{"id":4212,"date":"2018-08-23T20:03:05","date_gmt":"2018-08-23T23:03:05","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=4212"},"modified":"2021-02-11T15:35:24","modified_gmt":"2021-02-11T18:35:24","slug":"a-sobrecarga-invisivel-na-universidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/a-sobrecarga-invisivel-na-universidade","title":{"rendered":"A sobrecarga invis\u00edvel na Universidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-4344 size-thumbnail alignleft\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/trigger-warning-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/>Esta mat\u00e9ria possui conte\u00fado que pode desencadear fortes emo\u00e7\u00f5es. Caso voc\u00ea esteja passando por\u00a0<\/strong><strong>um momento de maior sensibilidade tenha cautela ao prosseguir com a leitura. Se se sentir desconfort\u00e1vel interrompa a leitura e volte quando estiver mais forte emocionalmente.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cNo dia em que entreguei a vers\u00e3o final da minha disserta\u00e7\u00e3o, voltei sozinha da Universidade pro centro. Quando cheguei perto do Theatro Treze de Maio, eu parei. N\u00e3o sabia aonde estava indo. Entrei em p\u00e2nico porque sabia que era uma crise e eu estava sozinha. Era pra ser um dia feliz, um dia de me sentir competente, mas eu fui engolida por essa coisa horr\u00edvel\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esse relato \u00e9 de Lu\u00edsa Greff, que cursa o doutorado em Letras na UFSM, mas tamb\u00e9m pode ser tomado como realidade pr\u00f3xima de outros tantos estudantes. Comumente, hist\u00f3rias parecidas exp\u00f5em a press\u00e3o acad\u00eamica e os altos n\u00edveis de estresse como parte da experi\u00eancia universit\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para algumas pessoas, entrar na universidade \u00e9 um dos primeiros passos rumo \u00e0 independ\u00eancia da fam\u00edlia. Desde cedo, o jovem se depara com uma s\u00e9rie de desafios, a come\u00e7ar pela prepara\u00e7\u00e3o e ingresso em vestibulares e processos seletivos. Depois, sua capacidade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 posta \u00e0 prova: grande parte das vezes envolve sair de casa, ambientar-se em uma cidade distinta, conhecer pessoas novas, inserir-se e ampliar o c\u00edrculo de amigos. Junto a isso, h\u00e1 um processo maior, que compreende adaptar-se \u00e0 vida acad\u00eamica e conciliar os estudos com a vida pessoal. O conjunto de a\u00e7\u00f5es que antecedem e acompanham a nova rotina pode acarretar problemas f\u00edsicos e\/ou psicol\u00f3gicos at\u00e9 ent\u00e3o inexistentes ou, ainda, piorar a situa\u00e7\u00e3o daquelas pessoas que j\u00e1 possuem algum transtorno.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O problema \u00e9 vis\u00edvel, mas de onde ele vem? Por que os alunos est\u00e3o adoecendo no ensino superior? O que faz com que a universidade seja, por vezes, apontada como culpada? Seriam os professores os \u201cvil\u00f5es\u201d da hist\u00f3ria?<\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4213 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/09_01_CAPA_SITE-300x173.jpg\" alt=\"\" width=\"432\" height=\"249\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/09_01_CAPA_SITE-300x173.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/09_01_CAPA_SITE-768x443.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/09_01_CAPA_SITE-1024x590.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/09_01_CAPA_SITE.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 432px) 100vw, 432px\" \/><\/p>\n<p><b>O debate nas redes<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nos \u00faltimos anos, o compartilhamento de relatos e experi\u00eancias pessoais nas redes sociais foi um importante mecanismo para o assunto ganhar mais visibilidade. Frente a isso, estudantes de diversas universidades no pa\u00eds protagonizaram movimentos com o intuito de debater temas pertinentes \u00e0 sa\u00fade mental do estudante e questionar as l\u00f3gicas produtivistas do universo acad\u00eamico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 2017, uma s\u00e9rie de tentativas de suic\u00eddio entre alunos do quarto ano de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) chamou a aten\u00e7\u00e3o da m\u00eddia, e a express\u00e3o #EstamosJuntos mobilizou estudantes e professores de uma das melhores faculdades do pa\u00eds. Ainda, na mesma institui\u00e7\u00e3o, outro exemplo foi a campanha #N\u00e3o\u00c9Normal, criada por alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e que possui mais de 30 mil curtidas na p\u00e1gina do Facebook. A hashtag \u00e9 seguida de frases como: &#8220;esperar entrar de f\u00e9rias para poder cuidar da sa\u00fade\u201d e \u201cficar fazendo trabalho durante os feriados sem poder voltar para casa e rever a fam\u00edlia&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Paralelo a isso, o texto Eu n\u00e3o sou um mau aluno, de autoria desconhecida, viralizou nas redes sociais. A escrita faz men\u00e7\u00e3o a epis\u00f3dios da vida acad\u00eamica: noites mal dormidas, notas baixas, afastamento dos amigos e da fam\u00edlia. Muitos estudantes se identificaram com a narrativa e, apesar de questionarem a rotina exaustante, culpabilizavam-se: teriam se tornado maus alunos diante de uma s\u00e9rie de fatores estruturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A cientista social e antrop\u00f3loga Rosana Pinheiro-Machado, atualmente professora titular visitante da UFSM no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancias Sociais, tem pesquisas relacionadas ao tema. No texto Depress\u00e3o e sofrimento na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o: frescura cat\u00e1rtica ou sa\u00fade p\u00fablica?, publicado em abril de 2018, ela defende que \u201cainda h\u00e1 uma car\u00eancia do tema no debate p\u00fablico\u201d, pois \u00e9 custoso para as pessoas admitirem falhas individuais. Apesar de a vida acad\u00eamica ser permeada por momentos de escrita e produ\u00e7\u00e3o \u2013 a\u00e7\u00f5es que, naturalmente, podem gerar ansiedade e agita\u00e7\u00e3o mental \u2013, o fen\u00f4meno hoje atinge propor\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas. Portanto, deve ser encarado por uma rede ampla de profissionais que atuam no ensino superior.<\/span><\/p>\n<p><b>O entusiasmo desgastado<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para al\u00e9m dos muros e das salas de aula das universidades, a rotina acad\u00eamica \u00e9, muitas vezes, romantizada e idealizada. O estudante de Medicina da UFSM Geferson Pelegrini conta que, no per\u00edodo que antecede a faculdade, j\u00e1 \u00e9 \u201cnatural\u201d que aconte\u00e7a a priva\u00e7\u00e3o de elementos importantes da vida social para alcan\u00e7ar o objetivo t\u00e3o sonhado. \u201cAcredito que idealizamos os cursos que almejamos \u2013 foi assim comigo a respeito da Medicina \u2013 e quando estamos na universidade nos deparamos com um ambiente, na maioria do tempo, hostil, que nos padroniza e nos cobra sem pensar em nossa individualidade e em nossas necessidades\u201d, relata o estudante. Na gradua\u00e7\u00e3o, Geferson cursou a disciplina de Sa\u00fade do Estudante de Medicina e do M\u00e9dico, que, contraditoriamente, fora ofertada ao meio-dia, no hor\u00e1rio que tecnicamente deveria ser destinado ao almo\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nesse sentido, o artigo Precisamos falar de vaidade na vida acad\u00eamica, tamb\u00e9m escrito pela professora Rosana Pinheiro-Machado e publicado em 2016 pela revista CartaCapital, virou uma esp\u00e9cie de manifesto. A escrita problematiza o adoecimento das pessoas que passam pelo sistema acad\u00eamico, devido \u00e0s l\u00f3gicas de produtividade e competitividade. \u201cA forma\u00e7\u00e3o de um acad\u00eamico passa por uma verdadeira batalha interna em que ele precisa ser um g\u00eanio. As consequ\u00eancias dessa postura podem ser tr\u00e1gicas, desdobrando-se em dois poss\u00edveis cen\u00e1rios igualmente predadores: a destrui\u00e7\u00e3o do colega e a destrui\u00e7\u00e3o de si pr\u00f3prio\u201d, descreve a pesquisadora.<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cO que voc\u00ea faz da meia-noite \u00e0s seis?