{"id":4602,"date":"2018-09-19T16:37:06","date_gmt":"2018-09-19T19:37:06","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=4602"},"modified":"2018-09-19T16:37:06","modified_gmt":"2018-09-19T19:37:06","slug":"cultura-gaucha-para-todos-e-todas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/cultura-gaucha-para-todos-e-todas","title":{"rendered":"Cultura ga\u00facha para todos e todas?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta quinta-feira (20), no Rio Grande do Sul, celebra-se o Dia do Ga\u00facho. Nesta data, em 1835, iniciava a Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha na ent\u00e3o Prov\u00edncia de S\u00e3o Pedro. A guerra, de car\u00e1ter republicano, foi uma insurrei\u00e7\u00e3o contra o governo imperial do Brasil. O dia 20, de t\u00e3o emblem\u00e1tico, tornou-se feriado estadual institu\u00eddo por lei em 1991, e \u00e9 motivo de orgulho para muitos ga\u00fachos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, por tr\u00e1s da hist\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o, alguns pontos ainda n\u00e3o foram plenamente esclarecidos, muitos dos quais causam diverg\u00eancias, especialmente na literatura. Um dos autores que trata sobre o assunto \u00e9 o jornalista e historiador Juremir Machado da Silva, da R\u00e1dio Gua\u00edba, Jornal Correio do Povo e docente da PUCRS. No livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Hist\u00f3ria Regional da Inf\u00e2mia &#8211; o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, o autor desmistifica dados relacionados \u00e0 presen\u00e7a dos negros durante a Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha. Conforme a obra, escrita com base em mais de 15 mil documentos, houve uma poss\u00edvel trai\u00e7\u00e3o na Batalha de Porongos, a \u00faltima travada na guerra, em 1844. Neste epis\u00f3dio, grande parte dos negros do ex\u00e9rcito ga\u00facho foi massacrada durante um ataque surpresa, \u00e0 noite, no acampamento, pelas for\u00e7as imperiais. Juremir defende a tese de que a batalha serviu de estrat\u00e9gia vinda dos pr\u00f3prios comandantes ga\u00fachos para o aniquilamento dos negros revolucion\u00e1rios. \u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para debater esta e outras quest\u00f5es relacionadas \u00e0 cultura e \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es ga\u00fachas, o Sesc\/SM e a Gadea Produ\u00e7\u00f5es promoveram um evento na UFSM, no dia 10 de setembro. Nele, a doutoranda em Etnomusicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Clarissa Ferreira, confirmou a tese de Juremir. Al\u00e9m disso, compartilhou experi\u00eancias pr\u00f3prias em festivais de m\u00fasica ga\u00facha, fazendo alus\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de identidade do ga\u00facho por meio desta arte. Este, inclusive, \u00e9 o tema da tese de Clarissa, que ser\u00e1 publicada em breve. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisadora, nascida em Bag\u00e9, na regi\u00e3o da Campanha, graduou-se em M\u00fasica pela UFPel e fez mestrado, tamb\u00e9m na \u00e1rea de Etnomusicologia, na UFRGS. Atualmente, al\u00e9m de se dedicar \u00e0 p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, mant\u00e9m o blog <\/span><a href=\"http:\/\/gauchismoliquido.blogspot.com\/\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Gauchismo L\u00edquido <\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">e \u00e9 colunista do jornal independente <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sul 21<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Durante o debate, a jovem ainda performatizou algumas can\u00e7\u00f5es do seu repert\u00f3rio &#8211; inclusive, no dia 20 foi lan\u00e7ada a m\u00fasica <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Manifesto L\u00edquido<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, dispon\u00edvel em\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Streaming<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Youtube<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-4610\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/DSC_6547_ed-804x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"804\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/DSC_6547_ed-804x1024.jpg 804w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/DSC_6547_ed-235x300.jpg 235w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/DSC_6547_ed-768x979.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 804px) 100vw, 804px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A reportagem da revista Arco conversou com a pesquisadora e musicista ao final do debate. Confira: \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>ARCO: Voc\u00ea acha que a cultura ga\u00facha \u00e9 excludente com as minorias?