{"id":310,"date":"2016-07-19T14:06:34","date_gmt":"2016-07-19T17:06:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/07\/19\/post310\/"},"modified":"2016-07-19T14:06:34","modified_gmt":"2016-07-19T17:06:34","slug":"post310","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post310","title":{"rendered":"Blogueiras de moda"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/www.camilacoelho.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Camila Coelho<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.lalanoleto.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Lala Noleto<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.garotasestupidas.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Camila Coutinho<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.blogdathassia.com.br\/br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Th\u00e1ssia Naves<\/a> e<a href=\"http:\/\/www.niinasecrets.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> Niina Secrets<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/www.niinasecrets.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">.<\/a> Juntas essas 5 mulheres somam mais de 10 milh\u00f5es de seguidores no Instagram. O motivo? S\u00e3o as maiores blogueiras de moda do Brasil na atualidade. Todas elas possuem site, canal no Youtube, Snapchat, Fanpage \u00a0no Facebook\u2026 As blogueiras est\u00e3o em todas as redes sociais, sendo cobi\u00e7adas pelas marcas para que testem seus produtos ou sejam suas garotas propagandas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O diferencial das blogueiras para as outras celebridades &#8211; afinal, elas tamb\u00e9m o s\u00e3o &#8211; \u00e9 a aproxima\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico. Todas as 5 mulheres citadas acima come\u00e7aram seus sites pelo mesmo motivo: ter um espa\u00e7o para falar sobre moda e beleza, seja atrav\u00e9s de tutoriais, dicas, resenhas ou os famosos \u201c<\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">looks<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> do dia\u201d, que nada mais s\u00e3o do que as roupas que elas utilizam. De um simples <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">hobby<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, ser blogueira e uma <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">digital influencer<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, termo utilizado para definir as pessoas que possuem influ\u00eancia no meio digital, tornou-se uma profiss\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas como essas jovens, que gostavam de moda e tinham um blog somente por <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">hobby, <\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">de repente tornam-se profissionais? Essa \u00e9 a pergunta que levou a jornalista Issaaf Karhawi a querer estudar blogs de moda. Cursando o doutorado no Programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o na Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da Universidade de S\u00e3o Paulo (ECA-USP), a pesquisadora sempre gostou de ler blogs, e come\u00e7ou a estudar o tema em 2011, no seu mestrado. No meio das suas pesquisas, a pergunta anterior sempre voltava a sua cabe\u00e7a. Al\u00e9m disso, todo o material acad\u00eamico que ela encontrava se concentrava no blog como um produto final, e n\u00e3o no processo. Inquieta com isso, ela decidiu investir no tema na sua tese de doutorado, com final previsto para 2018.