{"id":8538,"date":"2021-07-15T08:50:41","date_gmt":"2021-07-15T11:50:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/?p=8538"},"modified":"2021-08-06T23:14:15","modified_gmt":"2021-08-07T02:14:15","slug":"7-fatos-sobre-criacao-de-galinhas-livres-de-gaiolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/7-fatos-sobre-criacao-de-galinhas-livres-de-gaiolas","title":{"rendered":"9 fatos sobre a cria\u00e7\u00e3o de galinhas livres de gaiolas que voc\u00ea precisa saber"},"content":{"rendered":"\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar que galinhas tomam ch\u00e1? E em agricultura familiar? Voc\u00ea sabe o que \u00e9 seguran\u00e7a alimentar? Em conversa com o zootecnista e professor do Col\u00e9gio Polit\u00e9cnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Gustavo Pinto da Silva, que tamb\u00e9m \u00e9 co-orientador do projeto de extens\u00e3o e coordenador da PoliFeira do Agricultor, surgiram informa\u00e7\u00f5es curiosas sobre a cria\u00e7\u00e3o de galinhas livres de gaiolas e assuntos relacionados com a tem\u00e1tica. Confira:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"668\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Galinha_Capa-1024x668.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o colorida na horizontal. Ao centro, duas galinhas sentadas em lados opostos de uma mesa redonda. Ambas galinhas est\u00e3o vestidas com chap\u00e9us e babeiros. Na mesa, um bule de ch\u00e1, uma x\u00edcara e um prato de biscoitos. Uma delas est\u00e1 levando outra x\u00edcara \u00e0 boca. A outra galinha aparenta gesticular. \" class=\"wp-image-8539\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Galinha_Capa-1024x668.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Galinha_Capa-300x196.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Galinha_Capa-768x501.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Galinha_Capa.jpg 1458w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; A a\u00e7\u00e3o do projeto veio atrav\u00e9s de um olhar diferenciado tanto para o produtor, quanto para o consumidor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ideia surgiu na PoliFeira do Agricultor em conjunto com a Cooperativa de Produ\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Rural dos Agricultores Familiares de Santa Maria (Coopercedro). O intuito da realiza\u00e7\u00e3o desse sistema de cria\u00e7\u00e3o avi\u00e1ria \u00e9 buscar um posicionamento e um olhar diferenciado sobre a produ\u00e7\u00e3o convencional de ovos. Al\u00e9m de fomentar a economia local, a a\u00e7\u00e3o possibilita ao agricultor gera\u00e7\u00e3o de renda, seguran\u00e7a alimentar e uma produ\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 sustentabilidade.&nbsp; Quanto ao consumidor, o objetivo est\u00e1 em atender compradores com um olhar mais atento ao ato do consumo. Isto \u00e9, ele optar pelo produto que traz mais benef\u00edcios na cadeia produtiva, nesse caso proporcionando o bem-estar animal e valorizando o trabalho de pequenos produtores.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>2 \u2013 As aves possuem acesso a piquetes (\u00e1rea externa)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Existem v\u00e1rios sistemas de cria\u00e7\u00e3o de galinhas poedeiras:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>criadas em gaiolas<\/strong> &#8211; \u00e0s vezes com 12 aves por gaiola;&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>cage free<\/em><\/strong> &#8211; criadas soltas, mas em locais fechados. Possui algumas regulamenta\u00e7\u00f5es nas quest\u00f5es envolvendo o espa\u00e7o e a alimenta\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m pro\u00edbe a debicagem (a explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 no pr\u00f3ximo item), por\u00e9m \u00e9 permitido o uso de vacinas e de antibi\u00f3ticos, al\u00e9m de possivelmente ocorrer o canibalismo entre as aves;&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>livres de gaiolas (<em>free range, <\/em><\/strong><strong>caipira\/colonial e org\u00e2nico)<\/strong> &#8211; a galinha possui acesso ao piquete (\u00e1rea externa).