{"id":8550,"date":"2021-07-22T08:14:12","date_gmt":"2021-07-22T11:14:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/?p=8550"},"modified":"2021-08-06T23:13:50","modified_gmt":"2021-08-07T02:13:50","slug":"arco-entrevista-escritor-milton-hatoum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/arco-entrevista-escritor-milton-hatoum","title":{"rendered":"Arco entrevista escritor Milton Hatoum"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Entrevista_MiltonHatoum_EP-1024x668.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o colorida na horizonal. O fundo da imagem \u00e9 dividido ao meio entre duas cores - verde e vermelho bord\u00f4. \u00c0 esquerda, a silhueta de um homem com \u00f3culos lendo um livro. \u00c0 direita, a legenda de &quot;Entrevista: Milton Hatoum&quot;. \" class=\"wp-image-8551\" width=\"1024\" height=\"668\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Entrevista_MiltonHatoum_EP-1024x668.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Entrevista_MiltonHatoum_EP-300x196.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Entrevista_MiltonHatoum_EP-768x501.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/07\/Entrevista_MiltonHatoum_EP.jpg 1458w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Com o intuito de promover debates e divulgar a literatura para a comunidade santa-mariense, a Festa Liter\u00e1ria de Santa-Maria (FLISM) foi realizada pela primeira vez, em 2018, no audit\u00f3rio da Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (Cesma). Atrav\u00e9s de conversas sobre (e com) grandes escritores, as discuss\u00f5es s\u00e3o mediadas por professores, agentes culturais, cr\u00edticos liter\u00e1rios e autores locais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O evento foi idealizado pelos professores do Curso de Letras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Raquel Trentin e En\u00e9ias Tavares, juntamente com o professor do Curso de M\u00fasica da UFSM, G\u00e9rson Werlang. Durante os quatro anos de realiza\u00e7\u00e3o, v\u00e1rios escritores renomados passaram pelo evento, como Ign\u00e1cio de Loyola Brand\u00e3o, Luiz Ruffato e Leticia Wierzchowski.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor do Departamento de Letras vern\u00e1culas da UFSM, Pedro Brum, comenta que a FLISM permite que os participantes desenvolvam o exerc\u00edcio da reflex\u00e3o, a aquisi\u00e7\u00e3o do saber, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso de beleza e a percep\u00e7\u00e3o da complexidade do mundo, atrav\u00e9s da experi\u00eancia liter\u00e1ria como atividade que refor\u00e7a o ato de pensar criticamente sobre o que se l\u00ea, sobre as realidades implicadas no ato de produ\u00e7\u00e3o e de leitura.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, a pandemia de Covid-19 impossibilitou a realiza\u00e7\u00e3o do evento na Cesma, mas os organizadores conseguiram adapt\u00e1-lo para o meio online. Por isso, a terceira edi\u00e7\u00e3o ficou conhecida como \u2018FLISM em Casa\u2019. Nesta quarta edi\u00e7\u00e3o, em 2021, que aconteceu entre os dias 13 a 16 de julho, tamb\u00e9m de forma remota &#8211; transmitida pelo <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAdQVtO2TNdgVXdkkURzecw\" target=\"_blank\">canal do YouTube<\/a> -, a festa teve, pela primeira vez, a presen\u00e7a de uma escritora internacional, a autora portuguesa L\u00eddia Jorge. Ainda como parte da programa\u00e7\u00e3o, houve discuss\u00f5es com poetas locais,\u00a0 uma conversa com Andr\u00e9 Diniz sobre sua <em>graphic novel<\/em>, <em>A Revolta da Vacina<\/em>, publicada pela editora DarkSide Books, e um debate com o escritor Milton Hatoum, mediado pelo professor Brum, que encerrou a FLISM.