{"id":414,"date":"2017-01-06T12:59:07","date_gmt":"2017-01-06T14:59:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2017\/01\/06\/post414\/"},"modified":"2017-01-06T12:59:07","modified_gmt":"2017-01-06T14:59:07","slug":"post414","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post414","title":{"rendered":"Dedica\u00e7\u00e3o ao Hip-Hop"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/IMG_8514.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nascido no ano de 1974, na mesma d\u00e9cada em que a cultura Hip-Hop come\u00e7a a repercutir pelo mundo, segundo filho entre quatro \u2013 duas irm\u00e3s mais novas, Elis\u00e2ngela e Edilaine, e um irm\u00e3o mais velho de cria\u00e7\u00e3o, Carlos Alberto -, Vitor tinha uma rela\u00e7\u00e3o boa com os pais, Jos\u00e9 Escobar e Maria de F\u00e1tima Escobar. A fam\u00edlia, de origem humilde, tinha na m\u00e3e a figura de trabalhadora dom\u00e9stica e, at\u00e9 1980, o pai como trabalhador do campo. Indo para a cidade, nesse mesmo ano, a m\u00e3e se manteve no mesmo posto de trabalho, enquanto o pai foi trabalhar na f\u00e1brica de massas Denardin Corrieri.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Corria a escola. Ainda nas s\u00e9ries iniciais, Vitor faltava algumas vezes \u00e0s aulas para ir ao cinema, brincar de bodoque, bolinha de gude ou mesmo ficar jogando bola at\u00e9 mais tarde nas quadras da escola, j\u00e1 que estudava no col\u00e9gio Parque Pinheiro Machado, que leva o mesmo nome do bairro onde a escola ainda funciona e onde morava sua fam\u00edlia. A prefer\u00eancia por filmes \u00e0s aulas fez com que V\u00edtor rodasse na quarta s\u00e9rie na disciplina de ingl\u00eas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Naquela \u00e9poca meu irm\u00e3o mais velho j\u00e1 tinha reprovado mais vezes, ent\u00e3o eu passei batido por ter que repetir o ano \u2013 conta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Depois daquele ano, pegou o embalo e se formou sem mais nenhuma reprova\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ter sido aluno da primeira turma do Projeto \u201cProdutores Mirins\u201d da Funda\u00e7\u00e3o Educacional e Cultural de Desenvolvimento e Aperfei\u00e7oamento da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura, FUNDAE. Nesse projeto, \u00e0s crian\u00e7as eram ensinadas t\u00e9cnicas em Agropecu\u00e1ria, como o cuidado com cabras, vacas, al\u00e9m dos aprendizados de cuidados com o solo e plantio de v\u00e1rias verduras, legumes e frutas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Com 13 anos, V\u00edtor come\u00e7ou a trabalhar numa granja, onde plantava e colhia hortali\u00e7as. Ficou nesse trabalho at\u00e9 os 14 anos. Depois, foi trabalhar junto ao pai na mesma empresa, em que limpava os tabuleiros onde ca\u00edam as massas e que, com o tempo, acumulavam p\u00f3 e ficavam sujas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Eu trabalhava em turno contr\u00e1rio \u00e0 escola. Ganhava por m\u00f3dulo, e cada m\u00f3dulo tinha 40 tabuleiros que n\u00e3o podiam ser lavados. Eles tinham que ser escovados, porque se fossem molhados acabavam estragando as massas que neles ca\u00edam no processo produtivo. Limpava cerca de 20 m\u00f3dulos por jornada de trabalho, que duravam cerca de quatro horas cada \u2013 relata.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para al\u00e9m da escola e do trabalho: da luta ao balet<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nessa \u00e9poca, Vitor lutava boxe tailand\u00eas, mas aos nove anos tivera contato com a dan\u00e7a atrav\u00e9s do av\u00f4, que o levava para o CTG ver as invernadas. Do lado de fora das pistas, Vitor repetia os passos e tentava aprender. Foi chamado para participar, mas ficou nesse processo somente por dois meses, porque o av\u00f4 adoeceu e o contato com as dan\u00e7as ga\u00fachas acabou se perdendo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Faixa marrom na arte marcial, Vitor passou cinco anos praticando, at\u00e9 que foi convidado a se retirar por tomar uma atitude em uma competi\u00e7\u00e3o que acabou fraturando o bra\u00e7o do outro competidor. Na disputa dentro do ringue, golpeou o oponente de maneira ilegal, acabou por ganhar a luta e passou despercebido pelo \u00e1rbitro. Ao virar de costas para