{"id":8715,"date":"2021-10-20T09:22:09","date_gmt":"2021-10-20T12:22:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/?p=8715"},"modified":"2023-02-14T08:16:59","modified_gmt":"2023-02-14T11:16:59","slug":"arco-entrevista-bruno-hendler-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/arco-entrevista-bruno-hendler-china","title":{"rendered":"Arco Entrevista: A China j\u00e1 \u00e9 uma pot\u00eancia capaz de contrapor os Estados Unidos no sistema internacional?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"8715\" class=\"elementor elementor-8715\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6822f1c elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6822f1c\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f1fa1ed\" data-id=\"f1fa1ed\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-64c8e9c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"64c8e9c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>O ano de 1949 marca o in\u00edcio do dom\u00ednio do Partido Comunista sobre a China. Desde ent\u00e3o, o pa\u00eds tem passado por uma grande transforma\u00e7\u00e3o, especialmente a partir da d\u00e9cada de 1980, quando Deng Xiaoping intensificou reformas econ\u00f4micas que romperam a dicotomia entre estados capitalista e socialista.<\/p><p>Essa data tamb\u00e9m pode ser considerada o in\u00edcio do surgimento de uma nova pot\u00eancia global. N\u00e3o livre de erros e controv\u00e9rsias, o pa\u00eds alcan\u00e7ou um patamar de desenvolvimento nunca antes visto, mantido por mais de 40 anos &#8211; mesmo per\u00edodo em que 850 milh\u00f5es de cidad\u00e3os sa\u00edram da situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza.\u00a0\u00a0<\/p><p>O objetivo do pa\u00eds \u00e9 dar continuidade a esse caminho de crescimento sem precedentes na hist\u00f3ria contempor\u00e2nea. Meta que preocupa os Estados Unidos que, desde a Guerra Fria, n\u00e3o via sua soberania t\u00e3o amea\u00e7ada. Dispostos a n\u00e3o abdicarem de sua hegemonia, os americanos se articulam no cen\u00e1rio internacional juntamente a pa\u00edses europeus e da Oceania para barrar o crescimento chin\u00eas. A China, por sua vez, busca investir no antigo \u201cterceiro mundo\u201d e se alinhar \u00e0s l\u00f3gicas produtivas do \u201cprimeiro mundo\u201d para aumentar a sua influ\u00eancia no sistema internacional.<\/p><p>Bruno Hendler, professor da gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da UFSM, pesquisa as movimenta\u00e7\u00f5es que constituem esse jogo de xadrez geopol\u00edtico, especialmente do lado chin\u00eas, investigando os impactos de sua ascens\u00e3o para o mundo e para o Brasil.<\/p><p>Bruno realizou doutorado sandu\u00edche na Universidade do Povo (Renmin University) em Pequim, onde ficou de fevereiro a junho de 2017. Neste mesmo ano, o pesquisador participou do 3th Bridge to the Future Program, programa da All China Youth Federation que selecionou 15 pesquisadores da Am\u00e9rica Latina para conhecer acad\u00eamicos e pol\u00edticos chineses. Tamb\u00e9m participou de um congresso na Sun Yat-Sen University em Zhuhai e, ainda em 2017, visitou de outubro a novembro seis pa\u00edses do Sudeste Asi\u00e1tico para entrevistar acad\u00eamicos, pol\u00edticos e diplomatas.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-df62f92 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"df62f92\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5b46454\" data-id=\"5b46454\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0c748e2 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"0c748e2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"668\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Ent_China-1024x668.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-8716\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Ent_China-1024x668.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Ent_China-300x196.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Ent_China-768x501.