{"id":437,"date":"2017-04-18T18:54:00","date_gmt":"2017-04-18T21:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/2017\/04\/18\/post437\/"},"modified":"2017-04-18T18:54:00","modified_gmt":"2017-04-18T21:54:00","slug":"post437","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/post437","title":{"rendered":"Cinema de um homem s\u00f3"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/orangos2.jpg\" alt=\"O cineasta Gustavo Spolidoro \u00e9 convidado do 4\u00ba Forum de Arte, Cinema e Audiovisual da UFSM\" width=\"776\" height=\"582\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTodo mundo tem uma c\u00e2mera no bolso. Todo mundo pode ser um cineasta.\u201d. \u00c9 o que defende o cineasta porto-alegrense Gustavo Spolidoro, um dos convidados para a Mesa Produ\u00e7\u00e3o Audiovisual do 4\u00ba F\u00f3rum de Arte, Cinema e Audiovisual, realizado pelo Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 10px 15px; float: right;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/BOX_17042017_gusaspolidoro01-02_1.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"676\" \/>Spolidoro faz parte da gera\u00e7\u00e3o de cineastas que surgiu na metade dos anos 90 em Porto Alegre. Publicit\u00e1rio por forma\u00e7\u00e3o, seu interesse pelo universo do cinema surgiu quando era jovem: \u201cNo meu caso, meu pai me fazia entender como as coisas funcionavam, e depois assisti a filmes que me interessaram. No segundo grau, vi o filme \u201cClasse Oper\u00e1ria vai ao para\u00edso\u201d (dir. Elio Petri,1971), e me fez refletir sobre o futuro\u201d, conta. Na d\u00e9cada de 90, o cineasta fez um curso chamado \u201cCinema 93\u201d, passou a escrever seus primeiros roteiros e come\u00e7ou a pensar nisso como profiss\u00e3o. Seu primeiro projeto foi <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Velinhas<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> (1998) pelo qual foi premiado como Melhor Dire\u00e7\u00e3o em Gramado e Melhor Dire\u00e7\u00e3o e Melhor Filme em Bras\u00edlia. \u201cEu vi que estava fazendo uma coisa bacana que chamou a aten\u00e7\u00e3o e a partir dali eu continuei fazendo filmes\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s isso, Spolidoro come\u00e7ou a trabalhar no projeto <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Outros <\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">(2000), um curta-metragem gravado em plano sequ\u00eancia (registro de uma a\u00e7\u00e3o em sequ\u00eancia sem cortes). Retomou o mesmo m\u00e9todo de grava\u00e7\u00e3o mais tarde, em 2007, para executar o ambicioso projeto de longa-metragem chamado <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda Orangotangos<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, com dura\u00e7\u00e3o de 82 minutos, sem cortes na filmagem. Para a produ\u00e7\u00e3o do longa<\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">o cineasta teve que envolver a pol\u00edcia, o transporte de trensurb de Porto Alegre, agentes de tr\u00e2nsito, mercado p\u00fablico, entre outras loca\u00e7\u00f5es pela capital. Ao todo foram 80 pessoas trabalhando, incluindo os atores e a equipe, que tiveram que gravar seis vezes, para somente a segunda grava\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o continha erros, ser utilizada. Contudo, mesmo depois de 10 anos das filmagens ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o para o lan\u00e7amento em DVD.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, Spolidoro leciona na institui\u00e7\u00e3o em que se formou, a Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e tamb\u00e9m atua como coordenador de curadoria do CineEsquemaNovo, festival de cinema de Porto Alegre. Na \u00e1rea acad\u00eamica, tratou em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO Cineasta Errante: Caminhos e Encontros na Realiza\u00e7\u00e3o de um Filme de um Homem S\u00f3\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, a filmagem de um document\u00e1rio sobre o Carnaval de Porto Alegre de 2011, em que ele fez tudo sozinho. Para Spolidoro, muitas pessoas trabalham e trabalharam sozinhas apesar dos investimentos e todos possuem potencial para serem cineastas. Al\u00e9m disso, ningu\u00e9m deve pensar que o cinema \u00e9 sempre a mesma coisa, pois todos t\u00eam a liberdade para fazer o que desejarem, tendo a c\u00e2mera nas m\u00e3os. \u201cAlguns usam a c\u00e2mera na vertical, como nas redes sociais, e outros pensam de forma diferente, \u00e9 um uso diferenciado dessa c\u00e2mera\u201d, argumenta.