<\/b><\/p>\n<p><b>Clarissa:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Nas minhas pesquisas, percebi que a cultura ga\u00facha foi uma constru\u00e7\u00e3o a partir de quem detinha esse poder. E a\u00ed houve uma escolha nessa constru\u00e7\u00e3o, pensando que todas as tradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o inventadas, que houve uma escolha no que deveria ser representado ou n\u00e3o. Ent\u00e3o, a gente v\u00ea nos escritos do Barbosa Lessa, por exemplo, de como naqueles primeiros resgates do Movimento Tradicionalista Ga\u00facho houve uma escolha do que seria contado. Nossa cultura \u00e9 baseada na cultura das elites e \u00e9 entendida como uma cultura superior, que \u00e9 super question\u00e1vel isso no pensamento de hoje. Tamb\u00e9m tem essa quest\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o do ga\u00facho pela macheza, pela virilidade, que acabou ficando muito em volta das representa\u00e7\u00f5es do masculino, negligenciando outras identidades que n\u00e3o ficassem nesse papel, desse mito ocidental do ga\u00facho. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: Como foram suas viv\u00eancias nos Centros de Tradi\u00e7\u00f5es Ga\u00fachas (CTGs) e nos festivais pelos quais voc\u00eas passou?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Clarissa:<\/strong> Eu estive por uns oito anos em CTGs e por uns 10 anos em festivais nativistas. Foi um meio onde pude me profissionalizar como instrumentista, tive muita experi\u00eancia pr\u00e1tica do instrumento, do palco e de tudo que abarca essa minha atua\u00e7\u00e3o como musicista. Consegui conhecer v\u00e1rios m\u00fasicos, conhecer sobre outros universos musicais a partir dessas viv\u00eancias, mas tamb\u00e9m n\u00e3o me senti, s\u00f3 como violinista, completamente falando sobre o que eu deveria. Da\u00ed, em um per\u00edodo posterior, veio a composi\u00e7\u00e3o, pela necessidade que eu tinha de falar atrav\u00e9s da can\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: O tradicionalismo ga\u00facho ainda possui um pensamento conservador? Como ele se prop\u00f5e na sociedade? <\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Clarissa:<\/strong> Vai desde quest\u00f5es ideol\u00f3gicas at\u00e9 quest\u00f5es<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">est\u00e9tico-musicais<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Ideol\u00f3gico, porque vejo que \u00e9 um tanto excludente em algumas esferas, que ainda tratam as mulheres de forma machista nas microconviv\u00eancias,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o s\u00f3 nas representa\u00e7\u00f5es musicais. Especificamente nesse \u00e2mbito, a mulher ainda \u00e9 muito subestimada. H\u00e1 um patriarcado musical, e s\u00e3o sempre os homens que fazem as m\u00fasicas, que fazem os arranjos. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: A mulher ainda \u00e9 v\u00edtima de opress\u00e3o na m\u00fasica ga\u00facha? <\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Clarissa:<\/strong> A cultura ga\u00facha \u00e9 muito baseada na cultura patriarcal, ent\u00e3o v\u00ea a mulher como coadjuvante. A gente v\u00ea como a literatura ga\u00facha \u00e9 sempre baseada em personagens masculinos, e na m\u00fasica \u00e9 igual. S\u00e3o casos expl\u00edcitos de viol\u00eancia simb\u00f3lica e viol\u00eancia f\u00edsica, al\u00e9m da objetifica\u00e7\u00e3o da mulher e a coisifica\u00e7\u00e3o. Efetivamente, isso acaba se refletindo quando n\u00e3o nos d\u00e3o espa\u00e7o, n\u00e3o nos d\u00e3o voz, interrompendo quando a mulher fala. S\u00e3o coisas ainda tidas como naturais. Quando eu come\u00e7o a pensar sobre essa quest\u00e3o do machismo, vejo que n\u00e3o \u00e9 igualit\u00e1ria a quest\u00e3o de g\u00eanero na m\u00fasica ga\u00facha. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4609\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/41858705_1922887737771484_2832566773214085120_n.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/41858705_1922887737771484_2832566773214085120_n.jpg 960w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/41858705_1922887737771484_2832566773214085120_n-300x156.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2018\/09\/41858705_1922887737771484_2832566773214085120_n-768x399.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: Do que o teu blog <\/b><b><i>Gauchismo L\u00edquido<\/i><\/b><b> trata e por que voc\u00ea o criou? <\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Clarissa:<\/strong> O blog busca trazer reflex\u00f5es sobre a identidade ga\u00facha a partir de um vi\u00e9s da p\u00f3s-modernidade, desse l\u00edquido que o Zygmunt Bauman<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">fala que as coisas, hoje em dia, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o estanques. Elas s\u00e3o, na verdade, mais fluidas, que as identidades s\u00e3o de acordo com o lugar e com cada indiv\u00edduo. Assim, o blog surgiu quando eu estava no final do mestrado, em 2014, em um momento que eu tive v\u00e1rias reflex\u00f5es sobre a cultura ga\u00facha. Al\u00e9m disso, eu j\u00e1 tinha convivido bastante nesse ambiente musical e sentia muito que n\u00e3o havia esse debate nas rodas de conversa. Por isso, criei um lugar de reflex\u00e3o nesse espa\u00e7o virtual.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: Voc\u00ea falou que as mulheres ainda n\u00e3o podem participar do festival <\/b><b><i>Barranca, <\/i><\/b><b>considerado um dos patrim\u00f4nios do Estado. Por qu\u00ea?