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>As diferen\u00e7as entre essas tr\u00eas nomenclaturas \u00e9 decorrente da alimenta\u00e7\u00e3o e do espa\u00e7o. No <em>free range<\/em>, al\u00e9m da ra\u00e7\u00e3o, as galinhas comem pasto da \u00e1rea externa. No colonial, a parte nutricional j\u00e1 \u00e9 mais restrita, sem transg\u00eanicos e sem corante na ra\u00e7\u00e3o. E, no org\u00e2nico, \u00e9 permitido at\u00e9 20% de produtos convencionais na formula\u00e7\u00e3o da ra\u00e7\u00e3o, no entanto tamb\u00e9m sem transg\u00eanicos.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/IMG_9090-1024x576.jpg\" alt=\"Fotografia colorida na horizontal. Aglomeradas \u00e0 direita da foto, se encontram diversas galinhas de colora\u00e7\u00e3o alaranjada. Elas est\u00e3o soltas em um gramado verde. Apenas l\u00e1 no fundo se v\u00ea uma cerca, demarcando o espa\u00e7o. \" class=\"wp-image-8540\" width=\"768\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/IMG_9090-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/IMG_9090-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/IMG_9090-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/IMG_9090-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/IMG_9090.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Galinhas soltas na \u00e1rea externa<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>3 \u2013 O ato da debicagem ocorre no sistema convencional da cria\u00e7\u00e3o avi\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A debicagem \u00e9 o processo de corte parcial e cauteriza\u00e7\u00e3o das pontas superior e inferior do bico de galinhas poedeiras, realizado no sistema convencional de cria\u00e7\u00e3o, em gaiolas ou sem gaiolas, por\u00e9m em um local fechado. <strong>Mas por que isso \u00e9 feito?<\/strong> Quando os animais s\u00e3o confinados, fatores do ambiente &#8211; como a luminosidade, a nutri\u00e7\u00e3o e o espa\u00e7o pequeno &#8211;&nbsp; influenciam o comportamento natural e geram um aumento de estresse. Assim ocorre o canibalismo entre as aves e por consequ\u00eancia, a morte de v\u00e1rias delas. A debicagem evitaria que isso acontecesse. Na cria\u00e7\u00e3o de galinhas livres de gaiolas, n\u00e3o h\u00e1 esse risco.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>4 \u2013 Ch\u00e1s fazem parte da rotina das galinhas livres de gaiolas do projeto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A fitoterapia \u00e9 uma pr\u00e1tica \u00e0 base de plantas usada no tratamento e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, auxiliando na imunidade. A t\u00e9cnica n\u00e3o \u00e9 apenas para humanos e pode ser utilizada em animais. Sendo assim, a fitoterapia \u00e0 base de ch\u00e1s, como de laranjeira e ara\u00e7\u00e1, \u00e9 aplicada na rotina das galinhas, para o controle de vermes e para proporcionar uma melhora na imunidade. Al\u00e9m disso, a homeopatia \u2013 medicamentos naturais de origem vegetal, animal ou mineral &#8211; \u00e9 igualmente adotada pelos agricultores do projeto. Diferentemente do m\u00e9todo convencional, o qual utiliza antibi\u00f3ticos e praguicidas para o controle de doen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>5 \u2013 Alimenta\u00e7\u00e3o alternativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para produzir os ovos, as galinhas t\u00eam uma s\u00e9rie de desafios nutricionais. A rotina \u00e9 focada em uma alimenta\u00e7\u00e3o alternativa, que visa se distanciar cada vez mais da soja, do milho e de produtos transg\u00eanicos. As aves precisam em torno de 100 gramas de ra\u00e7\u00e3o por dia para manterem um equil\u00edbrio de amino\u00e1cidos, de vitaminas e de energia. Por enquanto, na cria\u00e7\u00e3o das galinhas livres de gaiolas da PoliFeira, a ra\u00e7\u00e3o comercial \u00e9 utilizada &#8211; mas existe a possibilidade de ela come\u00e7ar a ser produzida pelos pr\u00f3prios agricultores. Al\u00e9m da ra\u00e7\u00e3o, \u00e9 recomendado o uso de outras fontes de alimenta\u00e7\u00e3o complementar. Diante disso, cada produtor possui suas especificidades no fornecimento, como distribuir aos animais mandioca, couve, repolho e azolla &#8211; uma planta aqu\u00e1tica. Partes do tronco de bananeiras cortados ou rachados ao meio tamb\u00e9m podem ser consumidos pelos animais, pois servem como um verm\u00edfugo natural.