{"id":2274,"date":"2017-09-21T18:00:42","date_gmt":"2017-09-21T21:00:42","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=2274"},"modified":"2021-05-27T12:06:55","modified_gmt":"2021-05-27T15:06:55","slug":"vamos-falar-sobre-o-suicidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/vamos-falar-sobre-o-suicidio","title":{"rendered":"Vamos falar sobre o suic\u00eddio?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para al\u00e9m da chegada da primavera, o m\u00eas de setembro \u00e9 iluminado por mais tons de amarelo, afim de trazer \u00e0 luz um assunto que, para muitos, ainda \u00e9 tabu: o suic\u00eddio. No Brasil, o movimento come\u00e7ou a tomar for\u00e7a em 2014, quando monumentos hist\u00f3ricos e pra\u00e7as passaram a receber tons de amarelo e ganhar maior visibilidade da popula\u00e7\u00e3o. Nesse mesmo ano, o Brasil foi considerado o oitavo pa\u00eds do mundo com a maior taxa de suic\u00eddios, a partir de um estudo feito pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. O estudo ainda aponta que a cada 40 segundos &#8211; o tempo que voc\u00ea vai levar pra ler esse par\u00e1grafo, talvez &#8211; uma pessoa comete suic\u00eddio no mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os dados alarmantes servem para refor\u00e7ar a import\u00e2ncia do assunto. Mas como devemos trat\u00e1-lo? A melhor sa\u00edda \u00e9 ocultar os fatos ou fazer quest\u00e3o de falar sobre isso? \u00c9 um problema a ser tratado em \u00e2mbito familiar ou deve compor tamb\u00e9m os debates de sa\u00fade e seguran\u00e7a p\u00fablica? Na busca pelo compartilhamento de boas respostas a esses questionamentos, ocorre em Santa Maria o 4\u00ba Encontro Regional de Promo\u00e7\u00e3o da Vida e Preven\u00e7\u00e3o do Suic\u00eddio, uma iniciativa que recebe apoio de diversas entidades santa-marienses que lutam pela causa. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2280\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.030.RA_.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.030.RA_.jpg 1400w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.030.RA_-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.030.RA_-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.030.RA_-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.030.RA_-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>Tr\u00eas dias ap\u00f3s o Dia Mundial de Preven\u00e7\u00e3o ao Suic\u00eddio, ocorrido no dia 10 de setembro, a UFSM sediou espa\u00e7o para palestras e rodas de conversas para tratar do suic\u00eddio a partir de v\u00e1rios aspectos: desde o apoio nas crises at\u00e9 um debate aprofundado sobre poss\u00edveis abordagens da rede de aten\u00e7\u00e3o psicossocial. Em um desses momentos, palestrou o psiquiatra Renato Piltcher, que atualmente trabalha em Porto Alegre.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Confira a entrevista que a nossa equipe fez com o psiquiatra Renato Piltcher:<\/span><\/p>\n<p><b>Arco: Por que o suic\u00eddio ainda \u00e9 tabu?<\/b><\/p>\n<p><b>Renato Piltcher:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> O suic\u00eddio \u00e9 menos tabu atualmente, mas ainda assim o \u00e9. Da mesma forma que outros assuntos considerados tabus, ele mexe com quest\u00f5es que nos assustam, \u00e0s vezes nos excitam, nos deixam com receio, pensando se a gente seria ou n\u00e3o capaz daquilo. O tabu tem rela\u00e7\u00e3o com a cultura, com aquilo que n\u00f3s homens escrevemos e constru\u00edmos. Tabu \u00e9 aquilo que \u00e9 secreto, que n\u00e3o pode ser mencionado, \u00e9 perigoso ou indevido. Outra coisa que colabora para que o suic\u00eddio seja tabu \u00e9 aquele senso comum de que \u201cse falar disso, a\u00ed vai fazer as pessoas se suicidarem\u201d \u2013 o que, quero deixar bem claro, que \u00e9 inverdade. Existem, inclusive, religi\u00f5es que n\u00e3o d\u00e3o para o suicida o direito de ser enterrado ou receber os mesmos rituais que a morte natural traz. Em algumas legisla\u00e7\u00f5es, o suic\u00eddio \u00e9 considerado crime. N\u00e3o bastando a pessoa em desespero atentar contra sua vida, em alguns lugares com pouca sensibilidade, \u00e9 capaz que algum juiz processe a pessoa pelo que ela fez. O outro motivo \u00e9 uma esp\u00e9cie de desafio de alguma coisa que ou a religi\u00e3o ou a lei dos homens est\u00e1 a proibir.<\/span><\/p>\n<p><b>Arco: Qual o panorama mundial de faixa et\u00e1ria nos casos de suic\u00eddio?