{"id":5536,"date":"2019-05-29T14:53:49","date_gmt":"2019-05-29T17:53:49","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/arco\/sitenovo\/?p=5536"},"modified":"2019-06-12T14:13:08","modified_gmt":"2019-06-12T17:13:08","slug":"muros-e-paredes-que-falam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/muros-e-paredes-que-falam","title":{"rendered":"Muros e paredes que falam"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"5536\" class=\"elementor elementor-5536\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-754b7d23 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"754b7d23\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7fa0eac1\" data-id=\"7fa0eac1\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-135553f3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"135553f3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>Ou\u00e7a esta reportagem:<\/p><p><audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-5536-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/05\/Texto-Muros-e-Paredes-que-falam-Locu\u00e7\u00e3o-Marcelo-1.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/05\/Texto-Muros-e-Paredes-que-falam-Locu\u00e7\u00e3o-Marcelo-1.mp3\">https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/05\/Texto-Muros-e-Paredes-que-falam-Locu\u00e7\u00e3o-Marcelo-1.mp3<\/a><\/audio><\/p><p>Picha\u00e7\u00f5es e graffitis chamam aten\u00e7\u00e3o para as paredes e muros da cidade; por detr\u00e1s de cada rabisco, h\u00e1 uma hist\u00f3ria a ser contada. Para o Estado, as picha\u00e7\u00f5es s\u00e3o pinturas sem concess\u00e3o \u2013 diferentemente dos graffitis, que t\u00eam respaldo da lei e da sociedade. J\u00e1 na perspectiva dos pichadores\/grafiteiros, quest\u00f5es est\u00e9ticas e de reconhecimento norteiam suas pr\u00e1ticas, que permeiam tamb\u00e9m o campo da arte, express\u00e3o, vandalismo e bem privado. Nesse sentido, a disserta\u00e7\u00e3o<em> Etnografia de uma cidade redesenhada pela picha\u00e7\u00e3o\/graffiti<\/em> se prop\u00f4s a entender como s\u00e3o vistas as pr\u00e1ticas de picha\u00e7\u00e3o\/graffiti no debate p\u00fablico e, principalmente, sob o olhar de quem as faz.<\/p><p>De 2014 a 2017, o ent\u00e3o mestrando em Ci\u00eancias Sociais Rodrigo Nathan Dantas desenvolveu um trabalho etnogr\u00e1fico com 24 pichadores\/grafiteiros em Santa Maria. A picha\u00e7\u00e3o esteve na vida do pesquisador desde a adolesc\u00eancia \u2013 nos primeiros contatos com a m\u00fasica, principalmente o rock, nos desejos e anseios da juventude e na forma como \u00e9 percebida a cidade. J\u00e1 no papel de pesquisador, Rodrigo conta que buscou construir um trabalho polif\u00f4nico, que foge das interpreta\u00e7\u00f5es romantizadas, e procura apresentar uma perspectiva \u201cmais barulhenta\u201d, na qual \u201ca picha\u00e7\u00e3o\/graffiti aparece como ponto de encontros discordantes, onde as identidades e as posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o flex\u00edveis e transit\u00f3rias\u201d.<\/p><p>Partindo do questionamento da diferen\u00e7a entre picha\u00e7\u00e3o e graffiti, o pesquisador levou em conta a pr\u00f3pria forma como os entrevistados se identificam \u2013 em geral, os grafiteiros s\u00e3o ou j\u00e1 foram pichadores em algum momento, portanto os termos escolhido para referi-los na pesquisa foram \u201cpicha\u00e7\u00e3o\/graffiti\u201d e \u201cpichadores\/grafiteiros\u201d. Nas palavras do pesquisador, n\u00e3o se trata simplesmente de picha\u00e7\u00e3o \u2013 aquilo que \u00e9 visto como ilegal, sujo, feio ou crime &#8211; versus graffiti \u2013 aquilo que \u00e9 visto como legal, limpo, bonito ou arte.