{"id":5260,"date":"2019-02-07T13:45:25","date_gmt":"2019-02-07T15:45:25","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=5260"},"modified":"2021-05-27T14:05:49","modified_gmt":"2021-05-27T17:05:49","slug":"ufsm-participa-do-desenvolvimento-de-novo-metodo-nacional-de-dimensionamento-de-pavimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/ufsm-participa-do-desenvolvimento-de-novo-metodo-nacional-de-dimensionamento-de-pavimentos","title":{"rendered":"Novo m\u00e9todo de dimensionamento asf\u00e1ltico"},"content":{"rendered":"<p>Quem pega o \u00f4nibus da linha Universidade &#8211; Faixa Velha em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 UFSM n\u00e3o sabe, mas cruza todos os dias por um dos quatro trechos de pavimentos asf\u00e1lticos que s\u00e3o monitorados pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Pavimenta\u00e7\u00e3o e Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/grupogeppasv\/\">GEPPASV<\/a>) da UFSM. Esse monitoramento, que acontece periodicamente, consiste na coleta dados para o desenvolvimento de pesquisas que levaram a um novo m\u00e9todo nacional de dimensionamento de pavimentos. A nova metodologia, que foi desenvolvida por meio de uma parceria entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia) e a Rede Tem\u00e1tica de Asfaltos (da qual a UFSM faz parte), atualizou os procedimentos adotados no Brasil desde metade do s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5284\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/ATUALIZADO_Asfalto_Box.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/ATUALIZADO_Asfalto_Box.jpg 800w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/ATUALIZADO_Asfalto_Box-240x300.jpg 240w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/ATUALIZADO_Asfalto_Box-768x960.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p><strong>O novo m\u00e9todo nacional de dimensionamento de pavimentos<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro m\u00e9todo de dimensionamento do pavimento asf\u00e1ltico brasileiro, e que vinha sendo utilizado, foi idealizado pelo engenheiro Murillo Lopes de Souza e implementado na d\u00e9cada de 1960. Para o professor do departamento de Transporte e um dos pesquisadores e coordenadores do GEPPASV Luciano Specht, o m\u00e9todo na \u00e9poca foi revolucion\u00e1rio, contudo, ficou obsoleto. Tanto o volume de caminh\u00f5es que circulam pelas rodovias quanto a capacidade em massa transportada aumentaram. \u201cSe uma caixa d\u2019\u00e1gua projetada em 1965 funcionaria nos dias atuais, pois a carga suportada por ela n\u00e3o mudou, o mesmo n\u00e3o acontece com as rodovias\u201d argumenta Specht.<\/p>\n<p>Com essa defasagem, em meados dos anos 2000, a Petrobras passou a articular parcerias com universidades federais para que, atrav\u00e9s de pesquisas cient\u00edficas, fosse poss\u00edvel efetuar a atualiza\u00e7\u00e3o do modelo de dimensionamento asf\u00e1ltico. \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o da Petrobras na \u00e9poca era de que se o pavimento n\u00e3o fosse bem dimensionado, ele iria estragar mais cedo.\u201d ressalta Specht. Assim, o desenvolvimento de uma nova metodologia traria economia nos custos com os asfaltos no pa\u00eds.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5264\" aria-describedby=\"caption-attachment-5264\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-5264 size-large\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/asfalto-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/asfalto-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/asfalto-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/asfalto-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/asfalto-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/asfalto.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5264\" class=\"wp-caption-text\">Amostra de asfalto em aparelho que testa a resist\u00eancia da mistura asf\u00e1ltica. A amostra \u00e9 prensada para verificar deforma\u00e7\u00e3o ou fissura.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Da aproxima\u00e7\u00e3o com as universidades, a Rede de Tecnologia em Asfalto foi criada. \u201cPara se fazer um m\u00e9todo de dimensionamento de pavimentos, \u00e9 preciso de uma s\u00e9rie de pressupostos, de ensaios de materiais, de dimensionamento, de c\u00e1lculos matem\u00e1ticos e precisa tamb\u00e9m de uma calibra\u00e7\u00e3o de campo.\u201d diz Specht. Na \u00e9poca, a primeira medida tomada foi a compra de m\u00e1quinas e instrumentos para que assim, as pesquisas pudessem ter in\u00edcio. A UFSM passou a integrar a rede a partir desses primeiros est\u00e1gios.