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Ent_China.jpg 1458w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-cb48a45 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"cb48a45\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f94e44f\" data-id=\"f94e44f\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fef6259 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"fef6259\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>Atualmente, coordena o Grupo de Pesquisa em \u00c1sia-Pac\u00edfico (GEAP-UFSM), e est\u00e1 vinculado aos grupos de pesquisa em Economia Pol\u00edtica da UFSC e ao LabChina da UFJR. Fez parte do grupo de autores do livro &#8220;<a href=\"https:\/\/grupoautentica.com.br\/autentica\/livros\/china-contemporanea\/1970\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">China contempor\u00e2nea: seis interpreta\u00e7\u00f5es<\/a>&#8220;, lan\u00e7ado este ano pela editora Aut\u00eantica. A obra re\u00fane an\u00e1lises de estudiosos brasileiros sobre o desenvolvimento chin\u00eas em m\u00faltiplos aspectos.<\/p><p>A Revista Arco entrevistou Bruno Hendler para saber a respeito do gigante asi\u00e1tico e sua cultura, sistema pol\u00edtico, suas diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao ocidente e a forma como percebemos essas discrep\u00e2ncias e a rela\u00e7\u00e3o entre capital e estado no pa\u00eds comandado h\u00e1 mais de 70 anos pelo Partido Comunista.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-b6fef15 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"b6fef15\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-9f2e7dc\" data-id=\"9f2e7dc\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b7ad8ba elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b7ad8ba\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><b>ARCO &#8211; Voc\u00ea poderia nos contar sobre a sua trajet\u00f3ria e o que te levou a estudar sobre a China?<\/b><\/p><p>Eu sou formado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e sempre gostei muito de hist\u00f3ria. Por isso,\u00a0 acabei em uma linha de pesquisa conhecida como \u2018Ascens\u00e3o e Queda das Grandes Pot\u00eancias\u2019. Os autores da \u00e1rea voltam 500, 600 anos na hist\u00f3ria para entender como Portugal e Espanha foram grandes pot\u00eancias e depois entraram em decl\u00ednio. O mesmo aconteceu com Holanda, Fran\u00e7a e Inglaterra at\u00e9 chegar aos Estados Unidos. H\u00e1 uma pergunta comum a todos esses pesquisadores: \u201cQual \u00e9 a nova grande pot\u00eancia?\u201d. E a China \u00e9 a principal pot\u00eancia emergente. Ent\u00e3o,\u00a0 comecei a estud\u00e1-la para entender o impacto da sua ascens\u00e3o como grande pot\u00eancia para o mundo e para o Brasil.<\/p><p><b>ARCO &#8211; Quando se classifica um pa\u00eds como pot\u00eancia, geralmente se analisam tr\u00eas fatores: militar, econ\u00f4mico e cultural. A China j\u00e1 \u00e9 uma pot\u00eancia nesses tr\u00eas campos?<\/b>\u00a0<\/p><p>No aspecto militar, a China \u00e9 o segundo pa\u00eds que mais investe nas suas for\u00e7as armadas. Em quest\u00e3o de pot\u00eancia, ela briga pelo segundo lugar com a R\u00fassia. Mais cedo ou mais tarde, a China ir\u00e1 ultrapassar a R\u00fassia e se consolidar como segunda pot\u00eancia mundial, atr\u00e1s dos Estados Unidos.<\/p><p>O aspecto econ\u00f4mico \u00e9 onde reside o principal debate. Em alguns aspectos, como paridade de poder de compra, a China j\u00e1 passou os Estados Unidos. Em termos de PIB [Produto Interno Bruto] absoluto, a tend\u00eancia \u00e9 de que a China passe os Estados Unidos em breve. Mas h\u00e1 outros indicadores, como o PIB per capita, que a China continua muito atr\u00e1s, porque tem 1,5 bilh\u00e3o de habitantes.