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"margin: 15px;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/blogueiras.jpg\" alt=\"Da esquerda para direita: Camila Coelho (do blog Camila Coelho), Camila Coutinho (do blog Garotas Est\u00fapidas), Bruna Santina (do blog Niina Secrets), Th\u00e1ssia Naves (do Blog da Th\u00e1ssia) e Lal\u00e1 Noleto (do blog Lal\u00e1 Noleto)\" width=\"755\" height=\"301\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Revista Arco conversou com Issaaf sobre o andamento da sua pesquisa e o que a explos\u00e3o das blogueiras nos diz sobre o futuro da comunica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>Qual vai ser o percurso da tua pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Falando em termos acad\u00eamicos, minha pesquisa tem uma perspectiva arqueol\u00f3gica, baseada em autores de uma disciplina \u2013 ainda recente -chamada Arqueologia da M\u00eddia. A ideia \u00e9 mesmo de escavar at\u00e9 chegar na emerg\u00eancia desse processo. Ent\u00e3o, com um levantamento documental, clipping, posts, v\u00eddeos e uma infinidade de material, eu vou tentar identificar as principais etapas do processo de profissionaliza\u00e7\u00e3o dos blogs de moda no Brasil.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual tua hip\u00f3tese inicial?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o v\u00e1rias hip\u00f3teses. Como eu quero definir essas etapas de profissionaliza\u00e7\u00e3o \u2013 algo como uma linha do tempo \u2013 para cada per\u00edodo eu defino uma hip\u00f3tese. Por exemplo, uma das hip\u00f3teses de pesquisa \u00e9 que os blogs de moda ocuparam uma lacuna que a m\u00eddia tradicional deixou. Enquanto a m\u00eddia de moda ainda dialogava com uma linguagem muito distante de seus leitores e n\u00e3o explorava o m\u00e1ximo das plataformas digitais, as blogueiras de moda supriam um vazio do mercado: entregavam um conte\u00fado mais acess\u00edvel, mais din\u00e2mico. Mas a hip\u00f3tese principal \u00e9 que blogueiras s\u00e3o blogueiras. Blogueira \u00e9 uma profiss\u00e3o, doa a quem doer. Isso porque por muito tempo o mercado, e at\u00e9 as leitoras dos blogs de moda, cobravam uma postura das blogueiras que n\u00e3o lhes competia. Por exemplo: entre 2010 e 2012, a m\u00eddia tradicional via as blogueiras como uma amea\u00e7a ao trabalho dos jornalistas de moda. E, por enquadrar as blogueiras no meio jornal\u00edstico, a m\u00eddia cobrava delas uma postura que cabe \u00e0 profiss\u00e3o de jornalista: apura\u00e7\u00e3o, averigua\u00e7\u00e3o dos fatos, valor not\u00edcia, imparcialidade, fontes confi\u00e1veis etc. Mas essas compet\u00eancias profissionais s\u00e3o dos jornalistas e n\u00e3o das blogueiras. \u00c0s blogueiras cabe, por exemplo, identificar as demandas de seu p\u00fablico, traduzir a moda da passarela para a leitora do blog. E \u00e9 assim mesmo. Cada profiss\u00e3o tem suas pr\u00f3prias compet\u00eancias, \u00e9 praxe. N\u00e3o h\u00e1 ju\u00edzo de valor algum nisso. \u00c9 s\u00f3 pensar em um m\u00e9dico e em um enfermeiro, em um psiquiatra e um psic\u00f3logo. Cada profiss\u00e3o tem as suas compet\u00eancias. Talvez elas compartilhem algumas pr\u00e1ticas, mas cada uma \u00e9 respons\u00e1vel por uma parte do processo completo que, nesse caso, \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. Mas levou um tempo para o mercado perceber isso. E para os leitores tamb\u00e9m. Nossa hip\u00f3tese \u00e9 que blogueiras s\u00e3o blogueiras e t\u00eam suas pr\u00f3prias habilidades e compet\u00eancias. Elas inauguraram uma profiss\u00e3o com expertise pr\u00f3pria, com seu pr\u00f3prio saber fazer. Hoje, blogueiros de outros segmentos \u2013 culin\u00e1ria, viagem, literatura, decora\u00e7\u00e3o etc \u2013 t\u00eam seguido esse caminho aberto pelas blogueiras de moda.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como os blogs revelam quais s\u00e3o as demandas do mercado?