{"id":2939,"date":"2018-02-02T10:50:33","date_gmt":"2018-02-02T12:50:33","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=2939"},"modified":"2018-02-02T10:50:33","modified_gmt":"2018-02-02T12:50:33","slug":"pescando-no-esgoto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/pescando-no-esgoto","title":{"rendered":"Pescando no Esgoto"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o tem acesso ao saneamento b\u00e1sico. Dados do <\/span><a href=\"http:\/\/www.snis.gov.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es sobre Saneamento (SNIS)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de 2016 mostram que somente 49,8% dos brasileiros t\u00eam suas \u00e1guas residuais coletadas. Deste volume, apenas 40,8% recebe tratamento, enquanto os outros 59,2% s\u00e3o despejados de volta \u00e0 natureza. A falta de saneamento tem sido associada a recentes <\/span><a href=\"http:\/\/www.tratabrasil.org.br\/blog\/2016\/03\/14\/servicos-de-agua-e-saneamento-devem-ser-efetivos-no-combate-a-zika-relata-onu\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">surtos de doen\u00e7as infecciosas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> transmitidas por mosquitos, como a zika. Essas quest\u00f5es s\u00e3o o centro de uma pesquisa realizada pelo professor do Departamento de Economia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da UFSM, Valny Giacomelli. No artigo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Pescando no esgoto: modelos de pesca e saneamento no Brasil<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, publicado em 2017 na revista cient\u00edfica norte-americana <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">The International Journal of Sustainability policy and practice<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Giacomelli analisa os investimentos em saneamento no pa\u00eds durante duas d\u00e9cadas e prop\u00f5e um modelo bioecon\u00f4mico, geralmente utilizado no manejo da pesca, que ele considera ideal para uma pol\u00edtica de saneamento eficiente.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, iniciada em 2015, surgiu no \u00e2mbito dos estudos do Grupo de Pesquisa em Economia Ecol\u00f3gica e Ambiental dos Recursos Naturais, coordenado por Giacomelli na UFSM. O pesquisador utilizou um modelo bioecon\u00f4mico, baseado em uma fun\u00e7\u00e3o log\u00edstica de longo prazo, para avaliar a pol\u00edtica de saneamento no Brasil entre 1995 e 2014. Ao utilizar as estat\u00edsticas fornecidas pelo SNIS, ele estimou, por meio da fun\u00e7\u00e3o log\u00edstica, quanto o Governo Brasileiro deveria ter investido em saneamento a cada ano e quantos metros c\u00fabicos de rede de esgoto deveriam ter sido constru\u00eddos para alcan\u00e7ar o acesso universal. Com os resultados, o professor concluiu \u00a0que as pol\u00edticas governamentais para o saneamento foram insuficientes, e tamb\u00e9m ineficientes do ponto de vista econ\u00f4mico. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOs investimentos foram feitos na \u00e9poca errada e na quantidade errada, porque a pol\u00edtica de saneamento no Brasil \u00e9 espasm\u00f3dica, serve para apagar inc\u00eandio\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>E o que a pesca tem a ver com isso?<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para entender<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">por que Giacomelli considera os investimentos em saneamento no Brasil insuficientes e ineficientes \u00e9 preciso se aprofundar no modelo bioecon\u00f4mico em que ele se baseou para a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os modelos bioecon\u00f4micos derivam de modelos usados na biologia para <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">determinar a utiliza\u00e7\u00e3o ideal de um recurso vivo<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Esses modelos iniciais levam em conta uma <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dia entre o crescimento da popula\u00e7\u00e3o e o seu tamanho, considerando influ\u00eancias aleat\u00f3rias, como a temperatura da \u00e1gua. J\u00e1 os modelos bioecon\u00f4micos levam em considera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 o que ocorre, por exemplo, no sistema de pesca, em que o crescimento da popula\u00e7\u00e3o de peixes \u00e9 levado em conta na atividade econ\u00f4mica. Existe um limite, estabelecido por uma fun\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quantidade de peixes que pode ser pescada em determinado per\u00edodo. