{"id":346,"date":"2016-08-04T11:03:23","date_gmt":"2016-08-04T14:03:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/08\/04\/post346\/"},"modified":"2016-08-04T11:03:23","modified_gmt":"2016-08-04T14:03:23","slug":"post346","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post346","title":{"rendered":"Doutorzinhos da alegria"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSe voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 se divertindo, simplesmente n\u00e3o fa\u00e7a\u201d. Esse \u00e9 o lema da vida de Mauricio Bagarollo, 39 anos, empres\u00e1rio e fundador da ONG Doutorzinhos, uma institui\u00e7\u00e3o que capacita volunt\u00e1rios para fazer trabalhos em hospitais. Ele nasceu em S\u00e3o Paulo e \u00e9 formado em Direito, por\u00e9m nunca atuou na \u00e1rea. O que o fez vir para Porto Alegre, em 2003, foi a possibilidade de atuar em uma escola de idiomas e exercitar uma de suas tantas habilidades: ensinar e ajudar as pessoas a serem felizes, na nova l\u00edngua e na vida.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 atr\u00e1s da menor m\u00e1scara que existe no mundo (o nariz de palha\u00e7o) que Mauricio revela todo o seu carisma, simpatia, amor e empenho ao trabalho volunt\u00e1rio, que j\u00e1 realiza h\u00e1 nove anos. Vinte minutos \u00e9 o que ele precisa para vestir seu jaleco branco, fazer sua maquiagem e encarnar o Doutor Zinho, o personagem mais antigo vivido por Mauricio. Com seu kit de Segundos Socorros, que inclui narizes vermelhos, brinquedos, um viol\u00e3o, uma caixinha de m\u00fasica, uma fita m\u00e9trica que mede a febre dos pacientes, bolhas de sab\u00e3o e S\u00edlvio, seu cachorrinho invis\u00edvel, ele p\u00f5e em pr\u00e1tica a miss\u00e3o da ONG: humanizar o hospital, alternando as doses dos medicamentos com doses de riso e felicidade para os pacientes, seus acompanhantes e toda a equipe dos sete hospitais em que atuam na capital.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa ideia da humaniza\u00e7\u00e3o hospitalar vem de muito tempo. Foi l\u00e1 pela d\u00e9cada de 60 que o m\u00e9dico americano Hunter Adams, mais conhecido como \u201cPatch Adams\u201d (que n\u00e3o por acaso inspirou tamb\u00e9m o nosso Dr. Zinho), decidiu fazer algo diferente, para que o paciente se sentisse mais confort\u00e1vel durante o tratamento. A ideia dele era baseada na \u201cServentia do amor para todas as pessoas\u201d. E foi inspirado nessa m\u00e1xima que Michael Christensen, que al\u00e9m de diretor do Big Apple Circus de Nova Iorque, \u00e9 tamb\u00e9m ator e palha\u00e7o, usou pela primeira vez a figura do palha\u00e7o em apresenta\u00e7\u00f5es hospitalares. Desde ent\u00e3o, a ideia se espalhou mundo afora&#8230; no Brasil, a iniciativa mais antiga data da d\u00e9cada de 1990 e hoje in\u00fameras a\u00e7\u00f5es como essas colhem sorrisos e plantam alegrias por onde passam.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ficou interessado em conhecer melhor o trabalho do Mauricio? Na entrevista voc\u00ea confere um pouco mais da hist\u00f3ria de vida desse Dr. Zinho, que tem um cora\u00e7\u00e3o gigante.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"margin: 15px; float: left;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/doc1.jpg\" alt=\"O Doutor Zinho nasceu em 2006, junto com a cria\u00e7\u00e3o da ONG\" width=\"249\" height=\"376\" \/><\/span><\/p>\n<p><strong>Como come\u00e7ou o teu envolvimento com o trabalho volunt\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1998 saiu o filme do Patch Adams, \u201cO amor \u00e9 contagioso\u201d [este filme \u00e9 baseado na hist\u00f3ria real do m\u00e9dico Patch Adams, que usava a figura do palha\u00e7o como um meio de chegar at\u00e9 o paciente, para, ent\u00e3o, empregar seu conhecimento m\u00e9dico para tratar]. Eu assisti e disse: quando eu crescer eu quero ser igual esse cara! S\u00f3 que eu tamb\u00e9m tinha a consci\u00eancia de que esse trabalho exige muita responsabilidade e comprometimento. E eu ainda n\u00e3o estava nesse ritmo. Quando cheguei a Porto Alegre, em 2003, comecei a trabalhar muito e foi s\u00f3 no final de 2005, com a equipe mais organizada, que ficou um pouco mais tranquilo. Foi ent\u00e3o que eu comecei a espalhar a ideia, dizendo que queria fazer um trabalho de palha\u00e7o num hospital, parodiando a atua\u00e7\u00e3o de um m\u00e9dico. Os diretores dos hospitais que eu entrava em contato, tanto em S\u00e3o Paulo como em Porto Alegre, estranhavam essa aproxima\u00e7\u00e3o entre \u201cpalha\u00e7o\u201d e \u201chospital\u201d, ent\u00e3o me ofereciam outras oportunidades para atuar como volunt\u00e1rio, mas n\u00e3o era o que eu queria. No final de 2006 surgiu a minha porta de entrada; ainda n\u00e3o era bem o que eu imaginava, mas era um pontap\u00e9 inicial. Comecei, ent\u00e3o, com um trabalho de \u201cconta\u00e7\u00e3o\u201d de hist\u00f3rias no Hospital Crian\u00e7a Santo Ant\u00f4nio, no complexo da Santa Casa.