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Foto-das-aves-na-granja-de-um-dos-produtores-do-projeto-1024x576.jpg\" alt=\"Fotografia colorida na horizontal. V\u00e1rias galinhas de colora\u00e7\u00e3o alaranjada se encontram em uma \u00e1rea interna, uma granja. Nela, se encontram recipientes para a comida das galinhas e estruturas como grades de madeira na diagonal. \" class=\"wp-image-8541\" width=\"768\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Foto-das-aves-na-granja-de-um-dos-produtores-do-projeto-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Foto-das-aves-na-granja-de-um-dos-produtores-do-projeto-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Foto-das-aves-na-granja-de-um-dos-produtores-do-projeto-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Foto-das-aves-na-granja-de-um-dos-produtores-do-projeto-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Foto-das-aves-na-granja-de-um-dos-produtores-do-projeto.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Aves na granja de um dos produtores do projeto<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>6 &#8211; Galinhas criadas ao ar livre geram ovos com maior teor de vitamina D<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como o processo de cria\u00e7\u00e3o das galinhas \u00e9 o mais natural poss\u00edvel, os ovos produzidos t\u00eam caracter\u00edsticas nutricionais diferentes dos gerados pela chamada \u2018ind\u00fastria dos ovos\u2019. Galinhas criadas ao ar livre geram ovos com maior teor de vitamina D, maior teor de prote\u00ednas, duas vezes mais vitamina E, duas vezes mais \u00d4mega 3, 38% mais de vitamina A, <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CP8g54qM3_z\/\" target=\"_blank\">15% mais de energia vital (termo relacionado com a sa\u00fade e o bem-estar)<\/a>, apresentam maior resist\u00eancia \u00e0 penetra\u00e7\u00e3o de salmonella e t\u00eam a cor marcante da gema. Vale ressaltar que a colora\u00e7\u00e3o da gema n\u00e3o indica qual o sistema de cria\u00e7\u00e3o do animal, porque na ind\u00fastria dos ovos s\u00e3o utilizados pigmentos sint\u00e9ticos na ra\u00e7\u00e3o para deixar a cor mais intensa. A cria\u00e7\u00e3o mais natural, portanto, proporciona tanto o bem-estar animal quanto uma melhor qualidade do produto e seguran\u00e7a alimentar para o consumidor.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Rotulo-Polifeira-Pequeno-1024x287.jpeg\" alt=\"Fotografia colorida na horizontal. R\u00f3tulo das embalagens de ovos coloniais. Ao fundo e \u00e0 esquerda, a imagem de uma galinha gradualmente se integrando no resto do fundo da imagem, de colora\u00e7\u00e3o amarela. \" class=\"wp-image-8542\" width=\"768\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Rotulo-Polifeira-Pequeno-1024x287.jpeg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Rotulo-Polifeira-Pequeno-300x84.jpeg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Rotulo-Polifeira-Pequeno-768x215.jpeg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Rotulo-Polifeira-Pequeno.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>R\u00f3tulos das embalagens dos ovos coloniais<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>7 \u2013 Regulamentos sanit\u00e1rios precisam ser feitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O sistema livre de gaiolas com acesso ao piquete requer v\u00e1rios tipos de regulamenta\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria. A propriedade precisa ser registrada na inspetoria veterin\u00e1ria, necessita de cerca ao redor do limite permitido e precisa de um controle de aves e de roedores para conter a entrada deles na barreira sanit\u00e1ria, j\u00e1 que podem transmitir doen\u00e7as. Ademais, os ovos n\u00e3o podem ser lavados, devido \u00e0 retirada da pel\u00edcula sanit\u00e1ria natural. Quando isso ocorre, precisam ser vendidos com uma validade mais curta. A limpeza do ambiente \u00e9 feita com \u00e1gua, sab\u00e3o, iodo, \u00e1gua sanit\u00e1ria e concentrado de ervas. Por \u00faltimo, antes de serem vendidos, precisam passar pelo entreposto de ovos, local da inspe\u00e7\u00e3o do produto. No Col\u00e9gio Polit\u00e9cnico, foi desenvolvido um entreposto para o projeto. O outro da regi\u00e3o central fica localizado no munic\u00edpio de Agudo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-29-Entreposto-Politecnico-1024x576.jpg\" alt=\"Fotografia colorida na horizontal. Imagem de um pequena casa com a placa na frente que diz &quot;Entreposto de ovos&quot;.