{"id":435,"date":"2017-04-20T14:32:09","date_gmt":"2017-04-20T17:32:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2017\/04\/20\/post435\/"},"modified":"2017-04-20T14:32:09","modified_gmt":"2017-04-20T17:32:09","slug":"post435","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post435","title":{"rendered":"Cuidado infantil"},"content":{"rendered":"<p><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/UFSM2017022019RA.jpg\" alt=\"\" width=\"670\" height=\"446\" \/><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">A gente vai ao m\u00e9dico e [ele] d\u00e1 as medica\u00e7\u00f5es. A\u00ed, tu j\u00e1 tem o rem\u00e9dio em casa, v\u00ea que [a crian\u00e7a] est\u00e1 com c\u00f3lica, d\u00e1 [o medicamento e] n\u00e3o precisa ir ao m\u00e9dico de novo\u201d, disse uma das cuidadoras familiares entrevistadas pela estudante Kassiely Klein em sua pesquisa sobre pr\u00e1ticas de automedica\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as. Kassiely \u00e9 enfermeira formada pela UFSM em Palmeira das Miss\u00f5es e seu projeto de conclus\u00e3o de curso, defendido em 2016, ganha continuidade a partir dos trabalhos do Programa Interdisciplinar de Extens\u00e3o <em>Viva Crian\u00e7a<\/em>, coordenado pela professora Neila Santini de Souza.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"float: right; margin: 10px 15px 10px 15px;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/automedicac%CC%A7a%CC%83o.jpg\" alt=\"\" width=\"380\" height=\"463\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema pouco estudado na perspectiva da enfermagem. Kassiely uniu a relev\u00e2ncia do tema a uma vontade pessoal mais antiga de trabalhar com crian\u00e7as. A popula\u00e7\u00e3o infantil \u00e9 considerada mais vulner\u00e1vel \u00e0\u00a0automedica\u00e7\u00e3o, visto que \u201ca utiliza\u00e7\u00e3o de medicamentos em crian\u00e7as \u00e9 [em grande parte] baseada em deriva\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas para adultos, n\u00e3o levando em considera\u00e7\u00e3o as diferen\u00e7as entre crian\u00e7as e submetendo-as aos riscos de efic\u00e1cia n\u00e3o comprovada e de efeitos colaterais n\u00e3o avaliados\u201d, explica a enfermeira.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa de Kassiely foi realizada com 15 familiares de crian\u00e7as com idades entre zero e cinco\u00a0anos, e ressaltou a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o de equipes interdisciplinares em enfermagem, de modo que possam \u201cintervir, assistir e cuidar dessa demanda, a fim de minimizar os riscos pelas intoxica\u00e7\u00f5es e estimular a automedica\u00e7\u00e3o segura\u201d, reitera.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dentre os principais resultados das entrevistas realizadas pela enfermeira est\u00e1 o fato de que, na maioria das vezes, a automedica\u00e7\u00e3o acontece por responsabilidade da m\u00e3e (60%). Al\u00e9m disso, a pr\u00e1tica da automedica\u00e7\u00e3o j\u00e1 aconteceu com 80% das pessoas respons\u00e1veis pelo cuidado familiar (como av\u00f3s, bab\u00e1s e outras figuras do c\u00edrculo social da crian\u00e7a). Mais da metade dos casos de automedica\u00e7\u00e3o acontece quando as crian\u00e7as apresentam gripe ou resfriado (53,33%). Em segundo lugar, dor de garganta e tosse (46,66%). Casos de automedica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m acontecem quando as crian\u00e7as apresentam v\u00f4mito, dor de cabe\u00e7a ou c\u00f3lica (13,33%), entre outras causas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Kassiely, \u201ca automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma possibilidade de minimizar os sinais e sintomas que a crian\u00e7a apresenta, bem como uma praticidade em quest\u00f5es de tempo e pela falta de acesso, pois algumas vezes n\u00e3o h\u00e1 profissional para o atendimento imediato, o que faz com que o familiar busque outras formas de cuidar da crian\u00e7a\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>As cuidadoras apontaram para uma sucess\u00e3o de pr\u00e1ticas de automedica\u00e7\u00e3o na