{"id":8691,"date":"2021-10-04T13:14:01","date_gmt":"2021-10-04T16:14:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/?p=8691"},"modified":"2021-10-05T09:47:47","modified_gmt":"2021-10-05T12:47:47","slug":"parque-dos-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/parque-dos-dinossauros","title":{"rendered":"\u2018Parque dos dinossauros\u2019 em ambiente virtual"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"8691\" class=\"elementor elementor-8691\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5241630 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"5241630\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2e8e9f9\" data-id=\"2e8e9f9\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-12ed64d elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"12ed64d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"658\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/dinos_da_arco_Prancheta_1_copia_4-1024x658.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-8697\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/dinos_da_arco_Prancheta_1_copia_4-1024x658.png 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/dinos_da_arco_Prancheta_1_copia_4-300x193.png 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/dinos_da_arco_Prancheta_1_copia_4-768x494.png 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/dinos_da_arco_Prancheta_1_copia_4-1536x987.png 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/dinos_da_arco_Prancheta_1_copia_4.png 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-e0d2533 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"e0d2533\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-b0ec9c3\" data-id=\"b0ec9c3\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7a6f5c5 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7a6f5c5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">Se recriar dinossauros parece coisa simples no cinema, paleont\u00f3logos, na vida real, s\u00e3o desafiados diariamente a extra\u00edrem de f\u00f3sseis, muitas vezes fr\u00e1geis, raros e pouco acess\u00edveis, informa\u00e7\u00f5es sobre animais h\u00e1 milh\u00f5es de anos extintos da face da Terra. Modernas tecnologias t\u00eam sido aliadas desses cientistas em sua jornada para desvendar o passado. Ferramentas de digitaliza\u00e7\u00e3o e computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica t\u00eam revolucionado a an\u00e1lise de f\u00f3sseis, revelando h\u00e1bitos, comportamentos e outras caracter\u00edsticas, como peso e tamanho, de seres que vagavam por nosso planeta num passado remoto.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">A paleontologia \u00e9, por natureza, uma ci\u00eancia de interface, um h\u00edbrido de geoci\u00eancias e bioci\u00eancias que tenta compreender a vida do passado. H\u00e1 um qu\u00ea de detetive no trabalho de quem segue essa carreira. Por meio de f\u00f3sseis, que s\u00e3o vest\u00edgios raros e incompletos, cientistas se esfor\u00e7am em reconstruir pe\u00e7a a pe\u00e7a aspectos da (paleo)biologia de organismos que desapareceram da Terra h\u00e1 milh\u00f5es de anos, muitas vezes sem deixar descendentes. E ainda que os filmes de Hollywood explorem com maestria a tem\u00e1tica dos dinossauros \u2013 fazendo parecer corriqueiro ver esses animais ganhando vida \u2013 um dos grandes dramas da vida de quase todos os paleont\u00f3logos reside no fato de que jamais teremos a satisfa\u00e7\u00e3o de ver nossos objetos de estudo ao vivo e a cores. Enquanto bi\u00f3logos empreendem expedi\u00e7\u00f5es para observar seres vivos em seu h\u00e1bitat natural, ao paleont\u00f3logo resta (com sorte) um punhado de f\u00f3sseis para estudar.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o que f\u00f3sseis n\u00e3o sejam importantes. S\u00e3o verdadeiros tesouros. Mas essas rel\u00edquias costumam resistir em ceder a informa\u00e7\u00e3o que carregam consigo. F\u00f3sseis tendem a se preservar sepultados em espessas camadas de rocha, e remov\u00ea-los dessa matriz \u00e9 um trabalho delicado. Assim como a rocha \u00e9 um envolt\u00f3rio duro, f\u00f3sseis s\u00e3o inerentemente fr\u00e1geis, e sua limpeza \u00e9 quase um cabo-de-guerra: de um lado, pesa a \u00e2nsia por expor informa\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas; do outro, a cautela necess\u00e1ria para preservar algo \u00fanico. Geralmente, para evitar danos irrepar\u00e1veis ao material, temos que optar por expor apenas uma por\u00e7\u00e3o do esp\u00e9cime. A pr\u00f3pria raridade dos f\u00f3sseis traz particularidades: o privil\u00e9gio de visitar cole\u00e7\u00f5es paleontol\u00f3gicas ao redor do globo \u00e9 para poucos, pois demanda recursos financeiros e contatos profissionais nem sempre ao alcance dos cientistas no Brasil.