{"id":4431,"date":"2018-08-23T19:48:44","date_gmt":"2018-08-23T22:48:44","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=4431"},"modified":"2018-08-23T19:48:44","modified_gmt":"2018-08-23T22:48:44","slug":"paguei-um-preco-alto-por-me-dedicar-a-criacao-dos-meus-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/paguei-um-preco-alto-por-me-dedicar-a-criacao-dos-meus-filhos","title":{"rendered":"&#8220;Paguei um pre\u00e7o alto pela escolha de me dedicar aos filhos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>A vida acad\u00eamica exige muita dedica\u00e7\u00e3o e proatividade. Estar inserido neste ambiente, por vezes, ocasiona noites em claro de trabalho e preocupa\u00e7\u00e3o.\u00a0A maternidade e a paternidade tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Algumas pessoas arriscam dizer que finalizar uma pesquisa \u00e9 o nascimento de um filho, devido ao esfor\u00e7o envolvido. Mas, de fato, ter um filho envolve muito mais cuidado e presen\u00e7a. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das dificuldades de quem \u00e9 m\u00e3e e pesquisadora \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o da produtividade, pela dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda jornada de trabalho. Outro fator dif\u00edcil de lidar \u00e9 a diferen\u00e7a entre as licen\u00e7as maternidade e paternidade. Enquanto as m\u00e3es ganham entre 120 e 180 dias para cuidar de seus filhos, os pais recebem muito menos (entre cinco e 20 dias), refor\u00e7ando a imagem de que m\u00e3es s\u00e3o mais respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o do que os pais. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitos assuntos acerca da tem\u00e1tica da maternidade na ci\u00eancia ainda precisam ser discutidos. O grupo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Parent in Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> surgiu, em 2017, para levantar a discuss\u00e3o sobre a tem\u00e1tica de ser m\u00e3e ou pai no meio acad\u00eamico e fornecer suporte para esse grupo. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fernanda <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Stanis\u00e7uaski<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u00e9 uma das idealizadoras do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Parent in Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. M\u00e3e de dois filhos e gr\u00e1vida do terceiro, Fernanda teve licen\u00e7a de 180 dias ap\u00f3s as gesta\u00e7\u00f5es. \u201cO mesmo se repetir\u00e1 agora\u201d, adianta. Ela \u00e9 tamb\u00e9m p\u00f3s-doutora em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, professora do Departamento de Biologia e Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Revista Arco entrevistou Fernanda para conhecer melhor a rotina de uma mulher pesquisadora que pratica ci\u00eancia e cuida dos filhos. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Fernanda ir\u00e1 palestrar na UFSM junto a <a href=\"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=4432\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Felipe <\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Ricachenevsky<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, nesta sexta-feira (24), \u00e0s 14h no Audit\u00f3rio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Eles conversar\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0sobre diferentes caracter\u00edsticas e perspectivas de ser m\u00e3e e pai durante a vida acad\u00eamica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: O que motivou voc\u00ea a seguir a carreira acad\u00eamica?<\/b> <b>As quest\u00f5es que te motivaram no in\u00edcio s\u00e3o as mesmas que te movem depois da maternidade ?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fernanda:<\/strong> Desde a adolesc\u00eancia, eu n\u00e3o tinha d\u00favida da carreira que queria seguir. N\u00e3o lembro exatamente como descobri isso, nem tenho algu\u00e9m que me inspirou. Talvez tenha sido o momento em que est\u00e1vamos vivendo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 descobertas cient\u00edficas. Eu estava no ensino m\u00e9dio quando foi anunciada a clonagem da ovelha Dolly. Achei aquilo fant\u00e1stico e at\u00e9 comprei livros sobre o assunto. Tenho guardada at\u00e9 hoje uma pasta de recortes de not\u00edcias de jornais e revistas sobre ci\u00eancia. Eu era fascinada por gen\u00e9tica, mas acabei encontrando meu caminho em outra \u00e1rea, durante a faculdade. Obviamente as motiva\u00e7\u00f5es para seguir na ci\u00eancia mudaram ao longo da carreira, mas nada relacionado \u00e0 maternidade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO:<\/b> <b>Voc\u00ea passa muito tempo longe de seus filhos? Onde eles ficam durante seus\u00a0<\/b><b>hor\u00e1rios de trabalho?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fernanda:<\/strong> Tentamos minimizar ao m\u00e1ximo o tempo longe dos filhos, tanto eu quanto o marido.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Eles frequentam uma escola de educa\u00e7\u00e3o infantil. Geralmente, ficam das 9h30 \u00e0s 18h.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Quando podemos, levamos mais tarde ou buscamos mais cedo. Sempre que viajo a\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">trabalho, tento fazer um \u201cbate e volta\u201d, ficando no m\u00e1ximo uma noite fora de casa.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO:<\/b> <b>Qual era o seu n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica antes da maternidade? Houve uma queda ou aumento da atividade?