{"id":4432,"date":"2018-08-23T19:56:06","date_gmt":"2018-08-23T22:56:06","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=4432"},"modified":"2018-08-23T19:56:06","modified_gmt":"2018-08-23T22:56:06","slug":"a-exigencia-e-toda-em-cima-da-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/a-exigencia-e-toda-em-cima-da-mae","title":{"rendered":"&#8220;A exig\u00eancia \u00e9 toda em cima da m\u00e3e&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ter filhos reflete na vida pessoal e profissional, tanto do homem quanto da mulher. No ambiente acad\u00eamico, por exemplo, onde a produtividade precisa ser constante, \u00e9 preciso uma adapta\u00e7\u00e3o para equilibrar as duas tarefas. Grupos e espa\u00e7os para discutir o papel da m\u00e3e e do pai cientistas na vida e educa\u00e7\u00e3o dos filhos t\u00eam sido um espa\u00e7o para troca de ideias e informa\u00e7\u00f5es. O grupo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Parent in Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, criado em 2017, tem como objetivo debater a tem\u00e1tica da maternidade e paternidade na ci\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A sociedade ainda possui tra\u00e7os patriarcais que permitem a pouca participa\u00e7\u00e3o da figura paterna na cria\u00e7\u00e3o dos filhos, o que leva que a tem\u00e1tica da presen\u00e7a paternal ainda seja pouco discutida. Um dos aspectos que refor\u00e7a a ideia da m\u00e3e como protagonista na cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 que a licen\u00e7a-paternidade no Brasil dura entre cinco e 20 dias. Alguns projetos de Lei pretendem mudar essa realidade e aumentar a licen\u00e7a paternidade para at\u00e9 44 dias. Atitudes como essa s\u00e3o necess\u00e1rias para que haja uma divis\u00e3o mais justa de tarefas dom\u00e9sticas e cuidados com os filhos. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Felipe Ricachenevsky \u00e9 pai de uma filha de dois anos e meio. Ele conta que tirou a licen\u00e7a paternidade quando sua filha nasceu: \u201cEra de cinco dias corridos. Ela nasceu num s\u00e1bado de manh\u00e3, ent\u00e3o tive licen\u00e7a at\u00e9 quarta feira\u201d. \u00a0Felipe \u00e9 p\u00f3s-doutor no Laborat\u00f3rio de Fisiologia Vegetal da UFRGS, e atualmente \u00e9 professor do Departamento de Biologia da UFSM. Al\u00e9m disso, \u00e9 o \u00fanico homem do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Parent in Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Revista Arco conversou com Felipe para saber mais sobre paternidade e ci\u00eancia. O pesquisador ir\u00e1 palestrar na UFSM, junto a <a href=\"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=4431\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernanda Stanis\u00e7uaski <\/a>, nesta sexta-feira (24), \u00e0s 14h no Audit\u00f3rio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Eles conversar\u00e3o \u00a0sobre diferentes caracter\u00edsticas e perspectivas de ser m\u00e3e e pai durante a vida acad\u00eamica.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_4433\" aria-describedby=\"caption-attachment-4433\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4433\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/imagem-felipe-parent-in-science.jpg\" alt=\"Homem de barba e \u00f3culos com um beb\u00ea no colo\" width=\"400\" height=\"501\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/imagem-felipe-parent-in-science.jpg 767w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/08\/imagem-felipe-parent-in-science-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4433\" class=\"wp-caption-text\">Felipe Ricachenevsky e a filha Maya<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO:<\/b> <b>Voc\u00ea passa muito tempo longe da sua filha? Onde ela fica durante seus hor\u00e1rios de trabalho?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Felipe:<\/strong> Evito ao m\u00e1ximo viagens, reuni\u00f5es desnecess\u00e1rias, compromissos que exijam dormir fora de casa. Consegui nesses dois anos organizar minha rotina de trabalho para passar o m\u00e1ximo de tempo com ela e com a minha esposa. Hoje, minha filha est\u00e1 na escola em turno integral. Sempre buscamos ela na escola juntos, e levo ela junto com minha esposa dois ou tr\u00eas dias por semana. Nos outros, dou aula bem cedo, e minha esposa faz essa rotina.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: O que motivou voc\u00ea a seguir a carreira acad\u00eamica? As quest\u00f5es que te motivaram no in\u00edcio s\u00e3o as mesmas que te movem depois da paternidade?