culturas menos lembradas, as culturas nativas e mesti\u00e7as, nosso legado afro-brasileiro. A quest\u00e3o da cultura e express\u00e3o populares, e a arte espont\u00e2nea que nasce sincreticamente pelos rinc\u00f5es do Brasil.\u00a0O meu material de trabalho \u00e9 brasileiro, e o meu p\u00fablico \u00e9 preferencialmente brasileiro. Estamos construindo uma na\u00e7\u00e3o ainda muito deficiente em v\u00e1rios aspectos, que mal sabe explorar a riqueza imensa que possui, a sua diversidade absurda &#8211; que ainda est\u00e1 aqu\u00e9m de uma ideia monocultura de paz.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Ent\u00e3o eu gosto de trabalhar com a imagem. O que fa\u00e7o \u00e9 um recorte daquilo que se produz imageticamente por todo o canto desse pa\u00eds e nem sempre \u00e9 vis\u00edvel. E tamb\u00e9m com aquilo que se conta pelas palavras, por todo lado.\u00a0Sou certamente o autor mais frequente hoje na literatura ind\u00edgena. Sou um dos colaboradores mais frequentes em livros de tem\u00e1tica afro brasileira ou africana, e tamb\u00e9m de arte espont\u00e2nea popular. \u00c9 no seio dessas culturas que somos capazes de recuperar a inf\u00e2ncia perdida. Ela \u00e9 crucial pra que a gente tenha um mundo melhor pra viver. Se n\u00e3o vai ser pra gente, pros nossos netos ou bisnetos. Pra que a gente possa construir uma utopia, n\u00e3o s\u00f3 de pa\u00eds, mas de mundo melhor. Sou um artista e trabalho com isso desde o ponto de vista criativo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Seu compromisso cultural e sua t\u00e9cnica apurada j\u00e1 foram reconhecidos diversas vezes em premia\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. O que os pr\u00eamios significam pra voc\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Nos acostumamos nesse modelo de sociedade em que a gente \u00e9 aquilo que faz. E de fato, sim, muitas vezes o que fazemos corresponde \u00e0quilo que fazemos pra viver. S\u00f3 que nem sempre isso \u00e9 o mais importante. Ter o privil\u00e9gio de combinar o que sentimos com o que d\u00e1 renda \u00e9 algo a ser celebrado.\u00a0O artista \u00e9 o que \u00e9, e dificilmente consegue escapar dessa sina &#8211; tamanha \u00e9 a for\u00e7a que essa voca\u00e7\u00e3o lhe imp\u00f5e. Ter a possibilidade de transformar em profiss\u00e3o aquilo que eu fazia por amor, e continuar fazendo isso por quase trinta anos de carreira, esse \u00e9 o meu pr\u00eamio principal.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Durante a carreira fui pontuando uma s\u00e9rie de certifica\u00e7\u00f5es, men\u00e7\u00f5es e pr\u00eamios em concursos, cat\u00e1logos, e assim por diante. Nada disso \u00e9 t\u00e3o importante, no sentido absoluto do tema. A premia\u00e7\u00e3o \u00e9 importante, mas n\u00e3o pelo fetiche de ganhar alguma medalha ou qualquer coisa que valha. \u00c9 importante ter essa clareza discriminat\u00f3ria, e ao mesmo tempo compreender que a gente vive na sociedade do m\u00e9rito e da certifica\u00e7\u00e3o, e que isso soma pro seu curr\u00edculo. A partir desse reconhecimento t\u00e9cnico voc\u00ea ganha uma visibilidade, que vai ter permitir continuar fazendo o seu trabalho, tendo prazer pelo que faz e sendo mais conhecido pelo grande p\u00fablico.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>O que significa ser um ilustrador pra voc\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A ilustra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas um trabalho, o que fa\u00e7o \u00e9 algo que tem a ver com aquilo que eu sou de fato e n\u00e3o com uma expectativa profissional propriamente dita. Eu n\u00e3o me considero um ilustrador \u201ce ponto!\u201d, como uma defini\u00e7\u00e3o fechada. Eu sou um artista, que pode se expressar por imagem, ou por palavras, falando ou escrevendo. S\u00e3o ret\u00f3ricas diferentes e cada qual tem os seus c\u00f3digos, seus jogos, seus desafios e obst\u00e1culos.\u00a0Mas o mais encantador \u00e9 poder fazer arte no cotidiano, por mais que a ideia de profissionalismo tenha essa ess\u00eancia que \u00e9 espont\u00e2nea. Eu gosto de dizer que a ilustra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma possibilidade de dialogar com um publico vasto, que tem a chance de me conhecer de uma outra forma.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><object style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" width=\"600\" height=\"400\"><param name=\"flashvars\" value=\"offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2F130206871%40N02%2Fsets%2F72157663352241943%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2F130206871%40N02%2Fsets%2F72157663352241943%2F&amp;set_id=72157663352241943&amp;jump_to=\" \/><param name=\"movie\" value=\"https:\/\/www.flickr.com\/apps\/slideshow\/show.swf?v=261948265\" \/><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" src=\"https:\/\/www.flickr.com\/apps\/slideshow\/show.swf?v=261948265\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" flashvars=\"offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2F130206871%40N02%2Fsets%2F72157663352241943%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2F130206871%40N02%2Fsets%2F72157663352241943%2F&amp;set_id=72157663352241943&amp;jump_to=\" width=\"400\" height=\"300\" \/><\/object><\/p>\n<p>Reportagem: Julia Nadine Feltraco Schapowal<br \/>\nImagens: Arquivo Pessoal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mauricio Negro conta hist\u00f3rias infantis atrav\u00e9s de imagens<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":955,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1524],"tags":[],"class_list":["post-207","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/207","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=207"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/207\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/955"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=207"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}