comemorar a vit\u00f3ria, foi agredido, revidou de forma a desrespeitar as regras da arte marcial e, por isso, perdeu seus certificados e faixas conquistadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Preocupada, a professora chamou Maria de F\u00e1tima para alertar que n\u00e3o seria poss\u00edvel manter o filho \u2013 muito agitado na escola \u2013 sem que ele realizasse alguma atividade para dissipar energia. A professora sugeriu, ent\u00e3o, que Vitor come\u00e7asse a praticar ballet, porque dessa maneira ele conseguiria se disciplinar atrav\u00e9s de alguma atividade mais calma. Sem resmungar, Vitor come\u00e7ou a praticar a dan\u00e7a, mas acabou, no processo, se aproximando mais do Jazz e do Dance Music. Tinha cerca de dezessete anos quando conheceu outros garotos que formaram o grupo CashBox.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; N\u00f3s dan\u00e7\u00e1vamos com o pessoal da Rede Atl\u00e2ntida aos domingos, faz\u00edamos apresenta\u00e7\u00f5es na Avenida Presidente Vargas em um evento chamado Esta\u00e7\u00e3o Atl\u00e2ntida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No final de 1994, o grupo acabou. Vitor tinha 20 anos e viu os membros do grupo se dissipando, seguindo suas vidas. Com os remanescentes, conversou que iria seguir para outro caminho na dan\u00e7a. A dan\u00e7a de rua entrava de vez na vida dele.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/IMG_8510.jpg\" alt=\"\" width=\"484\" height=\"727\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre armas e amores<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ausente das lutas marciais e tamb\u00e9m do ballet, com 16 anos saiu da limpeza dos m\u00f3dulos, na f\u00e1brica de massas, para entrar no processo de produ\u00e7\u00e3o, trabalhando como operador de m\u00e1quina e tamb\u00e9m no almoxarifado da empresa. Com os recentes 17 anos, viajou para o Festival de Dan\u00e7as de Joinville, em Santa Catarina, evento onde conheceu Marcelo Cirino, um dos precursores das dan\u00e7as urbanas no Brasil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Ele me disse que se eu fosse a S\u00e3o Paulo era para procur\u00e1-lo. A\u00ed, uns seis meses antes de entrar para o ex\u00e9rcito, eu pedi umas f\u00e9rias que eu tinha acumulada na empresa e fui para Santos. Fiz o curso \u201cProjeto Dan\u00e7as de Rua do Brasil\u201d e retornei para c\u00e1 somente uma semana antes de me apresentar no Ex\u00e9rcito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1992, voltou para fazer parte do PELOPES como Soldado Efetivo Vari\u00e1vel, no Pelot\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Especiais do Ex\u00e9rcito. O servi\u00e7o, que \u00e0 \u00e9poca tamb\u00e9m era obrigat\u00f3rio, garantiu a Vitor que, prestando seu um ano, poderia sair e continuar trabalhando na mesma empresa. Os bra\u00e7os acostumados a limpar m\u00f3dulos aprenderam a manejar armas ou qualquer coisa que fosse necess\u00e1rio. Apesar dos trajes diferenciados do Pelot\u00e3o, o trabalho era intenso. V\u00edtor n\u00e3o quis continuar servindo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Com 19 anos conheceu Joice, num baile de R\u00e9veillon na antiga boate Valentino\u2019s. Os amigos duvidaram que, baixinho, Vitor conseguiria conquistar aquela mulher alta. Saiu rumo \u00e0 pista de dan\u00e7a e, fazendo alguns passos de Hip-Hop que j\u00e1 conhecia, conseguiu chamar a aten\u00e7\u00e3o dela. Conversaram e, por fim, se beijaram. No outro dia, estava ele de novo, com os mesmos amigos, em outra festa. Inseguro de que ela n\u00e3o quisesse mais nada, passou por ela algumas vezes at\u00e9 que foi chamado novamente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Tu n\u00e3o vais ficar aqui junto comigo? \u2013 exclamou Joice. E est\u00e3o juntos at\u00e9 hoje.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Trabalhou at\u00e9 os 23 anos na mesma empresa de massas. De 1993 a 1997 trabalhou tamb\u00e9m como subchefe de se\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m na expedi\u00e7\u00e3o, em que ficava respons\u00e1vel de organizar os pedidos para dentro e fora de Santa Maria, al\u00e9m de ajudar no carregamento dos caminh\u00f5es de entrega. S\u00f3 n\u00e3o trabalhou no setor administrativo, mas conheceu todo o processo produtivo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A dan\u00e7a como protagonista<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em mar\u00e7o de 1997, estava em forma\u00e7\u00e3o o Mecanic Street Dance. Do fim do Cashbox, em 1994, at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do grupo, Vitor fez cursos em Porto Alegre, Passo Fundo, Bento Gon\u00e7alves, Canoas, Viam\u00e3o. Tamb\u00e9m foi, novamente, a Santa Catarina.