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E como surgiu a ONG Doutorzinhos?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi um processo lento, que foi se construindo ao longo do tempo&#8230; Durante esse trabalho de \u201cconta\u00e7\u00e3o\u201d de hist\u00f3ria, aos poucos, fui deixando o livro de lado e fazendo brincadeiras, atendendo at\u00e9 o pedido de algumas crian\u00e7as que diziam \u201cdeixa o livro de lado, voc\u00ea \u00e9 mais engra\u00e7ado brincando\u201d. Ent\u00e3o eu conversei com a diretora do hospital, e expliquei o que eu realmente gostaria de fazer e ela me autorizou a realizar, por alguns meses, uma esp\u00e9cie de teste piloto individual. Se desse certo eu apresentaria um projeto. E deu. A equipe e os pacientes haviam gostado da iniciativa e foi a\u00ed que come\u00e7ou. Como eu j\u00e1 tinha a ideia de formar um grupo, primeiro chamei tr\u00eas amigos pr\u00f3ximos&#8230; Fiz um treinamento de umas tr\u00eas horas com eles e a\u00ed come\u00e7amos a atuar.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea faz para conciliar o trabalho de empres\u00e1rio e de coordenador da ONG?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu tento dedicar o mesmo tempo para as duas atividades. E eu sou muito r\u00e1pido para fazer as coisas, eu gosto de ter coisa para fazer. O que ajuda bastante \u00e9 a qualidade da equipe que tenho comigo na escola. Assim, e tamb\u00e9m por trabalhar com eles h\u00e1 muitos anos, eu posso ter mais autonomia e maior disponibilidade de tempo para a ONG. Do outro lado, eu tamb\u00e9m procuro sempre envolver todos os volunt\u00e1rios nas atividades da ONG, para que eles se sintam realmente engajados no projeto. Eu n\u00e3o gosto muito de que eu seja a refer\u00eancia, por ser fundador e coordenador. Porque \u00e9 um trabalho de equipe&#8230; Claro que eles s\u00e3o volunt\u00e1rios para atua\u00e7\u00e3o de doutores palha\u00e7os no hospital e a gente n\u00e3o cobra nada al\u00e9m, mas n\u00f3s chamamos e queremos envolver, ent\u00e3o quem pode participa. E eu n\u00e3o sou duas pessoas diferentes. Eu procuro tratar meus colegas de trabalho e os integrantes da ONG com o mesmo carinho, a mesma uni\u00e3o e respeito.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 15px auto; display: block;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/doc2.jpg\" alt=\"Volunt\u00e1rios da ONG na \u201cPalhaceata\u201d, uma atividade extra mensal em que os Doutorzinhos fazem apresenta\u00e7\u00f5es musicais no Hospital de Pronto Socorro\" width=\"720\" height=\"480\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 a atua\u00e7\u00e3o dos doutores palha\u00e7os nos hospitais?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todos os volunt\u00e1rios que est\u00e3o na ONG, que hoje totalizam 56, t\u00eam que passar por um processo seletivo e um treinamento de sessenta horas antes que possam entrar pela primeira vez no hospital. Depois de \u201cformados\u201d, realizamos todos os meses tr\u00eas encontros, que chamamos de \u201cclownsultas\u201d [a arte clown \u00e9 a arte do palha\u00e7o]. S\u00e3o momentos em que fizemos a reciclagem das t\u00e9cnicas de palha\u00e7o, de improviso e de teatro. E n\u00f3s temos uma rotina no trabalho. As visitas aos hospitais s\u00e3o semanais e feitas em dupla. Cada volunt\u00e1rio vai sempre no mesmo dia, no mesmo hor\u00e1rio, no mesmo hospital e com a mesma dupla. No meu caso, fa\u00e7o uma ou duas visitas semanais, mas fora isso tem v\u00e1rias outras atividades. N\u00f3s justamente atuamos em dupla porque a gente nunca brinca com o paciente, n\u00f3s brincamos para o paciente: eu brinco com meu colega e meu colega brinca comigo. A gente brinca entre n\u00f3s, para que o paciente possa rir da gente e nunca se sentir ofendido por algo que a gente fale para ele. Porque apesar de todo o rigor da linguagem que temos, podem escapar coisas e os pacientes podem se magoar, isso porque as pessoas no hospital est\u00e3o na situa\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel que existe, que \u00e9 a vulnerabilidade na sa\u00fade. Eu acho que o lugar mais improv\u00e1vel de se conseguir um sorriso \u00e9 no hospital.