{"id":401,"date":"2016-10-17T10:48:19","date_gmt":"2016-10-17T12:48:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/10\/17\/post401\/"},"modified":"2016-10-17T10:48:19","modified_gmt":"2016-10-17T12:48:19","slug":"post401","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post401","title":{"rendered":"Terra e pensamentos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atrav\u00e9s de experimenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas em diferentes m\u00eddias, como v\u00eddeos, pinturas e poesias, com \u00eanfase para as v\u00eddeo-proje\u00e7\u00f5es, Muriel Paraboni criou a exposi\u00e7\u00e3o \u201cTerra\u201d, ocorrida no m\u00eas de setembro na sala Cl\u00e1udio Carriconde, na UFSM. Essa foi a primeira exposi\u00e7\u00e3o individual de Muriel, que \u00e9 mestrando em Artes Visuais na Universidade Federal de Santa Maria, na linha de pesquisa Arte e Tecnologia, sob orienta\u00e7\u00e3o da professora Andreia Oliveira. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O objetivo do projeto de Muriel \u00e9 construir uma obra de v\u00eddeo-instala\u00e7\u00e3o a partir da tem\u00e1tica \u2018paisagem\u2019, ou seja, \u201cinstalar\u201d uma paisagem em ambiente fechado usando proje\u00e7\u00f5es em v\u00eddeo. As instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o ambientes que unem distintas m\u00eddias de forma a criar ambientes de experi\u00eancia dos sentidos. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Andreia, orientadora de Muriel, a paisagem \u00e9 um tema relevante na pesquisa dele, mas n\u00e3o somente a representa\u00e7\u00e3o desta- \u00e9 muito mais a viv\u00eancia proporcionada. \u201cNesse sentido, vem a necessidade do \u00e1udio no processo de instalar a paisagem nesse espa\u00e7o. Essa quest\u00e3o de experienciar, de entrar, de percorrer a paisagem n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma experi\u00eancia visual, \u00e9 uma experi\u00eancia corporal\u201d, explica Andreia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A revista Arco conversou com Muriel sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o \u201cTerra\u201d, confira a seguir:<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"margin: 15px auto; display: block;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/MGM6671.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por que o nome Terra? <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 uma refer\u00eancia mais filos\u00f3fica do que art\u00edstica ao Robert Smithson, um artista dos anos 1970 que pensava a terra como um processo da imagina\u00e7\u00e3o. Ele fez essa rela\u00e7\u00e3o entre os processos da terra e os processos do nosso pensamento, como a terra desmorona e se transforma, tal qual os pensamentos. Quando me refiro \u00e0 terra eu me refiro a n\u00f3s como todos os elementos naturais que est\u00e3o tamb\u00e9m no nosso corpo, no nosso olhar, no nosso mundo afetivo emocional, mas que tamb\u00e9m podem ser vistos na natureza. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que te motivou a fazer essa exposi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O principal foi o desejo de fazer a minha primeira exposi\u00e7\u00e3o individual. Al\u00e9m de uma necessidade como artista, tamb\u00e9m era o momento de ver como funcionariam as obras do mestrado naquele espa\u00e7o, e como as pessoas iam reagir. Esse momento foi muito importante para as obras e acho que muitas v\u00e3o amadurecer a partir disso.<\/span><\/p>\n<p><strong>Por que escolheu expor em diferentes m\u00eddias?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As caracter\u00edsticas da paisagem, de modo geral, s\u00e3o basicamente a montanha, o lago e a linha do horizonte, que n\u00e3o mudam. O interesse aqui \u00e9 tentar re-apresentar essa paisagem de outras formas e proporcionar uma experi\u00eancia em que as pessoas na exposi\u00e7\u00e3o possam enxergar essa paisagem de formas diferentes. A \u00eanfase n\u00e3o \u00e9 tanto na variedade das formas, mas em uma variedade de como olhamos e experienciamos essas formas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o jeitos diferentes de abordar, pensar e materializar o racioc\u00ednio que continua o mesmo, mas olhamos para a obra de um jeito diferente, de modo que a experi\u00eancia muda. A terra ali est\u00e1 colocada com uma intensidade, uma certa agressividade de uma terra que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o ing\u00eanua e boazinha como essa que a gente pisa, mas \u00e9 uma terra que se move, que desaba.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual a participa\u00e7\u00e3o do \u00e1udio no conjunto da obra?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cada elemento atrai a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico de um certo modo e exige uma sensibilidade diferente para poder experienciar e compreender o que est\u00e1 acontecendo. A pesquisa est\u00e1 expandindo para explorar um n\u00edvel de riqueza tamb\u00e9m no \u00e1udio, que tem uma intensidade diferente das imagens. <\/span><\/p>\n<p><strong>Por que essa exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 relevante para a pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse momento \u00e9 muito importante para ver a diferen\u00e7a entre ter os projetos e produzir as imagens, entre colocar essas imagens expostas e ver o que as pessoas fazem com aquilo, e elas t\u00eam feito coisas muito surpreendentes, como sentar l\u00e1 e se \u201cbanhar\u201d na proje\u00e7\u00e3o da cachoeira. Elas est\u00e3o se apropriando desse espa\u00e7o e eu come\u00e7o a pensar que \u00e9 legal seguir por esse caminho. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante, \u00e9 a oportunidade de montar uma pr\u00e9via do trabalho em processo, para a gente poder avaliar os caminhos que ainda podemos seguir.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Confira algumas fotos feitas na exposi\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin: 15px auto 15px auto;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/MGM6705.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"401\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/MGM6712.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"600\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"display: block; margin: 15px auto 15px auto;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/MGM6709.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"margin: 15px auto; display: block;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/MGM6729.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/span><\/p>\n<p>Reportagem: Aline Witt<br \/>\nFotografias: Rafael Happke<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o art\u00edstica trabalha a rela\u00e7\u00e3o de elementos da paisagem com emo\u00e7\u00f5es humanas<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":824,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1524],"tags":[],"class_list":["post-401","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/401","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=401"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/401\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=401"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=401"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=401"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}