{"id":4160,"date":"2018-08-08T18:23:01","date_gmt":"2018-08-08T21:23:01","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=4160"},"modified":"2018-08-08T18:23:01","modified_gmt":"2018-08-08T21:23:01","slug":"energia-nuclear-so-serve-para-a-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/energia-nuclear-so-serve-para-a-guerra","title":{"rendered":"Energia nuclear s\u00f3 serve para a guerra?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando falamos em energia nuclear, \u00e9 comum nos remetermos \u00e0s cenas de destrui\u00e7\u00e3o em massa, dor e sofrimento. Mas essa n\u00e3o \u00e9 a sua \u00fanica aplica\u00e7\u00e3o. Na verdade, o professor Jos\u00e9 Antonio Trindade, do Departamento de F\u00edsica da UFSM, explica que <\/span><b>o ramo b\u00e9lico \u00e9 onde a energia nuclear foi menos utilizada ao longo da hist\u00f3ria. <\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, no Jap\u00e3o, no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, foram os \u00fanicos usos de armas nucleares em batalha at\u00e9 hoje. Posteriormente, com a Guerra Fria, as duas superpot\u00eancias detentoras desta tecnologia buscaram intimidar seus inimigos com a realiza\u00e7\u00e3o de testes de seus arsenais. Com novos estudos e experimentos, o poder de destrui\u00e7\u00e3o de armas nucleares se desenvolveu de maneira exponencial. A efeito de compara\u00e7\u00e3o, a bomba de Hiroshima era medida em quilotoneladas, ou seja: quantas milhares de toneladas de TNT (<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">trinitrotolueno)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> seriam equivalentes \u00e0 pot\u00eancia da bomba nuclear; hoje, j\u00e1 se fala em bombas medidas por megatoneladas, ou seja, milh\u00f5es de toneladas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O professor Jos\u00e9 pontua que \u201ctudo isso, justificadamente, gera muita apreens\u00e3o\u201d, mas que existem acordos internacionais que buscam limitar ou impedir a prolifera\u00e7\u00e3o de armas nucleares. Ademais, \u00e9 necess\u00e1rio ressaltar que \u201co mal n\u00e3o est\u00e1 na tecnologia, mas no uso que se faz dela\u201d, e para isso o professor faz uma analogia: \u201cUma simples faca &#8211; que para mim \u00e9 um instrumento de cozinha &#8211; torna-se uma arma na m\u00e3o de um assassino\u201d. Em, complemento, <a href=\"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=2920\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o embaixador <\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">brasileiro S\u00e9rgio de Queiroz Duarte destaca que, em 2017, 122 pa\u00edses, inclusive o Brasil, negociaram e adotaram um tratado de proibi\u00e7\u00e3o dessas armas, apesar da oposi\u00e7\u00e3o dos possuidores.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A energia nuclear \u00e9 a energia do n\u00facleo dos \u00e1tomos &#8211; <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">as part\u00edculas mais pequenas nas quais um material pode ser dividido. No n\u00facleo de cada \u00e1tomo existem dois tipos de part\u00edculas: os n\u00eautrons e os pr\u00f3tons, que se mant\u00eam unidos. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A for\u00e7a nuclear fraca, de curto alcance, \u00e9 a vari\u00e1vel que conserva unidas tais part\u00edculas, do mesmo modo que a for\u00e7a el\u00e9trica mant\u00e9m unidos os \u00e1tomos de uma mol\u00e9cula. A radioatividade &#8211; ou decaimento radioativo &#8211; \u00e9 resultado de transforma\u00e7\u00f5es sofridas pelos n\u00facleos at\u00f4micos, em rea\u00e7\u00f5es conhecidas como fiss\u00e3o e fus\u00e3o. Na primeira, o n\u00facleo \u00e9 dividido em n\u00facleos menores, enquanto na segunda, n\u00facleos menores combinam-se para formar n\u00facleos de \u00e1tomos maiores. Tais processos podem ser acompanhados de absor\u00e7\u00e3o ou libera\u00e7\u00e3o de energia, pass\u00edvel de ser utilizada para fins diversos: desde a medicina, at\u00e9 a agricultura, por exemplo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=4247\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><b>+ Descubra 11 aplica\u00e7\u00f5es da energia nuclear<\/b><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pesquisas desenvolvidas entre os s\u00e9culos 19 e 20 possibilitaram grandes avan\u00e7os no uso da energia nuclear, especialmente para fins pac\u00edficos. Ent\u00e3o, \u00e9 mito! Energia nuclear n\u00e3o serve somente para guerra &#8211; e este, inclusive, foi o ramo que menos a utilizou at\u00e9 hoje. <\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4237\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/Mit\u00f4metro_5_mito.png\" alt=\"\" width=\"690\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/Mit\u00f4metro_5_mito.png 690w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/Mit\u00f4metro_5_mito-300x196.png 300w\" sizes=\"(max-width: 690px) 100vw, 690px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Reportagem: <\/strong>Tainara Liesenfeld<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o:<\/strong> Andressa Motter, acad\u00eamica de Jornalismo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao pensarmos em energia nuclear, nos remetemos a destrui\u00e7\u00f5es e cat\u00e1strofes. Mas ser\u00e1 que essa \u00e9 sua \u00fanica aplica\u00e7\u00e3o?<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":4161,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1531],"tags":[1034,1038,1040,540],"class_list":["post-4160","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dossie-energia-nuclear","tag-bomba-nuclear","tag-energia-nuclear","tag-guerra","tag-mitometro"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4160"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4160\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4161"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}