{"id":2687,"date":"2017-11-08T14:44:44","date_gmt":"2017-11-08T16:44:44","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=2687"},"modified":"2017-11-08T14:44:44","modified_gmt":"2017-11-08T16:44:44","slug":"alternativas-a-experimentacao-animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/alternativas-a-experimentacao-animal","title":{"rendered":"Alternativas \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o animal"},"content":{"rendered":"<p>Durante s\u00e9culos, m\u00e9dicos e pesquisadores utilizaram animais para conhecer melhor o funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os e sistemas do corpo humano e ainda aprimorar suas habilidades cir\u00fargicas. Para os cientistas, experi\u00eancias em animais eram fundamentais para a expans\u00e3o do conhecimento e importantes para novas descobertas na ci\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os animais mais tradicionais utilizados em pesquisas s\u00e3o roedores, como ratos e camundongos. A similaridade com o genoma humano, o tamanho pequeno e a f\u00e1cil reprodu\u00e7\u00e3o est\u00e3o entre as caracter\u00edsticas que tornaram esses mam\u00edferos cobaias dos experimentos. Eles precisam ser mantidos nas melhores condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e higiene poss\u00edvel; caso contr\u00e1rio, n\u00e3o poder\u00e3o ser usados com prop\u00f3sito cient\u00edfico, pois existe legisla\u00e7\u00e3o de bem-estar animal a ser respeitada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, as cr\u00edticas que surgem de v\u00e1rios segmentos da sociedade sobre o sofrimento dos animais que s\u00e3o utilizados nos experimentos s\u00e3o cada vez mais frequentes. Em 2014, o Conselho Nacional de Controle de Experimenta\u00e7\u00e3o Animal (CONCEA), vinculado ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es, reconheceu outros m\u00e9todos alternativos com o objetivo de reduzir o n\u00famero de animais usados em pesquisas. H\u00e1 estudos que buscam a substitui\u00e7\u00e3o para a experimenta\u00e7\u00e3o animal propondo modelos celulares in vitro, computadorizados, entre outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos alternativos tamb\u00e9m vem acontecendo na UFSM. Se ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel substituir totalmente os animais nos experimentos, os organismos modelos representam um passo a mais nessa dire\u00e7\u00e3o. A ci\u00eancia considera organismo modelo qualquer organismo vivo utilizado para estudos de diferentes situa\u00e7\u00f5es que mimetizam aspectos que ocorrem com seres humanos. J\u00e1 os organismos alternativos s\u00e3o seres que podem complementar o estudo com roedores tradicionais. Na Universidade existe a Comiss\u00e3o de \u00c9tica no Uso de Animais (CEUA), que iniciou as atividades em 2005 e foi regulamentada em 2008. Ela realiza aprova\u00e7\u00e3o, controle e vigil\u00e2ncia das atividades de cria\u00e7\u00e3o, ensino e pesquisa cient\u00edfica com animais para garantir o cumprimento das normas de controle da experimenta\u00e7\u00e3o animal definidas pelo CONCEA. Segundo a coordenadora da CEUA\/UFSM, Daniela Bitencourt Rosa Leal, a Comiss\u00e3o tem como uma de suas atribui\u00e7\u00f5es incentivar a ado\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios de refinamento, redu\u00e7\u00e3o e substitui\u00e7\u00e3o no uso de animais em ensino e pesquisa cient\u00edfica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2691 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2017\/11\/box-biologia.jpg\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/11\/box-biologia.jpg 619w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/11\/box-biologia-300x152.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Professores do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Bioqu\u00edmica Toxicol\u00f3gica da UFSM t\u00eam estudado organismos diversos para trabalhar em experimentos. O pesquisador F\u00e9lix Antunes Soares realiza estudos com vermes (<em>Caenorhabditis elegans<\/em>) desde 2010. O professor Denis Rosemberg desenvolve pesquisas com peixes (<em>Zebrafish<\/em>) desde 2005, quando estava na gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A professora Nilda Barbosa trabalha com pesquisas envolvendo moscas (<em>Drosophila melanogaster<\/em>) desde 2011 e j\u00e1 realizou pesquisas com leveduras (Saccharomyces cerevisiae) entre o per\u00edodo de 2014 a 2016. O pesquisador Jo\u00e3o Batista da Rocha executa estudos com baratas (<em>Nauphoeta cinerea<\/em>) h\u00e1 cerca de 5 anos. Esses s\u00e3o apenas alguns exemplos de pesquisas que s\u00e3o desenvolvidas na institui\u00e7\u00e3o com os organismos modelo, sendo que alguns professores chegam a trabalhar paralelamente com mais de um tipo de organismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO objetivo \u00e9 reduzir o n\u00famero de animais de grande porte e de custo elevado em pesquisa e, ainda, ter alternativas que respondam a quest\u00f5es complexas\u201d, afirma o pesquisador e vice-coordenador da CEUA, Denis Rosemberg.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio dos estudos com organismos alternativos na UFSM, a quantidade de mam\u00edferos como camundongos e ratos usados em pesquisas na Universidade diminuiu consideravelmente, pois alguns professores deixam de usar ou passam a utilizar menos esses animais depois de adotarem outros organismos vivos na pesquisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O professor do Departamento de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas F\u00e9lix Soares enfatiza que, apesar de substituir mam\u00edferos em experimentos, ainda s\u00e3o utilizados alguns animais. \u201cFuturamente talvez possamos trabalhar com linhagens celulares, por\u00e9m o custo \u00e9 bastante elevado. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio um laborat\u00f3rio adequado e profissionais especializados. Hoje, esses organismos alternativos ainda s\u00e3o nossa op\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O armazenamento desses organismos modelo \u00e9 mais pr\u00e1tico, j\u00e1 que os mam\u00edferos precisam ser acondicionados em ambiente com temperatura, luminosidade e espa\u00e7o adequado. Al\u00e9m disso, F\u00e9lix acredita que para os estudantes pode ser mais f\u00e1cil trabalhar com esses organismos j\u00e1 que, em rela\u00e7\u00e3o aos mam\u00edferos, eles podem ser mais f\u00e1ceis de se manusear.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2848 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2017\/11\/infogr\u00e1fico-biologia-corrigido-72dpi-e1514570697379.png\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"835\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/11\/infogr\u00e1fico-biologia-corrigido-72dpi-e1514570697379.png 619w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2017\/11\/infogr\u00e1fico-biologia-corrigido-72dpi-e1514570697379-222x300.png 222w\" sizes=\"(max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Esta mat\u00e9ria foi editada, na vers\u00e3o online, em 29 de dezembro de 2017<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Rep\u00f3rteres: Gabriele Wagner de Souza e Luciane Volpatto Rodrigues\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> Fotografias: Rafael Happke<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisas na UFSM utilizam diferentes organismos para reduzir uso de roedores<br \/>\nem experimentos<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":2784,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1563],"tags":[],"class_list":["post-2687","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2687","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2687"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2687\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2784"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}