\u00a0<\/p><p>O pa\u00eds tem ascendido no que se chama \u201cglobais de valor\u201d, ou seja, empresas chinesas deixaram de apenas transferir riqueza para as pot\u00eancias centrais &#8211; Europa e Estados Unidos &#8211; e passaram a concentrar, gerar e extrair riqueza de outros pa\u00edses mais perif\u00e9ricos. O caminho que a economia chinesa est\u00e1 tra\u00e7ando \u00e9 uma tend\u00eancia de se aproximar dos pa\u00edses ricos. Inclusive, um dos pontos do meu artigo no livro <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/China-contempor%C3%A2nea-interpreta%C3%A7%C3%B5es-Ricardo-Musse\/dp\/6559280489\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cChina Contempor\u00e2nea &#8211; Seis interpreta\u00e7\u00f5es\u201d<\/a> \u00e9 o fato da China ser o pa\u00eds que mais possui companhias entre as 500 principais empresas do mundo, com 129 &#8211;\u00a0 os Estados Unidos t\u00eam 121. Isso \u00e9 bem significativo.\u00a0<\/p><p>Em termos culturais, a China \u00e9 um dos pa\u00edses que mais d\u00e1 bolsas de estudos para estrangeiros estudarem l\u00e1. Mas, por ser um pa\u00eds muito diferente em termos civilizacionais do ocidente, h\u00e1 muita retic\u00eancia e preconceito contra o pa\u00eds, seu povo e cultura, tanto que existe o termo \u201csinofobia\u201d. Esse \u00e9 um obst\u00e1culo que a China tenta vencer.<\/p><p>Nesses tr\u00eas aspectos, a China j\u00e1 \u00e9 uma pot\u00eancia global capaz de contrapor a influ\u00eancia dos Estados Unidos no sistema internacional. Ao meu ver, estamos entrando no mundo G2, que \u00e9 como muitos autores classificam essa polariza\u00e7\u00e3o.<\/p><p><b>ARCO &#8211; Voc\u00ea acredita que no Ocidente, especificamente no Brasil, temos pouco conhecimento sobre o pa\u00eds?<\/b><\/p><p>Com certeza. Quando eu fui como estudante \u00e0 China, me surpreendi com a quantidade de chineses estudando a cultura ocidental, falando portugu\u00eas, espanhol e outras l\u00ednguas. Apesar de ter sido uma viagem oferecida pelo governo chin\u00eas e de ter sido eles quem selecionaram as pessoas que falariam comigo, essa busca por entender outras culturas \u00e9 muito mais forte do lado chin\u00eas. No Brasil, h\u00e1 cerca de uns dez anos, houve o in\u00edcio de uma difus\u00e3o da cultura chinesa: come\u00e7aram grupos de estudo e institutos de pesquisa sobre o pa\u00eds. Mas ainda\u00a0 acredito que a falta de conhecimento \u00e9 grande. Outro aspecto a se considerar \u00e9 que a civiliza\u00e7\u00e3o chinesa \u00e9 muito autocentrada &#8211; n\u00e3o h\u00e1 um aparato dissemina\u00e7\u00e3o de cultura e valores chineses, como o que os Estados Unidos constru\u00edram no p\u00f3s-guerra. \u00c9 muito mais dif\u00edcil penetrar nessa civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p><p><b>ARCO- Voc\u00ea acha que esse pouco conhecimento faz com que haja interpreta\u00e7\u00f5es distorcidas sobre o que acontece no pa\u00eds?<\/b><\/p><p>O nosso vocabul\u00e1rio pol\u00edtico e social sobre democracia, direitos humanos, livre iniciativa, desenvolvimento econ\u00f4mico e social \u00e9 muito diferente do contexto chin\u00eas.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-959fa7b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"959fa7b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-b12eb75\" data-id=\"b12eb75\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-df0e98d elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"df0e98d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h4 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">\"O ocidente usa suas pr\u00f3prias lupas para entender a China e isso gera vis\u00f5es muito m\u00edopes.\"<\/h4>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-7671db3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7671db3\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-9f912b8\" data-id=\"9f912b8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-497197b elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"497197b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-800e9bc elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"800e9bc\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2ea7170\" data-id=\"2ea7170\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8b3934d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8b3934d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>Quando se fala que l\u00e1 h\u00e1 uma ditadura que oprime bilh\u00f5es, simplesmente se ignora o fato de que n\u00e3o h\u00e1 como se sustentar por 70 anos no governo sem entregar desenvolvimento econ\u00f4mico, desenvolvimento social e uma certa liberdade para seus habitantes. Precisamos recalibrar nosso vocabul\u00e1rio, estudar a hist\u00f3ria da China, a forma como a civiliza\u00e7\u00e3o chinesa se construiu para entender como, h\u00e1 dois mil anos, esse pa\u00eds se organiza em um Estado centralizado que controla muita coisa da vida social.