<\/b><\/p>\n<p><b>Renato Piltcher: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Existem duas faixas de pico para tentativas de suic\u00eddio: dos 15 aos 30 anos. \u00a0Existem v\u00e1rios fatores que podem explicar maior incid\u00eancia dos 15 aos 30 anos: as responsabilidades exigidas de um adolescente que entra na fase adulta; h\u00e1 uma incid\u00eancia de depress\u00e3o e esquizofrenia pela primeira vez nessa faixa et\u00e1ria; a turbul\u00eancia da adolesc\u00eancia; o turbilh\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es da internet. Como \u00e9 uma \u00e9poca em que as doen\u00e7as s\u00e3o menos frequentes \u2013 n\u00e3o \u00e9 comum morrer por \u201cmortes\u201d naturais devido a doen\u00e7as \u2013 a representa\u00e7\u00e3o estat\u00edstica do suic\u00eddio fica muito maior. Tanto que as mortes violentas \u2013 seja por suic\u00eddio, seja por acidente de carro \u2013 s\u00e3o a maior causa de morte dos 15 aos 24 anos. Estima-se que, do ano 2000 para o ano de 2014, houve um incremento pr\u00f3ximo a 10% na frequ\u00eancia de morte por suic\u00eddio nessa faixa et\u00e1ria. A outra faixa et\u00e1ria de pico de morte por suic\u00eddio \u00e9 na faixa da terceira idade. As pessoas acima dos 70 anos t\u00eam, por vezes, condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ou emocionais mais debilitadas. Elas fazem uma tentativa de suic\u00eddio, geralmente, por m\u00e9todos letais como ingest\u00e3o de medicamentos, enforcamento ou tiro.<\/span><\/p>\n<p><b>Arco: E com rela\u00e7\u00e3o a g\u00eanero? H\u00e1 alguma diferen\u00e7a entre homens e mulheres?<\/b><\/p>\n<p><b>Renato Piltcher: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Exceto no caso da China &#8211; onde a maioria de suic\u00eddios \u00e9 cometido por mulheres \u2013 todos os pa\u00edses do mundo t\u00eam a maior taxa de suic\u00eddios cometidos por homens, mesmo sendo as mulheres as que tentem com mais frequ\u00eancia. Se pensa que para cada suic\u00eddio exista pelo menos de 10 a 100 tentativas. \u00a0\u00c9 muito mais frequente a tentativa, inclusive, porque dentro de cada um a ambival\u00eancia entre \u201cviver\u201d ou \u201cmorrer\u201d \u00e9 enorme; e tamb\u00e9m porque muitos lugares dificultam o acesso a meios mais violentos. Em lugares onde armas s\u00e3o facilmente alcan\u00e7adas a pessoa pode, em um momento de impulsividade, agarrar uma arma e, em um segundo, terminar com sua vida. J\u00e1 em lugares onde o indiv\u00edduo \u00e9 for\u00e7ado a buscar outro m\u00e9todo, isso j\u00e1 pode dar tempo suficiente para despertar a vontade de viver dentro da pessoa ou tamb\u00e9m para que algu\u00e9m em torno possa intervir e ajudar.\u00a0<img decoding=\"async\" class=\" wp-image-2283 alignright\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.004.RA_.jpg\" alt=\"\" width=\"488\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.004.RA_.jpg 1400w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.004.RA_-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.004.RA_-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.004.RA_-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.004.RA_-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 488px) 100vw, 488px\" \/><\/span><\/p>\n<p><b>Arco: Entre os estados brasileiros, o Rio Grande do Sul tem maior incid\u00eancia de casos de suic\u00eddio, e, inclusive, Santa Maria \u00e9 apontada como uma das cidades com maior \u00edndice. A que se deve isso?<\/b><\/p>\n<p><b>Renato Piltcher: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Uma explica\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma de por que achamos que na Escandin\u00e1via, por exemplo, os casos s\u00e3o mais comuns que no Brasil. Na verdade, isso n\u00e3o quer dizer que haja maior incid\u00eancia l\u00e1, acontece que os casos s\u00e3o mais notificados. Tanto as fam\u00edlias quanto os profissionais da sa\u00fade s\u00e3o mais eficientes em notificar isso e, logo, a estat\u00edstica sobe. Muitas vezes, o motivo do suic\u00eddio \u00e9 notificado como \u201cacidente\u201d pela fam\u00edlia que atravessa fen\u00f4menos como \u201cvergonha\u201d ap\u00f3s o ocorrido. J\u00e1 nesses pa\u00edses, as notifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito mais verazes. Dentro do Brasil, o Rio Grande do Sul, comparado a outros estados \u2013 parte por sua coloniza\u00e7\u00e3o e fortes tra\u00e7os