{"id":4125,"date":"2018-08-07T17:20:07","date_gmt":"2018-08-07T20:20:07","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=4125"},"modified":"2021-05-27T12:53:38","modified_gmt":"2021-05-27T15:53:38","slug":"existe-solucao-magica-para-a-felicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/existe-solucao-magica-para-a-felicidade","title":{"rendered":"Existe solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica para a felicidade?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Felicidade, agora, ser\u00e1 discutida em sala de aula na UFSM. A partir do segundo semestre de 2018, a Disciplina Complementar de Gradua\u00e7\u00e3o (DCG) <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9tica e felicidade: li\u00e7\u00f5es da filosofia para uma vida boa<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> ser\u00e1 ofertada a toda comunidade acad\u00eamica, que pode inscrever-se at\u00e9 o dia 10 de agosto, na sala 2214 do pr\u00e9dio 74 A. A UFSM \u00e9 a segunda institui\u00e7\u00e3o do pa\u00eds a criar a disciplina, j\u00e1 ministrada na Universidade de Bras\u00edlia (UnB), com inspira\u00e7\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">em modelos de universidades norte-americanas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dejalma Cremonese, professor do departamento de Ci\u00eancias Sociais do Centro de Ci\u00eancias Sociais e Humanas (CCSH) da UFSM, \u00e9 o criador e respons\u00e1vel pela disciplina. Mestre em Filosofia e doutor em Pol\u00edtica, Dejalma dedicou dez anos em uma pesquisa sobre a exist\u00eancia humana. Para ele, \u201cnunca \u00e9 demais conhecer a si pr\u00f3prio\u201d. Pensando nisso, buscou em te\u00f3ricos da filosofia formas de entender e promover discuss\u00f5es que proporcionem melhorias pessoais no atual cen\u00e1rio do p\u00f3s-modernismo. A partir dos estudos, o professor publicou um livro com o mesmo nome da disciplina, utilizado na bibliografia trabalhada em sala de aula.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A equipe da revista Arco conversou com o professor Dejalma, que contou sobre a cria\u00e7\u00e3o, as expectativas e a did\u00e1tica da disciplinas. Confira:<\/span><\/p>\n<p><b>ARCO: Como surgiu a ideia de criar uma disciplina sobre felicidade?<\/b><\/p>\n<p><b>Dejalma: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Esta disciplina, na verdade, n\u00e3o \u00e9 nova. Ela j\u00e1 vinha sendo oferecida nos \u00faltimos seis anos pelo curso de Ci\u00eancias Sociais da UFSM, bacharelado e licenciatura, com o nome<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Filosofia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Ap\u00f3s uma reestrutura\u00e7\u00e3o curricular do bacharelado, a disciplina passou a se chamar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9tica e felicidade: li\u00e7\u00f5es da filosofia para uma vida boa<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, e tornou-se DCG<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Para tratar do tema, fiz a releitura da filosofia antiga e abstra\u00ed li\u00e7\u00f5es que podem ajudar a pensar sobre a exist\u00eancia humana, pois percebo que nossos alunos t\u00eam uma car\u00eancia muito grande dessa discuss\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>ARCO: Com base nas experi\u00eancias dos anos anteriores, como \u00e9 trabalhar a tem\u00e1tica da felicidade em sala de aula?<\/b><\/p>\n<p><b>Dejalma:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Nestes seis anos, tive em m\u00e9dia dez alunos por turma. Foi uma experi\u00eancia bonita, mas a nomenclatura n\u00e3o chamava a aten\u00e7\u00e3o das pessoas. Agora, viram no nome a palavra <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">felicidade<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, e o interesse cresceu. Pessoas at\u00e9 de fora da UFSM gostariam de participar. Isso pode ser um ind\u00edcio de que estamos muito infelizes e tentando buscar algo que nos ajude. <\/span><\/p>\n<p><b>ARCO: Como acontecem e o que se espera dos debates propostos em aula?