{"id":2076,"date":"2017-08-29T13:13:53","date_gmt":"2017-08-29T16:13:53","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=2076"},"modified":"2017-08-29T13:13:53","modified_gmt":"2017-08-29T16:13:53","slug":"o-desafio-de-alimentar-uma-populacao-global-crescente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/o-desafio-de-alimentar-uma-populacao-global-crescente","title":{"rendered":"Como alimentar uma popula\u00e7\u00e3o global crescente"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">De um total de 7,6 bilh\u00f5es de habitantes no mundo, quase um bilh\u00e3o de pessoas n\u00e3o t\u00eam acesso a alimentos seguros e nutritivos suficientes para levar uma vida saud\u00e1vel. Em 2050, a popula\u00e7\u00e3o mundial dever\u00e1 ultrapassar a casa dos 9 bilh\u00f5es, segundo relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), e a crescente demanda de mercado pode causar problemas ainda maiores na produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de alimentos. Como conseguir mais seguran\u00e7a alimentar para a popula\u00e7\u00e3o? Esse pode ser considerado um dos desafios mais urgentes do s\u00e9culo 21, j\u00e1 que envolve quest\u00f5es de cunho pol\u00edtico, ambiental, social e econ\u00f4mico.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com o objetivo de apontar caminhos ao debate sobre a melhor forma de alimentar uma popula\u00e7\u00e3o global crescente, a Universidade de Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos, em parceria com a <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Universidade de <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Wageningen<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, da Holanda, arquitetou um projeto de mapeamento das zonas produtivas em escala global.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">O <\/span><a href=\"http:\/\/www.yieldgap.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"font-weight: 400;\">Global Yield Gap Atlas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">GYGA)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 uma ferramenta criada para estimar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a diferen\u00e7a entre as produ\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas atuais e potenciais em cada hectare de terras agr\u00edcolas existentes &#8211; as chamadas lacunas de produtividade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Essa tecnologia deve permitir que os pa\u00edses mirem o futuro e \u00a0prevejam seu percentual de produ\u00e7\u00f5es no ano de 2050. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">As informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre rendimentos atuais e potenciais de cada \u00e1rea plantada podem garantir, dessa forma, uma melhoria no gerenciamento dos sistemas agr\u00edcolas e alimentares, de maneira que os agricultores possam alcan\u00e7ar maior produtividade em seus cultivos. O questionamento gira em torno, principalmente, da necessidade ou n\u00e3o de se ampliar as \u00e1reas cultivadas a n\u00edvel mundial &#8211; para que as demandas da popula\u00e7\u00e3o sejam supridas &#8211; e, da busca por uma maneira de reduzir impactos ambientais que sejam consequ\u00eancia direta da pr\u00e1tica agr\u00edcola.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De um lado, est\u00e3o os que defendem culturas alternativas e sistemas de cultivo rotativos para superar poss\u00edveis car\u00eancias alimentares; de outro, os que apostam em uma abordagem incremental para melhorar os sistemas de cultivo intensivos da atualidade. \u00a0Para enriquecer o debate, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) recebeu, no m\u00eas de agosto de 2017, um dos idealizadores do projeto <em>Global Yield Gap Atlas<\/em>, o professor da Universidade de Nebraska-Lincoln Patricio Grassini.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_2080\" aria-describedby=\"caption-attachment-2080\" style=\"width: 349px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2080\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/MGM1844-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"349\" height=\"232\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/MGM1844-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/MGM1844-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/MGM1844-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/MGM1844-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/08\/MGM1844.