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o investimento em infraestrutura, as universidades passaram a implantar os trechos de pavimentos asf\u00e1lticos para calibra\u00e7\u00e3o. \u201cCada trecho possui em torno de 300 metros, os quais monitoramos semestralmente para coleta de dados\u201d fala Specht. Em Santa Maria, al\u00e9m do trecho da avenida Roraima, h\u00e1 dois trechos na faixa velha e outro na avenida H\u00e9lvio Basso. O monitoramento peri\u00f3dico desses trechos \u00e9 importante para a coleta de dados sobre como os pavimentos v\u00e3o se degradando ao longo do tempo. Essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o armazenadas e alimentam um software que, a partir de determinados par\u00e2metros, faz as modelagens estat\u00edsticas, das quais \u00e9 poss\u00edvel tomar decis\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o do asfalto.<\/p>\n<p>O novo m\u00e9todo, chamado de Medina, em homenagem ao engenheiro Jacques de Medina, um dos pioneiros na pesquisa da mec\u00e2nica dos pavimentos no Brasil, leva em considera\u00e7\u00e3o os afundamentos em trilhas de roda- par\u00e2metro j\u00e1 utilizado no m\u00e9todo anterior. A novidade \u00e9 que agora tamb\u00e9m s\u00e3o levadas em conta as trincas (pequenas aberturas) formadas pela fadiga da camada asf\u00e1ltica.<\/p>\n<p><strong>O desenvolvimento cient\u00edfico gerado<\/strong><\/p>\n<p>Para chegar a uma atualiza\u00e7\u00e3o da metodologia, foram anos de pesquisa. \u201cTudo isso faz parte de um monitoramento. De seis em seis meses, n\u00f3s fizemos um check-up completo do pavimento, como se fosse um exame de sa\u00fade. A gente pega esses dados, organiza e manda para a Petrobras. Eles sistematizam as informa\u00e7\u00f5es, para calibrar o novo m\u00e9todo\u201d, comenta Specht.<\/p>\n<p>E as pesquisas n\u00e3o devem parar. Os alunos de mestrado e doutorado ligados ao GEPPASV continuam trabalhando na coleta dos dados dos trechos monitorados em Santa Maria, como tamb\u00e9m desenvolvem investiga\u00e7\u00f5es que visam a atualiza\u00e7\u00e3o no m\u00e9dio e longo prazo do Medina, e de como o pa\u00eds ir\u00e1 gerir os pavimentos asf\u00e1lticos.<\/p>\n<p>A engenheira civil e mestranda Debora Tanise Bordin atua no monitoramento dos trechos em Santa Maria para a montagem de um banco de dados, com diferentes par\u00e2metros, como a quantidade de trincas (pequenas aberturas no asfalto) e tr\u00e1fego. Essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o analisadas em ensaios comparativos para que se possa estabelecer modelagens estat\u00edsticas que indicam os n\u00edveis de degrada\u00e7\u00e3o do asfalto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5263\" aria-describedby=\"caption-attachment-5263\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-5263 size-large\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/pesquisadores-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/pesquisadores-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/pesquisadores-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/pesquisadores-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/pesquisadores-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/02\/pesquisadores.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5263\" class=\"wp-caption-text\">Da esquerda para a direita: D\u00e9bora, Lucas e Bethania, pesquisadores do GEPPASV<\/figcaption><\/figure>\n<p>J\u00e1 o doutorando Lucas Dotto Bueno, tamb\u00e9m engenheiro civil, investiga modelos de previs\u00e3o de irregularidade do pavimento. \u201cA irregularidade \u00e9 um indicador de conforto do usu\u00e1rio. quando voc\u00ea est\u00e1 em um carro andando na rodovia e sente muita trepida\u00e7\u00e3o, significa que aquela rodovia est\u00e1 muito irregular\u201d, explica Lucas. Esse indicador deve passar a integrar os contratos de concess\u00e3o para o cuidado dos pavimentos.<\/p>\n<p>A engenheira civil e mestranda Bethania Machado Correa investiga o que vem a ser o futuro na gest\u00e3o dos pavimentos &#8211; a reciclagem do asfalto. De maneira mais espec\u00edfica, seus estudos enfocam o comportamento mec\u00e2nico de misturas asf\u00e1lticas feitas a partir de asfalto reciclado, ou seja, como diferentes misturas se comportam sob a a\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas, como por exemplo, o impacto do tr\u00e2nsito no asfalto.<\/p>\n<p><strong>Reportagem<\/strong>: Luan Moraes Romero<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o<\/strong>: Luciane Treulieb<\/p>\n<p><strong>Fotografia<\/strong>: Rafael Happke<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atrav\u00e9s de parceria articulada pela Petrobras, grupo de pesquisa da UFSM contribui para cria\u00e7\u00e3o de m\u00e9todo nacional<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":5262,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[1380,560,984,1382,1384,1386,1388,1390,1392,1394,468],"class_list":["post-5260","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","tag-asfalto","tag-ciencia","tag-engenharia-civil","tag-metodo-medina","tag-mistura-asfaltica","tag-mobilidade","tag-pavimentacao","tag-pavimento","tag-petrobras","tag-rede-de-tecnologia-em-asfalto","tag-tecnologia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5260","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5260"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5260\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5262"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}