\" class=\"wp-image-8543\" width=\"768\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-29-Entreposto-Politecnico-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-29-Entreposto-Politecnico-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-29-Entreposto-Politecnico-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-29-Entreposto-Politecnico-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-29-Entreposto-Politecnico.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Entrepostos de ovos do Col\u00e9gio Polit\u00e9cnico<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>8 \u2013 Sete dos produtores do projeto participam da PoliFeira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o conta com sete produtores que participam da PoliFeira do Agricultor, atualmente, na Avenida Roraima, em Camobi. Um \u00e9 de Jari, um de Dilermando de Aguiar, dois de Santa Maria, um de Faxinal do Soturno, um de S\u00e3o Jo\u00e3o do Pol\u00easine e um de Restinga Seca.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-30-mapa_granjas_atualizado2-1024x787.jpg\" alt=\"Imagem colorida de mapa da central do estado do Rio Grande do Sul. S\u00e3o demarcadas algumas cidades que participam do projeto da Polifeira. \" class=\"wp-image-8545\" width=\"768\" height=\"590\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-30-mapa_granjas_atualizado2-1024x787.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-30-mapa_granjas_atualizado2-300x231.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-30-mapa_granjas_atualizado2-768x590.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-30-mapa_granjas_atualizado2-1536x1181.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Figura-30-mapa_granjas_atualizado2.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Mapa das granjas dos produtores que participam do projeto<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>9 &#8211; <\/strong>&nbsp;<strong>Mais de 50 empresas brasileiras anunciaram o fim, antes ou a partir de 2025, de ovos provenientes da cria\u00e7\u00e3o convencional de aves<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Empresas como Carrefour, P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, Burger King, McDonald\u2019s e Giraffas anunciaram o fim, antes ou a partir de 2025, de ovos provenientes da cria\u00e7\u00e3o convencional. Contudo, apesar de a not\u00edcia ser positiva, existem problem\u00e1ticas a serem pontuadas:<\/p>\n\n\n\n<p>a) O sistema <em>cage-free<\/em>, apontado como substituto para a ind\u00fastria dos ovos, n\u00e3o significa que vai haver bem-estar animal;<\/p>\n\n\n\n<p>b) No Brasil, a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o reconhece diferen\u00e7as entre os tipos de cria\u00e7\u00e3o convencional, <em>cage-free<\/em> e colonial.<em> <\/em>Por isso, basta atender aos crit\u00e9rios sanit\u00e1rios do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (MAPA) para rotular o produto com o nome que mais convenha o produtor.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>c) Cria\u00e7\u00f5es numerosas de galinhas poedeiras dificilmente conseguem aplicar a l\u00f3gica do sistema livre de gaiolas, pois h\u00e1 toda a quest\u00e3o do cuidado na alimenta\u00e7\u00e3o, na limpeza, no espa\u00e7o e na sa\u00fade dos animais. A cria\u00e7\u00e3o favorece e \u00e9 aplic\u00e1vel para pequenos produtores rurais, pela quantidade menor de galinhas. Nesse sentido, a ind\u00fastria avi\u00e1ria, muitas vezes, \u00e9 a fornecedora das empresas e das multinacionais que apenas visam o lucro, portanto, o bem-estar animal \u00e9 deixado de lado.<\/p>\n\n\n\n<p>d) Nos \u00faltimos anos ocorreu uma maior procura por ovos provenientes de uma cria\u00e7\u00e3o alternativa \u00e0 convencional. Diante disso, algumas embalagens j\u00e1 existentes no mercado possuem o selo da <em>Certified Humane, <\/em>da <em>Humane Farm Animal Care<\/em> (HFAC), entidade internacional de certifica\u00e7\u00e3o de bem-estar animal que exige alguns par\u00e2metros na cria\u00e7\u00e3o de galinhas <em>cage-free<\/em> e caipira. Contudo, de acordo com a reportagem do O Joio e o Trigo &#8211; <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ojoioeotrigo.com.br\/2020\/06\/quando-a-embalagem-esconde-a-realidade-choques-maus-tratos-e-fraudes-na-vida-das-galinhas-livres-de-gaiola\/\" target=\"_blank\">\u201cQuando a embalagem esconde a realidade: choques, maus-tratos e fraudes na vida das galinhas \u2018livres de gaiola\u2019\u201d<\/a> -,\u00a0 algumas empresas da ind\u00fastria dos ovos que usavam o selo em seus r\u00f3tulos conseguiram burlar alguns par\u00e2metros, como, por exemplo, colocar cerca de choque el\u00e9trico no per\u00edmetro, n\u00e3o permitir a sa\u00edda das galinhas para o ar livre todo dia ou apenas poucas horas por dia. Assim, a sobrecarga do animal continua igual ao do sistema convencional.