<\/p><p><b>ARCO &#8211;\u00a0 Poderia explicar sobre o funcionamento do sistema pol\u00edtico da China?<\/b><\/p><p>O servi\u00e7o p\u00fablico na China \u00e9 altamente remunerado e reconhecido. H\u00e1 um status muito grande em voc\u00ea ser um funcion\u00e1rio p\u00fablico na China. Essa l\u00f3gica de ascens\u00e3o \u00e9 muito parecida com a de uma empresa, com uma meritocracia. Xi Jinping, por exemplo, come\u00e7ou como vereador, depois foi prefeito e tra\u00e7ou todo o caminho do funcionalismo p\u00fablico at\u00e9 se tornar o atual presidente da China.<\/p><p>O governo chin\u00eas tem programas de interc\u00e2mbio entre altos executivos e pol\u00edticos e servidores de carreira do Estado. Ent\u00e3o membros do partido comunista &#8211; j\u00e1 que para voc\u00ea ascender na carreira p\u00fablica voc\u00ea tem que fazer parte do partido &#8211; atuam por um per\u00edodo em empresas como gestores e executivos. H\u00e1 tamb\u00e9m executivos que se reciclam, passando algum per\u00edodo em fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Ent\u00e3o a sinergia entre Estado e capital, entre mercado e governo, \u00e9 muito forte. No entanto, essa sinergia tamb\u00e9m d\u00e1 margem para casos de corrup\u00e7\u00e3o. A China n\u00e3o \u00e9 livre de corrup\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea tem casos cl\u00e1ssicos de evas\u00e3o fiscal nos governos locais. Mas no geral, essa l\u00f3gica \u00e9 eficiente.<\/p><p>Esse caminho do funcionalismo p\u00fablico na China existe de formas diferentes h\u00e1 mais de dois mil anos. Para n\u00f3s, pode n\u00e3o fazer sentido, mas l\u00e1 h\u00e1 um peso muito forte do Confucionismo, que \u00e9 uma ideologia que preza pelo bem-estar p\u00fablico em primeiro lugar.\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-f2f7f31 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"f2f7f31\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-16 elementor-top-column elementor-element elementor-element-50e2c10\" data-id=\"50e2c10\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-66 elementor-top-column elementor-element elementor-element-e70a1ad\" data-id=\"e70a1ad\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-18da08c elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"18da08c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"476\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Box1-1024x476.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-8717\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Box1-1024x476.png 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Box1-300x140.png 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Box1-768x357.png 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Box1.png 1344w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-16 elementor-top-column elementor-element elementor-element-13a41a8\" data-id=\"13a41a8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-72e37c9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"72e37c9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-0244f40\" data-id=\"0244f40\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-55b1b79 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"55b1b79\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><b>ARCO &#8211; Um ponto que voc\u00ea costuma frisar \u00e9 que nenhum pa\u00eds chega a ser pot\u00eancia sem entrar em conflito com as pot\u00eancias j\u00e1 consolidadas. Pode-se dizer, ent\u00e3o, que os Estados Unidos fizeram movimentos parecidos com os da China para se consolidarem como pot\u00eancia?