<\/p><p>Para tra\u00e7ar aquilo que \u00e9 comum ao grupo, o pesquisador acompanhou os pichadores\/grafiteiros em encontros pela cidade, fez parte do <em>Intelectuais do pixo<\/em>, interagiu em grupos e p\u00e1ginas do Facebook e dividiu apartamento com um dos pichadores\/grafiteiros durante seis meses. As hist\u00f3rias narradas por eles, as observa\u00e7\u00f5es do pesquisador nos encontros e eventos na cidade e as fotografias de picha\u00e7\u00f5es\/graffitis constru\u00edram o di\u00e1rio de campo da pesquisa. Alguns trechos desse di\u00e1rio que comp\u00f5em a pesquisa foram selecionados e podem ser conferidos a seguir.<\/p><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5890\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/04\/Di\u00e1rio_de_campo_Box_1.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1961\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/04\/Di\u00e1rio_de_campo_Box_1.jpg 1920w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/04\/Di\u00e1rio_de_campo_Box_1-294x300.jpg 294w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/04\/Di\u00e1rio_de_campo_Box_1-768x784.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/04\/Di\u00e1rio_de_campo_Box_1-1003x1024.jpg 1003w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/p><p><strong>O dono de uma loja de <em>street art<\/em><\/strong><\/p><p>Em oficinas ministradas na sua loja, o dono chama aten\u00e7\u00e3o para a inquietude que \u00e9 a picha\u00e7\u00e3o. Nas oficinas, ele sempre procurou frisar que ele vem do \u201cmovimento da picha\u00e7\u00e3o\u201d e reconhecer que ela est\u00e1 na \u201corigem do graffiti\u201d, afirmando, no entanto, que hoje se identifica mais com este do que com aquela. Percebi que suas falas s\u00e3o de alertas do legal\/ilegal: \u201cA picha\u00e7\u00e3o d\u00e1 muita adrenalina. Quando a pessoa tem entre 14 e 18 anos, ela quer e precisa fazer parte de um grupo. Ver a assinatura espalhada pela cidade d\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o muito boa, tem muitos riscos, no in\u00edcio isso \u00e9 bom, mas depois isso vai passando e o cara vai<br \/>entrando em outras\u201d.<\/p><p><strong>Nos trilhos<\/strong><\/p><p>Na volta de um mutir\u00e3o de graffiti, um dos pichadores\/grafiteiros me convidou para ir embora pelos trilhos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Vila Leste. O pichador que fez o convite narrou sua hist\u00f3ria: \u201cBah, sou fissurado por trens e trilhos, n\u00e3o apenas para pintar, mas porque acho que eles t\u00eam tudo a ver com a cidade. Esses trilhos s\u00e3o as veias de Santa Maria, foi a partir deles que a coisa come\u00e7ou. Quero ver se volto a fazer uns trampos em trens. Quando voc\u00ea pinta<br \/>no trem, quem vai curtir o trem vai ser a galera que t\u00e1 ligada nessas quest\u00f5es da linha, a grafitagem de trens e seus riscos. E a\u00ed, o trem vai daqui at\u00e9 o Paran\u00e1, por exemplo, e o pessoal que pinta no Paran\u00e1 vai ver. E da\u00ed entra em contato. Perguntei se todo pichador\/grafiteiro da cidade gosta de pintar trens. Respondeu: \u201cAcho que n\u00e3o, isso \u00e9 mais para quem \u00e9 \u2018das antigas\u2019, as novas gera\u00e7\u00f5es preferem muros e subir em pr\u00e9dios\u201d.