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Clarissa:<\/strong> O festival iniciou h\u00e1 mais de 45 anos, na cidade de S\u00e3o Borja, e come\u00e7ou como um acampamento de uma fam\u00edlia, o grupo musical Angueras, destinado aos homens. Com o tempo, tomou maior propor\u00e7\u00e3o. Ter sido considerado patrim\u00f4nio do Estado elucida bem o quanto esse festival representa para o Rio Grande do Sul e, ao mesmo tempo, o quanto ele \u00e9 excludente, porque na comunidade existem homens e mulheres. O contradit\u00f3rio no argumento das pessoas que pro\u00edbem a inser\u00e7\u00e3o de mulheres \u00e9 que acham que n\u00f3s vamos sofrer muito ass\u00e9dio. \u00c9 como se os homens n\u00e3o pudessem controlar ou respeitar uma mulher. Acho que isso elucida bem o machismo. Colocam a proibi\u00e7\u00e3o pelo fato de o festival n\u00e3o ter uma condi\u00e7\u00e3o boa, porque l\u00e1 \u00e9 preciso ficar acampado e n\u00e3o existe estrutura de banheiros. Essa, para mim, \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o de ver a mulher como fr\u00e1gil e incapaz de passar por essas condi\u00e7\u00f5es. A gente poderia passar por isso porque o que nos d\u00e1 energia \u00e9 compor e fazer m\u00fasica. A m\u00fasica tamb\u00e9m \u00e9 importante para n\u00f3s e n\u00e3o s\u00f3 para os homens. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: E a cultura ga\u00facha para os LGBTQs?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Clarissa:<\/strong> Eu, inclusive, escrevi um texto que se chama <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Tradicionalismo, est\u00e1 na hora de sair do arm\u00e1rio, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">a partir do qual eu fui percebendo como, na verdade, quem banca e quem realiza muitos dos eventos dos CTGs s\u00e3o homoafetivos, em grande maioria. Depois, percebi como isso \u00e9 muito velado dentro do movimento e tamb\u00e9m muito criticado em outras esferas n\u00e3o expl\u00edcitas. A partir dessas representa\u00e7\u00f5es da macheza houve a proibi\u00e7\u00e3o de alguns modos porque, dentro da cultura ga\u00facha, tem toda essa quest\u00e3o ideol\u00f3gica que se constr\u00f3i, mas tem toda uma quest\u00e3o referente ao controle dos gestos e do comportamento da pessoas, de como se deve apresentar em um CTG, de como performatizar um \u201cga\u00facho mach\u00e3o\u201d e como isso pode ser muito mais m\u00faltiplo porque existem pessoas de diferentes orienta\u00e7\u00f5es sexuais. Dicotomizar homens e mulheres como identidade em um momento em que discutimos tanto quest\u00f5es de g\u00eanero e uma desconstru\u00e7\u00e3o de g\u00eanero para as pessoas se identificarem como bem quiserem \u00e9 bastante question\u00e1vel. Sem falar de outros preconceitos. Quando alguns homossessuais conseguem expor essa opini\u00e3o, acabam, infelizmente, tendo que se excluir desse ambiente. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>ARCO: Em dado momento de sua fala, voc\u00ea exp\u00f5e alguns pontos que esclarecem bastante a respeito do mito de uma cultura estadual totalmente aut\u00eantica, sem, talvez, adapta\u00e7\u00f5es vindas de outros povos. Ent\u00e3o, podemos afirmar que a cultura ga\u00facha nunca foi pura?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Clarissa:<\/strong> Nunca foi. A pr\u00f3pria miscigena\u00e7\u00e3o j\u00e1 comprova que a cultura do Rio Grande do Sul vem de uma hibridiza\u00e7\u00e3o do \u00edndio, do negro e do europeu. Todos os povos nativos que est\u00e3o aqui, por mais que a historiografia tente ocultar, est\u00e3o no nosso DNA. O chimarr\u00e3o, por exemplo, \u00e9 uma pr\u00e1tica ind\u00edgena, a pr\u00f3pria erva-mate, tamb\u00e9m. T\u00eam tantas coisas que a gente n\u00e3o d\u00e1 os nomes certos aos criadores, esses cultivadores. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Rep\u00f3rter: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Guilherme de Vargas, acad\u00eamico de Jornalismo<\/span><\/p>\n<p><b>Editora:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Andressa Motter, acad\u00eamica de Jornalismo<\/span><\/p>\n<p><b>Fotos: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Dartanhan Baldez Figueiredo<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a chegada do Dia do Ga\u00facho, debate realizado na UFSM buscou demonstrar um ponto de vista mais cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura do nosso Estado<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":4607,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1524],"tags":[1222,1224,1226,1228,1230,964,348,1232,1234],"class_list":["post-4602","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-20-de-setembro","tag-cultura-gaucha","tag-debate","tag-dia-do-gaucho","tag-gauchismo-liquido","tag-historia","tag-mulheres","tag-negros","tag-tradicao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4602","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4602"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4602\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4607"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}