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Parar de dan\u00e7ar, nunca parei. Nesse per\u00edodo, eu s\u00f3 n\u00e3o tinha um grupo estruturado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Desligado da empresa onde trabalhou por 10 anos, dedicou-se exclusivamente \u00e0 dan\u00e7a. Fez muitos cursos e comprou uma quantidade grande de fitas cassete, que precisava ficar esperando ser entregue para assistir e treinar. No ano de 2002, fraturou a pr\u00f3pria perna.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Eu fazia acrobacias. Cheguei em meio a um ensaio e sem me aquecer ou alongar fui dar um mortal para frente. N\u00e3o sa\u00ed do ch\u00e3o, tive fratura exposta no joelho e fiquei por um ano e meio sem poder fazer nada. Precisei fazer quatro cirurgias na perna e at\u00e9 hoje tenho uma placa e dois parafusos por causa dessa fratura.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Podendo andar, ainda que de muletas, Vitor ia aos treinos e indicava ao grupo os movimentos que precisava fazer, ansiado por poder participar. Quando p\u00f4de voltar aos ensaios, no final de 2003, decidiu que n\u00e3o mais faria manobras que pudessem colocar sua integridade em risco e passou a ensinar t\u00e9cnicas e acrobacias, al\u00e9m de focar na dire\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de coreografias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; O grupo precisa aparecer. Meu trabalho s\u00f3 se mostra atrav\u00e9s do brilho deles. Eu n\u00e3o viso me destacar em meio ao grupo e dan\u00e7o por me sentir bem, feliz \u2013 afirma.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/Imagem13.png\" alt=\"\" width=\"762\" height=\"543\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Contradi\u00e7\u00f5es em &#8220;viver da dan\u00e7a&#8221;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">De 2003 a 2012 a vida de Vitor se fez turbulenta. Questionado sobre a possibilidade de viver da dan\u00e7a, defendia que o valor recebido por um trabalho ou por outro em nada diferia, mas acabou se rendendo e escolhendo trabalhar durante a noite, para ter a carteira assinada, e manter os projetos envolvendo a dan\u00e7a durante o dia, numa rotina cansativa. Chegou a trabalhar na F\u00e1brica da Coca-Cola em Santa Maria, no Frigor\u00edfico Silva (interior de Santa Maria) e retornou \u00e0 Corrieri por mais um ano. Fez curso para atuar como vigilante, al\u00e9m de trabalhar como porteiro e tamb\u00e9m conferente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Minha rotina era de trabalhar das 22h at\u00e9 \u00e0s 7h30. Eu chegava em casa, tomava banho e \u00e0s 9h ia ou para o Itarar\u00e9, na Escola Walter Jobim, ou na Vila Schirmer, na Escola R\u00f4mulo Zanchi, onde dava aula at\u00e9 \u00e0s 16h. Chegava em casa \u00e0s 17h, comia, tomava banho e dormia at\u00e9 20h. Acordava, conversava com a minha fam\u00edlia e sa\u00eda \u00e0s 21h30 para trabalhar de novo. Tudo isso pra poder me manter trabalhando com dan\u00e7a \u2013 conta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vitor ainda deu aula nas escolas Dom Ant\u00f4nio Reis, no bairro Salgado Filho e tamb\u00e9m na Vila Kennedy, na escola Marechal Rondon. Em 2005, numa crise existencial, Vitor colocou fora algumas mem\u00f3rias em fotos, fitas, trof\u00e9us. Decidiu dar por encerrada a exist\u00eancia do grupo. Tr\u00eas meses depois, voltou aos ensaios. Lembra-se de uma apresenta\u00e7\u00e3o feita na Saldanha Marinho que, contrariando as d\u00favidas, encheu a pra\u00e7a com pessoas para verem a apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica de dan\u00e7as urbanas acontecida no ponto central da cidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o com informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; A noite envelhece. Voc\u00ea v\u00ea algu\u00e9m que trabalha de noite e ela