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Muitos desses obst\u00e1culos, no entanto, podem ser superados mais facilmente com a contribui\u00e7\u00e3o de um ramo fascinante que floresceu nas \u00faltimas d\u00e9cadas: a paleontologia virtual. Os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e o aumento da disponibilidade de ferramentas de digitaliza\u00e7\u00e3o e computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica t\u00eam impulsionado m\u00e9todos digitais de an\u00e1lise de f\u00f3sseis.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">A transposi\u00e7\u00e3o da morfologia de um f\u00f3ssil para o meio digital oferece uma s\u00e9rie de benef\u00edcios. Hoje \u00e9 poss\u00edvel manipular virtualmente f\u00f3sseis dif\u00edceis de se trabalhar (ossos fr\u00e1geis, grandes, ou elementos pequenos, quase microsc\u00f3picos). A digitaliza\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cimes permite tamb\u00e9m construir bancos virtuais de dados morfol\u00f3gicos, facilitando o acesso remoto a cole\u00e7\u00f5es. Por fim, a cria\u00e7\u00e3o de modelos digitais permite analisar os f\u00f3sseis sob \u00f3ticas antes imposs\u00edveis. \u00c9 crescente o n\u00famero de trabalhos envolvendo an\u00e1lises de estruturas internas a partir de tomografias computadorizadas de imagens de raios X, simula\u00e7\u00f5es biomec\u00e2nicas de organismos extintos, al\u00e9m de diversas t\u00e9cnicas de reconstru\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o virtual de f\u00f3sseis. Tudo isso permite recuperar, ou ao menos estimar, muito da informa\u00e7\u00e3o perdida durante os processos de fossiliza\u00e7\u00e3o. Grosso modo, essas t\u00e9cnicas t\u00eam permitido a cientistas \u201cressuscitar\u201d e \u201cobservar\u201d os organismos que estudam, ainda que em ambientes simulados virtualmente.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-b1b1a8f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"b1b1a8f\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-9fe44aa\" data-id=\"9fe44aa\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4b827ec elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"4b827ec\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Abertura_Paleontologia-Virtual-1024x576.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-8692\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Abertura_Paleontologia-Virtual-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Abertura_Paleontologia-Virtual-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Abertura_Paleontologia-Virtual-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Abertura_Paleontologia-Virtual.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">De volta \u00e0 \u201cvida\u201d: paleontologia virtual e simula\u00e7\u00f5es biomec\u00e2nicas com modelos do rincossauro Teyumbaita sulcognathus (Tri\u00e1ssico do RS, 233 Ma). Da esquerda para a direita: f\u00f3ssil original, modelo gerado por tomografia computadorizada, malha de elementos finitos, modelo de estresse mec\u00e2nico (em laranja) e reconstru\u00e7\u00e3o art\u00edstica do animal. \nModelagem e Simula\u00e7\u00e3o: Fl\u00e1vio A. Pretto. Reconstru\u00e7\u00e3o Art\u00edstica: M\u00e1rcio L. Castro.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-8517177 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"8517177\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-ab05bab\" data-id=\"ab05bab\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0658a65 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"0658a65\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-73e0514 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"73e0514\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-9ab8974\" data-id=\"9ab8974\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2415eb9 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"2415eb9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Como se digitaliza um f\u00f3ssil?