{"id":262,"date":"2016-06-13T11:38:55","date_gmt":"2016-06-13T14:38:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/06\/13\/post262\/"},"modified":"2016-06-13T11:38:55","modified_gmt":"2016-06-13T14:38:55","slug":"post262","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post262","title":{"rendered":"Manchas na pele"},"content":{"rendered":"<p>De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, as manchas s\u00e3o um dos motivos mais frequentes na procura por tratamento dermatol\u00f3gico. Dentre elas est\u00e1 o melasma: pigmentos amarronzados (que s\u00e3o a melanina) que provocam um tipo de altera\u00e7\u00e3o na cor natural da pele, criando algumas manchas mais escuras que a pele normal. Ainda que o melasma n\u00e3o tenha cura e provoque uma mudan\u00e7a na est\u00e9tica facial, ele n\u00e3o apresenta riscos \u00e0 sa\u00fade. Os melasmas podem estar relacionados a horm\u00f4nios sexuais, medicamentos ou a exposi\u00e7\u00e3o ao sol, e s\u00e3o mais comuns nas mulheres. Apenas 10% dos casos de melasma ocorrem em homens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"float: left; margin: 15px;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/melasma.jpg\" alt=\"O melasma ocorre mais frequentemente no rosto, podendo aparecer tamb\u00e9m nos bra\u00e7os e na parte da frente do t\u00f3rax.\" width=\"366\" height=\"274\" \/><\/p>\n<p>Essas manchas &#8211; al\u00e9m de serem permanentes \u2013 podem ter origem no DNA. Segundo pesquisa apresentada na Universidade Estadual Paulista (Unesp), a origem dos melasmas faciais pode estar na heran\u00e7a gen\u00e9tica de algum ancestral, recente ou do passado. A pesquisa coletou amostras de DNA de 119 mulheres em idade f\u00e9rtil e a partir desse material, foi analisada a ancestralidade gen\u00e9tica &#8211; \u00a0africana, ind\u00edgena e europeia, que s\u00e3o as que em sua maioria comp\u00f5em a popula\u00e7\u00e3o brasileira &#8211; , ou seja, os tra\u00e7os gen\u00e9ticos que s\u00e3o comuns no indiv\u00edduo e nos indiv\u00edduos dos quais ele herdou o DNA. Essa caracter\u00edstica pode se manifestar mesmo ap\u00f3s v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a pesquisa, foram selecionadas mulheres com e sem melasma, todas apresentando algum grau de miscigena\u00e7\u00e3o. A miscigena\u00e7\u00e3o se caracteriza por misturas \u00e9tnicas, que consequentemente formam indiv\u00edduos de diferentes tons de pele. Cerca de 90% dos casos de melasma ocorrem em indiv\u00edduos de fototipos intermedi\u00e1rios. A intensa miscigena\u00e7\u00e3o populacional do Brasil, que gerou grande n\u00famero de indiv\u00edduos com esse fototipo, e a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de alta incid\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta (RUV) favorecem o desenvolvimento da doen\u00e7a no pa\u00eds. Estima-se que, entre 15 e 35% das mulheres brasileiras adultas sejam acometidas pelo melasma<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"margin: 15px auto; display: block;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/Peles.png\" alt=\"\" width=\"745\" height=\"755\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que determina cada tom de pele \u00e9 a localiza\u00e7\u00e3o, quantidade e tamanho dos melanossomos, algo como uma \u201cbolsinha\u201d que armazena a melanina (pigmento que d\u00e1 cor \u00e0 pele). A pele negra possui melanossomos grandes e n\u00e3o agregados, que se distribuem por todas as camadas da pele. J\u00e1 a pele caucasiana possui melanossomos mais concentrados e menores. Os melanossomos de negros africanos s\u00e3o, em m\u00e9dia, maiores que os melanossomos de asi\u00e1ticos e caucasianos, ainda que existam varia\u00e7\u00f5es mesmo dentro desses grupos populacionais.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin: 15px auto 15px auto;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/tecido.png\" alt=\"1 - camada superior (camada espinhosa) 2 - camada inferior (ou camada basal) 3 - melanossomo 4 - melanina armazenada no melanossomo\" width=\"599\" height=\"633\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo dados da Clinical Drug Investigation (Investiga\u00e7\u00e3o de Drogas Cl\u00ednicas, em tradu\u00e7\u00e3o livre), peri\u00f3dico que pesquisa estudos farmacol\u00f3gicos, foram observados \u00edndices de at\u00e9 40% das mulheres e 20% dos homens acometidos por melasma no sudeste asi\u00e1tico. Um estudo publicado pela Academia Europeia de Dermatologia analisou a ocorr\u00eancia de melasma no sudeste e sul brasileiro e revelou predomin\u00e2ncia dos casos em pacientes de fototipos III (34,4%), IV (38,4%) e V (15,6%). Dos pacientes analisados, 86,9% pertenciam aos fototipos III e IV.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse contexto, a pesquisa apontou uma associa\u00e7\u00e3o entre o componente ancestral gen\u00e9tico africano e melasma facial em mulheres brasileiras de fototipos III, IV e V. Sendo a hereditariedade um dos fatores que d\u00e3o origem ao melasma, as mulheres de tons de pele tipo III, IV e V est\u00e3o inseridas no grupo de risco de ocorr\u00eancia da doen\u00e7a. <\/span><\/p>\n<p>Reportagem: Carolina Escher, Maria Helena, Nicoli Saft<br \/>\nInfogr\u00e1ficos: Nicolle Sartor<br \/>\nFotografias: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa relaciona melasma com fatores de ancestralidade gen\u00e9tica<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":936,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[],"class_list":["post-262","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=262"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/936"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}