{"id":5985,"date":"2019-07-23T14:27:00","date_gmt":"2019-07-23T17:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/?p=5985"},"modified":"2019-11-08T16:16:13","modified_gmt":"2019-11-08T19:16:13","slug":"olha-a-cobra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/olha-a-cobra","title":{"rendered":"Olha a cobra!"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-5988\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/capa_serpentes-1024x668.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"668\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/capa_serpentes-1024x668.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/capa_serpentes-300x196.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/capa_serpentes-768x501.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/capa_serpentes.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>Apesar de n\u00e3o serem vistas com tanta frequ\u00eancia no ambiente urbano, as cobras causam medo em muitas pessoas. Mas o que poucos sabem \u00e9 que um n\u00famero m\u00ednimo de serpentes \u00e9 pe\u00e7onhenta. No Rio Grande do Sul, existem cerca de 80 esp\u00e9cies, das quais somente 13 s\u00e3o capazes de causar acidentes graves em humanos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As serpentes pe\u00e7onhentas se dividem em dois grupos: no primeiro est\u00e3o a jararaca e a cascavel, que pertencem \u00e0 fam\u00edlia <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Viperidae<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">; o outro \u00e9 composto pelas corais verdadeiras, da fam\u00edlia <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Elapidae<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. Cada esp\u00e9cie habita \u00e1reas espec\u00edficas do Brasil. Em Santa Maria, \u00e9 poss\u00edvel encontrar quatro esp\u00e9cies: a jararaca-pintada &#8211; que tem at\u00e9 70 cent\u00edmetros de comprimento e \u00e9 comum no ambiente urbano -, a cruzeira &#8211; de maior porte, com at\u00e9 1,80 metros, encontrada mais raramente em \u00e1reas campestres &#8211; a jararaca, vista apenas na encosta dos morros &#8211; e a coral verdadeira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h2>Como identificar uma pe\u00e7onhenta<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/box_cobra-01-01.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5986 size-large\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/box_cobra-01-01-1024x476.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o destaca a fosseta nasal das cobras\" width=\"1024\" height=\"476\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/box_cobra-01-01-1024x476.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/box_cobra-01-01-300x140.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/box_cobra-01-01-768x357.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/box_cobra-01-01.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O formato triangular ou achatado da cabe\u00e7a da serpente n\u00e3o d\u00e1 garantia absoluta de que ela seja pe\u00e7onhenta. As jararacas e as cascav\u00e9is t\u00eam uma caracter\u00edsti<\/span><span style=\"font-weight: 400\">ca que permite, a certa dist\u00e2ncia, ter certeza de que elas s\u00e3o pe\u00e7onhentas: um orif\u00edcio chamado fosseta loreal, localizado entre o olho e a narina. A estrutura \u00e9 termorreguladora, ou seja, faz com que as <\/span><span style=\"font-weight: 400\">cobras percebam o calor das presas. \u201cAs serpentes que t\u00eam essa estrutura no corpo, sem d\u00favida, s\u00e3o pe\u00e7onhentas\u201d, destaca a professora Sonia Zanini Cechin, do Departamento de Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o do Centro de Ci\u00eancias Naturais e Exatas da UFSM.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No entanto, as corais verdadeiras s\u00e3o pe\u00e7onhentas e n\u00e3o t\u00eam fosseta loreal. Elas podem ser identificadas pelos an\u00e9is coloridos &#8211; geralmente pretos, vermelhos e brancos ou amarelos &#8211; que percorrem todo o corpo do animal, inclusive o ventre.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2>Veneno de cobra mata?