<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2b20832 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2b20832\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4a09ce8\" data-id=\"4a09ce8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-71ee4c2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"71ee4c2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">As metodologias de digitaliza\u00e7\u00e3o se dividem em dois grupos: as que modelam um f\u00f3ssil por completo, incluindo sua estrutura interna; e as que capturam somente a superf\u00edcie externa do material. No Brasil, o primeiro tipo de imagem explora, sobretudo, as tomografias computadorizadas. J\u00e1 o segundo grupo \u00e9 contemplado pelo escaneamento a laser e a fotogrametria, tamb\u00e9m j\u00e1 adotados no pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p><p><b>1- Tomografia computadorizada<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Raios X e tom\u00f3grafos costumam estar mais vinculados \u00e0 medicina do que \u00e0 paleontologia. E de fato, quando Wilhelm Roentgen (1845-1923), professor de f\u00edsica em Wurzburg, Baviera, descobriu os raios X em 1895, provavelmente n\u00e3o tinha ideia de que, no futuro, revolucionaria um campo t\u00e3o distante de sua \u00e1rea de pesquisa. A possibilidade de observar estruturas internas do corpo humano (ou de qualquer material, na verdade), revolucionou n\u00e3o s\u00f3 a medicina, mas as engenharias e as ci\u00eancias naturais. A partir de 1970, com os tom\u00f3grafos de raios X, tal campo se aprimorou. Um tom\u00f3grafo de raios X realiza milhares de imagens, que virtualmente fatiam o corpo a ser analisado. O resultado \u00e9 uma s\u00e9rie de sec\u00e7\u00f5es (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">slices <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">tomogr\u00e1ficos) que, combinados, podem ser usados para obter um modelo tridimensional das estruturas internas e externas de um objeto de estudo.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">No Brasil, os pesquisadores t\u00eam tomografado f\u00f3sseis principalmente fazendo uso de tom\u00f3grafos cl\u00ednicos, dispon\u00edveis em boa parte das cl\u00ednicas de imagem; e microtom\u00f3grafos, mais raros, normalmente vinculados a universidades ou institutos de pesquisa. Tom\u00f3grafos cl\u00ednicos permitem escanear f\u00f3sseis grandes; no entanto, h\u00e1 um limite de resolu\u00e7\u00e3o de imagem desses aparelhos que dificulta o estudo de estruturas anat\u00f4micas muito pequenas. Essa limita\u00e7\u00e3o \u00e9 suprida pelos microtom\u00f3grafos, que apresentam resolu\u00e7\u00e3o bem maior do que a de tom\u00f3grafos m\u00e9dicos, mas aceitam apenas amostras pequenas, geralmente de at\u00e9 10 cent\u00edmetros, em seu espa\u00e7o de an\u00e1lise.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Quanto maior a resolu\u00e7\u00e3o da imagem, mais detalhes os pesquisadores conseguem ver. Enquanto tom\u00f3grafos cl\u00ednicos muitas vezes trabalham em uma escala de mil\u00edmetros, microtom\u00f3grafos revelam imagens na escala de micr\u00f4metros (1 micr\u00f4metro [\u00b5m] = 0,001 mil\u00edmetro [mm]). Existem outras tecnologias de escaneamento de f\u00f3sseis por tomografia, como microtomografia industrial, tomografia de n\u00eautrons e tomografia com luz s\u00edncrotron, com resolu\u00e7\u00f5es ainda maiores, mas esses equipamentos ainda s\u00e3o raros na Am\u00e9rica do Sul.<\/span><\/p><p><b>2- Escaneamento a laser e fotogrametria<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">O escaneamento de superf\u00edcie, ou escaneamento a laser, s\u00f3 pode ser feito com um scanner de superf\u00edcie, que, em ess\u00eancia, emite feixes de laser que refletem na superf\u00edcie de um objeto, sendo captados por um sensor no pr\u00f3prio aparelho. Assim, o scanner calcula a posi\u00e7\u00e3o de diversos pontos, montando um mapa tridimensional. Combinando essa nuvem de pontos num computador, \u00e9 poss\u00edvel produzir um modelo tridimensional de consider\u00e1vel fidelidade. Scanners de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o s\u00e3o inclusive capazes de captar as informa\u00e7\u00f5es de cor dos f\u00f3sseis, criando modelos 3D coloridos. Esses equipamentos, por\u00e9m, ainda s\u00e3o car\u00edssimos.