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:26px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Onde posso encontrar os ovos coloniais do projeto em Santa Maria?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; PoliFeira do Agricultor (Avenida Roraima, todas \u00e0s ter\u00e7as-feiras, das 7h \u00e0s 12h30 &#8211; Camobi);<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Feira da Roraima (Av. Roraima, \u00e0s quartas-feiras e aos s\u00e1bados &#8211; Camobi);<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Feir\u00e3o Colonial (Centro de Refer\u00eancia Dom Ivo Lorscheiter, aos s\u00e1bados &#8211; Nossa Sra. Medianeira);<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Feir\u00e3o Regional (Pra\u00e7a dos Bombeiros, \u00e0s ter\u00e7as-feiras &#8211; Bonfim);&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Coopercedro (Pra\u00e7a Saturnino de Brito &#8211; Centro);<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Vov\u00f3 Nan\u00e1 Produtos Coloniais (Av. Itaimb\u00e9, 211 &#8211; Centro);<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Casa Colonial Camobi;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Fruteira do Alem\u00e3o (Rua do Acampamento, 599 &#8211; Centro);<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Mercado Tri (Rua Duque de Caxias, 3550 &#8211; Nonoai);<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Supermercado Bella Vista (Av. Jo\u00e3o Luiz Pozzobon, 1599 &#8211; Km 3);<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Supermercado Royal (Av. Jo\u00e3o Machado Soares, 132 &#8211; Camobi);<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Supermercado Vera e Filhos (R. J\u00falio do Prado Lima &#8211; Nossa Sra. Medianeira);<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Beltrame Supermercados;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:26px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Expediente<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Reportagem:<\/strong> Eduarda Paz, acad\u00eamica de Jornalismo e volunt\u00e1ria da revista Arco<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Ilustrador:<\/strong> Filipe Duarte, acad\u00eamico de Desenho Industrial e bolsista<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fotografias: <\/strong>Projeto de Extens\u00e3o PoliFeira do Agricultor<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>M\u00eddia Social:<\/strong> Samara Wobeto, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Elo\u00edze Moraes e Martina Pozzebon, estagi\u00e1rias de Jornalismo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Editora de Produ\u00e7\u00e3o: <\/strong>Esther Klein, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Edi\u00e7\u00e3o Geral: <\/strong>Luciane Treulieb e Maur\u00edcio Dias, jornalistas<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A a\u00e7\u00e3o \u00e9 parte do projeto de extens\u00e3o &#8220;Produ\u00e7\u00e3o de ovos coloniais da regi\u00e3o central&#8221;, do Col\u00e9gio Polit\u00e9cnico da UFSM<\/p>\n","protected":false},"author":3635,"featured_media":8539,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1850],"tags":[4183,4488,902,524,572,1900],"class_list":["post-8538","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-listas","tag-agricultura-familiar","tag-alimentacao-2","tag-colegio-politecnico","tag-lista","tag-listas","tag-polifeira-2"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8538","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3635"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8538"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8538\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8539"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8538"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8538"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8538"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}