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ess\u00eancia das blogueiras \u00e9 ser uma \u201cpessoa comum\u201d (mesmo que hoje haja uma discuss\u00e3o sobre elas serem celebridades). Ent\u00e3o o di\u00e1logo que elas estabelecem com suas leitoras no blog \u00e9 de igualdade e, at\u00e9 mesmo, de amizade. N\u00e3o s\u00e3o todas que preservam esse modelo, mas o espa\u00e7o do blog \u00e9 um espa\u00e7o de troca. Com o passar do tempo e a profissionaliza\u00e7\u00e3o, as blogueiras se especializam cada vez mais no seu nicho, no seu p\u00fablico. Criam cada vez mais intimidade. E, com isso, conseguem identificar aquilo que \u00e9 demanda ou n\u00e3o. E para o mercado, para as marcas de beleza, por exemplo, isso \u00e9 um facilitador. As blogueiras facilitam o di\u00e1logo com os poss\u00edveis consumidores e j\u00e1 definem de antem\u00e3o o nicho interessado em uma marca, em um produto, em uma experi\u00eancia. \u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que tu acha que faz com que uma blogueira se torne uma <\/strong><strong><em>digital influencer<\/em><\/strong><strong>?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Reputa\u00e7\u00e3o e credibilidade. Para chegar ao est\u00e1gio de influenciadora \u00e9 preciso conquistar um p\u00fablico. E como se faz isso? Com muito trabalho. Primeiro, \u00e9 preciso mostrar que se tem algo para dizer e que isso tem valor. No caso das blogueiras de moda, \u00e9 preciso mostrar que ela entende de maquiagem, faz boas combina\u00e7\u00f5es de roupa, entende de tipos de pele para indicar um creme hidratante e por a\u00ed vai. Isso \u00e9 uma expertise profissional. \u00c9 preciso ter algo a dizer. Algo de valor para um p\u00fablico espec\u00edfico. Feito isso, \u00e9 preciso construir uma rela\u00e7\u00e3o no ambiente digital com o seu p\u00fablico, com suas leitoras. Responder coment\u00e1rios, aceitar sugest\u00f5es, estar presente e n\u00e3o ser apenas uma emissora de informa\u00e7\u00e3o como a TV ou o r\u00e1dio s\u00e3o. Se voc\u00ea prestar aten\u00e7\u00e3o, mesmo as top blogueiras do Brasil, que talvez hoje tenham menos tempo para dedicar ao seu p\u00fablico fizeram isso nos primeiros momentos do blog. \u00c9 essencial. Uma vez que voc\u00ea consegue construir credibilidade perante suas leitoras, elas confiam no que voc\u00ea escreve e no que diz. \u00c0s vezes, uma blogueira pode ter milh\u00f5es de seguidores e n\u00e3o influenciar ningu\u00e9m. N\u00fameros n\u00e3o refletem influ\u00eancia. O que reflete influ\u00eancia \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o blogueira-leitores. \u00c9 o quanto ela consegue engajar a sua audi\u00eancia. E a\u00ed entram as parcerias com as marcas e a quest\u00e3o de ser uma \u201cinfluenciadora digital\u201d. Aqui vale um par\u00eantese: eu estudo blogueiras de moda e n\u00e3o youtubers adolescentes, por exemplo. A din\u00e2mica deles de construir reputa\u00e7\u00e3o e credibilidade \u00e9 bem diferente da das blogueiras. \u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 poss\u00edvel compreender as blogueiras como \u201cnovas profissionais\u201d do campo da comunica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Antes elas eram apenas usu\u00e1rios da Internet, como todo mundo. Como qualquer um que tinha a possibilidade de abrir uma conta no Blogger ou no Blogspot. Mas elas n\u00e3o tinham apenas um di\u00e1rio virtual na Internet. Elas tinham uma inten\u00e7\u00e3o: escrever sobre moda, um assunto que elas amavam. E, aos poucos, muita gente veio ler sobre isso. Aqui aparece de novo a hip\u00f3tese de minha pesquisa: as blogueiras ocuparam um vazio midi\u00e1tico. Os blogs de moda traduzem a moda da passarela. \u00c9 dif\u00edcil imaginar, hoje, que at\u00e9 os anos 2000 a \u00fanica maneira de saber sobre moda era lendo revistas especializadas como a Vogue. Revistas que traziam a moda para o p\u00fablico geral, mas ainda com foco em um p\u00fablico especializado no assunto. Ou seja: s\u00f3 lia sobre o assunto quem tinha poder de compra (revistas s\u00e3o caras) e interesse muito espec\u00edfico no assunto. Hoje, n\u00e3o. Hoje todo mundo que precisa levantar todos os dias e ir para o trabalho usando roupas pode ser um p\u00fablico interessado