{"id":409,"date":"2016-10-31T16:00:57","date_gmt":"2016-10-31T18:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2016\/10\/31\/post409\/"},"modified":"2021-05-27T10:59:18","modified_gmt":"2021-05-27T13:59:18","slug":"post409","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post409","title":{"rendered":"Da loucura \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um hospital p\u00fablico com lixo, roupas sujas, urina e excrementos espalhados pelo ch\u00e3o. Assim viviam os \u201cloucos\u201d do s\u00e9culo XIX. Nessas mesmas condi\u00e7\u00f5es ainda vivem, hoje, os internos do Instituto Psiqui\u00e1trico Forense, em Porto Alegre. Em julho deste ano, o juiz Luciano Andr\u00e9 Losekann, da Vara de Execu\u00e7\u00e3o de Penas e Medidas Alternativas (Vepma) do Rio Grande do Sul, \u00a0afirmou que o tratamento do Estado para com os doentes equivale \u00e0 tortura, e proibiu a admiss\u00e3o de novos pacientes na institui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo informa\u00e7\u00f5es publicadas pelo jornal ga\u00facho Zero Hora, o IPF hospeda 223 pessoas portadoras de dist\u00farbios neurol\u00f3gicos que est\u00e3o envolvidas em crimes, sentenciadas ou aguardando julgamento. Por falta de pagamento aos prestadores de servi\u00e7o, os internos trabalham como cozinheiros e faxineiros do local.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A situa\u00e7\u00e3o do IPF chama a aten\u00e7\u00e3o pela viol\u00eancia, e pode at\u00e9 ser considerada uma exce\u00e7\u00e3o nos nossos dias, mas n\u00e3o na hist\u00f3ria. Segundo a psiquiatra Sandra Helena Nardi, formada em medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), antes da reforma psiqui\u00e1trica, os doentes mentais eram exclu\u00eddos da sociedade, exilados e internados em hospitais psiqui\u00e1tricos, onde ficavam a vida toda. Como muitas doen\u00e7as mentais n\u00e3o tem cura e apenas tratamento, os pacientes eram levados para os manic\u00f4mios e permaneciam a vida inteira sem um tratamento digno, deixados \u00e0 merc\u00ea de cuidados desumanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A psiquiatria \u00e9 uma \u00e1rea recente da medicina e, no Brasil, as medica\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas come\u00e7aram a ser usadas a partir da d\u00e9cada de 1950. Antes disso, os tratamentos eram \u00e0 base de choques el\u00e9tricos, choques insul\u00ednicos e lobotomias. Os transtornos mentais n\u00e3o eram vistos como doen\u00e7as no s\u00e9culo XVIII, achava-se que era um \u201ccastigo dos deuses ou influ\u00eancia divina\u201d, como conta Nardi. Segundo a psiquiatra, nos manic\u00f4mios tamb\u00e9m eram internadas muitas mulheres com o \u201cpensamento um pouco mais avan\u00e7ado: existem muitos relatos de mulheres que foram mandadas para o manic\u00f4mio porque queriam cursar medicina na \u00e9poca\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"margin: 15px; float: left;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/literatura.jpg\" alt=\"\" width=\"380\" height=\"481\" \/><\/span><\/p>\n<p><strong>De perto ningu\u00e9m \u00e9 normal<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o se cura al\u00e9m da conta. Gente curada demais \u00e9 gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: vivam a imagina\u00e7\u00e3o, pois ela \u00e9 a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas\u201d. A frase \u00e9 de Nise da Silveira, uma das mulheres mais importantes e revolucion\u00e1rias na hist\u00f3ria da psiquiatria brasileira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Loucura, arte e rebeldia s\u00e3o palavras presentes na trajet\u00f3ria de Nise, que ao negar-se a utilizar m\u00e9todos medicinais invasivos nos pacientes se tornou uma das pioneiras no uso da terapia ocupacional e de oficinas de arte como tratamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em um ambiente dominado por homens, Nise foi uma mulher precursora, que abriu caminho para que outras mulheres atuassem na \u00e1rea de sa\u00fade mental. Ela teve seu trabalho reconhecido por grandes nomes da psiquiatria mundial e, al\u00e9m de tratar de forma humanizada seus pacientes, mostrou ao mundo o grande potencial art\u00edstico que havia neles.