da cultura europeia-, \u00e9 um lugar onde se notificam casos tamb\u00e9m com maior veracidade. Outra especula\u00e7\u00e3o se refere a \u00e1reas ind\u00edgenas. Os \u00edndios sofreram uma acultura\u00e7\u00e3o, um dizimar brutal na regi\u00e3o sul, e isso pode estar diretamente relacionado a casos de suic\u00eddio nessas culturas. Al\u00e9m disso, existem estudos sobre o n\u00edvel de agrot\u00f3xicos na alimenta\u00e7\u00e3o terem liga\u00e7\u00e3o aos casos do suic\u00eddio; uma vez que as pessoas ingerem de alguma maneira o agrot\u00f3xico, o dano causado no corpo leva anos para ser reduzido. A \u00e1rea fumageira, bastante comum no sul do pa\u00eds, normalmente possui muito agrot\u00f3xico e isso pode ser um dos motivos pelos quais as taxas de suic\u00eddios s\u00e3o maiores. Al\u00e9m de fatores culturais, se tem tamb\u00e9m maior acesso aos meios com a quest\u00e3o da ca\u00e7a e o uso das armas de fogo.<\/span><\/p>\n<p><b><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2284\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.017.RA-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"488\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.017.RA-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.017.RA-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.017.RA-1-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.017.RA-1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/09\/UFSM.2017.044.017.RA-1.jpg 1400w\" sizes=\"(max-width: 488px) 100vw, 488px\" \/>Arco: Neste ano, uma quest\u00e3o levada a plebiscito foi a revoga\u00e7\u00e3o do Estatuto do Desarmamento. Caso aprovada, isso poderia aumentar os n\u00fameros de suic\u00eddios no pa\u00eds?<\/b><\/p>\n<p><b>Renato Piltcher: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Acho que as pol\u00edticas p\u00fablicas deveriam se preocupar mais em facilitar o acesso \u00e0 \u201carma do conhecimento\u201d, \u00e0 escolaridade com liberdade. Isso \u00e9 uma arma poderosa. Os Estados Unidos, que \u00e9 um pa\u00eds de \u201crefer\u00eancia\u201d no sentido da busca pela \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d n\u00e3o conseguem melhorar os seus \u00edndices, por exemplo. \u00c9 necess\u00e1rio pensar em outras experi\u00eancias. Dar arma para a popula\u00e7\u00e3o achando que isso vai reduzir a criminalidade \u00e9 um equ\u00edvoco e, al\u00e9m disso, pode dar brechas e \u201cinflamar\u201d momentos de desespero dos indiv\u00edduos, tanto nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais como para consigo mesmo. Sem d\u00favida, portanto, mais armas poderiam estar ligadas a um maior n\u00famero de suic\u00eddios no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><b>Arco: Al\u00e9m de ser um problema que deve ser enfrentado por profissionais do ramo da sa\u00fade e da seguran\u00e7a p\u00fablica, o ramo da comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m encontra s\u00e9rios desafios nesse assunto. Como devemos tratar o suic\u00eddio?<\/b><\/p>\n<p><b>Renato Piltcher: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A m\u00eddia tem sim uma importante participa\u00e7\u00e3o e deve achar um equil\u00edbrio nesse sentido, que deve ser din\u00e2mico. A m\u00eddia deve noticiar as coisas sem espetacularizar, deve proporcionar atrav\u00e9s do seu texto um pouco de reflex\u00e3o. O que se v\u00ea muito hoje \u00e9 uma esp\u00e9cie de \u201cquem grita mais alto, quem fala a palavra mais horrenda\u201d e isso \u00e9 muito errado ao tratarmos de um assunto t\u00e3o delicado como \u00e9 o suic\u00eddio. Deve-se pensar bem no que se faz, abordando com profundidade a quest\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Reportagem e fotos: Tainara Liesenfeld<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com o psiquiatra Renato Piltcher elucida quest\u00f5es relacionadas ao suic\u00eddio<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":2275,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1742],"tags":[614,616,618,620],"class_list":["post-2274","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-extenda-10a-edicao","tag-psicologia","tag-psiquiatria","tag-setembro-amarelo","tag-suicidio"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2274"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2274\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2275"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}