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Por sua vez, a fotogrametria \u00e9 uma t\u00e9cnica mais barata. Usa uma c\u00e2mera fotogr\u00e1fica digital e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">softwares<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> de processamento de imagens. O trabalho envolve a tomada de fotografias do esp\u00e9cime e de marcadores de posi\u00e7\u00e3o, em diferentes \u00e2ngulos. Ao importar as imagens para um computador, o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">software<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> calcula o posicionamento das fotografias usando os marcadores. E, a partir das silhuetas do objeto que est\u00e1 sendo digitalizado, o programa combina as imagens em um s\u00f3lido tridimensional. Por fim, esse modelo \u00e9 \u201cembrulhado\u201d digitalmente nas diferentes fotografias, conferindo-lhe a cor do objeto. A fotogrametria tende a gerar modelos menos detalhados que em escaneamento a laser ou tomografias. No entanto, o r\u00e1pido avan\u00e7o dos softwares tem melhorado a qualidade dos modelos. A exist\u00eancia de aplicativos gratuitos de fotogrametria torna a op\u00e7\u00e3o atraente para pesquisadores.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">S\u00e3o diversos os campos em que a modelagem e a digitaliza\u00e7\u00e3o t\u00eam se inserido na paleontologia para \u201ctrazer os f\u00f3sseis de volta \u00e0 vida\u201d. De forma resumida, os estudos de paleontologia virtual se agrupam entre os que observam os f\u00f3sseis por dentro, explorando sua anatomia interna; aqueles que tentam reconstruir informa\u00e7\u00f5es perdidas no processo de fossiliza\u00e7\u00e3o; e por fim, os que criam ambientes virtuais de simula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1c3248f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1c3248f\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-ba63f87\" data-id=\"ba63f87\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0921415 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"0921415\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">No c\u00e9rebro dos f\u00f3sseis<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6412499 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6412499\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f981b73\" data-id=\"f981b73\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9c3b380 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9c3b380\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">Cada uma das regi\u00f5es do c\u00e9rebro \u00e9 respons\u00e1vel por controlar fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. Por exemplo, o olfato \u00e9 majoritariamente processado nos bulbos olfativos, que costumam ser mais desenvolvidos nos animais que dependem desse sentido. Num caminho inverso, podemos inferir muito dos comportamentos e do h\u00e1bito de vida de um animal observando o formato e a configura\u00e7\u00e3o de seu processador central (o c\u00e9rebro) e dos \u00f3rg\u00e3os sensoriais anexos. Isso abre uma janela de oportunidade para inferir comportamentos de animais extintos. O estudo da evolu\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica das estruturas endocranianas \u00e9 realizado majoritariamente atrav\u00e9s de moldes endocranianos<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">(<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">endocasts<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">), que s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es tridimensionais de qualquer cavidade interna do cr\u00e2nio (como a cavidade nasal, ouvido, canais neurovasculares e, especialmente, a cavidade encef\u00e1lica).\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Desde a primeira metade do s\u00e9culo 19, pesquisas reconhecem a import\u00e2ncia do estudo da anatomia interna do cr\u00e2nio para compreender a evolu\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro. Antes do advento da tomografia, essa informa\u00e7\u00e3o s\u00f3 era dispon\u00edvel em esp\u00e9cimes com cavidades internas expostas em f\u00f3sseis quebrados (natural ou propositalmente) ou fatiados manualmente. Era comum tamb\u00e9m o estudo de moldes naturais ou de l\u00e1tex, processos que comumente geravam danos ao f\u00f3ssil.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Atualmente, imagens de tomografia permitem preencher as cavidades internas virtualmente e gerar modelos tridimensionais das estruturas de interesse, numa dissec\u00e7\u00e3o virtual. Visto que estruturas como o c\u00e9rebro deixam impress\u00f5es de seu relevo nas cavidades \u00f3sseas que o alojam, um molde endocraniano virtual \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o fiel do \u00f3rg\u00e3o, produzida de maneira mais segura e r\u00e1pida. T\u00eam se criado verdadeiros bancos de dados de moldes endocranianos de animais extintos e viventes, permitindo avaliar o quanto essas estruturas variaram ao longo das linhagens. De acordo com conceitos estabelecidos pelo cientista estadunidense Harry J. Jerison, da Universidade da Calif\u00f3rnia, em 1973, a massa de tecido neural de uma determinada regi\u00e3o do enc\u00e9falo se correlaciona com sua capacidade de processamento. Assim, comparando-se dimens\u00f5es relativas de \u00e1reas cerebrais em diferentes esp\u00e9cies, pode-se indiretamente tra\u00e7ar hip\u00f3teses sobre a evolu\u00e7\u00e3o das capacidades sensoriais e cognitivas de animais extintos.