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 349px) 100vw, 349px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2080\" class=\"wp-caption-text\">Professor Patricio Grassini apresenta o projeto Global Yield Gap Atlas para a comunidade acad\u00eamica<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O pesquisador veio ao Brasil para firmar a forma\u00e7\u00e3o do projeto GYGA Brasil, que coloca o pa\u00eds como colaborador e participante do projeto global, \u00a0ao lado de Uruguai e Argentina, que representam, at\u00e9 o momento, o cen\u00e1rio latino americano. Aqui, o projeto ser\u00e1 liderado pela Embrapa-Feij\u00e3o e Arroz\/GO, Esalq\/USP e a equipe SimulArroz &#8211; integrada pela UFSM, pela Universidade Federal do Pampa, a Universidade Federal de Pelotas, a Universidade do Tocantins, o Instituto Rio Grandense do Arroz e a <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Emater). O projeto j\u00e1 est\u00e1 em andamento e os resultados dos bi\u00eanios 2015\/16 e 2016\/17 sobre as lacunas de produtividade \u00a0para as culturas de arroz e soja nas terras baixas do Rio Grande do Sul j\u00e1 foram apresentados. As pesquisas devem continuar intensas nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos e contribuir com respostas concretas sobre os n\u00edveis de rendimentos agr\u00edcolas no Estado, bem como instigar os produtores rurais a pensar em estrat\u00e9gias para aprimorar suas produ\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Confira a entrevista com o professor Patricio Grassini:<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Arco: Como o \u201c<\/b><b>Global Yield Gap Atlas\u201d<\/b> <b>foi constru\u00eddo?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Patricio Grassini: Este \u00e9 um projeto que \u00e9 liderado pela Universidade de Nebraska em colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade de <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Wageningen<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, da Holanda, incluindo tamb\u00e9m pesquisadores de diversas \u00e1reas do conhecimento de mais de 50 pa\u00edses do mundo. Necessitamos colaborar com as pessoas que trabalham nesses pa\u00edses em distintas regi\u00f5es, n\u00e3o somente para que nos deem os dados necess\u00e1rios para estimar a produtividade de cada \u00e1rea, mas tamb\u00e9m para que nos ajudem a validar esses resultados e lev\u00e1-los a nossa clientela final que s\u00e3o os produtores rurais.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A motiva\u00e7\u00e3o para construir o Atlas veio da necessidade de entender quanto mais comida seria poss\u00edvel produzir nas terras que est\u00e3o sendo cultivadas hoje em dia. Saber da produtividade potencial \u00e9 a \u00fanica maneira atrav\u00e9s da qual podemos entender se \u00e9 poss\u00edvel produzir comida suficiente para 9,6 bilh\u00f5es de habitantes no ano 2050, a partir do aproveitamento das terras que s\u00e3o cultivadas, ou &#8211; se n\u00e3o for poss\u00edvel &#8211; prever quantas \u00e1reas mais ser\u00e3o necess\u00e1rias. Em poucas palavras, a \u00fanica maneira com a qual podemos preservar os recursos naturais e as reservas de diversidade que nos restam \u00e9 a intensifica\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de \u00e1reas j\u00e1 utilizadas atualmente.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>A: O que \u00e9 uma \u201clacuna de produtividade\u201d?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">P.G: Definimos uma lacuna de produtividade agr\u00edcola como a diferen\u00e7a entre o que um produtor obt\u00e9m ativamente em seu campo de produ\u00e7\u00e3o versus o que, potencialmente, seria poss\u00edvel produzir nesse mesmo lugar, de acordo com o clima e o solo. A brecha de produtividade pode variar desde uma brecha muito grande como as que vemos na \u00c1frica, ou brechas muito pequenas como as que vemos em sistemas intensificados como da \u00c1sia ou da Am\u00e9rica do Norte. Em poucas palavras, sempre existe uma brecha em qualquer sistema de produ\u00e7\u00e3o, mas a magnitude \u00e9 sempre diferente. \u00a0E, assim como a magnitude \u00e9 diferente, tamb\u00e9m as causas de uma brecha de produtividade o s\u00e3o. Em alguns lugares, a explica\u00e7\u00e3o da brecha pode ser a nutri\u00e7\u00e3o inadequada dos cultivos e, em outras regi\u00f5es, por exemplo, os problemas podem estar relacionados com enfermidades, insetos ou, simplesmente, por um mal manejo do solo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>A: Como \u00e9 poss\u00edvel diminuir essas lacunas na pr\u00e1tica?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">P.G: Depois de visitar muitos pa\u00edses, com diferentes contextos, posso dizer que existe uma caracter\u00edstica \u00fanica comum a todos os produtores que alcan\u00e7am altos n\u00edveis de produtividade potencial: a capacidade de inovar e se adaptar rapidamente. Essa capacidade depende da curiosidade e, \u00a0sobretudo, dos testes cont\u00ednuos que esses produtores fazem da tecnologia. S\u00e3o produtores muito curiosos que, geralmente, possuem anota\u00e7\u00f5es de todas as suas pr\u00e1ticas de manejo e empreendimento dos \u00faltimos anos; que n\u00e3o t\u00eam medo de mudar e provar coisas novas, pensando sempre nas mudan\u00e7as dos sistemas a cada d\u00e9cada e como far\u00e3o para se adaptarem a elas. Tamb\u00e9m n\u00e3o se preocupam tanto com o pre\u00e7o na hora de tratar de ter altos rendimentos e n\u00e3o necessariamente t\u00eam custos mais altos com insumos. Geralmente, t\u00eam os mesmos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">inputs <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">ou tecnologias que os demais produtores, mas possuem dom\u00ednio de diferentes tecnologias de conhecimento, o que lhes permite utilizar a mesma quantidade de insumos de uma maneira muito mais eficiente.