{"id":3551,"date":"2018-05-07T17:12:04","date_gmt":"2018-05-07T20:12:04","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=3551"},"modified":"2021-05-27T12:29:35","modified_gmt":"2021-05-27T15:29:35","slug":"atencao-olhe-para-as-placas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/atencao-olhe-para-as-placas","title":{"rendered":"Aten\u00e7\u00e3o: olhe para as placas!"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se voc\u00ea frequenta a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), j\u00e1 deve ter reparado nas placas coloridas, uma ao lado da outra, que est\u00e3o na Avenida Roraima, perto do arco de entrada. Instaladas em outubro de 2013, \u00e9 prov\u00e1vel que elas fiquem at\u00e9 2023 naquele local, pois fazem parte de uma pesquisa a longo prazo do Grupo de Estudos e Pesquisa em Pavimenta\u00e7\u00e3o e Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria (GEPPASV) da UFSM. O experimento serve para constatar o tempo que uma placa de sinaliza\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito se mant\u00e9m em boas condi\u00e7\u00f5es na rodovia, mesmo depois de exposi\u00e7\u00f5es ao sol, \u00e0 chuva e a gases poluentes liberados pelos ve\u00edculos. <\/span><\/p>\n<p><b>Em obras! O fator da retrorrefletividade<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para entender como a placa de tr\u00e2nsito funciona \u00e9 necess\u00e1rio levar em conta a sua caracter\u00edstica de <\/span><b>retrorrefletividade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, ou seja, a capacidade que a placa tem de refletir a luz em v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es, principalmente para os olhos dos usu\u00e1rios da rodovia. H\u00e1 uma pel\u00edcula, na placa, que \u00e9 respons\u00e1vel por refletir essa luz. \u00c9 por isso que, no per\u00edodo da noite, essa caracter\u00edstica se destaca devido aos far\u00f3is dos ve\u00edculos incidirem diretamente sobre a superf\u00edcie da placa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto do GEPPASV visa avaliar essas pel\u00edculas para delimitar a quantidade de luz refletida para os olhos do usu\u00e1rio e o tempo que ela se mant\u00e9m habilitada a isso. A partir disso, busca-se melhores condi\u00e7\u00f5es para visualizar a sinaliza\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito &#8211; o que pode evitar um n\u00famero maior de acidentes e poss\u00edveis mortes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 agora, o grupo de pesquisa j\u00e1 fez algumas constata\u00e7\u00f5es: a influ\u00eancia do custo da pel\u00edcula na sua qualidade, e as melhoras na capacidade das pel\u00edculas em refletirem luz quando realizada a limpeza da placa de tr\u00e2nsito.<\/span><\/p>\n<p><b>Pare! e conhe\u00e7a os fatores levados em conta no Projeto <\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As cores, por natureza, \u00a0refletem a luz com intensidades diferentes. Por exemplo, o branco reflete muito mais do que o azul. As cores que mais est\u00e3o presentes nas placas de tr\u00e2nsito nas rodovias s\u00e3o amarelo, vermelho, verde e azul. \u00a0Os pesquisadores e alunos envolvidos no projeto buscam, ent\u00e3o, descobrir se a cor da pel\u00edcula influencia na perda de retrorrefletividade. Foi verificado que o comportamento em quest\u00e3o de perda de efici\u00eancia \u00e9 uniforme em rela\u00e7\u00e3o a todas as cores de pel\u00edcula analisadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, o projeto visa atestar se o \u00a0desempenho de uma pel\u00edcula a longo tempo est\u00e1 ligada ao seu custo. Dentro desses quatro anos de estudo, a retrorrefletividade continua dentro do limite de qualidade exigido para as placas na rodovia. Foram colocadas pel\u00edculas que variam de valor, mas que perdem o potencial de retrorrefletividade na mesma velocidade. O que acontece \u00e9 que as pel\u00edculas com qualidade mais baixa, ou seja, mais baratas, t\u00eam sua vida \u00fatil mais curta.<\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3554\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/05\/UFSM.2018.021.040.RA_.