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote style=\"float: right;\"><p><span style=\"font-weight: 400;\">O estado de palha\u00e7o \u00e9 o que voc\u00ea tem de melhor multiplicado por dez<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por que a figura do palha\u00e7o?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O palha\u00e7o \u00e9 uma figura diferente e curiosa em qualquer tipo de ambiente. N\u00f3s a escolhemos por acreditar que o humor provoca uma mudan\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 no local, mas tamb\u00e9m na pessoa que tem o contato com o palha\u00e7o. N\u00e3o estamos l\u00e1 s\u00f3 para estimular o riso, mas tamb\u00e9m para fazer uma transforma\u00e7\u00e3o, para quebrar uma hierarquia que existe dentro do hospital. N\u00f3s tratamos todas as pessoas da mesma forma: o paciente, os acompanhantes e toda a equipe hospitalar. A gente n\u00e3o fala e n\u00e3o pergunta para o paciente o que ele tem, n\u00e3o falamos sobre a doen\u00e7a dele, a gente busca sempre o que h\u00e1 de melhor nele. Trabalhar com palha\u00e7o exige muita dedica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 colocar um nariz vermelho, uma roupa engra\u00e7ada e contar piada. A gente usa essa figura para abrir portas para um mundo de possibilidade de riso e o palha\u00e7o proporciona isso s\u00f3 com a presen\u00e7a. A nossa miss\u00e3o \u00e9 tirar o paciente do hospital por alguns minutos, dando a ele, ao acompanhante ou \u00e0 pr\u00f3pria equipe a oportunidade de viajar um pouco com a gente. O palha\u00e7o n\u00e3o \u00e9 um personagem, \u00e9 um estado que voc\u00ea assume. A gente acredita que a figura do palha\u00e7o, sendo uma atividade de qualidade e principalmente de humaniza\u00e7\u00e3o, vai inspirar inclusive o profissional da sa\u00fade a investir na qualidade do encontro que ele tem com o paciente. N\u00f3s usamos a figura do palha\u00e7o com um fim, que \u00e9 o de colaborar efetivamente na recupera\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e f\u00edsica do paciente. Na maioria das vezes, a gente n\u00e3o tem a real no\u00e7\u00e3o do que provocamos na pessoa, o que vemos \u00e9 o riso moment\u00e2neo. Mas existe um reconhecimento, que \u00e9 muito bacana: os m\u00e9dicos e a equipe entram em contato conosco e nos informam do quanto a nossa visita ajudou num ou outro aspecto para a melhora dos pacientes. Isso acontece porque quando voc\u00ea faz uma coisa que voc\u00ea gosta, voc\u00ea acaba fazendo um trabalho bem feito e a\u00ed as pessoas come\u00e7am a reconhecer.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De que maneira voc\u00ea se transforma no Dr. Zinho?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cada volunt\u00e1rio se encarrega da cria\u00e7\u00e3o do seu personagem e nunca vamos vestidos para o hospital. Como eu falei, n\u00f3s entramos no estado de palha\u00e7o. E tudo no palha\u00e7o \u00e9 ao extremo. O nariz \u00e9 a menor m\u00e1scara do mundo, mas ela n\u00e3o \u00e9 para esconder, ela \u00e9 uma m\u00e1scara para revelar aquilo que voc\u00ea tem de melhor, multiplicado por dez, que \u00e9 o que voc\u00ea pode oferecer para as pessoas. N\u00f3s levamos uma m\u00e9dia de 20 a 30 minutos para prepara\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, na medida em que chegamos ao hospital e vamos colocando a roupa, a blusa, o sapato e a maquiagem a gente se envolve em um processo em que voc\u00ea sai do seu estado cotidiano e entra no seu estado de palha\u00e7o. Para fazer a par\u00f3dia do m\u00e9dico, n\u00f3s exigimos que o jaleco seja todo branco e que a maquiagem n\u00e3o seja extravagante, porque a gente finge que \u00e9 m\u00e9dico para os pacientes que fingem que acreditam. Cada doutor cria seu nome, seu estado de palha\u00e7o e seu figurino durante o treinamento. \u00c9 um processo individual e at\u00e9 doloroso, porque durante o processo voc\u00ea acaba descobrindo muitas cosias sobre voc\u00ea, ent\u00e3o