{"id":326,"date":"2016-07-22T09:51:37","date_gmt":"2016-07-22T12:51:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/07\/22\/post326\/"},"modified":"2016-07-22T09:51:37","modified_gmt":"2016-07-22T12:51:37","slug":"post326","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post326","title":{"rendered":"Os desafios de Oz"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ana Carolina Lazzari Chiovatto \u00e9 tradutora, escritora e mestranda em Estudos Lingu\u00edsticos e Liter\u00e1rios em Ingl\u00eas na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Possui gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o Social, com habilita\u00e7\u00e3o em Publicidade e Propaganda, pela Faculdade das Am\u00e9ricas. Pesquisa a obra de L. Frank Baum no mestrado e, atualmente, trabalha na tradu\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie do <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e1gico de Oz<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, do mesmo autor, para a Editora Vermelho Marinho, do Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"display: block; margin: 15px auto;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/Oz.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como funciona seu trabalho com a tradu\u00e7\u00e3o do M\u00e1gico de Oz?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fui designada para a tradu\u00e7\u00e3o no meio de 2013. Desde l\u00e1 venho me dedicando a esse trabalho, levando-o em paralelo com outras tradu\u00e7\u00f5es. Eu traduzo um livro e o passo para o revisor de tradu\u00e7\u00e3o. O revisor de tradu\u00e7\u00e3o me manda o arquivo de volta, para eu poder verificar suas corre\u00e7\u00f5es. Depois disso, mando o livro para o preparador de texto, que \u00e9 uma pessoa que n\u00e3o vai ver o texto original, e tem o trabalho de garantir que o texto em portugu\u00eas pare\u00e7a escrito em portugu\u00eas. Acontece que, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">quando estamos traduzindo, o nosso c\u00e9rebro fica \u201cligado\u201d em duas l\u00ednguas<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Ent\u00e3o tanto o tradutor quanto o revisor de tradu\u00e7\u00e3o podem vir a usar estruturas sint\u00e1ticas da l\u00edngua do texto original, de forma que o texto traduzido fique um pouco engessado, n\u00e3o natural. O preparador tem o trabalho de resolver esse problema. Depois disso vai para a revis\u00e3o final, que v\u00ea mais quest\u00f5es de pontua\u00e7\u00e3o, ortografia. Eu j\u00e1 fiz trabalhos editoriais em todas essas etapas, e sei a import\u00e2ncia de cada uma delas para a qualidade do texto final. O livro volta para mim todas essas vezes porque, no final, o <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">copyright <\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">\u00e9 meu, e eu respondo pela tradu\u00e7\u00e3o. Mas s\u00f3 com essa pergunta eu poderia falar eternamente&#8230; (<\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">risos<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote style=\"float: right;\"><p><strong>&#8220;Quando estamos traduzindo, o nosso c\u00e9rebro fica \u201cligado\u201d em duas l\u00ednguas&#8221;<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>E o seu trabalho acad\u00eamico sobre ele? Como \u00e9 pesquisar um autor que se pode considerar cientificamente in\u00e9dito no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde que comecei a traduzir o primeiro livro, eu soube que queria pesquisar algo relativo \u00e0 s\u00e9rie no mestrado. Eu s\u00f3 n\u00e3o sabia o qu\u00ea. Como Oz \u00e9 um universo muito grande e muito inexplorado, d\u00e1 para falar de tudo. Eu s\u00f3 precisava ver algo que sustentasse uma pesquisa de pelo menos dois anos, como \u00e9 o caso do mestrado, porque, afinal, j\u00e1 escrevi alguns artigos sobre v\u00e1rias quest\u00f5es da obra. Foi traduzindo o livro 2, <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">A Maravilhosa Terra de Oz<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, e principalmente no final, que eu cheguei ao tema: a representa\u00e7\u00e3o do feminino nos livros da s\u00e9rie. O que acontece no final do livro dois (sinto muito, \u00e9 um super <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">spoiler<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, ent\u00e3o n\u00e3o vou poder contar) \u00e9 MUITO inovador, mesmo para os dias de hoje. E, claro, a gente tem a Dorothy, a Glinda, e muitas outras personagens femininas muito importantes e muito interessantes. E o mais legal de tudo \u00e9 que, durante a pesquisa, eu fui descobrindo que a representa\u00e7\u00e3o do masculino no livro tamb\u00e9m \u00e9 inovadora. O Baum destro\u00e7a estere\u00f3tipos de um modo muito raro, tanto na \u00e9poca quanto hoje em dia. E \u00e9 um prazer trabalhar com uma obra assim.