<\/b><\/p>\n<p><strong>Felipe:<\/strong> Sempre gostei da ideia de ser cientista, embora n\u00e3o soubesse bem como era a vida de um. Mesmo pequeno, tinha vontade de ser paleont\u00f3logo, e por isso tive interesse em biologia. Depois, no segundo ano do ensino m\u00e9dio, assisti \u00e0 uma aula sobre DNA da minha professora de biologia, e decidi que iria trabalhar com aquilo. Tive d\u00favida, em alguns momentos, sobre seguir a carreira, mas sempre foi meu principal interesse.\u00a0Certamente a paternidade mudou muita coisa. Antes, eu &#8220;vivia no laborat\u00f3rio&#8221;, e mesmo em casa, estava frequentemente no computador pensando em algo, analisando dados, entre outras atividades. Hoje, meu trabalho fica no trabalho, e em casa, estou sempre com minha filha e esposa. Se tenho que trabalhar, \u00e9 depois de minha filha ter ido dormir.<\/p>\n<p>Uma das diferen\u00e7as que percebo (porque acho que vamos nos transformando sempre como pais) \u00e9 que olho cada vez mais o lado pessoal das pessoas com que convivo. \u00c9 muito comum dividirmos as pessoas entre &#8220;dedicados&#8221; e &#8220;n\u00e3o-dedicados&#8221;. Mas h\u00e1 muitos motivos pelo qual algu\u00e9m pode n\u00e3o se concentrar numa aula ou no laborat\u00f3rio como esper\u00e1vamos. Tenho alunos que t\u00eam filhos, alunos que t\u00eam outros empregos, moram longe e precisam se deslocar muito para estar na universidade. Percebo que diversas coisas do meio acad\u00eamico deixam de ser urgentes quando minha filha precisa de alguma aten\u00e7\u00e3o especial ou est\u00e1 doente. Passei a ver muito melhor que cada pessoa tem dificuldades pr\u00f3prias, situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o permitem o n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o ideal, e passei a ver muito melhor que cada pessoa tem dificuldades pr\u00f3prias, situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o permitem o n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o ideal, ou que um professor pode esperar.Essas pessoas s\u00e3o inteligentes, dedicadas, esfor\u00e7adas e est\u00e3o fazendo o melhor que podem, dadas as m\u00faltiplas tarefas que cada um tem. Tento ao m\u00e1ximo falar da minha filha e de como lido com ela e com o trabalho, pois acho importante que as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es saibam equilibrar a vida pessoal com a profissional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO:<\/b> <b>Qual era o seu n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica antes da paternidade? Houve uma queda ou aumento da atividade?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Felipe:<\/strong> Sempre fui relativamente produtivo e, at\u00e9 o momento, n\u00e3o houve uma queda no n\u00famero de artigos publicados ou projetos submetidos, pois muita coisa j\u00e1 estava &#8220;engatilhada&#8221;, e tamb\u00e9m porque minha filha nasceu ainda no meu primeiro ano como professor da UFSM (ou seja, ela nasceu quando eu comecei a ter alunos meus, laborat\u00f3rio, etc). Isso me permitiu delegar um pouco de trabalho. E eu tamb\u00e9m tenho colegas e colaboradores fant\u00e1sticos, que muitas vezes me ajudam a finalizar trabalhos para que possamos public\u00e1-los. Mesmo assim, j\u00e1 deixei de fazer algumas coisas. Como exemplo mais claro, recentemente tinha uma visita a um laborat\u00f3rio na Alemanha, no qual ficaria por 20 dias. Cancelei quando minha filha ficou doente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas sinto uma diferen\u00e7a enorme na minha produtividade em termos de capacidade de trabalho: hoje, preciso ser mais eficiente, pois tenho menos horas para terminar tarefas (e nem sempre consigo). A minha concentra\u00e7\u00e3o, especialmente quando minha filha est\u00e1 doente ou dormiu mal (e n\u00f3s tamb\u00e9m por consequ\u00eancia), \u00e9 menor do que era antes. Esque\u00e7o mais frequentemente de algumas coisas, e tamb\u00e9m \u00e9 comum ter que adiar reuni\u00f5es e pedir mais prazo para cumprir revis\u00f5es ou enviar artigos. De maneira geral, vejo que sou menos produtivo do que poderia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: Quais as dificuldades em aliar a paternidade \u00e0 pesquisa? Voc\u00ea precisou adaptar sua rotina para realizar ambas tarefas?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Felipe:<\/strong> Sem d\u00favida. A rotina \u00e9 completamente outra. As dificuldades em aliar a paternidade \u00e0 pesquisa s\u00e3o relativas ao tempo de dedica\u00e7\u00e3o. A pesquisa \u00e9 linda, mas \u00e9 extenuante para que se possa realizar algo realmente bem feito. A paternidade \u00e9 a melhor coisa do mundo, e esses primeiros anos em especial s\u00e3o fant\u00e1sticos. Precisamos definir que queremos pais e m\u00e3es presentes nessa fase em especial. E isso vem com um certo custo de tempo e foco na carreira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que eu acho que esquecemos \u00e9 que um docente pai\/m\u00e3e \u00e9 produtivo por