<\/p>\n\n\n\n<p>Premiado escritor brasileiro, Milton Hatoum nasceu em Manaus, no Amazonas. Seu primeiro livro, o <em>Relato de um Certo Oriente<\/em>, foi publicado em 1989 e venceu o Pr\u00eamio Jabuti &#8211; premia\u00e7\u00e3o tradicional da literatura brasileira. Em 2006, seu livro <em>Cinzas do Norte<\/em>, publicado em 2005, tamb\u00e9m levou o pr\u00eamio na categoria de Melhor Romance. <em>Dois Irm\u00e3os<\/em>, publicado em 2000 e <em>\u00d3rf\u00e3os do Eldorado<\/em>, publicado em 2008, ganharam adapta\u00e7\u00f5es audiovisuais. O autor tamb\u00e9m foi professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) de 1984 a 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Brum, o que mais lhe impressiona na obra de Hatoum \u201c\u00e9 o sentido de busca de uma identidade que \u00e9, ao mesmo tempo, manauara, brasileira, libanesa ou tudo isso ao mesmo tempo, expressa sobretudo no engenho de seus narradores\u201d.&nbsp; Diante disso, a Revista Arco conversou com Milton Hatoum sobre suas obras,&nbsp; o contexto da leitura no Brasil e a import\u00e2ncia de eventos como a FLISM.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARCO: Quais livros formaram quem voc\u00ea \u00e9 hoje?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Bom, como livros formadores, posso citar o \u00c9rico Ver\u00edssimo, o Graciliano Ramos, que foram importantes. Li um pouco de literatura francesa, na minha primeira juventude em Manaus, e tamb\u00e9m os contos do Machado de Assis, li tamb\u00e9m parte dos <em>Sert\u00f5es<\/em>, de Euclides da Cunha, foram autores importantes na minha vida. Naquele momento, dos 12 aos 15 anos, antes de viajar para Bras\u00edlia, foram autores fundamentais, porque n\u00e3o havia televis\u00e3o em Manaus, ent\u00e3o o nosso acesso ao Brasil era atrav\u00e9s da literatura e de fotografias. Aprendi muito com <em>Vidas Secas<\/em>, do Graciliano Ramos, por exemplo, conheci o sert\u00e3o da vida sertaneja, da cultura sertaneja, da brutalidade social e da mis\u00e9ria. Anos depois, reli esses livros e aos poucos me aprofundei em outras obras tamb\u00e9m, de outras l\u00ednguas. Tive sorte, na inf\u00e2ncia, pela presen\u00e7a de um narrador oral que era o meu av\u00f4 materno, e isso estimulou a minha imagina\u00e7\u00e3o, do contador de hist\u00f3rias com a sua sabedoria, de experi\u00eancia de vida. Retribu\u00ed muito tempo depois com um conto do livro<em> A Cidade Ilhada<\/em>, que homenageia esse narrador oral. Enfim, tive sorte de ter tido bons professores na escola p\u00fablica, no Col\u00e9gio Pedro Segundo em Manaus, depois em Bras\u00edlia e S\u00e3o Paulo, foi important\u00edssimo. Enquanto n\u00e3o se investir em educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de qualidade, n\u00f3s vamos ser apenas caricaturas de democracia que nunca foi t\u00e3o caricata quanto \u00e9 nos dias atuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARCO &#8211; Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas obras, a mem\u00f3ria \u00e9 o tema em comum que perpassa por todas elas. A vida em Manaus, a heran\u00e7a libanesa e agora na trilogia <\/strong><strong><em>O Lugar Mais Sombrio<\/em><\/strong><strong>, a ditadura. Como \u00e9 o processo de articular o passado com o presente e colocar suas lembran\u00e7as nos romances, ou seja, como \u00e9 distinguir no desenvolvimento da escrita o que \u00e9 ficcional e o que \u00e9 mem\u00f3ria?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Seria um movimento. Porque a mem\u00f3ria de um passado distante &#8211; e isso sempre trabalhei nos meus livros, por isso levo tanto tempo para escrev\u00ea-los, \u00e0s vezes dez anos como aconteceu com <em>Dois Irm\u00e3os<\/em> ou com a trilogia <em>O Lugar Mais Sombrio<\/em> -; a mem\u00f3ria, eu penso como um movimento do passado que chega ao presente. N\u00e3o \u00e9 algo cristalizado no passado, ela repercute no presente. Portanto, todo esse movimento \u00e9 constru\u00eddo pela linguagem, pela forma mais importante na literatura. Como que voc\u00ea constr\u00f3i a sua narrativa?, de qual ponto de vista?, quest\u00f5es t\u00e9cnicas de estrutura de personagem, de conflitos de tempo e de espa\u00e7o. E tudo isso, relacionado com a minha experi\u00eancia