{"id":382,"date":"2016-09-30T09:32:18","date_gmt":"2016-09-30T12:32:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/09\/30\/post382\/"},"modified":"2016-09-30T09:32:18","modified_gmt":"2016-09-30T12:32:18","slug":"post382","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post382","title":{"rendered":"Crian\u00e7as e adolescentes com HIV"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"margin: 15px; float: left;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/cuba.png\" alt=\"\" width=\"261\" height=\"544\" \/><\/span><\/p>\n<p>O primeiro caso de AIDS no Brasil ocorreu na d\u00e9cada de 1980, em S\u00e3o Paulo. De l\u00e1 para c\u00e1, o n\u00famero de doentes cresceu exponencialmente e at\u00e9 junho de 2015 j\u00e1 foram registrados 798.366 casos no pa\u00eds, sendo que 20% ocorreram nos estados da regi\u00e3o sul. No ano passado, Santa Maria ficou em 10\u00ba lugar entre as cidades com maior n\u00famero de casos registrados.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As formas mais comuns de transmiss\u00e3o do v\u00edrus s\u00e3o a rela\u00e7\u00e3o sexual desprotegida e o contato com sangue infectado &#8211; pelo compartilhamento de seringas no uso de drogas injet\u00e1veis, por exemplo. Mas a infec\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ocorrer da m\u00e3e para o filho durante a gesta\u00e7\u00e3o, trabalho de parto ou aleitamento. Essa forma de cont\u00e1gio &#8211; chamada de transmiss\u00e3o vertical &#8211; pode ser evitada nos cuidados de pr\u00e9-natal, em que a m\u00e3e toma uma inje\u00e7\u00e3o para impedir que o v\u00edrus passe para o beb\u00ea.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A enfermeira Daniela Kinalski estudou a tem\u00e1tica em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, defendida no come\u00e7o deste ano pelo Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Enfermagem da UFSM. Daniela queria compreender como \u00e9 realizado o atendimento de crian\u00e7as e adolescentes que vivem com HIV no sistema de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e0 sa\u00fade no munic\u00edpio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela conversou com m\u00e9dicos e enfermeiros do Hospital Universit\u00e1rio de Santa Maria, Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade e de Sa\u00fade da Fam\u00edlia do munic\u00edpio, e com os respons\u00e1veis pelos atendimentos no centro de testagem e aconselhamento \u201cCasa Treze de Maio\u201d. Atrav\u00e9s de conversas com grupos de profissionais, a pesquisadora realizou um levantamento sobre os servi\u00e7os que j\u00e1 s\u00e3o realizados no atendimento de crian\u00e7as e adolescentes portadores do v\u00edrus, e construiu um modelo de colabora\u00e7\u00e3o entre as diferentes esferas do sistema de sa\u00fade, buscando apontar o que poderia ser melhorado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 15px; float: right;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/Casa-Treze-de-Maio.png\" alt=\"\" width=\"261\" height=\"634\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><strong>Acompanhamento constante e compartilhado durante a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia <\/strong><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O acompanhamento da crian\u00e7a com HIV \u00e9 necess\u00e1rio por quest\u00f5es m\u00e9dicas devido \u00e0 necessidade de monitoramento da carga viral &#8211; quantidade de HIV circulante no sangue &#8211; atrav\u00e9s do uso de medicamentos. A vulnerabilidade de crian\u00e7as com HIV se d\u00e1 pela imaturidade imunol\u00f3gica, o que faz com que elas apresentem maior facilidade de adquirir infec\u00e7\u00f5es como pneumonias bacterianas, candid\u00edase oral, v\u00edrus da varicela, herpes, entre outras. Segundo Daniela, testes laboratoriais devem ser feitos mensalmente, nos primeiros seis meses de vida, e, a partir da\u00ed, no m\u00ednimo a cada dois meses.