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ef9440b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ef9440b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1bdb99f\" data-id=\"1bdb99f\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3607838 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"3607838\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Dinossauros na balan\u00e7a\n<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2f32100 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2f32100\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-a7c9a57\" data-id=\"a7c9a57\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b635e87 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b635e87\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">Descobrir o peso de um animal extinto \u00e9 um desafio e tanto. De um dinossauro ou de um mamute, restam, em geral, ossos fossilizados, e mesmo esses t\u00eam sua massa alterada pela incorpora\u00e7\u00e3o de minerais. Portanto, pesar um esqueleto f\u00f3ssil n\u00e3o diz nada a respeito do animal original. Para conseguir essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio realizar uma estimativa de massa. Historicamente foram desenvolvidos diversos m\u00e9todos com esse prop\u00f3sito, normalmente comparando animais extintos com viventes de tamanhos similares.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Para animais de tamanho muito grande (como dinossauros) ou de morfologias corporais muito diferentes de animais atuais, a margem de erro dessas estimativas tende a ser grande. Mas a paleontologia virtual tem trazido avan\u00e7os na \u00e1rea. Por exemplo: ao se montar virtualmente um esqueleto digitalizado, \u00e9 poss\u00edvel, a partir de algoritmos de embrulho, \u201cenvelopar\u201d virtualmente o objeto de estudo em uma esp\u00e9cie de \u201ccasca\u201d geom\u00e9trica, que representa o volume m\u00ednimo que aquele animal teria hipoteticamente. Aplicando a esse volume uma densidade corporal (na maioria dos animais viventes em torno de 1000 kg\/m\u00b3), pode-se estimar um valor m\u00ednimo de massa para o organismo modelado.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Em muitos casos tamb\u00e9m, estudos anat\u00f4micos reconstroem os volumes musculares de animais extintos. Valendo-se desses dados, pode-se guiar reconstru\u00e7\u00f5es paleoart\u00edsticas digitais, literalmente esculpindo-se o animal sobre os ossos. Essas reconstru\u00e7\u00f5es podem ter seu volume facilmente calculado por <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">softwares<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> de manipula\u00e7\u00e3o de modelos tridimensionais. Novamente, aplicando-se um valor de densidade corporal, pode-se \u201cpesar\u201d virtualmente um animal do qual s\u00f3 restam os ossos.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-98b82f1 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"98b82f1\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-ea69a58\" data-id=\"ea69a58\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4d162a7 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"4d162a7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Da engenharia \u00e0 paleontologia<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6835a39 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6835a39\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cbbf53d\" data-id=\"cbbf53d\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7fd111b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7fd111b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma das \u00e1reas da paleontologia virtual que mais tem crescido \u00e9 a das simula\u00e7\u00f5es biomec\u00e2nicas atrav\u00e9s de modelos digitais. Combinando dados de massa e de morfologia corporal, por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel calcular o centro de gravidade de um animal, o que \u00e9 vital para se inferir se o seu equil\u00edbrio em duas pernas era poss\u00edvel. E a rela\u00e7\u00e3o entre a massa corporal e a resist\u00eancia mec\u00e2nica dos ossos dos membros que sustentam um animal nos permite estimar o quanto ele poderia for\u00e7ar sua estrutura \u00f3ssea. Animais corredores e saltadores, por exemplo, tendem a ter ossos muito robustos, apesar de apresentarem massa corporal comparativamente baixa, justamente para compensar o impacto excessivo gerado por essas atividades f\u00edsicas extremas.