de vida e de leitura, tem a ver com uma reflex\u00e3o sobre a minha cidade ou sobre as cidades onde vivi. De alguma forma, todos os meus romances possuem a vontade de dialogar com o presente. Quando escrevo sobre a Amaz\u00f4nia no<em> Dois Irm\u00e3os<\/em> ou no<em> Cinzas do Norte<\/em>, estou relatando um tempo desses conflitos humanos, de um quadro hist\u00f3rico. A mem\u00f3ria assume um papel important\u00edssimo, daquelas passagens da vida um pouco ofuscadas ou nebulosas, que constr\u00f3i, atrav\u00e9s da imagina\u00e7\u00e3o, o pilar mais importante de uma obra de arte. A quest\u00e3o \u00e9 transformar a imagina\u00e7\u00e3o em linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARCO &#8211; Qual a import\u00e2ncia de eventos que promovem debates liter\u00e1rios, como a FLISM?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 auspicioso, \u00e9 important\u00edssimo e fico grato pelo convite de participar desse festival, patrocinado por uma universidade p\u00fablica. Tamb\u00e9m fui professor de uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), durante 15 anos, inclusive no per\u00edodo do governo Collor (1990-1992) &#8211; outro mandato presidencial insidioso que trabalhou contra as universidades, contra o ensino p\u00fablico; que n\u00e3o estava interessado na pesquisa, na educa\u00e7\u00e3o, enfim, no financiamento dessas universidades. Ent\u00e3o, o evento \u00e9 de grande import\u00e2ncia, porque assim podem surgir quest\u00f5es liter\u00e1rias e, de modo obl\u00edquo ou indireto, quest\u00f5es pol\u00edticas tamb\u00e9m. A presen\u00e7a de professores, de pesquisadores, de estudantes e do p\u00fablico de um modo geral em um evento patrocinado e promovido por uma universidade p\u00fablica \u00e9 algo important\u00edssimo nesse momento tr\u00e1gico da vida pol\u00edtica, social e cultural brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARCO &#8211; Nos \u00faltimos anos, no Brasil, estamos percebendo um aumento da desinforma\u00e7\u00e3o, de ataques \u00e0 liberdade de imprensa e de express\u00e3o. Enfim, uma intensifica\u00e7\u00e3o de discursos de \u00f3dio. Voc\u00ea considera que a literatura e outras formas de express\u00f5es culturais e art\u00edsticas podem ser uma maneira de lutar contra esses atos de repress\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim. Mas, a literatura e as artes, de um modo geral, n\u00e3o s\u00e3o discursos ideol\u00f3gicos. Quando voc\u00ea l\u00ea um romance, geralmente, o leitor ou a leitora faz perguntas e s\u00e3o elas que conduzem a reflex\u00e3o de uma quest\u00e3o, de um problema ou de um conflito humano. Ent\u00e3o, eu acho que em qualquer circunst\u00e2ncia a literatura \u00e9 uma esp\u00e9cie de salva\u00e7\u00e3o. Permite uma viagem da imagina\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da linguagem e tamb\u00e9m apresenta uma forma de reflex\u00e3o sobre o presente que vivemos. O que acontece, hoje, no Brasil, \u00e9 uma forma de opress\u00e3o que inibe muitas pessoas. Mas n\u00e3o nos cala, n\u00f3s n\u00e3o somos obrigados a silenciar. Ent\u00e3o, por isso, escrevemos, precisamos ler e continuar a fazer o of\u00edcio que mais nos satisfaz. No meu caso, o que me move para escrever \u00e9 o desejo. Por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito adversa para quem admira ou para quem convive ou n\u00e3o pode viver sem a arte, sem a imagina\u00e7\u00e3o. A dificuldade de financiamentos para filmes, para pe\u00e7as de teatro, para festivais de m\u00fasicas, prejudica a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica no Brasil, o que \u00e9 muito preocupante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARCO &#8211; Poderia comentar um pouco sobre a problem\u00e1tica levantada pela Receita Federal e por outros membros do governo sobre a taxa\u00e7\u00e3o de livros e sobre a declara\u00e7\u00e3o que \u201cpobres n\u00e3o leem livros\u201d?