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fernanda:<\/strong> Eu vinha numa ascens\u00e3o em termos de publica\u00e7\u00f5es por ano, se olharmos a trajet\u00f3ria desde o meu doutorado. 2013 (ano de nascimento do meu primeiro filho), foi o pico do n\u00famero de papers por ano. Depois, uma queda acentuada. N\u00e3o publiquei em 2015 e 2016. Em 2017, retornei aos n\u00edveis de 2013.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: Quais as dificuldades em aliar a maternidade \u00e0 pesquisa? Voc\u00ea teve que adaptar sua rotina para realizar ambas tarefas?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fernanda:<\/strong> A maior dificuldade para mim \u00e9 a quest\u00e3o de tempo. Foi uma mudan\u00e7a muito dr\u00e1stica na minha rotina, no laborat\u00f3rio principalmente. Estava acostumada a ter\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">disponibilidade para poder trabalhar das 7h da manh\u00e3 \u00e0s 7h da noite, se necess\u00e1rio.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Podia escrever projetos e preparar aula em casa. E depois que os guris nasceram, isso\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o acontece mais. Tanto por escolha quanto por demanda mesmo. Afinal, eles querem\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(e merecem) nossa aten\u00e7\u00e3o quando estamos juntos. E esta restri\u00e7\u00e3o de tempo\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">certamente impactou minha carreira cient\u00edfica. N\u00e3o posso deixar de dar aula, nem\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">quero! Ent\u00e3o quando o tempo fica escasso, \u00e9 a ci\u00eancia que fica para tr\u00e1s, tanto em\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">rela\u00e7\u00e3o a poder estar fisicamente presente no laborat\u00f3rio (para fazer experimentos ou\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">orientar os alunos), quanto a conseguir escrever artigos, projetos, relat\u00f3rios.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_4435\" aria-describedby=\"caption-attachment-4435\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4435 size-large\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/fernanda-parent-in-science-1024x681.jpg\" alt=\"Mulher junto a duas crian\u00e7as brincando\" width=\"1024\" height=\"681\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/fernanda-parent-in-science-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/fernanda-parent-in-science-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/fernanda-parent-in-science-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/fernanda-parent-in-science-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/fernanda-parent-in-science.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4435\" class=\"wp-caption-text\">Fernanda Staniscuaski junto aos dois filhos<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: Voc\u00ea sente uma press\u00e3o da sociedade para administrar as situa\u00e7\u00f5es da vida\u00a0<\/b><b>acad\u00eamica e da vida pessoal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fernanda:<\/strong> Com certeza existe a press\u00e3o de que temos que dar conta de tudo. A sociedade adora vender a imagem da super mulher, que consegue ser a melhor m\u00e3e, a melhor profissional, a melhor esposa, simultaneamente. Demora muito tempo, assim como demanda muito auto-conhecimento, para aceitarmos que esta ideia de super mulher \u00e9 mais do que falsa. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade, particularmente, ainda vivemos em uma sociedade que acredita que todas as responsabilidades na cria\u00e7\u00e3o de um filho s\u00e3o da m\u00e3e. O pai ajuda, e olha l\u00e1! N\u00e3o \u00e9 minha experi\u00eancia pessoal, pois meu marido \u00e9 igualmente pai dos guris quanto eu sou m\u00e3e, mas infelizmente esta ainda n\u00e3o \u00e9 a regra.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO:<\/b> <b>Algu\u00e9m j\u00e1 parou ou diminuiu o investimento em voc\u00ea por saber da jornada dupla?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fernanda:<\/strong> Aqui no Brasil, quase n\u00e3o temos pol\u00edticas p\u00fablicas para ajudar a rec\u00e9m-m\u00e3e no campo da ci\u00eancia. N\u00e3o temos qualquer tipo de bolsa de pesquisa ou de financiamento\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">espec\u00edficos dispon\u00edveis para as mulheres que retornam \u00e0 ci\u00eancia ap\u00f3s a licen\u00e7a\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">maternidade. Nossas ag\u00eancias financiadoras n\u00e3o contabilizam o impacto da\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">maternidade na produtividade ao analisarem as propostas em editais de financiamento\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">ou pedidos de bolsas. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o, at\u00e9 hoje, foi o primeiro edital do <\/span><a href=\"https:\/\/serrapilheira.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Instituto<\/span><\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/serrapilheira.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Serrapilheira<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, que aumentava o prazo de obten\u00e7\u00e3o do doutorado para cientistas m\u00e3es,\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">nos crit\u00e9rios de elegibilidade.