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quanto a trabalhar com um autor cientificamente in\u00e9dito, \u00e9 mais complicado do que parece. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no Brasil que n\u00e3o se estuda ele. Em Portugal n\u00e3o h\u00e1 estudos (e nem as tradu\u00e7\u00f5es de toda a s\u00e9rie). Mesmo nos Estados Unidos, de onde vem o autor, os estudos dispon\u00edveis s\u00e3o muito antigos. E tem tamb\u00e9m o fato de que, para a maior parte das pessoas, o contato com o mundo de Oz se deu com o filme de 1939 (aquele famoso musical com a Judy Garland, em que ela canta <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Somewhere Over the Rainbow)<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, ent\u00e3o elas t\u00eam a refer\u00eancia do filme. Tem muita coisa que tem no livro e n\u00e3o tem no filme e vice-versa. Por exemplo, no filme, toda a aventura da Dorothy era um sonho. No livro n\u00e3o \u00e9. A dificuldade maior \u00e9 que todo trabalho cient\u00edfico se constr\u00f3i sobre cita\u00e7\u00f5es de outros estudos e, nesse caso, eu tenho muito pouco com que trabalhar. Ent\u00e3o estou usando compara\u00e7\u00f5es com outros grandes cl\u00e1ssicos infantis e com contos de fadas, e analiso tudo em cima do discurso, que \u00e9 a forma como a hist\u00f3ria est\u00e1 sendo contada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Como se deu sua primeira aproxima\u00e7\u00e3o com Baum? Por que ele?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por causa da releitura do filme de 2012, <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Oz: M\u00e1gico e Poderoso<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, da Disney. O sobrinho do editor da <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Vermelho Marinho<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> foi fu\u00e7ar para saber mais sobre a hist\u00f3ria, de que ele tinha gostado muito, e descobriu que era uma s\u00e9rie que n\u00e3o estava inteira traduzida no Brasil. O primeiro volume tem v\u00e1rias tradu\u00e7\u00f5es, o segundo tem mais de uma tradu\u00e7\u00e3o, e o terceiro teve uma tradu\u00e7\u00e3o (hoje j\u00e1 esgotada). Todos os outros est\u00e3o in\u00e9ditos. Ent\u00e3o o editor veio propor que eu traduzisse a obra para a Cole\u00e7\u00e3o \u201cO Melhor de Cada Tempo\u201d, cujo objetivo \u00e9 trazer grandes cl\u00e1ssicos que estejam esquecidos hoje em dia. Foi come\u00e7ar a traduzir que eu me encantei pela obra. Quis estud\u00e1-la justamente porque me parecia injusto que uma obra t\u00e3o grandiosa, sob v\u00e1rios aspectos, fosse completamente esquecida. Fala-se muito em <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Alice<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, em <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Peter Pan<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, em <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Pin\u00f3quio<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, mas n\u00e3o em Oz. O que \u00e9 muito curioso, porque esses devem ser os grandes cl\u00e1ssicos da literatura infantil mundial, junto com alguns outros que a Disney adaptou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>O trabalho de tradu\u00e7\u00e3o influencia e\/ou enriquece seu trabalho acad\u00eamico e vice-versa? De que forma?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A gente costuma falar que <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">ningu\u00e9m conhece um autor t\u00e3o bem quanto seu tradutor, nem ele mesmo.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00c9 uma brincadeira, mas tem um grande fundo de verdade. O tradutor l\u00ea a obra muitas vezes e analisa v\u00e1rios detalhes, como estilo do escritor, mania de palavras, mania de estruturas, o tipo de imagens textuais que ele usa&#8230; Com isso, a gente fica muito mais pr\u00f3ximo do texto do que outros leitores. A tradu\u00e7\u00e3o tem isso em comum com o trabalho acad\u00eamico. Nas pesquisas cient\u00edficas, a gente fica esmiu\u00e7ando o texto \u00e0 procura de coisas novas. Ent\u00e3o \u00e9 engra\u00e7ado: a tradu\u00e7\u00e3o me ajuda no mestrado e o mestrado me ajuda na tradu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote style=\"float: left;\"><p><strong>&#8220;Ningu\u00e9m conhece um autor t\u00e3o bem quanto seu tradutor, nem ele mesmo&#8221;<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quais os desafios de traduzir a cole\u00e7\u00e3o completa do M\u00e1gico de Oz no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Olha, na quest\u00e3o do trabalho da tradu\u00e7\u00e3o em si, me parece que o maior desafio \u00e9 o compromisso de trazer uma obra t\u00e3o extensa em pouco tempo. Por conta do mestrado, n\u00e3o posso me debru\u00e7ar sobre as tradu\u00e7\u00f5es em tempo integral. Ao mesmo tempo, n\u00e3o conv\u00e9m passar os outros livros para outros tradutores, tanto por causa do meu envolvimento com a obra, como j\u00e1 expliquei, quanto por causa da assinatura. Quando muda o tradutor, o texto muda. \u00c9 muito dif\u00edcil dar a impress\u00e3o que o livro \u00e9 do mesmo autor se o tradutor \u00e9 outro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Agora, do ponto de vista editorial, tem o fato de a Vermelho Marinho ser uma editora pequena num mar de gigantes editoriais. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer os livros chegarem \u00e0s livrarias, que \u00e9 onde o p\u00fablico tem contato com eles. Isso eu sei porque acompanho de perto o pessoal da editora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E tem tamb\u00e9m a quest\u00e3o de que o Oz n\u00e3o recebeu uma adapta\u00e7\u00e3o filmogr\u00e1fica fiel recente. Hoje em dia, boa parte dos <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">best-sellers<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> v\u00e3o para o cinema, que \u00e9 onde as pessoas ficam conhecendo a obra. Mas agora vai vir uma s\u00e9rie que a NBC est\u00e1 produzindo. Trata-se de uma releitura das aventuras da Dorothy, com ela voltando para Oz depois de adulta (um pouco nos moldes da <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Alice<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> do Tim Burton), ent\u00e3o temos esperan\u00e7a de que as pessoas queiram buscar os livros originais, como costuma acontecer nesses casos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Sua pesquisa no mestrado tem foco na representa\u00e7\u00e3o do feminino a partir da obra de Baum. Como voc\u00ea faz esta rela\u00e7\u00e3o entre a representa\u00e7\u00e3o do feminino e, para al\u00e9m da literatura infantil, os contos de fadas?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Acontece que, na introdu\u00e7\u00e3o do primeiro livro, o Baum diz que est\u00e1 se propondo a escrever um conto de fadas moderno. Isso j\u00e1 \u00e9 uma pista. E ele mesmo tem artigos analisando particularidades de contos de fadas. Quando a gente l\u00ea o <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e1gico<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, fica muito claro que toda a sua base \u00e9 um conto de fadas. Ent\u00e3o eu puxo compara\u00e7\u00f5es. Em contos de fadas a gente tem a figura da bruxa. Em <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Oz<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> tamb\u00e9m. Em contos de fadas a gente tem a figura materna m\u00e1 e a figura materna boa; a mesma coisa em <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Oz<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, e assim por diante. S\u00f3 que em <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Oz<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, todas essas marcas relacionadas a contos de fada trazem uma esp\u00e9cie de mudan\u00e7a, um elemento novo. \u00c9 em cima disso que fa\u00e7o minhas an\u00e1lises.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea espera dos leitores brasileiros, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0tradu\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o da obra de Baum?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gostaria de dizer \u00e0s pessoas que leiam a obra. \u00c9 um autor fant\u00e1stico. \u00c9 uma obra fant\u00e1stica, que traduzo com muito carinho, cuidado e aten\u00e7\u00e3o. No final dos livros, eu sempre escrevo uma nota de tradu\u00e7\u00e3o, explicando as dificuldades de alguns trechos e justificando minhas escolhas tradutol\u00f3gicas. Mas, se isso n\u00e3o bastar, estou dispon\u00edvel no Facebook pra quem quiser perguntar mais!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se voc\u00ea quiser ajudar a divulgar a obra, um grande aux\u00edlio \u00e9 pedir nas livrarias da sua cidade. N\u00f3s estamos na Livraria Cultura, principalmente, e em livrarias online, como a Livraria Ariana, a Amazon&#8230; Algumas livrarias n\u00e3o vendem livros que n\u00e3o estejam dispon\u00edveis em cat\u00e1logo, mas outras entram em contato com a editora para pedi-las, se o cliente quiser encomendar. Isso \u00e9 muito importante para a s\u00e9rie ter um alcance maior neste pa\u00eds imenso que \u00e9 o Brasil.<\/span><\/p>\n<p>Reportagem: Matheus Santi<br \/>\nFotografia: Luiz Batanero<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carol Chiovatto \u00e9 pesquisadora e a tradutora da obra de L. Frank Baum no Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":915,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1524],"tags":[],"class_list":["post-326","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=326"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/326\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/915"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}