{"id":350,"date":"2016-08-11T09:58:25","date_gmt":"2016-08-11T12:58:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/08\/11\/post350\/"},"modified":"2021-05-26T22:51:01","modified_gmt":"2021-05-27T01:51:01","slug":"post350","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post350","title":{"rendered":"Em busca da diversidade"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os \u00edndices de desigualdade social no Brasil crescem de forma cont\u00ednua desde os anos 1960, como aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD). Ap\u00f3s tr\u00eas s\u00e9culos de escravid\u00e3o, a diferen\u00e7a social permanece como um dos principais legados deixados. A situa\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o de grupos sociais, como negros e ind\u00edgenas, e as tentativas de diminuir as desigualdades \u00e9tnico-raciais no Brasil deram origem \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas afirmativas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As a\u00e7\u00f5es afirmativas s\u00e3o uma s\u00e9rie de medidas que procuram garantir direitos iguais a grupos sociais reconhecidos pelo tratamento hist\u00f3rico desigual, seja por classe, ra\u00e7a ou condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica, mental e psicol\u00f3gica. Em 2012, como uma forma de tornar o pa\u00eds mais igualit\u00e1rio e plural, foi sancionada a Lei 12.711, que garante a reserva de vagas para negros, ind\u00edgenas, portadores de defici\u00eancia e estudantes de escolas p\u00fablicas nas institui\u00e7\u00f5es de ensino superior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em Santa Maria, cinco anos antes de ser sancionada a Lei das Cotas, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o da UFSM (CEPE) aprovou o Programa de A\u00e7\u00f5es Afirmativas de Inclus\u00e3o Racial e Social, o Afirme. Por interm\u00e9dio dele, come\u00e7ou a reserva de um n\u00famero espec\u00edfico de vagas para estudantes negros, ind\u00edgenas, portadores de defici\u00eancia e estudantes de escola p\u00fablica, a fim de democratizar o acesso ao Ensino Superior e T\u00e9cnico na cidade.<\/span><strong><br \/>\n<\/strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"margin: 15px auto; display: block;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/Cotas_vagas.jpg\" alt=\"\" width=\"654\" height=\"671\" \/><\/p>\n<p><strong>Afirme na UFSM<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto de a\u00e7\u00f5es afirmativas da UFSM, denominado Afirme, \u00e9 composto pelo Observat\u00f3rio de A\u00e7\u00f5es Afirmativas e pelas Comiss\u00f5es de Acompanhamento do programa, formado por T\u00e9cnicos Administrativos em Educa\u00e7\u00e3o e docentes da institui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O objetivo central do Observat\u00f3rio \u00e9 examinar o desempenho das a\u00e7\u00f5es afirmativas, avaliar os resultados e, a partir disso, identificar aspectos que prejudiquem a efici\u00eancia para ent\u00e3o propor sugest\u00f5es de ajustes e melhorias. As Comiss\u00f5es de Acompanhamento, por sua vez, fazem esse trabalho conjunto com o Observat\u00f3rio, mas aproximando a discuss\u00e3o dos Centros de Ensino da Institui\u00e7\u00e3o. Dessa forma, para garantir a especificidade das demandas de cada grupo social e assegurar o amparo de alunos cotistas, os n\u00facleos de acompanhamento s\u00e3o divididos em tr\u00eas comiss\u00f5es: afro, de acessibilidade e ind\u00edgena.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O programa Afirme desenvolve trabalho conjunto com o Conselho Estudantil da UFSM, por\u00e9m, apesar das \u201creuni\u00f5es e a\u00e7\u00f5es que n\u00f3s fazemos com as unidades acad\u00eamicas, n\u00f3s conseguimos desenvolver minimamente a\u00e7\u00f5es pontuais\u201d, destaca a coordenadora do Observat\u00f3rio de A\u00e7\u00f5es Afirmativas, Ana L\u00facia Melo. Segundo ela, a institui\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 um espa\u00e7o com pouca diversidade \u00e9tnico-racial e isso resulta na falta de representatividade das demandas desses grupos sociais nos centros de ensino.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA Universidade ainda tem um confinamento branco. E por esse confinamento branco se dificulta toda e qualquer a\u00e7\u00e3o de empoderamento e abertura para um estudo relacionado aos negros e aos ind\u00edgenas, por exemplo. E mesmo as pessoas com defici\u00eancia s\u00e3o tratadas a partir de um vi\u00e9s cl\u00ednico\u201d, completa Ana L\u00facia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar das limita\u00e7\u00f5es estruturais da UFSM, ao longo dos anos o Afirme vem alcan\u00e7ando v\u00e1rias conquistas, principalmente no que tange ao sistema de acesso \u00e0 universidade. \u201cS\u00f3 isso j\u00e1 \u00e9 uma conquista. Termos muitos negros na gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 uma conquista. Ind\u00edgenas saindo da gradua\u00e7\u00e3o aqui na UFSM e indo para a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u00e9, com certeza, muito bom\u201d, ressalta a coordenadora do Observat\u00f3rio de A\u00e7\u00f5es Afirmativas. No entanto, n\u00e3o se pode pensar a inclus\u00e3o ao acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o apenas a partir das cotas sociais e raciais. As pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas precisam tamb\u00e9m de projetos amplos que n\u00e3o permane\u00e7am exclusivamente no plano emergencial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 15px auto; display: block;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/Afirme.png\" alt=\"\" width=\"577\" height=\"1800\" \/><\/span><\/p>\n<p>Reportagem: Clara Sit\u00f3 e Gabriele Wagner<br \/>\nInfogr\u00e1ficos:Clara Sit\u00f3, Gabriele Wagner e Nicolle Sartor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Programa Afirme Pela diversidade social nas universidades<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":939,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1742],"tags":[],"class_list":["post-350","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-extenda-10a-edicao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/350\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/939"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}