tem muito riso, muita alegria, mas tem tamb\u00e9m muita emo\u00e7\u00e3o e \u00e0s vezes tristeza. Os artefatos que voc\u00ea usa e leva na sua maleta v\u00e3o ajudar a formar essa figura. Eu, por exemplo, levo uma franga de brinquedo (que \u00e9 para representar aqueles que querem soltar a franga), uma caixinha de m\u00fasica \u2013 levo tamb\u00e9m um viol\u00e3o, mas digo que, como toco mal, \u00e9 melhor ouvir a m\u00fasica da caixinha -, uma fita m\u00e9trica para medir a febre e a press\u00e3o, al\u00e9m de outros brinquedos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 que voc\u00eas autorizam o paciente a n\u00e3o permitir a brincadeira, como \u00e9 receber um \u201cn\u00e3o\u201d?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A sensa\u00e7\u00e3o de receber um \u201cn\u00e3o\u201d, n\u00e3o s\u00f3 \u00e9, mas tem que ser muito boa, porque o paciente n\u00e3o nega algo h\u00e1 muito tempo. Ele n\u00e3o pode falar n\u00e3o para a m\u00e3e, para o pai ou para o m\u00e9dico. As \u00fanicas pessoas para quem ele pode falar um n\u00e3o somos n\u00f3s, ent\u00e3o n\u00f3s damos um poder que essa pessoa n\u00e3o tem h\u00e1 muito tempo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que paga o teu trabalho como volunt\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O \u201cpagamento\u201d s\u00e3o sentimentos de amor e carinho. Para o palha\u00e7o, o \u201cpagamento\u201d pode ser o sorriso. Tem uma frase que eu gosto muito e que diz o seguinte: \u201csabe por que n\u00f3s n\u00e3o somos pagos pelo que fazemos? Porque n\u00e3o haveria dinheiro suficiente no mundo para pagar por isso.\u201d Os volunt\u00e1rios doam a \u00fanica coisa que o dinheiro n\u00e3o pode comprar: o tempo. E o tempo que doamos \u00e9 nosso bem mais valioso. \u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tem perspectiva de ampliar a atua\u00e7\u00e3o da ONG para outras cidades?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu prezo sempre pela qualidade e n\u00e3o pela quantidade. A miss\u00e3o da ONG \u00e9 ser refer\u00eancia na atua\u00e7\u00e3o de doutores palha\u00e7os volunt\u00e1rios n\u00e3o s\u00f3 no Sul, mas a n\u00edvel nacional. E, para ser refer\u00eancia, a gente precisa ter um trabalho respons\u00e1vel e de qualidade. Temos interesse em expandir e levar para outras cidades, mas isso s\u00f3 vai acontecer quando sentirmos que temos recursos n\u00e3o s\u00f3 financeiros \u2013 e isso a gente pode conseguir \u2013, mas recursos humanos, pessoas que tenham a mesma vis\u00e3o que n\u00f3s. Hoje recebemos muitos pedidos de cidades querendo a atua\u00e7\u00e3o dos Doutorzinhos e nosso projeto para 2016 \u00e9 expandir para cidades mais pr\u00f3ximas, como Gravata\u00ed. Ent\u00e3o, n\u00f3s estamos estruturando uma expans\u00e3o, mas de maneira respons\u00e1vel, para que o trabalho n\u00e3o perca em qualidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO lugar mais improv\u00e1vel de se conseguir um sorriso \u00e9 no hospital\u201d, disse o Mauricio. De fato, essa n\u00e3o \u00e9 uma tarefa nada f\u00e1cil, mas o pessoal da ONG Doutorzinhos n\u00e3o arranca um, mas v\u00e1rios sorrisos por onde passa. Ficou com vontade de participar dessa iniciativa t\u00e3o bacana? Se voc\u00ea quiser, basta ter mais de 18 anos e um cora\u00e7\u00e3o gigante, pronto para receber e dar amor. O primeiro passo \u00e9 entrar em contato com a ONG, pelo <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Doutorzinhos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Facebook<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Doutorzinhos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<\/a>ou pelo <a href=\"http:\/\/www.doutorzinhos.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, manifestar interesse e aguardar o retorno.<\/span><\/p>\n<p>Reportagem: Camila Hartmann<br \/>\nFotografias: Rosangela Meyer e Tiago Capelini<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ONG busca levar alegria para pacientes de hospitais em Porto Alegre<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":988,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1742],"tags":[],"class_list":["post-346","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-extenda-10a-edicao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=346"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}