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Se a pesca ultrapassa esse limite, as retiradas superam os nascimentos e a esp\u00e9cie entra em processo de extin\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses limites s\u00e3o demonstrados nos modelos bioecon\u00f4micos por meio de quatro pontos de equil\u00edbrio:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>1\u00ba ponto<\/strong> &#8211; Equil\u00edbrio econ\u00f4mico: no caso da pesca, \u00e9 quando a atividade \u00e9 realizada na maior efici\u00eancia poss\u00edvel, ou seja, com o menor custo e o maior lucro. Ao ultrapassar este ponto, a efici\u00eancia da pesca come\u00e7a a diminuir. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>2\u00ba ponto<\/strong> &#8211; Ponto de m\u00e1ximo biol\u00f3gico: quando a atividade pesqueira ainda n\u00e3o prejudica a reprodu\u00e7\u00e3o natural dos peixes. A partir desse ponto, os peixes passam a ter problemas de reprodu\u00e7\u00e3o e as mortes aumentam. Isso tamb\u00e9m gera preju\u00edzos econ\u00f4micos, j\u00e1 que os custos da pesca continuam, mas h\u00e1 menos peixes para serem pescados. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>3\u00ba ponto<\/strong> &#8211; Os custos da atividade<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">se igualam aos ganhos<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>4\u00ba ponto<\/strong> &#8211; Quando os peixes j\u00e1 caminham para a extin\u00e7\u00e3o, os preju\u00edzos superam o lucro e a pesca j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais vi\u00e1vel<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com base nesse sistema, Giacomelli identificou que a coleta de esgoto tamb\u00e9m pode seguir o padr\u00e3o de pontos de equil\u00edbrio. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro ponto de equil\u00edbrio na pol\u00edtica de saneamento se d\u00e1 quando a diferen\u00e7a entre os custos e as receitas governamentais relacionadas ao setor \u00e9 a m\u00ednima poss\u00edvel; a partir desse ponto, os custos com saneamento, para que se possa atingir o acesso universal, s\u00e3o cada vez maiores e o retorno \u00e9 baixo. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caso da pol\u00edtica de saneamento no Brasil, Giacomelli concluiu que o ponto de equil\u00edbrio econ\u00f4mico ocorreu entre 2003 e 2004; j\u00e1 o ponto de m\u00e1ximo biol\u00f3gico, entre 2006 e 2007; e o terceiro ponto, entre 2012 e 2013. Segundo ele, isso aconteceu pela falta de planejamento em rela\u00e7\u00e3o aos investimentos do governo. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O pesquisador explica que o ponto de equil\u00edbrio econ\u00f4mico seria uma situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica em que o tamanho da popula\u00e7\u00e3o correspondesse ao tamanho da rede de esgoto. Assim, conforme a taxa populacional aumentasse, o governo conseguiria facilmente construir mais redes de uma forma eficiente. No entanto, a constru\u00e7\u00e3o de redes de esgoto n\u00e3o acompanhou o crescimento populacional no Brasil e, atualmente, os custos relacionados ao saneamento j\u00e1 s\u00e3o bem maiores que os benef\u00edcios. Nesse sentido, o pa\u00eds j\u00e1 ultrapassou tr\u00eas dos quatros pontos de equil\u00edbrio previstos no modelo bioecon\u00f4mico. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A programa\u00e7\u00e3o log\u00edstica feita na investiga\u00e7\u00e3o de Giacomelli aponta quantos metros c\u00fabicos de redes de esgoto deveriam ter sido constru\u00eddos a cada ano, e qual seria o investimento necess\u00e1rio para que a pol\u00edtica de saneamento operasse de maneira eficiente. No ano em que o pa\u00eds atingiu o ponto de equil\u00edbrio econ\u00f4mico (2003), por exemplo, o pesquisador concluiu que deveriam ter sido constru\u00eddos em torno de 2.967 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rede, mas \u00a0foram realmente constru\u00eddos apenas 2.321 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos. J\u00e1 em 2006, quando o pa\u00eds atingiu o ponto de m\u00e1ximo biol\u00f3gico, a estimativa da pesquisa \u00e9 de que eram necess\u00e1rios em torno de 3.391 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de redes de esgoto, mas foram constru\u00eddos somente 2.493 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos. Em rela\u00e7\u00e3o ao investimento, a investiga\u00e7\u00e3o estima que eram necess\u00e1rios em torno de R$ 9,7 bilh\u00f5es em 2003 e R$ 11,2 bilh\u00f5es em 2006, ao passo que foram realmente investidos, respectivamente, R$ 2,8 bilh\u00f5es e R$ 1,6 bilh\u00f5es. A necessidade total de investimento prevista no modelo bioecon\u00f4mico \u00e9 em torno de R$ 98 bilh\u00f5es, o que difere dos R$ 164 bilh\u00f5es previstos pelo governo no Plano Nacional de Saneamento B\u00e1sico (PLANSAB), j\u00e1 que a proposta bioecon\u00f4mica, ao apresentar um planejamento de longo prazo, opera de forma mais eficiente e diminui os custos.