{"id":234,"date":"2016-04-26T15:54:09","date_gmt":"2016-04-26T18:54:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/04\/26\/post234\/"},"modified":"2021-05-26T22:02:12","modified_gmt":"2021-05-27T01:02:12","slug":"post234","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post234","title":{"rendered":"Um problema circular"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">49 milh\u00f5es. Este \u00e9 o n\u00famero de carros no Brasil em 2015, segundo o Departamento Nacional de Tr\u00e2nsito. Em 10 anos, a frota brasileira de ve\u00edculos quase dobrou: eram 26 milh\u00f5es em 2005. Para suportar toda esta quantidade de ve\u00edculos, as rotat\u00f3rias t\u00eam sido cada vez mais utilizadas. Rotat\u00f3rias funcionam como um cruzamento com um grande canteiro central, onde os carros podem circular por ele em maior n\u00famero e com maior seguran\u00e7a. Mas essa seguran\u00e7a \u00e9 voltada<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">apenas para ve\u00edculos motorizados, pois as rotat\u00f3rias s\u00e3o de dif\u00edcil travessia para os pedestres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um estudo realizado pelos pesquisadores Johnny de Souza e Archimedes Raia Jr., ambos da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, teve como objetivo analisar dez diferentes rotat\u00f3rias no interior do estado de S\u00e3o Paulo, para tentar entender que fatores influenciam na seguran\u00e7a da travessia de pedestres nesses cruzamentos. Segundo a pesquisa, as rotat\u00f3rias induziriam os cidad\u00e3os a atravessarem de maneira inadequada e se exporem a perigos, sendo que, para a maioria dos especialistas em tr\u00e2nsito, os pedestres deveriam ser o primeiro fator considerado nos projetos de via p\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/rotatorias-list.png\" alt=\"\" width=\"544\" height=\"726\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A an\u00e1lise partiu de dois pontos de vista: a da rela\u00e7\u00e3o do pedestre com as vias de travessia e a do espa\u00e7o urbano com a rotat\u00f3ria. A partir da monitora\u00e7\u00e3o de rotat\u00f3rias, se percebeu que 51% dos pedestres de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP) e 67% dos pedestres de S\u00e3o Carlos (SP) atravessavam a rotat\u00f3ria em locais de grande perigo. Os pr\u00f3prios \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela organiza\u00e7\u00e3o das vias j\u00e1 assumem esse risco na sua pr\u00e1tica. Segundo os pesquisadores da Universidade de Coimbra \u00c1lvaro Seco e Ana Silva, quando uma \u00e1rea possui grande circula\u00e7\u00e3o de pedestres, isso se torna um motivo para n\u00e3o se instalar uma rotat\u00f3ria no local.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"margin: 15px auto; display: block;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/rotatorias-dados-1.png\" alt=\"\" width=\"573\" height=\"455\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O professor Carlos Felix, do Departamento da Universidade Federal de Santa Maria, e estudioso do tr\u00e2nsito, ressalta a import\u00e2ncia das rotat\u00f3rias para o tr\u00e1fego: \u201cO benef\u00edcio de uma rotat\u00f3ria, no que tange essencialmente \u00e0 seguran\u00e7a de tr\u00e1fego, \u00e9 que, pela sua forma, geometria e sinaliza\u00e7\u00e3o, aliada ao estreitamento da via, induz o motorista a diminuir a velocidade do ve\u00edculo. Suas formas e condi\u00e7\u00f5es de opera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ajudam a diminuir os chamados \u2018pontos de conflito\u2019, \u00e1reas de prov\u00e1veis colis\u00f5es em um cruzamento\u201d. Por\u00e9m, o professor lembra que as rotat\u00f3rias s\u00f3 devem ser usadas em locais que concentrem at\u00e9 mil ve\u00edculos por hora, tornando-se mais adequado utilizar sem\u00e1foros onde essa frequ\u00eancia \u00e9 ultrapassada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Carlos Felix \u201cficou expl\u00edcito que a implanta\u00e7\u00e3o dos dispositivos est\u00e1 sendo realizada, aparentemente, sem um estudo aprofundado sobre o tra\u00e7ado das vias existentes, al\u00e9m da falta de infraestrutura voltada ao pedestre\u201d. Sua opini\u00e3o est\u00e1 em sintonia com a conclus\u00e3o da pesquisa realizada pela UFSCar, que associou os riscos na travessia de pedestres a, basicamente, tr\u00eas pontos principais: a m\u00e1 localiza\u00e7\u00e3o da faixa de pedestres, a falta de conscientiza\u00e7\u00e3o destes quanto aos locais apropriados para travessia e a falta de barreiras que a impe\u00e7am. A maneira apressada de constru\u00e7\u00e3o de rotat\u00f3rias e as condi\u00e7\u00f5es a que elas submetem os pedestres, aparentemente, seguir\u00e3o assim enquanto a circula\u00e7\u00e3o motorizada for considerada prioridade.<\/span><\/p>\n<p>Reportagem: Mateus Martins de Albuquerque e Willian Boessio<br \/>\nInfogr\u00e1ficos: Vit\u00f3ria Rorato<br \/>\nFoto de capa: Rafael Hapke<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diferentes fatores influenciam na seguran\u00e7a da travessia de pedestres em rotat\u00f3rias<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":982,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[],"class_list":["post-234","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=234"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/982"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}