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alagoana, nascida em Macei\u00f3 em 1905, Nise morreu aos 94 anos de idade, deixando um legado humanizado para a psiquiatria no Brasil. Formou-se em 1926, na Faculdade de Medicina da Bahia. Foi a \u00fanica mulher em uma turma de 157 m\u00e9dicos homens. Ap\u00f3s a morte do pai, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1927, onde fundamentou seu desenvolvimento intelectual e seu trabalho na \u00e1rea de sa\u00fade mental. Em 1933, come\u00e7ou a trabalhar no Servi\u00e7o de Assist\u00eancia a Psicopatas e Profilaxia Mental, no Hospital da Praia Vermelha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em um per\u00edodo em que o \u201cperigo vermelho\u201d fez o presidente Get\u00falio Vargas suspender os direitos civis e perseguir aqueles que eram considerados uma \u201camea\u00e7a \u00e0 paz nacional\u201d, Nise foi presa em 1936 por portar livros marxistas. Foi mantida em reclus\u00e3o no pres\u00eddio Frei Caneca por mais de um ano, onde partilhou cela com Olga Ben\u00e1rio &#8211; judia militante comunista que foi entregue, gr\u00e1vida, \u00e0 Gestapo de Hitler pelo governo brasileiro. Nise se tornou personagem real do livro <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Mem\u00f3rias do C\u00e1rcere<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, do seu tamb\u00e9m colega de pres\u00eddio, Graciliano Ramos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 15px; float: right;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/vermelho.png\" alt=\"\" width=\"380\" height=\"562\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s sair da pris\u00e3o, Nise da Silveira trabalhou no Hospital Psiqui\u00e1trico Pedro II, onde rebelou-se contra os m\u00e9todos at\u00e9 ent\u00e3o usados para o tratamento daqueles que eram considerados \u201cloucos e desajustados\u201d. Homossexuais, prostitutas, viciados em \u00e1lcool e entorpecentes, autistas, pacientes com epilepsia, todos aqueles que n\u00e3o se encaixassem nos padr\u00f5es de normalidade eram encarcerados e viviam em condi\u00e7\u00f5es sub-humanas. O objetivo dos manic\u00f4mios n\u00e3o era tratar os pacientes, porque n\u00e3o se acreditava na possibilidade de melhora: os locais serviam como um dep\u00f3sito, onde o principal objetivo era recolher da sociedade aqueles que \u00e0 \u00e9poca eram destoantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Choques el\u00e9tricos, camisas de for\u00e7a, isolamento e cirurgias eram meios brutais contra os quais Nise lutou ferozmente. Ela n\u00e3o somente criticou essas formas invasivas e violentas de tratamento, como apresentou alternativas para tratar os pacientes de forma mais humana. Nise n\u00e3o apenas via humanidade e lutava por condi\u00e7\u00f5es dignas de tratamento para essas pessoas, como tamb\u00e9m enxergava e estimulava suas potencialidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A psiquiatra criou um ateli\u00ea de arte como uma dessas alternativas: um espa\u00e7o idealizado por Nise da Silveira para que esquizofr\u00eanicos marginalizados pudessem se expressar artisticamente. Obras de diversos pacientes seus percorreram o mundo em exposi\u00e7\u00f5es nas mais prestigiadas galerias de arte. Hoje, est\u00e3o expostas no Museu de Imagens do Inconsciente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Nardi, \u201cNise conseguiu perceber que, atrav\u00e9s do desenho, seus pacientes poderiam trazer coisas do inconsciente e, assim, construir um v\u00ednculo com a realidade. \u00c9 atrav\u00e9s dessa express\u00e3o do inconsciente pelos desenhos que o paciente estabelece uma rela\u00e7\u00e3o com o mundo real\u201d. Para a psiquiatra santa-mariense, o limiar que determina quem deve ser internado ou n\u00e3o est\u00e1 na percep\u00e7\u00e3o da realidade: \u201co paciente \u00e9 internado quando est\u00e1 fora da realidade, quando possui del\u00edrios ou alucina\u00e7\u00f5es e representa risco para si e para os outros\u201d. Segundo Nardi, as artes dos pacientes representam uma ponte entre a realidade e o inconsciente dos pacientes, o que a psiquiatra define como \u201ccoisas que vivenciamos desde quando nascemos e que s\u00e3o guardadas em um n\u00edvel de consci\u00eancia abaixo do n\u00edvel do consciente, e que influenciam todas as nossas a\u00e7\u00f5es. O inconsciente se forma desde que se nasce (alguns dizem que at\u00e9 mesmo antes do nascimento), pelas viv\u00eancias que temos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 15px auto; display: block;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/casa-das-palmeiras.png\" alt=\"\" width=\"759\" height=\"377\" \/><\/span><\/p>\n<p><strong>Jung e o inconsciente<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com seus trabalhos e estudos, Nise despertou o interesse de Carl Gustav Jung, psicoterapeuta su\u00ed\u00e7o conhecido como pai da psicologia anal\u00edtica e cujas teorias eram estudadas pela psiquiatra no Brasil. Nise da Silveira introduziu e divulgou no pa\u00eds a psicologia junguiana. Durante anos, os dois trocaram cartas sobre as pinturas de seus pacientes, buscando entend\u00ea-las. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro encontro presencial entre os dois iria acontecer em 1957, durante o II Congresso Internacional de Psiquiatria. Foi quando a psiquiatra brasileira foi convidada por Jung para estudar com ele durante um ano na Su\u00ed\u00e7a, no Instituto Junguiano. L\u00e1 ela pode exp\u00f4r ao mundo as obras do Museu das Imagens do Inconsciente. Ap\u00f3s voltar ao Brasil, criou o Grupo de Estudos C. G. Jung, do qual foi presidente at\u00e9 sua morte, sendo considerada uma das maiores autoridades em Psicologia Junguiana no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nise foi uma das precursoras da luta antimanicomial, que ganhou for\u00e7a no final da d\u00e9cada de 1980, quando trabalhadores da \u00e1rea da sa\u00fade mental e familiares come\u00e7aram a denunciar o tratamento desumano dado aos pacientes e lutar por uma mudan\u00e7a no sistema de sa\u00fade, em busca de um tratamento mais humano.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"margin: 15px; float: right;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/para-saber-masui.png\" alt=\"\" width=\"380\" height=\"1041\" \/><\/p>\n<p><strong>A luta antimanicomial<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O dia nacional da luta contra manic\u00f4mios come\u00e7ou a ser comemorado em 18 de maio de 1987. Em 2001 foi aprovada a Lei 10.216, \u00a0conhecida como a \u201cLei da Reforma Psiqui\u00e1trica\u201d, que disp\u00f5e sobre a prote\u00e7\u00e3o e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em sa\u00fade mental. Levou mais de dez anos em tramita\u00e7\u00e3o para que a lei fosse aprovada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNessa \u00e9poca j\u00e1 existiam algumas mudan\u00e7as, mas a lei realmente garantiu os direitos dos pacientes com transtornos mentais, resgatando sua cidadania\u201d, comenta Nardi. A psiquiatra afirma que o resgate da cidadania do paciente \u00e9 fundamental, porque o preconceito com a quest\u00e3o da sa\u00fade mental ainda \u00e9 muito grande: \u201cpessoas acham que o doente mental n\u00e3o \u00e9 capaz de decidir, n\u00e3o \u00e9 capaz de pensar, n\u00e3o tem o seu querer, e a gente sabe que ele tem\u201d. Para Nardi, um paciente com transtorno mental, que possui dificuldade em se relacionar e \u00e9 isolado em um hospital, longe da fam\u00edlia, demora mais para apresentar quadros de melhora do que um paciente que fica em casa, perto da fam\u00edlia. \u201cPor que n\u00e3o podemos entender e aceitar que as pessoas podem ser diferentes? Elas podem apresentar o transtorno pelo resto da vida, mas existem tamb\u00e9m o afeto, o querer, o direito de ter um lugar na sociedade, mesmo tendo um transtorno mental\u201d, complementa Nardi.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao contr\u00e1rio de outros psiquiatras da \u00e9poca, Nise acreditava que os esquizofr\u00eanicos n\u00e3o sofriam de um enfraquecimento afetivo, pois eles demonstravam sentimentos atrav\u00e9s das pinturas e esculturas que faziam. Para estimular o afeto de seus pacientes, ela introduzia c\u00e3es e gatos nas cl\u00ednicas, chegando a cham\u00e1-los de co-terapeutas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, os hospitais contam com uma ala psiqui\u00e1trica espec\u00edfica para a sa\u00fade mental, tal qual as \u00e1reas geri\u00e1tricas para idosos e obst\u00e9tricas para gr\u00e1vidas. Al\u00e9m disso, existem os Centros de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (CAPS), onde o paciente recebe tratamento integral e di\u00e1rio, caso necess\u00e1rio. \u201cEle pode ir todos os dias, ser reavaliado e receber medica\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Nardi. Al\u00e9m disso, os CAPS s\u00e3o locais onde o paciente tamb\u00e9m pode realizar atividades terap\u00eauticas. H\u00e1, ainda, o Conselho Nacional de Sa\u00fade (CNS), \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que fiscaliza os hospitais e as pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p>At\u00e9 setembro deste ano, o Instituto Psiqui\u00e1trico Forense estava interditado parcialmente. Desde julho o local estava interditado por conta das m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de higiene e salubridade. Por\u00e9m uma nova vistoria realizada no in\u00edcio do mesmo m\u00eas, mostrou melhoras nas quest\u00f5es de higienes do local e na alimenta\u00e7\u00e3o dos pacientes.<\/p>\n<p>Reportagem: Carolina Escher, Maria Helena e Nicoli Saft<br \/>\nFotografia de capa: Leonardo Carneiro<br \/>\nInfogr\u00e1ficos: Nicolle Sartor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Psiquiatra brasileira, Nise da Silveira foi a pioneira no tratamento humanizado no pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":945,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1524],"tags":[],"class_list":["post-409","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=409"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/945"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}