{"id":254,"date":"2016-05-20T15:35:04","date_gmt":"2016-05-20T18:35:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/05\/20\/post254\/"},"modified":"2016-05-20T15:35:04","modified_gmt":"2016-05-20T18:35:04","slug":"post254","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post254","title":{"rendered":"Elas est\u00e3o de volta"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 mais de 50 anos de sua cria\u00e7\u00e3o e de mais de uma d\u00e9cada estacionadas no mercado, as fitas cassete est\u00e3o de volta e com vers\u00e3o renovada. A ideia de montar um est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o de fitas cassete vem dos s\u00f3cios Fernando Lauletta e Luis Lopes que pretendem inaugurar at\u00e9 a metade desse ano a primeira f\u00e1brica de fitas cassete do Brasil. O est\u00fadio FlapC4, que estar\u00e1 localizado na rua Treze de Maio em S\u00e3o Paulo, promete um ambiente cheio de aparatos antigos, al\u00e9m de oferecer masteriza\u00e7\u00e3o, grava\u00e7\u00f5es de fitas cassetes com alta qualidade e ter como novo projeto a poss\u00edvel duplica\u00e7\u00e3o das fitas tamb\u00e9m. Em Santa Maria, existem muitos apaixonados pelo mercado da m\u00fasica e suas formas de reprodu\u00e7\u00e3o, assim como Fernando e Luis e que, al\u00e9m de colecionar algumas fitas, tamb\u00e9m se dedicam ao vinis originados na mesma \u00e9poca no Brasil.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e1rcio Grings, colecionador de LP\u2019s, jornalista e m\u00fasico de Santa Maria, cresceu nos anos 80 e comprou discos antes mesmo de comprar cds, e, para ele, at\u00e9 hoje o formato definitivo para empacotar m\u00fasica \u00e9 o vinil, principalmente pela qualidade sonora. A sua ordem de prefer\u00eancia \u00e9, em primeiro lugar, os LP\u2019s, segundo, os CD\u2019s, seguido, ent\u00e3o das fitas cassete e, por \u00faltimo, o modelo MP3. Segundo o m\u00fasico, \u201cO cassete foi lan\u00e7ado na \u00e9poca pra se ouvir m\u00fasica no carro. S\u00f3 que hoje, atualmente, existem dezenas de formas de se ouvir m\u00fasica no carro. Ou seja, no caso do cassete, esse relan\u00e7amento \u00e9 puro fetichismo pop. Mas acho bacana, \u00e9 um produto f\u00edsico.\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na \u00e9poca do surgimento das fitas cassete, o mercado era dominado pelo vinil que se originou por volta dos anos 1894 e se expandiu primeiramente na Europa at\u00e9 atingir os outros pa\u00edses. O vinil consolidou-se no mercado por a partir da d\u00e9cada de 1940, em que o LP substituiu o antigo formato em goma-laca, que era mais pesado e tocava m\u00fasicas em apenas um lado do disco. O LP, por ter um material mais leve, pode ser gravado dos dois lados. Em 1963, surgiram as fitas como uma nova alternativa no \u00e2mbito musical. Chamaram a aten\u00e7\u00e3o pelo f\u00e1cil transporte, por ser pequena e pela possibilidade de voltar a m\u00fasica por meio da rebobinagem, al\u00e9m de possibilitar uma grava\u00e7\u00e3o de at\u00e9 30 minutos de cada lado. Esse mecanismo facilitou o processo de grava\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas tocadas na r\u00e1dio, al\u00e9m do uso pelas de bandas de garagem na grava\u00e7\u00e3o de suas composi\u00e7\u00f5es. Assim, se popularizou nos anos 90, com o surgimento dos walkmans (aparelhos port\u00e1teis que tocavam fitas cassetes).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m ser\u00e1 palco de uma nova f\u00e1brica de Vinil que ser\u00e1 inaugurada entre abril e julho desse ano na Barra Funda, Zona oeste da capital Paulista. Para os propriet\u00e1rios da FlapC4, a f\u00e1brica de vinis representa um concorrente forte, j\u00e1 que o produto n\u00e3o deixou de ser procurado no mercado brasileiro. Por\u00e9m, eles n\u00e3o desanimam com cria\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica de fitas cassetes, j\u00e1 que \u00e9 uma ideia ainda n\u00e3o explorada no Brasil e pelas fitas terem um pre\u00e7o mais acess\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e1rcio diz que \u201cNa verdade, o lance do vinil nunca acabou, foi mercadol\u00f3gico, tentaram nos colocar guela abaixo o CD, como se fosse uma maravilha. E hoje sabemos que n\u00e3o \u00e9. S\u00f3 olhar os programas musicais nos Estados Unidos. Os artistas sempre levam LPs, e n\u00e3o CDs.\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O vinil, o CD, o mp3 e outras m\u00eddias digitais e as fitas cassetes t\u00eam caracter\u00edsticas qualitativas diferentes e individualizadas. Assim, Lauletta explica que se bem gravado e conservado o material, as fitas cassetes acompanham a qualidade sonora do CD. Para uma boa qualidade com cassete, basta um eficiente aparelho, e o est\u00fadio est\u00e1 pronto para gravar e trabalhar com material bom, investindo em uma s\u00e9rie de aparelhos e equipamentos brasileiros e estrangeiros.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"margin: 15px auto; display: block;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/Info.jpg\" alt=\"\" width=\"758\" height=\"865\" \/><\/span><\/p>\n<p>Reportagem: J\u00e9ssica Loss e Luiza Tavres<br \/>\nInfogr\u00e1fico: Nicolle Sartor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As fitas cassetes voltaram em vers\u00e3o renovada<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":952,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1524],"tags":[],"class_list":["post-254","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/952"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}