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">De fato, as an\u00e1lises de resist\u00eancia mec\u00e2nica do esqueleto, aliadas a t\u00e9cnicas digitais, t\u00eam trazido alguns dos avan\u00e7os mais empolgantes referentes \u00e0 paleobiologia de animais extintos. Um conceito que vem sendo empregado amplamente \u00e9 a An\u00e1lise de Elementos Finitos ou FEA (do ingl\u00eas <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Finite Element Analysis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">). Esta metodologia \u00e9 explorada h\u00e1 d\u00e9cadas por engenheiros e designers de estruturas para testar virtualmente um objeto antes de constru\u00ed-lo, de modo a identificar falhas mec\u00e2nicas que possam levar a rachaduras ou fraturas. Paleont\u00f3logos v\u00eam desde o final dos anos 1990 replicando os mesmos exerc\u00edcios com esqueletos virtuais de animais extintos. Em um cr\u00e2nio digitalizado, por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel modelar as propriedades f\u00edsicas e mec\u00e2nicas (como elasticidade e resist\u00eancia) de ossos. Em seguida, aplicam-se sobre esse modelo diversas for\u00e7as que simulem distintos cen\u00e1rios de mordidas, impactos ou outros estresses mec\u00e2nicos de interesse, de modo a identificar, na estrutura \u00f3ssea, qu\u00e3o resistente (e qu\u00e3o veross\u00edmil) \u00e9 o comportamento inferido a um determinado animal. Desse modo, paleont\u00f3logos podem testar como o cr\u00e2nio de um tiranossauro resistia ao impacto de uma mordida de quase cinco toneladas sem se despeda\u00e7ar, ou mesmo comparar a performance mec\u00e2nica de diferentes morfologias, e como elas se comportavam hipoteticamente em diferentes situa\u00e7\u00f5es de vida.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">A inclus\u00e3o de metodologias de an\u00e1lise digital, portanto, tem lan\u00e7ado um novo olhar sobre os f\u00f3sseis e as pr\u00f3prias hip\u00f3teses levantadas para organismos extintos. Ao mesmo tempo em que as t\u00e9cnicas de digitaliza\u00e7\u00e3o nos proporcionam acessar cole\u00e7\u00f5es via internet e depositar bancos de dados tridimensionais em discos r\u00edgidos, elas nos permitem interagir com os f\u00f3sseis de maneiras novas, virtualmente livres de risco para o patrim\u00f4nio. E, embora cientistas ainda estejam longe de verem espinossauros e mamutes correndo livres pela natureza, de certo modo, comportamentos e h\u00e1bitos desses animais v\u00eam sendo \u201cressuscitados\u201d dia a dia nas telas de computadores e nos dados de pesquisas cient\u00edficas.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-f38b5ba elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"f38b5ba\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1891636\" data-id=\"1891636\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e2f1441 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e2f1441\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><strong><em>* Texto produzido por Fl\u00e1vio A. Pretto e Leonardo Kerber, do Centro de Apoio \u00e0 Pesquisa Paleontol\u00f3gica da UFSM. Originalmente publicado na Revista <a href=\"https:\/\/cienciahoje.org.br\/artigo\/parque-dos-dinossauros-em-ambiente-virtual\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ci\u00eancia Hoje<\/a>.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ferramentas de digitaliza\u00e7\u00e3o e computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica t\u00eam revolucionado a paleontologia<\/p>\n","protected":false},"author":3635,"featured_media":8692,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4718],"tags":[418,4384,2162,4717,426,4468,4715,362,4716],"class_list":["post-8691","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dinos-na-arco","tag-cappa","tag-destaque-arco","tag-destaque-ufsm","tag-dinos-na-arco","tag-dinossauros","tag-fosseis","tag-paleobiologia","tag-paleontologia","tag-paleontologia-virtual"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3635"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8691"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8691\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8692"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}