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para as grava\u00e7\u00f5es, Spolidoro prefere pequenos grupos para trabalhar na produ\u00e7\u00e3o, entre 5 a 7 pessoas. \u201cEm longas profissionais \u00e9 preciso trabalhar com mais pessoas, mas mesmo assim meu mais, \u00e9 bem menos do que a maioria dos filmes. N\u00e3o gosto de trabalhar com pessoas que n\u00e3o tem envolvimento art\u00edstico na obra\u201d, menciona. O cineasta conta com premia\u00e7\u00f5es, editais como do DOC TV e do Minist\u00e9rio da Cultura, para arrecadar dinheiro para a produ\u00e7\u00e3o dos filmes. \u201cNos meus primeiros curtas eu fazia rifa, fazia festa, pedia dinheiro aqui, apoio ali, sempre conseguia\u201d, recorda. Contudo, tamb\u00e9m ocorrem contrata\u00e7\u00f5es, como no caso de \u201cGigante &#8211; <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Como o Inter conquistou o mundo<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d (2007), em que ele foi contratado pelo clube para produzir um material audiovisual.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"margin: 10px 15px; float: left;\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2021\/05\/ainda_orangotangos_1.jpg\" alt=\"\" width=\"261\" height=\"388\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O cineasta v\u00ea que a cidade de Santa Maria sempre teve uma produ\u00e7\u00e3o audiovisual razo\u00e1vel, e seria mais interessante caso tivesse na Universidade formas de viabilizar isso. Para ele, hoje as pessoas de baixa renda t\u00eam mais acesso a estudar Cinema do que antes: \u201cOs cursos de cinema, em geral, nas faculdades particulares come\u00e7aram a abrir mais espa\u00e7o com o surgimento do ProUni, a implementa\u00e7\u00e3o do FIES, e isso democratizou mais\u201d. A implementa\u00e7\u00e3o do curso dentro da institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica poderia fazer com que os cineclubes e festivais de cinema, que se perderam ao longo do tempo, fossem retomados na cidade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O 4\u00ba F\u00f3rum de Arte, Cinema e Audiovisual conta com a presen\u00e7a de Gustavo Spolidoro e L\u00e9o Roat que ir\u00e3o debater assuntos relacionados a<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o cen\u00e1rio atual do cinema. Desde a import\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica para produ\u00e7\u00e3o audiovisual, at\u00e9 as quest\u00f5es sobre investimentos, produ\u00e7\u00e3o independente e espa\u00e7os de exibi\u00e7\u00e3o de filmes. \u201cNossa expectativa com os palestrantes \u00e9 de um di\u00e1logo muito importante para a produ\u00e7\u00e3o audiovisual de Santa Maria. O Spolidoro produz h\u00e1 quase 20 anos, \u00e9 um cineasta muito premiado, tanto com curtas-metragens, quanto com longas\u201d, diz Marcos Borba, da TV Ovo, que media a<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Mesa Produ\u00e7\u00e3o Audiovisual. O evento acontece na ter\u00e7a-feira, dia 19 de abril, \u00e0s 14h, na sala 1203 do pr\u00e9dio 40 (CAL).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rep\u00f3rter: J\u00falia Goulart<\/p>\n<p>Fotografia: arquivos pessoais do entrevistado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cineasta brasileiro, Gustavo Spolidoro, vem \u00e0 UFSM para contar sua experi\u00eancia em audiovisual<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":823,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1742],"tags":[],"class_list":["post-437","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-extenda-10a-edicao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/437","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=437"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/437\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=437"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=437"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=437"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}