<\/b><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-cdc76d7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"cdc76d7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-dbbf70f\" data-id=\"dbbf70f\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c9c8575 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"c9c8575\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h4 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">\"A China, perto do que americanos fizeram quando ascenderam, \u00e9 uma pombinha da paz.\"<\/h4>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-9ee31e5 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"9ee31e5\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-37e886e\" data-id=\"37e886e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c85c10d elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"c85c10d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-d352899 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"d352899\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-53f7854\" data-id=\"53f7854\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4cf056c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4cf056c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>A hist\u00f3ria da ascens\u00e3o norte-americana se d\u00e1 em tr\u00eas tempos. Voc\u00ea tem a forma\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio norte-americano nos s\u00e9culos 18 e 19, que se faz com genoc\u00eddio ind\u00edgena e escravid\u00e3o. Esse per\u00edodo segue\u00a0 at\u00e9 a Guerra de Secess\u00e3o, quando termina e deixa grandes bols\u00f5es de pobreza.<\/p><p>Na primeira metade do s\u00e9culo 20, h\u00e1 o imperialismo norte-americano na Am\u00e9rica Central e em partes da \u00c1sia como na pr\u00f3pria China, Panam\u00e1, Cuba, Nicar\u00e1gua, Honduras, Rep\u00fablica Dominicana, Haiti e M\u00e9xico.<\/p><p>E no p\u00f3s-guerra, quando eles se tornam a grande pot\u00eancia, a atua\u00e7\u00e3o se d\u00e1 de forma muito mais sofisticada. Eles ainda invadem pa\u00edses &#8211; como Coreia e Vietn\u00e3- mas passam a praticar mudan\u00e7as de regimes pol\u00edticos atrav\u00e9s da CIA. A pr\u00f3pria ag\u00eancia divulga registros de diversas interven\u00e7\u00f5es, invas\u00f5es e apoios a golpes militares.<\/p><p>J\u00e1 a China aderiu e prop\u00f4s organiza\u00e7\u00f5es internacionais.\u00a0 A China investe em pa\u00edses que s\u00e3o esquecidos pelo ocidente, principalmente na \u00c1frica e na Am\u00e9rica Latina.\u00a0 Ent\u00e3o, voc\u00ea tem empresas que est\u00e3o levando uma esp\u00e9cie de desenvolvimento para esses lugares. Claro, isso n\u00e3o \u00e9 sem interesse.\u00a0<\/p><p>Para conter a ascens\u00e3o chinesa, os americanos t\u00eam articulado alian\u00e7as internacionais desde o governo Obama. A China, por sua vez, busca espa\u00e7os para se projetar e se contrapor a essa conten\u00e7\u00e3o. Um vai dizer que s\u00f3 est\u00e1 reagindo aos movimentos do outro. Mas, na pr\u00e1tica, os dois lados fazem uma competi\u00e7\u00e3o por posi\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p><p>Essa disputa entre o estabelecido e o emergente acontece em qualquer lugar. Na F\u00f3rmula 1, por exemplo, quando dois pilotos est\u00e3o na disputa pelo t\u00edtulo, \u00e9 inevit\u00e1vel que eles se toquem em algum momento. Isso ocorre em todas as esferas, e no sistema internacional a competi\u00e7\u00e3o \u00e9 muito forte, claro que ir\u00e3o surgir tens\u00f5es.<\/p><p><b>ARCO &#8211; E como fica o Brasil no meio dessa disputa entre pot\u00eancias?<\/b><\/p><p>Na Guerra Fria, voc\u00ea tinha os dois blocos, o capitalista, com os Estados Unidos, e o socialista, com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Ainda havia um terceiro bloco, o dos pa\u00edses n\u00e3o alinhados, o famoso terceiro mundo. Em tese, o Brasil, ao longo da Guerra Fria, n\u00e3o se enquadraria em nenhum deles, porque n\u00e3o era do primeiro mundo, dos capitalistas desenvolvidos, n\u00e3o era socialista, mas tamb\u00e9m n\u00e3o era um pa\u00eds da \u00c1frica e da \u00c1sia, que tinham acabado de ganhar sua pr\u00f3pria independ\u00eancia. A hist\u00f3ria da posi\u00e7\u00e3o do Brasil na pol\u00edtica externa \u00e9 de alinhamento estrutural com os Estados Unidos em termos de defesa, estrat\u00e9gia e coopera\u00e7\u00e3o militar.