<\/b><\/p>\n<p><b>Dejalma:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> N\u00f3s n\u00e3o temos receita. N\u00e3o se trata de um convertimento religioso e ideol\u00f3gico. N\u00f3s vamos apresentar um debate com uma leitura filos\u00f3fica, come\u00e7ando pelos mitos gregos, com algumas li\u00e7\u00f5es da \u00e9tica, virtude e felicidade. Depois, discutiremos o que \u00e9 filosofia como uma vida boa. Seguimos por S\u00f3crates, sobre o autoconhecimento. Passamos pelos helen\u00edsticos: Estoicos, C\u00ednicos e C\u00e9ticos. Depois, trabalharemos o que \u00e9 \u00e9tica, moral e felicidade nesse per\u00edodo em que vivemos. Ser\u00e1 que felicidade \u00e9 aparecer nas redes sociais, viajar e consumir? O meu objetivo \u00e9 que, livremente, os alunos percorram o caminho para dentro de si. Nas \u00faltimas duas aulas, talvez os alunos apresentem um projeto piloto do que sentiram durante o semestre. Pessoalmente eles v\u00e3o anotar o que lhes fizeram felizes naquele dia. No final, eles ter\u00e3o que apresentar um \u201cmodelo\u201d pr\u00f3prio de felicidade, a partir das suas experimenta\u00e7\u00f5es. Vai ser algo mais leve e tranquilo, e ao mesmo tempo reflexivo de uma forma pessoal. <\/span><\/p>\n<p><b>ARCO: A felicidade sempre foi entendida da mesma forma ao longo dos anos?<\/b><\/p>\n<p><b>Dejalma: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Na filosofia, o objetivo \u00e9 ajudar a descobrir dentro de si pr\u00f3prio o caminho a ser percorrido e o que traz felicidade. Podem ser pequenas coisas, como um p\u00f4r do sol, uma amizade, um abra\u00e7o carinhoso. Tem um autor argentino chamado Facundo Cabral, que fala que o problema hoje n\u00e3o \u00e9 o estresse e nem a ang\u00fastia, e sim, a distra\u00e7\u00e3o. Estamos muito distra\u00eddos para o que \u00e9 essencial na vida. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os gregos j\u00e1 entendiam a felicidade n\u00e3o como um momento de \u00eaxtase, mas como algo silenciado e continuado, conforme Arist\u00f3teles, na \u00e9tica nic\u00f4maca. \u00c9 uma quest\u00e3o muito subjetiva. Muita vezes n\u00e3o \u00e9 expressando a felicidade que voc\u00ea sente ela. Os gregos, dois mil e quinhentos anos atr\u00e1s, acreditavam na felicidade como o direito ao sil\u00eancio, a privacidade na solid\u00e3o, no bom sentido. A psicologia, a religi\u00e3o, a sociologia, contribuem para entender a felicidade e a filosofia pode contribuir para isso tamb\u00e9m. N\u00e3o \u00e9 uma filosofia acad\u00eamica, mas com quest\u00f5es pr\u00e1ticas da vida. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, a felicidade ganhou outras formas. Se voc\u00ea vai para Gramado, Canela, Miami, a viagem em si n\u00e3o tem import\u00e2ncia, e sim, que as pessoas tenham consci\u00eancia de que voc\u00ea est\u00e1 fazendo essa viagem. Voc\u00ea se produz, se arruma para uma festa ou para uma malha\u00e7\u00e3o, e posta nas redes sociais. Cem curtidas te d\u00e1 um elemento qu\u00edmico no c\u00e9rebro de satisfa\u00e7\u00e3o como se tivesse comido um chocolate ou ingerido uma bebida. A rede social \u00e9 um grande espelho narc\u00edsico p\u00f3s-moderno, que faz as pessoas se reafirmarem com o respaldo do outro. Na verdade, \u00e9 uma auto-afirma\u00e7\u00e3o. N\u00f3s n\u00e3o precisamos de nada disso para sermos felizes. <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_4152\" aria-describedby=\"caption-attachment-4152\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4152 size-large\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/UFSM.2018.036.030.RA_.