crian\u00e7a:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><object style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" width=\"600\" height=\"400\"><param name=\"flashvars\" value=\"offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2F130206871%40N02%2Fsets%2F72157679566404843%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2F130206871%40N02%2Fsets%2F72157679566404843%2F&amp;set_id=72157679566404843&amp;jump_to=\" \/><param name=\"movie\" value=\"https:\/\/www.flickr.com\/apps\/slideshow\/show.swf?v=261948265\" \/><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" src=\"https:\/\/www.flickr.com\/apps\/slideshow\/show.swf?v=261948265\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" flashvars=\"offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2F130206871%40N02%2Fsets%2F72157679566404843%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2F130206871%40N02%2Fsets%2F72157679566404843%2F&amp;set_id=72157679566404843&amp;jump_to=\" width=\"400\" height=\"300\" \/><\/object><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Localizada no bairro F\u00e1tima, em Palmeira das Miss\u00f5es, a Escola Municipal de Ensino Infantil Crian\u00e7a Feliz conta com uma estrutura de 28 funcion\u00e1rios, que d\u00e1 conta do atendimento de 150 crian\u00e7as, que s\u00e3o atendidas nos turnos da manh\u00e3 e da tarde. As crian\u00e7as s\u00e3o divididas nas turmas ber\u00e7\u00e1rio A e B, maternal A e B, Pr\u00e9 A e B. A maioria das fam\u00edlias participantes do estudo s\u00e3o de classe m\u00e9dia baixa, com pouca escolaridade, nas quais a m\u00e3e desempenha papel principal no cuidado familiar. Kassiely aproveitou a proximidade que j\u00e1 tinha com a escola, atrav\u00e9s das atividades pr\u00e1ticas de uma disciplina da gradua\u00e7\u00e3o em Enfermagem, para a realiza\u00e7\u00e3o de sua pesquisa. \u201cOs educadores se mostraram muito interessados em participar de atividades nas quais os pais e os professores tamb\u00e9m pudessem ser mobilizados\u201d, relata.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Automedica\u00e7\u00e3o segura<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estudo ocorreu em duas etapas, com a aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios sobre pr\u00e1ticas de automedica\u00e7\u00e3o e, num segundo momento, conversas em grupos com os participantes da pesquisa. Atrav\u00e9s dos encontros foi poss\u00edvel a promo\u00e7\u00e3o de momentos de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade dos participantes e troca de experi\u00eancias entre eles. \u201cEste \u00e9 um compromisso do pesquisador ao utilizar este tipo de m\u00e9todo, al\u00e9m de mediar as discuss\u00f5es e a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento em grupo\u201d, ressalta Kassiely.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os resultados permitiram elencar um conjunto de novas estrat\u00e9gias para a promo\u00e7\u00e3o do cuidado e preven\u00e7\u00e3o de problemas relacionados \u00e0 automedica\u00e7\u00e3o. Os resultados confirmaram que a pr\u00e1tica da automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 muito frequente, ainda mais se considerada a realidade ocidental. \u201cO profissional de enfermagem deve atuar no sentido de esclarecer sobre a import\u00e2ncia da automedica\u00e7\u00e3o segura, a fim de minimizar riscos pelas intoxica\u00e7\u00f5es medicamentosas em crian\u00e7as [e promover pr\u00e1ticas de] orienta\u00e7\u00f5es junto a crian\u00e7as, adolescentes e fam\u00edlias\u201d, reitera Kassiely.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cr\u00e9ditos: Germano Molardi<br \/>\nFoto: Rafael Happke<br \/>\nIlustra\u00e7\u00f5es: Nicolle Sartor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da UFSM demonstra pr\u00e1ticas corriqueiras na automedica\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":778,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[],"class_list":["post-435","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/435\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/778"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}