\u201d<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A maior parte das reclama\u00e7\u00f5es vem do tempo, ou da falta dele. A acad\u00eamica de Arquitetura da UFSM Isabela Moreira Braga relata que, j\u00e1 no primeiro semestre do curso, chegou a passar mais de cinquenta horas acordada para dar conta de um trabalho da faculdade. Isabela tamb\u00e9m teve a autoestima fortemente agredida, pois diante de todas as demandas tinha impress\u00e3o de que nunca poderia ser uma boa aluna e futura profissional do ramo. Os agravamentos tamb\u00e9m tiveram impactos f\u00edsicos: como evitava \u201cgastar\u201d o tempo com outras coisas que n\u00e3o fossem trabalhos da faculdade, acabou emagrecendo, e as longas horas que dedicava sobre as maquetes resultaram em problemas na coluna e nos m\u00fasculos. \u201cHouve dias, n\u00e3o muito raros, em que a dor se agravava e dificultava o desenvolvimento de um projeto e at\u00e9 mesmo o meu descanso\u201d, conta a estudante, que teve de se submeter a tratamento psicol\u00f3gico e sess\u00f5es de fisioterapia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os prazos s\u00e3o curtos e quando n\u00e3o consegue finalizar uma tarefa, \u00e9 prov\u00e1vel que o aluno seja questionado pelo professor em tom de brincadeira: \u201cO que voc\u00ea faz da meia-noite \u00e0s seis?\u201d. O acad\u00eamico do curso de Arquitetura Jeison de Paula afirma j\u00e1 ter ouvido a frase diversas vezes, e a sua resposta \u00e9 sempre a mesma: \u201cTrabalho\u201d. Para se manter na universidade, desde os primeiros semestres, buscou aliar o estudo ao trabalho e, por conta das demandas, acabou reprovando em uma disciplina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na UFSM, essa discuss\u00e3o foi pauta de uma palestra em 2017. A iniciativa foi idealizada por estudantes de diferentes \u00e1reas que compunham a Liga Comum Unidade, que tem por objetivo abrir espa\u00e7os de estudo e reflex\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o dos sistemas de sa\u00fade. No evento em quest\u00e3o, a psiquiatra e coordenadora do Espa\u00e7o Nise da Silveira &amp; AFAB Martha Noal avaliou o problema como consequ\u00eancia do modo como o ser humano opera em sociedade: \u201cN\u00f3s \u00e9 que normalizamos as coisas que n\u00e3o deveriam ser normais. N\u00e3o \u00e9 normal as pessoas n\u00e3o dormirem \u00e0 noite para conseguirem dar conta das suas demandas do dia\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>A ordem vem de cima<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao passo que os alunos encontram dificuldades para gerenciar o tempo para a resolu\u00e7\u00e3o das tarefas, os professores t\u00eam a responsabilidade de fazer as ofertas. Para a professora do Departamento de Sa\u00fade Coletiva da UFSM Liane Righi, o problema reside no fato de as ofertas n\u00e3o estarem articuladas: \u201cN\u00e3o \u00e9 ileg\u00edtimo que o professor exija da turma conte\u00fados que acrescentem para a qualidade da universidade. No entanto, se a pessoa faz 12 disciplinas, ela ter\u00e1 12 fardos. S\u00e3o 12 professores achando que o conte\u00fado \u00e9 exclusivo, tentando se legitimar\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na vis\u00e3o de Liane, a estrutura departamental da universidade contribui para isolar as pessoas nas suas especialidades, fragmenta o trabalho docente, o aprendizado e as ofertas. Com isso, os acad\u00eamicos tamb\u00e9m n\u00e3o aproveitam as demais oportunidades que a universidade oferece: oficinas, espa\u00e7os de lazer, biblioteca e acesso \u00e0 cultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo Martha Noal, um dos fatores causais \u00e9 tamb\u00e9m a falta de prepara\u00e7\u00e3o dos profissionais na \u00e1rea educativa. \u201cNo Centro de Educa\u00e7\u00e3o, os profissionais das licenciaturas t\u00eam forma\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas. Nas outras \u00e1reas isso \u00e9 mais complicado: os professores aprendem a ser jornalistas e m\u00e9dicos, mas n\u00e3o aprendem, de fato, a serem professores\u201d, problematiza a pesquisadora.