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/UFSM.2018.036.030.RA_.jpg 1920w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/UFSM.2018.036.030.RA_-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/UFSM.2018.036.030.RA_-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/UFSM.2018.036.030.RA_-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/UFSM.2018.036.030.RA_-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4152\" class=\"wp-caption-text\">Professor Dejalma Cremonese, respons\u00e1vel pela disciplina<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>ARCO: Durante muitos anos voc\u00ea estudou a exist\u00eancia humana. Como foi esse processo?<\/b><\/p>\n<p><b>Dejalma: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Dos meus 25 aos 40 anos eu passei muito cansa\u00e7o e estresse, de n\u00e3o ver o mundo e o detalhe, e acabei acometido por ansiedade cr\u00f4nica de s\u00edndrome de p\u00e2nico. \u00c9 um momento de morte e de perda. Eu comecei a ressignificar a minha vida fazendo leituras filos\u00f3ficas. A partir dessas leituras, nesses dez anos, surgiu uma pesquisa longe da exig\u00eancia da academia e que virou um livro. Foi um renascer da minha pr\u00f3pria exist\u00eancia. Hoje eu tenho tempo para mim. Se quero descansar, fa\u00e7o sem peso na consci\u00eancia. O Eduardo Galeano, escritor que faleceu h\u00e1 pouco no Uruguai, dizia: \u201cTriste \u00e9 morrer e n\u00e3o ver o crep\u00fasculo jamais\u201d, ou seja, n\u00e3o poder admirar o p\u00f4r do sol para ele \u00e9 uma das grandes perdas para sua exist\u00eancia. Para n\u00f3s pode ser algo trivial, mas para ele o p\u00f4r do sol tinha sentido. Rubens Alves fala em um livro sobre a feira dos prazeres, no qual voc\u00ea tem que buscar um amor, uma m\u00fasica, um sabor. Vamos buscar a feira dos prazeres, pois amanh\u00e3 \u00e9 sil\u00eancio e esquecimento, o tempo passa e n\u00e3o vivemos. Eu sofri quando corri atr\u00e1s da gradua\u00e7\u00e3o, do mestrado e doutorado e deixei de viver. Eu perdi no m\u00ednimo 25 anos da minha exist\u00eancia vivendo de uma maneira aut\u00f4mata. Perdi a minha subjetividade, sempre correndo atr\u00e1s da vida e perdendo o momento de juventude. O importante \u00e9 o processo da vida. Os gregos e os estoicos tinham essa no\u00e7\u00e3o de viver o momento presente intensamente, mas n\u00e3o como o Carpe Diem, que leva isso como beber, fumar, se drogar. Viver o momento presente com reflex\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><b>ARCO: Que fatores s\u00e3o levados em considera\u00e7\u00e3o para estudar felicidade?<\/b><\/p>\n<p><b>Dejalma:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> A filosofia \u00e9 a m\u00e3e de todas. Atrav\u00e9s do aspecto de reflex\u00e3o de alguns pensadores, eu vou confrontar essas ideias com a realidade na p\u00f3s-modernidade. Al\u00e9m disso, vou propor a experi\u00eancia de durante o semestre prestar aten\u00e7\u00e3o em si mesmo e nas coisas que rodeiam. Vai ser uma desconstru\u00e7\u00e3o ou uma constru\u00e7\u00e3o da pessoa em si, como, tamb\u00e9m, pode ser uma leitura de cl\u00e1ssicos, que j\u00e1 ajuda bastante. Grande parte de quem est\u00e1 na universidade hoje veio cedo para c\u00e1, com 17 e 18 anos, sem os pais, migram de curso, evadem, ou est\u00e3o aqui por press\u00e3o da fam\u00edlia e sociedade. Ent\u00e3o, por que n\u00e3o trabalhar com essas pessoas sobre a exist\u00eancia? A educa\u00e7\u00e3o na Paideia grega levava em conta o cognitivismo, o conhecimento racional, a m\u00fasica, poesia, a beleza f\u00edsica &#8211; que eles adoravam -, a medicina do corpo e da alma. N\u00e3o era s\u00f3 o cognitivo, como a universidade hoje est\u00e1 amparada.