<\/span><\/p>\n<p><b><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2941\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/02\/Info1.png\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"416\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/02\/Info1.png 680w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/02\/Info1-300x184.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/b><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Infogr\u00e1fico 1. Fonte: <\/span><\/i><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/open?id=0B8pTYL7xHjrYUVRPWmo1SzlwdHVkeDVCN0REX01RTVB1djY0\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Fishing in Wastewaters: Fishery Models and Sanitation in Brazil<\/span><\/i><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2942\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/02\/Info2.png\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/02\/Info2.png 680w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/02\/Info2-300x157.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/p>\n<p><i>Infogr\u00e1fico 2. Fonte: <\/i><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/open?id=0B8pTYL7xHjrYUVRPWmo1SzlwdHVkeDVCN0REX01RTVB1djY0\"><i>Fishing in Wastewaters: Fishery Models and Sanitation in Brazil<\/i><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Saneamento ecol\u00f3gico<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de permitir o acesso universal ao saneamento de maneira mais eficiente, o modelo bioecon\u00f4mico tamb\u00e9m leva em considera\u00e7\u00e3o que a coleta de \u00e1guas residuais poderia diminuir danos em sa\u00fade p\u00fablica e no meio ambiente, j\u00e1 que surtos de doen\u00e7as infecciosas transmitidas por mosquitos e <\/span><a href=\"http:\/\/www.tratabrasil.org.br\/falta-de-saneamento-basico-contribui-para-mortalidade-infantil-rondonia-dinamica-online-geral\"><span style=\"font-weight: 400;\">mortalidade infantil<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> s\u00e3o problemas associados \u00e0 falta de saneamento. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Giacomelli considera que pensar no equil\u00edbrio ambiental \u00e9 indispens\u00e1vel quando se formulam pol\u00edticas econ\u00f4micas. \u201cPara a economia ambiental, a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 tentar reunificar a economia com a natureza. Infelizmente os economistas se afastaram dessas preocupa\u00e7\u00f5es com os limites naturais\u2019\u2019, opina. O pesquisador acrescenta ainda que a sustentabilidade \u00e9 complementar \u00e0s duas tradicionais preocupa\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia econ\u00f4mica: a efici\u00eancia, que significa produzir bens ao menor custo poss\u00edvel e com o maior benef\u00edcio poss\u00edvel, e a equidade, que \u00e9 como a popula\u00e7\u00e3o vai ter acesso a esses bens. Ele exemplifica ao fazer analogia a uma viagem: \u201c\u00c9 como se n\u00f3s estiv\u00e9ssemos em um barco partindo para uma viagem. Voc\u00ea tem que se preocupar com os bens e recursos que vai levar (efici\u00eancia), mas tem tamb\u00e9m que se certificar de que v\u00e1rias pessoas tenham acesso, porque sen\u00e3o alguns morrer\u00e3o de fome ou frio (equidade). Al\u00e9m disso, tem uma quest\u00e3o que ningu\u00e9m se preocupa, que \u00e9 a carga que voc\u00ea vai levar nessa embarca\u00e7\u00e3o (sustentabilidade), porque n\u00e3o adianta voc\u00ea alocar os bens eficientemente, distribuir bem, mas levar carga demais e o barco afundar\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rep\u00f3rter: Iander Moreira Porcella\/N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o Institucional do CCSH<br \/>\nGr\u00e1ficos: Juliana Krupahtz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professor de Economia prop\u00f5e modelo de saneamento baseado no sistema de pesca<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":2940,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[716,718,720,650,722,724],"class_list":["post-2939","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","tag-bioeconomia","tag-ecologia","tag-esgoto","tag-meio-ambiente","tag-pesca","tag-saneamento"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2939","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2939"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2939\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2940"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}