<\/span><\/p>\n<p><b>Outros agravantes<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No entanto, as situa\u00e7\u00f5es que podem gerar problemas psicol\u00f3gicos nem sempre surgem da rela\u00e7\u00f5es entre alunos e professores. \u00c9 comum encontrar casos em que estudantes s\u00e3o afastados de determinados grupos ou se sentem acuados por n\u00e3o se enquadrarem em certos \u201cpadr\u00f5es\u201d da turma. Al\u00e9m disso, a busca incessante por ter as melhores notas pode dificultar o relacionamento e acirrar a competitividade entre os colegas. Martha Noal afirma que \u00e9 preciso acabar com a ideia de sele\u00e7\u00e3o natural. \u201cAcreditamos que o bom aluno ser\u00e1 um bom profissional, e n\u00e3o necessariamente vai ser assim\u201d, refor\u00e7a a psiquiatra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ademais, as tens\u00f5es no ambiente acad\u00eamico podem ser motivadas por algum tipo de discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito. A cientista social Rosana Pinheiro-Machado traz um dado interessante: enquanto a segmenta\u00e7\u00e3o por g\u00eanero atinge homens cis em 31% e mulheres cis em 41%, na popula\u00e7\u00e3o transg\u00eanero o percentual sobe para 57% na academia. A pesquisadora salienta que, al\u00e9m do g\u00eanero, as v\u00edtimas da opress\u00e3o t\u00eam sotaque e classe social. Neste universo, entram tamb\u00e9m quest\u00f5es raciais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 2017, Elisandro Ferreira, acad\u00eamico do Direito da UFSM, passou por uma situa\u00e7\u00e3o que nunca havia imaginado que passaria no universo acad\u00eamico: foi julgado pela cor da sua pele. Ao chegar na sala do Diret\u00f3rio Acad\u00eamico do Direito, viu o seu nome e o de uma colega escritos na parede, ao lado de manifesta\u00e7\u00f5es de cunho racista. Naquele momento, sentiu-se extremamente impotente e, nos dias que seguiram, passou a desconfiar de todos aqueles que o cercavam. A sa\u00fade mental de Elisandro foi fortemente abalada e ele chegou a pensar em desistir do curso. Com o apoio emocional de amigos e familiares, permaneceu, e hoje milita ativamente pelo movimento Racismo, Basta!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para lidar de maneira mais saud\u00e1vel com as tens\u00f5es do ambiente universit\u00e1rio, a professora Liane Righi orienta que os alunos passem a destacar prioridades, dentro de suas pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es: \u201cDestacar tamb\u00e9m \u00e9 dizer: nesta disciplina, nesta \u00e1rea, eu n\u00e3o serei o melhor, isso me interessa menos\u201d. Mas a deteriora\u00e7\u00e3o da qualidade de vida pode se manifestar de maneiras distintas em cada indiv\u00edduo. No senso comum, existe tamb\u00e9m a ideia de colocar o suic\u00eddio como o \u00fanico \u201cextremo\u201d. No entanto, casos graves de surtos etamb\u00e9m podem ser considerados como \u201cextremos\u201d. Um aumento significativo no sentimento de tristeza, apatia e reflexos em sintomas f\u00edsicos \u2013 falta de vontade de se alimentar ou vontade de comer demais; dormir demais ou ter ins\u00f4nia \u2013 podem indicar problemas. Mesmo que n\u00e3o saiba explicar bem o motivo, basta que o estudante n\u00e3o se sinta bem para que busque ajuda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esse \u00e9 tamb\u00e9m o conselho de Lu\u00edsa Greff, a doutoranda que abre esta reportagem. Ela, que ao longo de boa parte do tempo acad\u00eamico, teve acompanhamento psicol\u00f3gico, alerta: \u201cA gente quer fugir de dentro da nossa cabe\u00e7a. E n\u00e3o d\u00e1. N\u00e3o adianta viajar, o problema vai na bagagem. N\u00e3o adianta beber o fim de semana inteiro, pois na segunda-feira o problema est\u00e1 l\u00e1. Como na m\u00fasica de Chico Buarque, \u2018in\u00fatil dormir que a dor n\u00e3o passa\u2019\u201d.<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400\"><strong>Reportagem:<\/strong> Tainara Liesenfeld\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Diagrama\u00e7\u00e3o e Lettering:\u00a0<\/strong>Juliana Krupahtz<\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400\"><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/strong> Deirdre Holanda<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rotina e press\u00e3o no ambiente universit\u00e1rio s\u00e3o apontadas como causas de problemas de sa\u00fade mental dos estudantes<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":4213,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1539,1626],"tags":[1028,4503,4504,1032,450],"class_list":["post-4212","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dossie-saude-mental","category-dossie-9a-edicao","tag-9a-edicao","tag-depressao","tag-estresse","tag-saude-mental","tag-transtorno-mental"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4212\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4213"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}