{"id":2260,"date":"2017-09-18T17:28:59","date_gmt":"2017-09-18T20:28:59","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=2260"},"modified":"2017-09-18T17:28:59","modified_gmt":"2017-09-18T20:28:59","slug":"desenvolvimento-atraves-do-cooperativismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/desenvolvimento-atraves-do-cooperativismo","title":{"rendered":"Desenvolvimento atrav\u00e9s do cooperativismo"},"content":{"rendered":"<p>Uma situa\u00e7\u00e3o facilmente imagin\u00e1vel: voc\u00ea vai ao mercado e v\u00ea uma oferta. Tomate, R$ 3,50 o quilo! Pre\u00e7o de comum \u00e0 barato para os consumidores e justo para os produtores, segundo dados da Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul (CEASA\/RS). Isso seria uma afirma\u00e7\u00e3o poss\u00edvel se o valor que pagamos pelo produto fosse integralmente para a m\u00e3o do agricultor que o produziu. No entanto, isso n\u00e3o acontece porque, nesse pre\u00e7o final de venda, est\u00e1 inclu\u00edda a margem de lucro do mercado, de dois ou tr\u00eas atravessadores, os chamados \u201cceaseiros\u201d, e por \u00faltimo o do produtor. Nesse cen\u00e1rio nacional, o Cooperativismo aparece como uma alternativa para a necessidade de desenvolvimento rural e de progresso comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A maioria dos alimentos que chegam na mesa das pessoas hoje v\u00eam atrav\u00e9s das CEASA, sociedades por a\u00e7\u00f5es de economia mista que centralizam o abastecimento do setor hortifrutigranjeiro dos estados e est\u00e3o situadas nos grandes centros de consumo. O chamado \u201cceaseiro\u201d seria o primeiro sujeito que atravessa os produtos; ele, que pode ser um agricultor ou n\u00e3o, compra mercadorias de outros agricultores e os leva para a central. Nesse momento, o produto \u00e9 armazenado ou negociado com o terceiro atravessador, que o leva para o mercado de varejo (restaurantes, feiras, supermercados, etc.). Em geral, \u00e9 esse o trajeto do tomate de oferta no mercado, por exemplo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse movimento possibilita uma certa especula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os, como afirma o agr\u00f4nomo Alcione Claro, da Cooperativa de Produ\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Rural dos Agricultores Familiares de Santa Maria-RS (Coopercedro): \u201cH\u00e1 uma bolsa de valores, s\u00f3 que de alimentos e, assim, a produ\u00e7\u00e3o local \u00e9 desestimulada; as CEASAs n\u00e3o necessariamente aumentam o custo para o consumidor, mas achatam o pagamento para o produtor, que n\u00e3o recebe quase nada\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em meio a isso, as cooperativas de trabalhadores rurais aparecem como uma alternativa para diminuir este ciclo especulativo entre intermedi\u00e1rios e favorecer a margem de lucro para os produtores. O cooperativismo \u00e9, basicamente, um modelo de associa\u00e7\u00e3o capaz de otimizar determinadas atividades desenvolvidas em sociedade. Por exemplo, produtores de tomate que separadamente plantam e vendem seus produtos disputam consumidores; ao se criar uma cooperativa, esses sujeitos com interesses comuns compartilham voluntariamente direitos e deveres em nome de resultados mais satisfat\u00f3rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2262 \" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/princ\u00edpios_final.png\" alt=\"\" width=\"497\" height=\"689\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/princ\u00edpios_final.png 690w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/princ\u00edpios_final-216x300.png 216w\" sizes=\"(max-width: 497px) 100vw, 497px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a Cartilha de Cooperativismo no Brasil, as cooperativas s\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es que \u201cdevem trabalhar para o desenvolvimento sustent\u00e1vel de suas comunidades atrav\u00e9s de pol\u00edticas aprovadas por seus associados, de forma a organizar as for\u00e7as de produ\u00e7\u00e3o, de distribui\u00e7\u00e3o, de educa\u00e7\u00e3o e desenvolver a administra\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e autogestion\u00e1ria do empreendimento\u201d. Por meio das cooperativas, as potencialidades locais s\u00e3o aproveitadas na supera\u00e7\u00e3o de crises econ\u00f4micas ou de problemas clim\u00e1ticos. Conforme afirma Claro \u201cO cooperativismo \u00e9 um instrumento assegurado juridicamente para juntar os pequenos produtores em torno de uma causa maior, que \u00e9 fortalecer a parte econ\u00f4mica e viabilizar a parte social da localidade\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As coloca\u00e7\u00f5es do agr\u00f4nomo foram feitas no semin\u00e1rio sobre Cooperativismo e Mercados Institucionais na Agricultura Familiar, promovido pelo <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Programa de Educa\u00e7\u00e3o Socioambiental Multicentros, em agosto na UFSM.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Tamb\u00e9m esteve direcionando a discuss\u00e3o o administrador <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Charles Lima,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> da <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Tr\u00eas Forquilhas (Coomafitt).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Lima, o modelo cooperativista funciona como uma alian\u00e7a social, j\u00e1 que o compartilhamento de objetivos faz com que a partilha de meios de produ\u00e7\u00e3o tenha mais sentido. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO cooperativismo traz uma outra vis\u00e3o de desenvolvimento econ\u00f4mico, uma vis\u00e3o mais coletiva de sociedade. As pessoas passam a agir de modo menos individualista e mais comunit\u00e1rio.\u201d diz.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Existem v\u00e1rios ramos de mercado que se beneficiam com o modelo cooper<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">ativista. Essa l\u00f3gica \u00e9 mais recorrente no meio rural e no financeiro. O Brasil \u00e9 bastante diverso em v\u00e1rios sentidos, e nesse cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 diferente. Segundo dados do e-book Introdu\u00e7\u00e3o ao cooperativismo, elaborado pelo Col\u00e9gio Polit\u00e9cnico da UFSM em 2014, existem 7.062 cooperativas distribu\u00eddas pelo territ\u00f3rio brasileiro.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2264\" aria-describedby=\"caption-attachment-2264\" style=\"width: 641px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-2264 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/Capturar.png\" alt=\"\" width=\"641\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/Capturar.png 641w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/Capturar-300x180.png 300w\" sizes=\"(max-width: 641px) 100vw, 641px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2264\" class=\"wp-caption-text\">N\u00famero de cooperativas distribu\u00eddas por estado brasileiros<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, o modelo cooperativista fomenta a gera\u00e7\u00e3o de empregos e movimenta a economia local. Alcione comenta que \u201co aumento do \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos munic\u00edpios onde h\u00e1 cooperativas \u00e9 maior em rela\u00e7\u00e3o a lugares onde elas n\u00e3o existem. Por mais que a cooperativa seja grande e de car\u00e1ter empresarial, de uma forma ou de outra, o munic\u00edpio est\u00e1 progredindo economicamente. Mesmo que haja algu\u00e9m enriquecendo, est\u00e1 enriquecendo ali\u201d. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rep\u00f3rter: Vitor Rodrigues<\/p>\n<p>Arte e ilustra\u00e7\u00e3o: Giana Bonilla<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As cooperativas de trabalhadores rurais aparecem como uma alternativa para diminuir o ciclo especulativo entre intermedi\u00e1rios e favorecer a margem de lucro para os produtores<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":2261,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1742],"tags":[608,610,612],"class_list":["post-2260","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-extenda-10a-edicao","tag-comunidade","tag-cooperativismo","tag-economia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2260","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2260"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2260\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2261"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}