ter certas qualidades (criatividade, habilidade em fazer boas perguntas, ser bom orientador, etc), e essas qualidades n\u00e3o s\u00e3o perdidas nos anos iniciais da vida dos filhos. Elas est\u00e3o apenas em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">modo stand by<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, ou <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">slow motion<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: as pessoas est\u00e3o dividindo mais o seu tempo, cumprindo as tarefas profissionais, mas dedicando menos tempo extra do que dedicavam antes (e provavelmente do que dedicar\u00e3o no futuro). <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO:<\/b> <b>Voc\u00ea sente uma press\u00e3o da sociedade para administrar as situa\u00e7\u00f5es da vida acad\u00eamica e da vida pessoal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 paternidade?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Felipe:<\/strong> Sinceramente, n\u00e3o. Mas acho que \u00e9 porque sou pai, e n\u00e3o m\u00e3e. A exig\u00eancia \u00e9 toda em cima da m\u00e3e. Sempre falo que o pai quase n\u00e3o erra: se ele n\u00e3o vai \u00e0 uma reuni\u00e3o, porque ficou cuidando da filha, \u00e9 paiz\u00e3o; se vai, \u00e9 profissional, pois vai mesmo com a filha doente. A m\u00e3e, ao contr\u00e1rio, parece que est\u00e1 sob press\u00e3o de ser duas: m\u00e3e zelosa e profissional competitiva. Se a balan\u00e7a pende para um lado, ela sofre a cr\u00edtica. \u00c9 cruel. N\u00f3s, os homens, e os pais em especial, precisamos assumir o \u00f4nus tamb\u00e9m. Precisamos mostrar que conosco deve ser igual, que tamb\u00e9m queremos nos dedicar aos filhos e que vamos estar menos dispon\u00edveis profissionalmente. E que se algu\u00e9m quer criticar uma m\u00e3e por essa postura, deve fazer o mesmo com os pais, pois nossa responsabilidade e a nossa vontade \u00e9 a mesma. Queremos dividir tudo, pessoal e profissionalmente, com quem decidimos ter filhos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: Algu\u00e9m j\u00e1 parou ou diminuiu o investimento em voc\u00ea por saber da jornada dupla?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Felipe:<\/strong> N\u00e3o sei, mas na verdade n\u00e3o me preocupo. Mas, como disse, acho que ainda se releva mais as faltas dos pais.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: O que motivou voc\u00ea a fazer parte do <\/b><b><i>Parent in Science<\/i><\/b><b>?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Felipe:<\/strong> A ideia do grupo \u00e9 da Fernanda. Considero o grupo como uma novidade em termos de discutir o problema de dentro da academia. O grupo est\u00e1 rapidamente tendo cada vez mais voz, e est\u00e1 come\u00e7ando a motivar mudan\u00e7as importantes. Nada melhor do que termos profissionais de boas universidades apontando problemas em uma mentalidade que j\u00e1 \u00e9 arraigada. Se conseguirmos deixar a academia mais cuidadosa com quem tem filhos, que todos possam se dedicar a esse momento \u00fanico da vida, e pudermos ajudar para que pesquisadoras e pesquisadores retomem suas atividades e potencial produtivo quando os filhos j\u00e1 est\u00e3o maiores, acho que teremos contribu\u00eddo muito mais do que com qualquer artigo publicado ou projeto individual executado.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: \u00a0Qual a sua atual rela\u00e7\u00e3o com o<\/b><b><i> Parent in Science<\/i><\/b><b>? Quais experi\u00eancias proporciona para voc\u00ea?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Felipe:<\/strong>\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00c9 engra\u00e7ado, mas tamb\u00e9m com o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Parent<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0eu sinto que estou sempre devendo pela falta de tempo!<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rep\u00f3rter: Mirella Joels<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: Deirdre Holanda<\/p>\n<p>Fotografia: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista, o professor da UFSM Felipe Ricachenevsky fala sobre ser pai, cientista e a cobran\u00e7a social que ainda persiste sobre as mulheres <\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":4459,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[560,436,1164,1166],"class_list":["post-4432","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","tag-ciencia","tag-maternidade","tag-parent-in-science","tag-paternidade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4432","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4432"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4432\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4459"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}