<\/span><\/p>\n<p><b>ARCO: Quais foram as conclus\u00f5es da pesquisa? <\/b><\/p>\n<p><b>Dejalma:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Primeiro, felicidade n\u00e3o significa sorriso nos l\u00e1bios, ela \u00e9 subjetiva. Trabalhar essa tem\u00e1tica n\u00e3o significa que o professor seja inteiramente feliz, pois temos perdas emocionais, afetivas, medos, saudades, dor, ang\u00fastia\u2026 Temos que encontrar algo dentro de n\u00f3s que nos realize. Felicidade \u00e9 viver uma vida simples, desprendida de tudo, at\u00e9 da pr\u00f3pria vida. \u00c9 estar disposto tamb\u00e9m a aceitar a morte com consci\u00eancia para naturaliz\u00e1-la. Viver o momento presente. Viver moderadamente, como diziam os gregos: \u201cviver o meio termo\u201d. N\u00e3o afrontar a divindade, a natureza, o que eles chamam de <em>hybris<\/em>. Buscar uma vida virtuosa, regrada e racional. Epicuro disse que para ser feliz voc\u00ea tem que ter tr\u00eas coisas: \u00a0sa\u00fade, amigos e reflex\u00e3o. N\u00f3s matamos a alma, pois vivemos em uma sociedade do cansa\u00e7o, da culpa e do individualismo. Estamos morrendo de infarto da alma. S\u00e3o v\u00e1rias conclus\u00f5es depois de uma pesquisa exist\u00eancia de dez anos. <\/span><\/p>\n<p><b>ARCO: Dentro das percep\u00e7\u00f5es de mudan\u00e7as nos h\u00e1bitos, o que podemos fazer?<\/b><\/p>\n<p><b>Dejalma: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Algumas pessoas v\u00e3o atr\u00e1s do budismo, por exemplo. Estamos vivendo a era do esoterismo, tem quest\u00f5es que s\u00e3o racionais que contribuem com sua filosofia oriental, por exemplo o budismo. Mas temos que ter cuidado para n\u00e3o cair em um caminho religioso mercadol\u00f3gico. Muitas vezes, precisamos de racionalidade para certas coisas. Tem gente acreditando em pedras, \u00e1rvores, metais, pir\u00e2mides, gnomos, hor\u00f3scopo. Vivemos uma <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">miscel\u00e2nia<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, pois h\u00e1 o desespero total, tanto que entre os cinco livros vendidos no mundo, um \u00e9 de auto-ajuda. \u00c9 uma tentativa desenfreada de procurar solu\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas que n\u00e3o temos. A filosofia faz perguntas e questionamentos, mas n\u00e3o d\u00e1 respostas. Voc\u00ea vai ter que encontr\u00e1-las dentro de si. Muito cuidado para n\u00e3o cair na armadilha de que tudo pode ajudar. Tem que ter racionalidade para isso tamb\u00e9m. Se a literatura pode ajudar, \u00f3timo, s\u00f3 que para minha compreens\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 dando respostas para as pessoas que elas v\u00e3o melhorar de vida. Se voc\u00ea se motivar endogenamente, voc\u00ea vai descobrir dentro de ti motiva\u00e7\u00f5es que fazem voc\u00ea viver. N\u00e3o existe modelo para a exist\u00eancia humana. <\/span><\/p>\n<p><strong>Reportagem:<\/strong> Bibiana Pinheiro<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o:<\/strong> Andressa Motter, acad\u00eamica de Jornalismo<\/p>\n<p><strong>Fotografias:<\/strong> Rafael Happke<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disciplina ofertada pelo professor Dejalma Cremonese da UFSM discute a exist\u00eancia humana e a busca da felicidade <\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":4153,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1814],"tags":[1018,1020,1022,1024,1026],"class_list":["post-4125","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-humanidades","tag-disciplina","tag-existencia-humana","tag-felicidade","tag-filosofia","tag-subjetividade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4125","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4125"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4125\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4153"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}