em moda. As blogueiras criaram esse nicho e acentuaram o interesse em moda, uma vez que mostraram que a moda \u00e9 algo para todo mundo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E assim elas entraram no campo da Comunica\u00e7\u00e3o. Porque elas passaram a ser importantes produtoras de conte\u00fado. E ao construir reputa\u00e7\u00e3o \u2013 e passarem a ser notadas pelo mercado de moda e pela m\u00eddia tradicional \u2013 elas come\u00e7aram a mudar algumas din\u00e2micas do campo da Comunica\u00e7\u00e3o. E blogueiras n\u00e3o s\u00e3o jornalistas de moda s\u00e3o blogueiras. Elas n\u00e3o precisam entender de alta costura ou ter entrevistado os grandes estilistas da atualidade, elas precisam entender o seu p\u00fablico leitor e saber como esse estilista importante afeta a vida (ou n\u00e3o) de suas leitoras. D\u00e1 para perceber a diferen\u00e7a nos papeis profissionais? Para cada profissional da comunica\u00e7\u00e3o, h\u00e1 compet\u00eancias pr\u00f3prias. Atribui\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias da sua profiss\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que o trabalho delas tem a nos mostrar sobre o futuro da comunica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As blogueiras mostram quais s\u00e3o as novas habilidades e compet\u00eancias de algu\u00e9m que queira ingressar no mercado de trabalho da Comunica\u00e7\u00e3o. O jornalismo e a publicidade t\u00eam mudado muito com o ambiente digital. Antes os jornais ditavam aquilo que era not\u00edcia e o que devia ser lido ou n\u00e3o e, hoje, a gente sabe que essa realidade n\u00e3o existe mais. Com isso, muita coisa mudou nas pr\u00e1ticas profissionais do campo da Comunica\u00e7\u00e3o. As blogueiras trazem em sua rotina de trabalho muitos pontos dessa mudan\u00e7a e acabam ensinando tamb\u00e9m ao mercado como o ecossistema midi\u00e1tico funciona hoje. As blogueiras t\u00eam um qu\u00ea empreendedor, s\u00e3o donas de seus pr\u00f3prios neg\u00f3cios (que s\u00e3o m\u00eddias aut\u00f4nomas), lidam com contabilidade, programa\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado. Todas essas atribui\u00e7\u00f5es fazem parte do campo da Comunica\u00e7\u00e3o hoje. Cada vez mais n\u00f3s vemos jornalistas empreendendo em novos campos, criando coletivos independentes ou \u2013 no lado oposto \u2013 associando o jornalismo \u00e0s marcas, aprendendo cada vez mais a dialogar com os p\u00fablicos. Tudo isso \u00e9 um trabalho que as blogueiras vem fazendo desde sua emerg\u00eancia. N\u00e3o estou dizendo que as blogueiras s\u00e3o a salva\u00e7\u00e3o da lavoura, que v\u00e3o solucionar o problema da crise do mercado da Comunica\u00e7\u00e3o, mas acredito que \u00e9 poss\u00edvel aprender com suas pr\u00e1ticas. Observar como se deu o processo de profissionaliza\u00e7\u00e3o de seus blogs. Olhar o que deu certo nesse percurso e o que n\u00e3o deu. Perceber como elas conseguiram construir imp\u00e9rios midi\u00e1ticos sem ser \u201cningu\u00e9m\u201d da Comunica\u00e7\u00e3o. Olhar para as blogueiras como blogueiras, sem exigir delas pr\u00e1ticas que n\u00e3o lhes cabem, pode nos ensinar muito.<\/span><\/p>\n<p>Reportagem: Andressa Foggiato e Joc\u00e9li Lima<br \/>\nAs fotografias presentes nessa mat\u00e9ria foram retiradas dos blogs: camilacoelho.com, garotasestupidas.com.br, niinasecrets.com.br, blogdathassia.com.br e lalanoleto.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisadora Issaaf Karhawi estuda o impacto das blogueiras na comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":825,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1814],"tags":[],"class_list":["post-310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-humanidades"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/310\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/825"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}