{"id":4519,"date":"2018-09-28T15:29:29","date_gmt":"2018-09-28T18:29:29","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=4519"},"modified":"2021-05-27T13:02:56","modified_gmt":"2021-05-27T16:02:56","slug":"la-vem-o-bombaja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/la-vem-o-bombaja","title":{"rendered":"L\u00e1 vem o Bombaja!"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um baja \u00e9 um ve\u00edculo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">off-road<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> projetado para enfrentar as condi\u00e7\u00f5es mais adversas de terreno, principalmente em terra batida e irregular. Na UFSM, desde 2003, o projeto Bombaja produz prot\u00f3tipos veiculares de mini Baja. A equipe participa anualmente do <\/span><a href=\"http:\/\/portal.saebrasil.org.br\/programas-estudantis\/baja-sae-brasil\"><span style=\"font-weight: 400;\">Baja SAE Brasil<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, uma c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">ompeti\u00e7\u00e3o nacional que engloba cerca de cem equipes, na qual <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">os estudantes de Engenharia t\u00eam a possibilidade de aliar a teoria \u00e0 pr\u00e1tica, desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o e testes dos bajas. At\u00e9 ent\u00e3o, foram projetados 16 prot\u00f3tipos de mini bajas na UFSM,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> sendo o<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00faltimo, o BJ-16, lan\u00e7ado nos dias 27 e 28 de setembro de 2018 no hall do Centro de Tecnologia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto de pesquisa e extens\u00e3o Bombaja foi fundado h\u00e1 15 anos por Iber\u00ea Luiz Nodari, professor do Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica da UFSM. Atualmente, o Bombaja \u00e9 coordenado pelo professor <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Paulo Romeu Moreira Machado, do Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> e coorientado por Thompson Lanzanova, p\u00f3s-doutorando em Engenharia Mec\u00e2nica.<\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-4644\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/BJ-08-magem-282-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/BJ-08-magem-282-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/BJ-08-magem-282-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/BJ-08-magem-282-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O grupo Bombaja funciona em subsistemas que trabalham em diferentes partes do carro, como na suspens\u00e3o, no freio e na parte el\u00e9trica. Cada um deles tem um diretor e uma equipe. Estar dentro de cada divis\u00e3o tem muito a ver com a afinidade dos alunos ao tema.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Charles <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00fanior, por exemplo, que cursa o 7\u00b0 semestre da Engenharia Mec\u00e2nica, trabalha no subsistema de transmiss\u00e3o h\u00e1 dois anos e \u00e9 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">diretor de projeto da equipe h\u00e1 seis meses. J\u00e1 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Micael Fischel, acad\u00eamico do 9\u00b0 semestre do mesmo curso, faz parte do grupo desde 2014. O estudante relata que o desenvolvimento da capacidade de aprender <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">com os erros e de lidar com o trabalho em equipe ao longo desses <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">quatro anos de experi\u00eancia no projeto<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0podem auxili\u00e1-lo a entrar no mercado de trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s conclu\u00edrem seus estudos, os acad\u00eamicos t\u00eam a possibilidade de estagiar em empresas, a exemplo da Stock Car, nas quais o pr\u00e9-requisito \u00e9 ter participado do Baja SAE Brasil ou do F\u00f3rmula SAE &#8211; outra competi\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><b>A competi\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 tr\u00eas n\u00edveis anuais na competi\u00e7\u00e3o Baja SAE Brasil: regionais, nacionais e mundial. Em cada uma delas, as equipes devem passar por nove etapas, al\u00e9m da \u201cEnduro\u201d, principal prova da disputa, que possui quatro horas de dura\u00e7\u00e3o e contabiliza 400 pontos do total de mil. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A equipe da UFSM foi campe\u00e3 do Baja Sul no ano de 2008 com o prot\u00f3tipo BJ-08, e j\u00e1 competiu nacionalmente nos munic\u00edpios de Piracicaba e S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, em S\u00e3o Paulo. A n\u00edvel regional, j\u00e1 passou pelas cidades de Passo Fundo e Gravata\u00ed, e agora se prepara para ir a Pato Branco, no Paran\u00e1, entre os dias 11 e 14 de outubro.<\/span><\/p>\n<p><b>Cuidados essenciais<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Feita a montagem do carro, a equipe prepara testes para validar os prot\u00f3tipos, em um terreno baldio ou no Centro de Eventos do campus sede. Durante os testes e a partir do hist\u00f3rico de erros na competi\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel identificar pontos para trabalhar no ve\u00edculo, a fim de torn\u00e1-lo mais resistente e eficiente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para proteger o piloto, existem regras de seguran\u00e7a, que incluem: cinto de cinco pontos; algema que restringe o movimento do bra\u00e7o &#8211; para n\u00e3o sair da estrutura da gaiola em caso de capotamento; capacete; protetor cervical e roupas n\u00e3o-inflam\u00e1veis, para o caso de vazamento de gasolina. Al\u00e9m disso, \u00e9 exigido que todos os pilotos possuam Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o e plano de sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p><b>Etapas das provas<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em m\u00e9dia, o mini Baja SAE da equipe corre 55km\/h e pesa cerca de 170kg. Funciona com gasolina em um tanque de tr\u00eas litros e meio, que, quando cheio, tem durabilidade de duas horas e meia. Para ter um bom empenho em provas de longa dura\u00e7\u00e3o, o piloto precisa de resist\u00eancia e facilidade na comunica\u00e7\u00e3o com a equipe. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As primeiras duas etapas s\u00e3o chamadas de est\u00e1ticas e consistem em ver se o prot\u00f3tipo e seu motor est\u00e3o dentro do regulamento. Apesar de n\u00e3o contabilizarem pontos, essas etapas s\u00e3o cruciais. Caso a equipe n\u00e3o resolva os poss\u00edveis problemas nos carros, \u00e9 impossibilitada de seguir na competi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As provas din\u00e2micas come\u00e7am pela \u201cConforto\u201d, que consiste em um piloto do comit\u00ea de avalia\u00e7\u00e3o fazer um circuito com o baja de cada equipe para avaliar a performance t\u00e9cnica. Outro ponto avaliado \u00e9 a frenagem &#8211; a capacidade de arrastar as quatro rodas conjuntamente. Caso isso n\u00e3o ocorra, a equipe \u00e9 desclassificada. Eles tamb\u00e9m correm contra o rel\u00f3gio em mais tr\u00eas provas de velocidade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 na prova de tra\u00e7\u00e3o, leva-se em considera\u00e7\u00e3o o tempo que o baja aguenta puxando determinada quantidade de peso. Depois, o ve\u00edculo tem que percorrer um caminho com obst\u00e1culos &#8211; troncos e buracos &#8211; no menor tempo em uma prova de suspens\u00e3o. Na \u201cEnduro\u201d &#8211; \u00faltima prova da competi\u00e7\u00e3o, a equipe que fizer mais voltas na pista tem nota m\u00e1xima. Nessa etapa, os prot\u00f3tipos podem ser abastecidos apenas uma vez. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m das provas na pista de corrida, cada equipe tem que apresentar para um juiz especialista como funciona o sistema do prot\u00f3tipo que est\u00e1 competindo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conhe\u00e7a as caracter\u00edsticas b\u00e1sicas do carro que impactam na sua performance na competi\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><b>Suspens\u00e3o:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Parte respons\u00e1vel <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">pela absor\u00e7\u00e3o de impacto. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Antes era r\u00edgida e acabou evoluindo para uma suspens\u00e3o independente. Essa mudan\u00e7a foi a que mais impactou nesses 15 anos. Ela \u00e9 muito importante, pois interfere na manobrabilidade &#8211; qualidade nas curvas e obst\u00e1culos. \u00a0\u00a0<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><b>Peso:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> O motor \u00e9 conforme o regulamento, com uma pot\u00eancia limitada. O que faz o carro se diferenciar \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o do peso do prot\u00f3tipo veicular que implica diretamente na velocidade.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><b>Motor<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: N\u00e3o teve evolu\u00e7\u00e3o, pois o regulamento s\u00f3 permite um modelo. Sendo assim, o motor continua o mesmo para todas as equipes, para ter uma regularidade e for\u00e7ar os alunos a desenvolverem particularidades que possam diferenci\u00e1-los de outros competidores.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><b>Powertrain<\/b><b>\/transmiss\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Antigamente era por corrente, parecida com a transmiss\u00e3o de uma motocicleta, n\u00e3o t\u00e3o eficiente. Com o aperfei\u00e7oamento dos prot\u00f3tipos, a equipe investiu na transmiss\u00e3o de engrenagem, que tem uma efici\u00eancia e robustez melhor. A manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 mais f\u00e1cil, agrega menos peso ao carro e, consequentemente, d\u00e1 maior efici\u00eancia e velocidade. <\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><b>Estrutura:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Ao longo do tempo, foram estudadas a redu\u00e7\u00e3o de peso e melhor rigidez estrutural, para o carro n\u00e3o torcer ou amassar ao capotar. As melhorias na estrutura dos bajas ocorrem a partir de simula\u00e7\u00f5es e testes. <\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><b>Comprimento: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Os primeiros prot\u00f3tipos tinham um comprimento maior, por\u00e9m, atualmente, os carros s\u00e3o mais compactos, o que facilita na hora da competi\u00e7\u00e3o, atribuindo agilidade ao passar por obst\u00e1culos do terreno <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">off-road.<\/span><\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4640\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/OFICIAL-bombaja_infogr\u00e1fico.jpg\" alt=\"\" width=\"801\" height=\"951\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/OFICIAL-bombaja_infogr\u00e1fico.jpg 801w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/OFICIAL-bombaja_infogr\u00e1fico-253x300.jpg 253w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/OFICIAL-bombaja_infogr\u00e1fico-768x912.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 801px) 100vw, 801px\" \/><\/p>\n<p><b>Reportagem: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Bibiana Pinheiro, acad\u00eamica de Jornalismo<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><b>Edi\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Tainara Liesenfeld, acad\u00eamica de Jornalismo<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><b>Ilustra\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Pollyana Santoro, acad\u00eamica de Desenho Industrial<\/span><\/p>\n<p><b>Fotografia:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Equipe Bombaja <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a o trabalho desenvolvido durante os 15 anos do Grupo Bombaja na UFSM e a evolu\u00e7\u00e3o dos prot\u00f3tipos de corrida<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":4643,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523,1742],"tags":[1208,1210,922,1212],"class_list":["post-4519","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","category-extenda-10a-edicao","tag-baja-sae","tag-bombaja","tag-corrida","tag-engenharia-mecanica"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4519","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4519"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4519\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4519"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4519"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4519"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}