<\/p><p>Por\u00e9m, o Brasil teve momentos muito claros de aproxima\u00e7\u00e3o com o terceiro mundo &#8211; \u00e0s vezes at\u00e9 com o segundo mundo dos pa\u00edses socialistas, por motivos pragm\u00e1ticos. Em 1975, quando Angola se torna independente de Portugal gra\u00e7as ao partido comunista, o regime militar do Brasil rapidamente a reconhece como independente, porque era interesse da ind\u00fastria nacional exportar produtos para Angola.\u00a0<\/p><p>Ent\u00e3o, o Brasil tem dois eixos de rela\u00e7\u00f5es externas, um vertical ou hemisf\u00e9rico com os Estados Unidos e a Europa, e um eixo horizontal ou multilateral com o mundo em desenvolvimento. E, a cada governo, o Brasil oscila entre esses eixos, ora enfatizando o terceiro mundo, ora enfatizando o mundo em desenvolvimento. E tudo bem ocorrer essas oscila\u00e7\u00f5es dentro do que se considera civilizado. No governo Lula, houve um foco muito grande para o Sul Global, o antigo terceiro mundo, mas sem deixar de lado a rela\u00e7\u00e3o com EUA e Europa. A\u00ed veio o governo Temer, com um realinhamento de rela\u00e7\u00f5es principais com os Estados Unidos, mas sem romper com a China.\u00a0<\/p><p>Mas quando vem o governo Bolsonaro, \u00e9 um tiro no p\u00e9. Desde a campanha, promoveu uma ret\u00f3rica de hostilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China, sendo que, desde 2009, ela \u00e9 o principal parceiro comercial do Brasil. Al\u00e9m disso, ele amarrou a sua pol\u00edtica externa ao governo Trump, n\u00e3o ao Estado norte-americano, e o Trump perdeu a disputa de reelei\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o agora o Brasil est\u00e1 distante tanto da China, quanto dos Estados Unidos &#8211; se isolou dos dois eixos. E a diplomacia brasileira sempre foi uma refer\u00eancia internacional, por isso somos o pa\u00eds que anualmente abre a Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas. A pol\u00edtica diplom\u00e1tica do governo Bolsonaro conseguiu destruir todos os eixos de proje\u00e7\u00e3o que o pa\u00eds tinha. Hoje, o Brasil \u00e9 um p\u00e1ria internacional.\u00a0<\/p><p><b>ARCO &#8211; Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o do modelo econ\u00f4mico da China: qual a import\u00e2ncia do sistema pol\u00edtico do partido comunista da China no desenvolvimento da economia de mercado no pa\u00eds?<\/b><\/p><p>Sobre esse assunto, h\u00e1 muitos livros e teses. De um lado, os liberais v\u00e3o dizer que a China se abriu, virou capitalista e se desenvolveu, porque ela tem acesso a recursos e mercados no exterior. Enquanto marxistas e nacionalistas reivindicam a participa\u00e7\u00e3o do Estado na cria\u00e7\u00e3o das zonas econ\u00f4micas especiais, investimentos externos, al\u00e9m\u00a0 da participa\u00e7\u00e3o de empresas estatais em setores chaves da economia.<\/p><p>Os setores de comunica\u00e7\u00e3o, transporte, constru\u00e7\u00e3o civil e energia s\u00e3o mantidos sob o controle do Estado. Sem as empresas estatais, o pa\u00eds deixa de existir, mas se voc\u00ea tirar as empresas privadas da China, ela para.\u00a0<\/p><p>Um ponto a se destacar \u00e9 a mudan\u00e7a do investimento estatal. At\u00e9 os anos 2000, prevalecia investimento p\u00fablico em setores pesados &#8211; metalurgia, siderurgia, constru\u00e7\u00e3o e afins -, al\u00e9m da exporta\u00e7\u00e3o dos famosos produtos de R$1,99. Mas de 15 anos para c\u00e1, esse modelo de investimento p\u00fablico come\u00e7ou a ser substitu\u00eddo por outro voltado para o consumo do mercado dom\u00e9stico e para os setores de servi\u00e7os. Design de produtos, arquitetura, tecnologia de ponta e entretenimento s\u00e3o os setores que mais movimentam dinheiro h\u00e1 pelo menos 50 anos, a ind\u00fastria pesada ficou para tr\u00e1s.