<\/p><p><strong>Tretas feministas<\/strong><\/p><p>Como estrat\u00e9gia de introduzir momentos de dissenso nas reuni\u00f5es e nas apari\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do grupo <em>Intelectuais do pixo<\/em>, o qual participei como forma de discutir sobre picha\u00e7\u00f5es\/graffitis na cidade, questionei suas pr\u00f3prias pr\u00e9-no\u00e7\u00f5es argumentativas. Com isso, permitiu que viessem \u00e0 tona informa\u00e7\u00f5es e quest\u00f5es do campo da picha\u00e7\u00e3o\/graffiti que talvez n\u00e3o viessem se eu me restringisse a observar ou a ser plenamente conivente com tudo o que o grupo diz e pensa. Relato de uma das pichadoras\/grafiteiras, ap\u00f3s introduzir quest\u00f5es provocadoras no grupo: \u201cTem pichador que n\u00e3o suporta a ideia de ter mina pichando no rol\u00ea, ainda mais se as mina forem feministas. Tem uma crew de uns guri de bosta que s\u00f3 saem pra atropelar o trampo das minas. Tem muito machismo no meio da picha\u00e7\u00e3o. Tem mano que bate na mina. O feminismo \u00e9 necess\u00e1rio\u201d. \u201cO pior \u00e9 que tem mina machista tamb\u00e9m\u201d, disse outra.<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5537\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/comunicacao\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/03\/Di\u00e1rio_de_campo_imagem1.png\" alt=\"\" width=\"1800\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/03\/Di\u00e1rio_de_campo_imagem1.png 1800w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/03\/Di\u00e1rio_de_campo_imagem1-300x78.png 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/03\/Di\u00e1rio_de_campo_imagem1-768x200.png 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/03\/Di\u00e1rio_de_campo_imagem1-1024x267.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" \/><\/p><p><strong>Sa\u00fade mental e a picha\u00e7\u00e3o\/graffiti<\/strong><\/p><p>Em uma roda de conversa sobre picha\u00e7\u00e3o e sa\u00fade mental, realizada na loja de <em>street art<\/em>:<br \/>Um rapaz perguntou: \u201cpicha\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a? Esse lance de subir em pr\u00e9dio para fazer uns riscos e estragar a parede de algu\u00e9m n\u00e3o \u00e9 coisa de gente que precisa se tratar?\u201d. \u201cPichar pode ser uma maneira de desopilar. A sociedade \u00e9 que est\u00e1 doente\u201d, respondeu um estudante de psicologia e, em seguida, sua colega: \u201ceu tento entender a picha\u00e7\u00e3o enquanto manifesta\u00e7\u00e3o, uma forma de express\u00e3o, mas se for no muro da minha casa eu n\u00e3o gosto (risos)\u201d.<\/p><p><strong>A campanha Santa Maria do Bem<\/strong><\/p><p>Em 2015, houve dois empreendimentos envolvendo governo, m\u00eddia e empresas: a campanha <em>Santa Maria do Bem e a Opera<\/em><em>\u00e7\u00e3o Solvente<\/em>, para coibir e penalizar os pichadores. A internet virou um campo do conflito de moradores, propriet\u00e1rios e pichadores\/grafiteiros. Concomitantemente, a campanha prop\u00f4s o uso do graffiti para combater a picha\u00e7\u00e3o, incentivando os moradores a cederem o muro de suas casas para a produ\u00e7\u00e3o de graffiti. Um pichador\/grafiteiro e uma pichadora\/grafiteira, ambos precursores da picha\u00e7\u00e3o\/graffiti na cidade, participaram da campanha. Na fala da pichadora\/grafiteira para jornais, ela se apresentou como ex-pichadora e argumentou que os empreendedores e moradores da cidade n\u00e3o querem suas casas rabiscadas com ofensas. Sua participa\u00e7\u00e3o e depoimento suscitou cr\u00edticas: \u201c\u00c0s vezes tento entender, sei que ela tem filho e tudo mais, da\u00ed n\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil aceitar se juntar ($) \u00e0 prefeitura, mas usar esse discurso [&#8230;] fico triste com essa fala dela.\u201d Em resposta, a pichadora\/grafiteira disse: \u201cA galera do graffiti n\u00e3o gosta porque \u00e9 do Poder P\u00fablico. Eu j\u00e1 sabia de tudo isso. Mas quando \u00e9 que eu iria ter a oportunidade de pintar e ganhar material bom? Spray \u00e9 caro. \u00c9 uma arte cara\u201d.