parece muito mais velha do que \u00e9 realmente. Eu cheguei num momento em que me sentia impaciente, intolerante, irritado. Ent\u00e3o decidi parar. Queria quebrar o gesso desse sistema repetitivo e sair desse ciclo, por isso criei a ACEPS \u2013 conta Vitor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2013, teve in\u00edcio a Associa\u00e7\u00e3o de Artes, Culturas, Eventos e Projetos Sociais. A ideia, segundo Vitor, era \u201ccriar um projeto em que jovens, atrav\u00e9s da dan\u00e7a, alcan\u00e7assem inclus\u00e3o social\u201d. Al\u00e9m dele, representantes de outros segmentos art\u00edsticos fizeram parte da forma\u00e7\u00e3o. Atualmente, a ACEPS conta com um grupo de 40 pessoas, mas apenas 13 delas fazem parte do Mecanic Street Dance.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os outros integrantes s\u00e3o contabilizados em fun\u00e7\u00e3o das oficinas e eventos itinerantes organizados pela ACEPS, que auxiliam na forma\u00e7\u00e3o de outros grupos da cidade e visita escolas em Santa Maria atrav\u00e9s do projeto Dan\u00e7a e Cidadania. A Associa\u00e7\u00e3o se mant\u00e9m tamb\u00e9m em S\u00e3o Sep\u00e9, onde trabalha com 25 alunos e alunas que contam com o investimento de recursos da Prefeitura da cidade. Em Santa Maria, o Projeto tamb\u00e9m funciona de maneira volunt\u00e1ria. Para arrecadar dinheiro, a Associa\u00e7\u00e3o realiza a\u00e7\u00f5es como rifas, almo\u00e7os e tamb\u00e9m eventos culturais com dan\u00e7as e outras formas de apresenta\u00e7\u00e3o envolvidas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Vitor, a ideia dos projetos n\u00e3o \u00e9 fornecer aos alunos e alunas somente a dan\u00e7a, mas tamb\u00e9m fazer uma forma\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a os alunos entenderem, de fato, o que \u00e9 a cultura Hip-Hop, sua origem, sua hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que os alunos e alunas tenham forma\u00e7\u00e3o com informa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;42 anos e dan\u00e7ando como se tivesse 25&#8221;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A Associa\u00e7\u00e3o trabalha em todas as regi\u00f5es de Santa Maria e a aceita\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o por parte das comunidades existem fortemente, porque elas enxergam que o projeto faz bem \u00e0s crian\u00e7as. A ACEPS funciona como uma incubadora, dando aporte jur\u00eddico \u00e0s pessoas que tiverem e quiserem submeter projetos \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Ela foi uma maneira de oficializar o trabalho que Vitor j\u00e1 vinha fazendo h\u00e1 anos e de dar continuidade a projetos que haviam sido encerrados, de modo que as crian\u00e7as n\u00e3o perdessem contato com a dan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, Vitor n\u00e3o trabalha a noite toda como fez durante quase dez anos. Ainda assim, escolhe a noite para trabalhar como porteiro, no pr\u00e9dio que fica em cima da livraria Athena, de segunda \u00e0 sexta-feira, das 19h \u00e0s 23h e coloca os projetos de dan\u00e7a \u00e0 frente durante o dia. Continua vivendo com Joice e com a filha mais nova, Bianca, no bairro Cipriano da Rocha, zona oeste de Santa Maria. As filhas mais velhas, Paola e Paloma, j\u00e1 moram sozinhas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dos 42 anos de vida, vinte e cinco Vitor passou dan\u00e7ando. E \u00e9 com 25 que ainda se sente quando dan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; A vida seguidamente nos d\u00e1 respostas negativas, mas temos que buscar sempre pelo Sim. Eu n\u00e3o sou de desistir, luto muito para alcan\u00e7ar meus objetivos e espero que esse esfor\u00e7o renda bons frutos no futuro.<\/span><\/p>\n<p>Reportagem: Germano Molardi<br \/>\nFotografia: Rafael Happke<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de Vitor Escobar se mistura com a hist\u00f3ria do Hip-Hop em Santa Maria<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":771,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1524],"tags":[],"class_list":["post-414","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=414"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/414\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/771"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}