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/05\/UFSM.2018.021.040.RA_.jpg 1920w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/05\/UFSM.2018.021.040.RA_-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/05\/UFSM.2018.021.040.RA_-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/05\/UFSM.2018.021.040.RA_-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/05\/UFSM.2018.021.040.RA_-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os \u00f3rg\u00e3os que administram e gerenciam as rodovias e seus editais de manuten\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e3o prioridade \u00e0 limpeza das placas. Diante disso, o projeto se prop\u00f4s a identificar uma rela\u00e7\u00e3o entre a limpeza e a melhora na retrorrefletividade. Periodicamente, h\u00e1 uma manuten\u00e7\u00e3o, na qual as placas s\u00e3o limpas com sab\u00e3o neutro e uma esponja n\u00e3o abrasiva. Para acompanhar o processo e fazer compara\u00e7\u00f5es, h\u00e1 placas que s\u00e3o limpas e outras n\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por exemplo, uma pel\u00edcula mais barata de cor branca perde 26% de qualidade sem a limpeza, sendo que quando ocorre a limpeza, somente 6% de qualidade \u00e9 perdida. O mesmo processo ocorre em uma pel\u00edcula branca de maior valor, que ao receber a manuten\u00e7\u00e3o perde 6% de qualidade, enquanto sem manuten\u00e7\u00e3o perde 17% de qualidade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um ano ap\u00f3s o in\u00edcio do projeto, percebeu-se que a chuva poderia auxiliar na limpeza das placas, pois as avalia\u00e7\u00f5es feitas ap\u00f3s per\u00edodos de chuva indicavam que as placas estavam mais limpas. Isso seria \u00fatil para o projeto, caso houvesse \u00a0condi\u00e7\u00f5es de aplicar um produto que evitasse a forma\u00e7\u00e3o de got\u00edculas de \u00e1gua, e a consequente ader\u00eancia da sujeira; proporcionando assim, uma limpeza uniforme. Uma das perspectivas futuras \u00e9, portanto, pensar em um produto que possibilite uma placa auto limpante.<\/span><\/p>\n<p><b>Siga em frente! Os pr\u00f3ximos passos da pesquisa<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em Rio Grande e Pelotas, h\u00e1 um processo semelhante h\u00e1 tr\u00eas anos, em conjunto com a concession\u00e1ria Ecosul, respons\u00e1vel por rodovias da regi\u00e3o. Nesse projeto, h\u00e1 mais cores e mais pel\u00edculas sendo analisadas, como tamb\u00e9m a contagem de tr\u00e1fego, pela proximidade de uma pra\u00e7a de ped\u00e1gio. J\u00e1 existe um Banco de Dados dessa \u00e1rea e de Santa Maria, mas as compara\u00e7\u00f5es e resultados ocorrer\u00e3o somente ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o dos projetos. Para Deividi da Silva Pereira, professor do Departamento de Transportes do Centro de Tecnologia da UFSM e integrante do GEPPASV, para conclus\u00f5es mais espec\u00edficas, \u00e9 necess\u00e1rio esperar mais alguns anos: \u201cN\u00f3s s\u00f3 vamos ter um modelo de degrada\u00e7\u00e3o quando essas placas chegarem ao fim de sua vida \u00fatil, pois esse modelo exige que saibamos a durabilidade das placas e quais s\u00e3o os aspectos que influenciam nessa quest\u00e3o\u201d. Posteriormente, os resultados devem servir para conscientizar os \u00f3rg\u00e3os e as ag\u00eancias respons\u00e1veis pelas rodovias pela determina\u00e7\u00e3o desses servi\u00e7os. <\/span><\/p>\n<p>Reportagem: Bibiana Pinheiro<\/p>\n<p>Fotografia: Rafael Happke<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de pesquisa da UFSM realiza estudos para verificar a vida \u00fatil das placas de tr\u00e2nsito nas rodovias<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":3553,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[726,854,856,858,860],"class_list":["post-3551","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","tag-centro-de-tecnologia","tag-ct","tag-geeppasv","tag-placas","tag-transito"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3551","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3551"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3551\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3553"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3551"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3551"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3551"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}