<\/span><\/p>\n<p><b>A: Existe algum pa\u00eds ou regi\u00e3o do mundo que possa ser apresentado como exemplo de alta produtividade, de \u201csupera\u00e7\u00e3o\u201d dessas lacunas?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">P.G: Sabemos que existem pa\u00edses que baixaram suas brechas de produ\u00e7\u00e3o de forma not\u00e1vel, durante os \u00faltimos anos. Na Am\u00e9rica do Norte a brecha de produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 em torno de 30%, e consideramos que as regi\u00f5es que alcan\u00e7am uma m\u00e9dia entre 20% a 30% de produtividade potencial podem ser tomadas como exemplo. Contudo, n\u00e3o se trata somente de ter uma brecha de produtividade pequena e sim de entender tamb\u00e9m com que efici\u00eancia se pode reduzi-la. Muitas vezes, a brecha pode ser reduzida com tecnologias que t\u00eam um alto impacto ambiental e \u00e9 isso tamb\u00e9m o que tentamos evitar atrav\u00e9s deste projeto. O objetivo m\u00e1ximo \u00e9 sempre buscar reduzir a lacuna de produtividade de uma maneira sustent\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>A: Com a necessidade de se produzir mais comida em pouco tempo, o uso de agrot\u00f3xicos tende a aumentar? Como essa quest\u00e3o \u00e9 tratada?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">P.G: A Revolu\u00e7\u00e3o Verde que ocorreu entre os anos de 1950 e 1970 nos mostrou que existem muitas tecnologias que aumentam a produtividade mas que tamb\u00e9m produzem graves efeitos ambientais. \u00a0Mas a quest\u00e3o \u00e9: \u201cO que vamos fazer a respeito? N\u00e3o vamos nunca mais utilizar agrot\u00f3xicos?\u201d. Para mim, esse n\u00e3o \u00e9 o caminho. Para mim, o caminho \u00e9 a intensifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 usar tecnologias de insumos \u00a0que est\u00e3o provadas na sua capacidade de reduzir as lacunas de produtividade, mas complementar essas tecnologias de insumos com tecnologias do conhecimento, para n\u00e3o cometer os mesmos erros que cometemos h\u00e1 40 anos. Entendo que os agrot\u00f3xicos sim podem ser uma ferramenta a mais para reduzir as lacunas de produtividade, mas tamb\u00e9m reconhe\u00e7o que \u00e9 necess\u00e1rio investir muito em conhecimento de todo o manejo de agrot\u00f3xicos para encontrar novas solu\u00e7\u00f5es e reduzir seus impactos ambientais.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>A: O que se pode esperar do cen\u00e1rio latino-americano em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos, nos pr\u00f3ximos anos?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">P.G: O cen\u00e1rio para a Am\u00e9rica do Sul \u00e9 muito favor\u00e1vel no sentido de que tudo que fizermos a fim de reduzir as lacunas de produtividade vai ser traduzido, seguramente, em mais exporta\u00e7\u00f5es. De novo, \u00e9 necess\u00e1rio fazer essa redu\u00e7\u00e3o de maneira sustent\u00e1vel de tal forma que n\u00e3o somente estejamos produzindo mais comida, mas tamb\u00e9m que, ao mesmo tempo, estejamos minimizando o impacto ao meio ambiente. Esse foi o motivo principal de minha visita ao Brasil: tratar de ter uma reuni\u00e3o com pesquisadores brasileiros para come\u00e7ar a formular um atlas de lacunas de produtividade de planta\u00e7\u00f5es de arroz, milho, soja e cana de a\u00e7\u00facar. O grupo deve come\u00e7ar a trabalhar neste projeto agora e, ao final do pr\u00f3ximo ano, pretendemos regressar a Santa Maria para apresentar os resultados aos produtores e investigadores desta \u00e1rea. O objetivo n\u00e3o \u00e9 somente estimar os valores, mas, principalmente, entender porque existe uma brecha de produtividade e desenvolver estrat\u00e9gias de manejo para reduzi-la.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Rep\u00f3rter: Tainara Liesenfeld<\/span><\/p>\n<p>Fotografia: Luan Moraes Romero<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto &#8220;Global Yield Gap Atlas&#8221; busca melhorar rendimento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola <\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":2077,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[576,578,580,468],"class_list":["post-2076","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","tag-agricola","tag-alimento","tag-mapa-de-rendimento","tag-tecnologia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2076","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2076"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2076\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2077"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}