{"id":268,"date":"2016-06-06T10:29:08","date_gmt":"2016-06-06T13:29:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/06\/06\/post268\/"},"modified":"2021-05-26T22:25:49","modified_gmt":"2021-05-27T01:25:49","slug":"post268","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post268","title":{"rendered":"Mapeamento de micr\u00f3bios"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com o avan\u00e7o nas pesquisas e o desenvolvimento de tecnologias de sa\u00fade, muitas doen\u00e7as j\u00e1 podem ser diagnosticadas e prevenidas por meio de exames simples. Ainda que pare\u00e7a estranho, um dos exames mais eficazes no reconhecimento de enfermidades \u00e9 a an\u00e1lise das fezes. O trato gastrointestinal dos seres humanos \u00e9 composto por um conjunto de micro-organismos que, acumulados, caracterizam o que cientificamente conhecemos por microbiota humana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na an\u00e1lise dos res\u00edduos intestinais, uma das preocupa\u00e7\u00f5es dos pesquisadores t\u00eam sido o mapeamento das bact\u00e9ricas presentes na microbiota, que permite pr\u00e9 diagnosticar muitas doen\u00e7as. O professor do Departamento de Bioqu\u00edmica e Biologia Molecular da Universidade Federal de Santa Maria, Elgiom Loreto, explica que esse mapeamento \u00e9 feito a partir de an\u00e1lises computadorizadas das amostras de DNA encontradas nas fezes, que s\u00e3o sequenciadas para compor o estudo metagen\u00f4mico do paciente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Elgiom explica que os estudos metagen\u00f4micos j\u00e1 permitiram a constru\u00e7\u00e3o de um banco de dados mundial &#8211; <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o chamado \u201cbanco de dados HPMC\u201d (em ingl\u00eas)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, com o mapeamento das diferentes comunidades de \u00a0micro-organismos encontradas no corpo humano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O banco de dados HPMC fornece a classifica\u00e7\u00e3o de mais de 1.800 amostras metagen\u00f4micas do sistema gastrointestinal humano. A an\u00e1lise foi feita por meio de uma sele\u00e7\u00e3o manual de genomas bacterianos vindos de amostras de fezes humanas, com mais de 21.000 genomas de refer\u00eancia adicionais, que representaram bact\u00e9rias, v\u00edrus, fungos, entre outros. Ainda \u00e9 um territ\u00f3rio novo, mas j\u00e1 se sabe que algumas doen\u00e7as s\u00e3o causadas por um \u00fanico micr\u00f3bio e, outras, por um conjunto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os estudos de genoma e as an\u00e1lises de sequenciamento metagen\u00f4mico est\u00e3o revolucionando muitos aspectos da biologia, j\u00e1 que permitem descobrir uma diversidade microbiana presente em quase todos os ambientes e at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o desvendadas. No passado, essas pesquisas eram caras e demoradas, mas com o desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas e tecnologias, hoje eles podem ser feitos em apenas um dia e com pre\u00e7os bem mais acess\u00edveis. Isso representa um avan\u00e7o para a biologia, por permitir a descoberta de formas de vidas antes inimagin\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O pesquisador em sa\u00fade p\u00fablica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luis Caetano Martha Antunes, explica que a flora intestinal bacteriana se adapta muito ao nosso tipo de alimenta\u00e7\u00e3o, mas pode ser reduzida quando praticamos uma alimenta\u00e7\u00e3o inadequada &#8211; rica em industrializados e a\u00e7\u00facares, por exemplo, e pobre em nutrientes. Ou seja, a microbiota est\u00e1 em constante mudan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"display: block; margin: 15px;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/curiosidadebacterias.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"597\" \/><\/p>\n<h4><strong>Imunidade intestinal<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A microbiose intestinal \u00e9 a que mais influencia na sa\u00fade humana. Segundo o Conselho Europeu de Informa\u00e7\u00e3o Alimentar (em ingl\u00eas, EUFIC), existem evid\u00eancias de que os indiv\u00edduos que sofrem de determinadas doen\u00e7as (como doen\u00e7a intestinal inflamat\u00f3ria ou alergias) apresentam um microbiota diferente daqueles indiv\u00edduos saud\u00e1veis. Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel aos pesquisadores afirmar se a microbiota alterada \u00e9 causa ou consequ\u00eancia da doen\u00e7a.\u00a0A composi\u00e7\u00e3o do microbiota intestinal \u00e9 altamente vari\u00e1vel mesmo entre indiv\u00edduos saud\u00e1veis. Os investigadores demonstraram que apesar de a composi\u00e7\u00e3o variar entre indiv\u00edduos, diferentes composi\u00e7\u00f5es podem apresentar fun\u00e7\u00f5es similares (ou seja, a forma como certos microrganismos degradam determinados componentes da dieta ou a forma como afetam o sistema imunol\u00f3gico \u00e9 semelhante em qualquer pessoa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda segundo o EUFIC, os microrganismos presentes no intestino desempenham um papel crucial na sa\u00fade digestiva, mas influenciam igualmente o sistema imunol\u00f3gico. Os tecidos imunes, presentes no tracto gastrointestinal, constituem a maior e mais complexa parte do sistema imunol\u00f3gico humano. A mucosa intestinal \u00e9 uma grande superf\u00edcie que delimita o intestino e que est\u00e1 exposta a antig\u00e9nios ambientais (subst\u00e2ncias que despoletam a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos pelo sistema imunol\u00f3gico) patog\u00e9nicos (que causam doen\u00e7as) e n\u00e3o patog\u00e9nicos. <\/span><\/p>\n<p>Reportagem: J\u00e9ssica Loss e Lu\u00edza Tavares<br \/>\nInfogr\u00e1ficos: Laura Storch<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Importantes nas defesas do corpo, os microorganismos s\u00e3o aliados no tratamento de doen\u00e7as<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":976,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[],"class_list":["post-268","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=268"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}