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os atendimentos tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rios, quando se trata do acolhimento das crian\u00e7as, ajudando os pequenos a lidar com o medo e o estigma social. Isso porque o cotidiano de crian\u00e7as portadoras de HIV pode ser marcado por pouca ou nenhuma compreens\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a doen\u00e7a &#8211; h\u00e1 casos em que os pais nem mesmo contam aos filhos que eles possuem HIV. Al\u00e9m disso, aqueles que sabem de sua condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade precisam conviver, na maioria dos casos, com o tratamento cont\u00ednuo e o preconceito social. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando a contamina\u00e7\u00e3o acontece na adolesc\u00eancia, o acolhimento tamb\u00e9m \u00e9 fundamental. Ao receber o resultado positivo do teste, muitos jovens t\u00eam dificuldade de lidar com a sua nova condi\u00e7\u00e3o e seguir o tratamento. Isso em fun\u00e7\u00e3o dos efeitos colaterais dos rem\u00e9dios e da rigidez dos hor\u00e1rios de tratamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se o atendimento continuado pode se tornar garantia de qualidade de vida para crian\u00e7as e adolescentes portadores de HIV, as redes de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade precisam estar preparadas para receber e encaminhar cada caso. Mas o sistema brasileiro de sa\u00fade b\u00e1sica no Brasil \u00e9 fragmentado: d\u00e1 destaque a a\u00e7\u00f5es de cura e reabilita\u00e7\u00e3o em unidades de sa\u00fade isoladas, e que n\u00e3o se comunicam.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao conversar com os m\u00e9dicos e enfermeiros de Santa Maria, Daniela identificou de que forma os problemas relacionados ao atendimento aos pacientes infantis e jovens de HIV come\u00e7aram a aparecer.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 15px; float: left;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/Governo-brasileiro.png\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"332\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo das conversas, Daniela foi construindo solu\u00e7\u00f5es conjuntamente com os profissionais de sa\u00fade de Santa Maria para tornar o atendimento mais eficiente. Entre as solu\u00e7\u00f5es apresentadas, est\u00e1 a compreens\u00e3o de que o atendimento das crian\u00e7as e adolescentes que vivem com HIV deve ser compartilhado. Enquanto as Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade deveriam se responsabilizar pelo atendimento por motivos relacionados a sa\u00fade geral da crian\u00e7a ou do adolescente, o acompanhamento dos n\u00edveis de carga viral deveria ser feito diretamente pelo HUSM &#8211; no caso de crian\u00e7as e adolescentes at\u00e9 15 anos &#8211; e pela Casa Treze de Maio &#8211; \u00a0no caso daqueles com mais de 15 anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os profissionais que participaram da pesquisa conclu\u00edram que essa transi\u00e7\u00e3o &#8211; do acompanhamento feito no HUSM para a Casa Treze de Maio &#8211; deve ser feita gradualmente para que o paciente se sinta confort\u00e1vel. Al\u00e9m disso, a comunica\u00e7\u00e3o entre os pontos de atendimento tamb\u00e9m deve melhorar. Al\u00e9m disso, ficou claro que \u00e9 preciso investir mais em a\u00e7\u00f5es conjuntas, para lidar com o preconceito e com a estigmatiza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><center><iframe id=\"iframe_container\" src=\"https:\/\/prezi.com\/embed\/nn1g9nhdbsuj\/?bgcolor=ffffff&amp;lock_to_path=0&amp;autoplay=0&amp;autohide_ctrls=0&amp;landing_data=bHVZZmNaNDBIWnNjdEVENDRhZDFNZGNIUE43MHdLNWpsdFJLb2ZHanI0eW1qL0dqaXY4V2p3UW5XMFJkakdzYVpRPT0&amp;landing_sign=HN4cUTQlU6ce4mrk7eee6_5bLT19q_m0FGcYOYST5hM\" width=\"500\" height=\"400\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/center>Reportagem: Luan Romero e Nathalie Martins<br \/>\nInfogr\u00e1ficos: Nicolle Sartor<br \/>\nFoto de capa: Rafael Happke<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa da UFSM prop\u00f5e modelo de atendimento na rede de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade de Santa Maria<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":843,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[],"class_list":["post-382","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=382"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/843"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}