<\/p><p><strong>Estabelecimentos comerciais<\/strong><\/p><p>Estabelecimento com a seguinte frase: \u201cPedimos desculpas \u00e0 cidade de Santa Maria, n\u00e3o pintaremos mais a parede\u201d. As falas de moradores e propriet\u00e1rios de casas ou lojas pichadas tamb\u00e9m v\u00e3o majoritariamente nesse sentido: \u201ca gente pinta, e no outro dia eles v\u00e3o l\u00e1 e picham tudo de novo\u201d; \u201ca gente trabalha duro, ganha pouco, da\u00ed resolvemos pintar a casa, a gente s\u00f3 quer ter uma casinha ajeitada, j\u00e1 que o bairro \u00e9 humilde, da\u00ed os caras v\u00eam e riscam tudo, isso \u00e9 ruim pra nossa autoestima\u201d. Uns compram a briga, outros jogam a toalha.<\/p><p><strong>Arma na cara<\/strong><\/p><p>Conversando na volta para casa com um dos pichadores\/grafiteiros consagrados na cena local por escalar pr\u00e9dios para pichar\/grafitar, ele narrava algumas de suas miss\u00f5es mais arriscadas. \u201cQuando eu estava riscando, o morador acordou e saiu na sacada, me viu l\u00e1 em cima e mandou eu descer, disse que ia chamar a pol\u00edcia. Eu disse para ele ficar frio, que eu n\u00e3o era ladr\u00e3o, que s\u00f3 ia descer depois de terminar meu trampo. Da\u00ed ele entrou.Terminei o trampo e desci. Mas o mais doido foi quando cheguei em casa, j\u00e1 de manh\u00e3. Deitei a cabe\u00e7a no travesseiro, n\u00e3o deu uma hora, e acordei com a pol\u00edcia dentro do meu quarto, com uma arma apontada na minha cara. Era o dia da <em>Opera\u00e7\u00e3o Rabisco<\/em>, mandado de busca e apreens\u00e3o. Levaram sprays, pinc\u00e9is, tintas e cadernos meus. J\u00e1 tenho uns vinte BO (boletim de ocorr\u00eancia) nas costas por causa de picha\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o pretendo parar t\u00e3o cedo\u201d.<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5891\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/04\/Di\u00e1rio_de_campo_Box_gloss\u00e1rio-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1800\" height=\"1156\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/04\/Di\u00e1rio_de_campo_Box_gloss\u00e1rio-2.jpg 1800w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/04\/Di\u00e1rio_de_campo_Box_gloss\u00e1rio-2-300x193.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/04\/Di\u00e1rio_de_campo_Box_gloss\u00e1rio-2-768x493.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/04\/Di\u00e1rio_de_campo_Box_gloss\u00e1rio-2-1024x658.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1800px) 100vw, 1800px\" \/><\/p><p><strong>Reportagem:<\/strong> Bibiana Pinheiro<br \/><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o, Lettering e Diagrama\u00e7\u00e3o:<\/strong> Deirdre Holanda<br \/><strong>Locu\u00e7\u00e3o:<\/strong> Marcelo De Franceschi<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa etnogr\u00e1fica acompanha o dia a dia de pichadores\/grafiteiros de Santa Maria e revela novos significados para as pr\u00e1ticas<\/p>\n","protected":false},"author":1001,"featured_media":5623,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1616],"tags":[102,92,106,108,110,112,114],"class_list":["post-5536","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diario-de-campo-10a-edicao","tag-arte","tag-dissertacao","tag-etnografia","tag-expressao","tag-graffiti","tag-pesquisa","tag-pichacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5536","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1001"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5536"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5536\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5623"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}