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A elite do governo acredita que o livro \u00e9 artigo de luxo para poucos, consumido por poucos e assim exclui a massa de brasileiros, a grande maioria dos brasileiros que gostariam de ler. Agora, dizer que s\u00f3 os ricos gostam de ler \u00e9 de fato uma afirma\u00e7\u00e3o das mais preconceituosas e uma grande mentira. Uma afirma\u00e7\u00e3o sem nenhuma evid\u00eancia na realidade. Como comentei, fui professor por quase 15 anos em universidade p\u00fablica. Meus alunos e minhas alunas eram pessoas humildes, de fam\u00edlias humildes, e todos queriam ler. Havia um desejo enorme de ler e, \u00e0s vezes, eles n\u00e3o podiam comprar &#8211; muitas vezes eu fotocopiava livros ou doava para a pr\u00f3pria biblioteca que n\u00e3o possu\u00eda certas obras. Ent\u00e3o, h\u00e1 uma car\u00eancia enorme, sobretudo no Amazonas. Por isso, a elite brasileira \u00e9 preconceituosa e cruel. E o Ministro da Economia responde aos anseios dessa elite, na verdade, ele pertence a essa elite e n\u00e3o est\u00e1 preocupado com a qualidade de vida do povo brasileiro, nem com acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de qualidade e \u00e0 cultura. Mas n\u00f3s devemos criticar isso, n\u00e3o silenciar, e apostar na for\u00e7a da literatura cujo alcance aparentemente \u00e9 pequeno, no entanto tem o poder de formar leitores. Como dizia Ant\u00f4nio Candido, nosso maior cr\u00edtico liter\u00e1rio, \u201co direito \u00e0 literatura tamb\u00e9m faz parte dos direitos humanos\u201d. Ent\u00e3o, o festival de literatura promovido por uma universidade p\u00fablica d\u00e1 sentido e d\u00e1 densidade a esse direito.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<strong>ARCO \u2013 Para finalizar, gostaria de saber: o que significa a literatura para voc\u00ea?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A literatura \u00e9 uma das formas de se ver o mundo, n\u00e3o \u00e9 um espelho do real, contudo \u00e9 uma tentativa de reproduzir a realidade. Na verdade, o escritor ou a escritora, de algum modo, criam um universo ficcional e trabalham com isso para expressar suas inquieta\u00e7\u00f5es, seus fantasmas e os conflitos humanos. No centro de tudo isso est\u00e1 a linguagem. Muitas vezes, o que se l\u00ea expressa o mundo interior, subjetivo, em vez de o mundo no qual vivemos. S\u00e3o mergulhos da intimidade, a obra da Clarice Lispector \u00e9 um exemplo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong><em>Expediente<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Reportagem:<\/strong> Eduarda Paz, acad\u00eamica de Jornalismo e volunt\u00e1ria da revista Arco<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/strong><em> Noam Wurzel, acad\u00eamico de Desenho Industrial e bolsista<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>M\u00eddia Social:<\/strong> Samara Wobeto, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Elo\u00edze Moraes e Martina Pozzebon, estagi\u00e1rias de Jornalismo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Editora de Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Esther Klein, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Edi\u00e7\u00e3o Geral:<\/strong> Luciane Treulieb e Maur\u00edcio Dias, jornalista<\/em>s<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor brasileiro foi convidado para encerrar o \u00faltimo dia da festa liter\u00e1ria de Santa Maria (FLISM)<\/p>\n","protected":false},"author":3635,"featured_media":8551,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4391],"tags":[4087,4664,4665,4260,27],"class_list":["post-8550","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arco-entrevista","tag-arco-entrevista","tag-flism","tag-leitura","tag-letras","tag-livros"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8550","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3635"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8550"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8550\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}