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Depois do nascimento do meu primeiro filho, tive v\u00e1rios pedidos de bolsa\/financiamento negados, devido \u00e0 queda da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (publica\u00e7\u00f5es de artigos).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO:<\/b> <b>Voc\u00ea se considera igualmente ativa\/presente na vida acad\u00eamica p\u00f3s-<\/b><b>maternidade e na cria\u00e7\u00e3o dos filhos?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fernanda:<\/strong> Com certeza. Minha prioridade, desde o nascimento dos guris, foi a cria\u00e7\u00e3o deles. Certamente n\u00e3o divido o tempo igualmente, \u00e0s vezes por escolha, \u00e0s vezes por\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">necessidade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: O que motivou voc\u00ea a criar o <\/b><b><i>Parent in Science<\/i><\/b><b>? Quais experi\u00eancias esse projeto proporciona para voc\u00ea?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fernanda:<\/strong>\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Parent in Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> surgiu a partir da minha experi\u00eancia pessoal, ap\u00f3s me tornar m\u00e3e.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Comecei a enfrentar uma s\u00e9rie de dificuldades, principalmente em rela\u00e7\u00e3o ao tempo de\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">dedica\u00e7\u00e3o para o laborat\u00f3rio, mesmo depois da licen\u00e7a maternidade. E eu n\u00e3o via\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">ningu\u00e9m falando sobre isso&#8230;. o m\u00e1ximo ouvia que \u201c\u00e9 dif\u00edcil, mas d\u00e1\u201d; comecei a me\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">questionar sobre ser capaz de conciliar ser m\u00e3e e cientista. A\u00ed um dia fiz um post, em\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">uma rede social, sobre como estava pagando um pre\u00e7o alto (principalmente em\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">rela\u00e7\u00e3o a conseguir recursos para o laborat\u00f3rio) pela escolha de me dedicar aos meus\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">filhos. E muitas outras pessoas come\u00e7aram a comentar que estavam passando pela\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">mesma situa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, junto a algumas destas pessoas, criamos o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Parent in Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nosso objetivo inicial era, de alguma maneira, buscar recursos para criar um fundo de\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">pesquisa espec\u00edfico para cientistas m\u00e3es. Mas a\u00ed nos deparamos com um obst\u00e1culo&#8230;.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o t\u00ednhamos dados, principalmente quantitativos, sobre o impacto da maternidade na\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">carreira cient\u00edfica no Brasil. At\u00e9 mesmo em termos mundiais, a quantidade de dados\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">era limitada.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Parent in Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> virou um projeto de pesquisa, que visa\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">entender o impacto da maternidade, em termos de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e obten\u00e7\u00e3o de\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">financiamento, na carreira das cientistas brasileiras. Para levantar dados, criamos alguns question\u00e1rios online. Os question\u00e1rios ainda est\u00e3o dispon\u00edveis para participa\u00e7\u00e3o (mais informa\u00e7\u00f5es na nossa p\u00e1gina: <\/span><a href=\"http:\/\/www.parentinscience.com\"><span style=\"font-weight: 400;\">www.parentinscience.com<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A principal experi\u00eancia pessoal com o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Parent in Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 a troca de informa\u00e7\u00f5es\/experi\u00eancias\/ang\u00fastias e vit\u00f3rias com outras m\u00e3es e pais. Nossos semin\u00e1rios s\u00e3o sempre acompanhados de conversas longas, sobre todos os aspectos da maternidade e da vida acad\u00eamica, desde o aspecto mais profissional, at\u00e9 o lado mais pessoal. E esta troca n\u00e3o tem pre\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Rep\u00f3rter:<\/strong> Mirella Joels<\/p>\n<p><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/strong> Deirdre Holanda<br \/>\n<strong>Fotografia:<\/strong> Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e3e e cientista: confira a entrevista com Fernanda Stanis\u00e7uaski, docente da UFRGS e criadora do Parent in Science<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":4439,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[560,1162,436,1164,1166],"class_list":["post-4431","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","tag-ciencia","tag-filhos","tag-maternidade","tag-parent-in-science","tag-paternidade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4431","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4431"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4431\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4439"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4431"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4431"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4431"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}