<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo a professora Sonia, o n\u00famero de mortes por acidente of\u00eddico &#8211; causado por cobra &#8211; no Brasil \u00e9 pequeno, quando comparado, por exemplo, com acidentes de tr\u00e2nsito. \u201cTem um tempo de atendimento e medidas que podem ser tomadas para evitar que o acidente se torne grave e cause sequelas graves como amputa\u00e7\u00e3o, ou, num caso extremo, o \u00f3bito\u201d, explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao ser picada por jararaca ou cascavel, a pessoa tem at\u00e9 seis horas para tomar o soro antiof\u00eddico. No caso de ataque de coral verdadeira &#8211; considerada a serpente mais perigosa do pa\u00eds &#8211; o tempo recomendado \u00e9 de, no m\u00e1ximo, duas horas. Os acidentes causados por essa esp\u00e9cie, contudo, s\u00e3o raros: representam cerca de 0,7% das ocorr\u00eancias com serpentes no pa\u00eds, enquanto aproximadamente 90% s\u00e3o provocados por jararacas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O soro antiof\u00eddico, mecanismo mais eficaz contra o veneno de serpentes, \u00e9 distribu\u00eddo pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ao Centro de Informa\u00e7\u00f5es Toxicol\u00f3gicas (CIT) localizado na capital de cada estado. O CIT \u00e9 respons\u00e1vel por repor as ampolas do medicamento nos hospitais municipais credenciados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A professora Sonia destaca que existem v\u00e1rios tipos de soro e, quanto mais espec\u00edfico for, mais efetivo o resultado. Por isso, \u00e9 importante identificar a serpente que causou a picada tirando uma fotografia ou levando o animal at\u00e9 o hospital.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-5987\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-content\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/box_cobra-01-02-1024x476.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"476\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/box_cobra-01-02-1024x476.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/box_cobra-01-02-300x140.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/box_cobra-01-02-768x357.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2019\/07\/box_cobra-01-02.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2>Preven\u00e7\u00e3o de acidentes<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Desde 1992, Sonia coordena o projeto de extens\u00e3o chamado <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Preven\u00e7\u00e3o de acidentes com animais pe\u00e7onhentos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, que ensina a manusear, identificar as serpentes e agir em caso de acidente of\u00eddico. At\u00e9 hoje, mais de 50 mil pessoas participaram das oficinas do projeto. Recentemente, funcion\u00e1rios do Aeroporto, da Brigada Militar e da Base A\u00e9rea foram atendidos. Al\u00e9m disso, desde o in\u00edcio do ano, as oficinas acontecem frequentemente no espa\u00e7o do Jardim Bot\u00e2nico, para as in\u00fameras escolas que o visitam.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A professora Sonia destaca que as serpentes t\u00eam grande import\u00e2ncia no equil\u00edbrio ambiental. Elas consomem presas dos mais variados tipos, como peixes, anf\u00edbios, lagartos e ratos &#8211; estes \u00faltimos, transmissores de diversas doen\u00e7as em humanos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m disso, diversos componentes presentes no veneno originaram medicamentos de amplo uso, como \u00e9 o caso do Captopril, medicamento de uso oral para hipertens\u00e3o arterial, descoberto a partir do veneno da jararaca. Outro exemplo \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o do veneno de cascavel para produ\u00e7\u00e3o de um cicatrizante para humanos portadores de \u00falceras cr\u00f4nicas e como cola cir\u00fargica. \u201cEsses s\u00e3o apenas alguns exemplos da import\u00e2ncia desses animais e de por que devemos conserv\u00e1-los\u201d, destaca a professora.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em><b>Rep\u00f3rter: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Andressa Motter, acad\u00eamica de Jornalismo<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><b>Ilustradora: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Yasmin Faccin, acad\u00eamica de Desenho Industrial<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><b>Fot\u00f3grafo:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Conrado Mario da Rosa, Doutorando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Animal &#8211; UFSM<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Editor chefe<\/strong>: Maur\u00edcio Dias, jornalista<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea consegue identificar uma serpente pe\u00e7onhenta? Sabe o que fazer em caso de acidente of\u00eddico? Confira as respostas!<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":5989,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4026],"tags":[3943,3890,2621,3892,3894],"class_list":["post-5985","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ambiente-pt","tag-biodiversidade","tag-como-identificar-serpentes-peconhentas","tag-destaque-ufsm","tag-serpentes-pt","tag-serpentes-peconhentas-pt"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5985"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5985\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5989"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}