\u00a0<\/p><p>A China procura se desenvolver nesses setores por meio da absor\u00e7\u00e3o de conhecimento dos pa\u00edses desenvolvidos &#8211; para isso ela importa c\u00e9rebros desses pa\u00edses. Quando eu estava em uma universidade da China, os jogadores da liga universit\u00e1ria eram todos chineses, mas os t\u00e9cnicos, fisioterapeutas e m\u00e9dicos eram todos italianos. Havia um professor rec\u00e9m-formado no sul da Espanha realizando um est\u00e1gio na China, mas era um est\u00e1gio onde ele ensinava. Outro exemplo \u00e9 a arquitetura. Quando estive em Pequim, havia arquitetos alem\u00e3es, franceses, espanh\u00f3is. A China est\u00e1 absorvendo a economia do conhecimento.\u00a0<\/p><p>Enquanto isso, a ind\u00fastria de manufatura chinesa \u00e9 levada para a \u00c1frica, Am\u00e9rica Latina e sudeste asi\u00e1tico. Eles est\u00e3o terceirizando as atividades de menor valor agregado e complexificando sua produ\u00e7\u00e3o interna para\u00a0 competir com o ocidente.\u00a0<\/p><p><b>ARCO &#8211; E sobre a afirma\u00e7\u00e3o que a China \u00e9 socialista. Socialismo de mercado ainda \u00e9 socialismo?<\/b><\/p><p>Eu vou voltar em uma resposta que eu dei: n\u00f3s precisamos calibrar o nosso vocabul\u00e1rio. Esses dois conceitos &#8211; tanto o capitalismo de estado quanto o socialismo de mercado &#8211; n\u00e3o servem para entender a China. O Estado, que seria socialista, funciona em uma l\u00f3gica altamente meritocr\u00e1tica e ligada \u00e0s empresas. Por outro lado, as empresas funcionam sob a tutela do Estado. \u00c9 uma zona cinzenta.<\/p><p><b>ARCO &#8211;<\/b> <b>Ent\u00e3o como voc\u00ea definiria a estrutura econ\u00f4mica da China?<\/b>\u00a0<\/p><p>Eu n\u00e3o n\u00e3o me arrisco a criar um conceito para defini-la, mas tem gente que faz isso. Eu sugiro dois autores. Um \u00e9 o Elias Jabbour, que usa um termo chamado &#8220;economia do projetamento&#8221;. Ele busca um soci\u00f3logo brasileiro do s\u00e9culo 20, Ign\u00e1cio Rangel. Para ele, a Economia do Projetamento \u00e9 uma nova forma de socialismo. A outra autora \u00e9 Isabela Nogueira de Moraes, que foi minha orientadora no doutorado. Ela trabalha numa perspectiva marxista de falar que \u00e9 uma China com tens\u00f5es de classe, analisando como essa nova burguesia tenta fugir do controle do Governo.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6037146 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6037146\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-16 elementor-top-column elementor-element elementor-element-444a02a\" data-id=\"444a02a\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-66 elementor-top-column elementor-element elementor-element-31b2831\" data-id=\"31b2831\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-00edca6 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"00edca6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"532\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Box2-1024x532.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-8718\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Box2-1024x532.png 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Box2-300x156.png 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Box2-768x399.png 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/10\/Box2.png 1335w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-16 elementor-top-column elementor-element elementor-element-430cd12\" data-id=\"430cd12\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2694f8a elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2694f8a\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-ee0a03e\" data-id=\"ee0a03e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3ce60ce elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3ce60ce\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><b>ARCO &#8211; Esse modelo econ\u00f4mico \u00fanico da China foi o diferencial para o pa\u00eds n\u00e3o ter o mesmo fim da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica?\u00a0<\/b><\/p><p>Sim, foi o diferencial, mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o \u00fanico. A China pegou carona em um modelo de desenvolvimento econ\u00f4mico asi\u00e1tico com o Jap\u00e3o e com os tigres asi\u00e1ticos, como Cor\u00e9ia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura. Muito do que a gente falou a respeito da integra\u00e7\u00e3o entre empresas estatais e privadas, protecionismo comercial, foram coisas que tanto o Jap\u00e3o quanto a Coreia do Sul fizeram. O que a China fez foi pegar alguns elementos e elevar a um outro patamar. Ent\u00e3o sim, esse sistema econ\u00f4mico \u00e9 a chave do sucesso da China, mas ressalto que essa pol\u00edtica econ\u00f4mica n\u00e3o aconteceu s\u00f3 na China.<\/p><p>Eu me arrisco a dizer que todos os pa\u00edses que se dizem grandes pot\u00eancias se desenvolveram com esse modelo de protecionismo e controle estatal. \u00c9 o caso dos Estados Unidos, da Alemanha, da Fran\u00e7a, da Inglaterra e da Su\u00e9cia. N\u00e3o \u00e9 Estado m\u00ednimo que desenvolve pa\u00eds. Claro, como a gente viu no caso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um Estado m\u00e1ximo que desenvolve um pa\u00eds. \u00c9 sempre esse meio termo, mas me sinto muito em cima do muro, dizendo que n\u00e3o \u00e9 nem um nem outro.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4a96718 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4a96718\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-a851615\" data-id=\"a851615\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-25cb15f elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"25cb15f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h4 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">\"\u00c9 preciso um estado que esteja acima da burguesia, acima das classes capitalistas, que invista na ci\u00eancia - principalmente nos setores de longo prazo, que agora n\u00e3o rende frutos, mas que no futuro ir\u00e1 gerar lucro e desenvolvimento.\"<\/h4>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-f78d57b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"f78d57b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-843218f\" data-id=\"843218f\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ad1e77a elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"ad1e77a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-22aa2cd elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"22aa2cd\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-fbed932\" data-id=\"fbed932\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6333825 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6333825\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><b>ARCO &#8211; Seria um estado empreendedor?<\/b><\/p><p>\u00c9 uma mescla entre estado empreendedor e estado dirigista. Um estado keynesiano, ou seja, ele controla as engrenagens chave da economia sem ser necessariamente o grande empres\u00e1rio de todos os setores. O Estado n\u00e3o precisa controlar todas as padarias, mas sim regular a oferta de trigo para que elas possam competir em um sistema equilibrado a fim de ver quem faz o melhor p\u00e3o, por exemplo.<\/p><p><b>ARCO &#8211;<\/b><b> Ent\u00e3o essa rigidez da China com o setor privado \u00e9 uma forma de manter condi\u00e7\u00f5es iguais para competi\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p><p>\u00c9 isso mesmo. O magnata Jack Ma, anos atr\u00e1s, aderiu ao Partido Comunista. N\u00e3o \u00e9 o estado que \u00e9 convertido ao capitalismo. \u00c9 o burgu\u00eas que \u00e9 convertido ao Partido Comunista, que, na nossa vis\u00e3o, \u00e9 o mais capitalista de todos os partidos comunistas. De novo, s\u00e3o os nossos termos que n\u00e3o conseguem dar conta da realidade.\u00a0<\/p><p><b>ARCO &#8211;<\/b><b> Por mais dif\u00edcil que seja definir esse sistema econ\u00f4mico, podemos dizer que a China prop\u00f5e um caminho poss\u00edvel para o desenvolvimento de pa\u00edses perif\u00e9ricos?<\/b><\/p><p>Bom, uma coisa \u00e9 voc\u00ea se inspirar no que a China est\u00e1 fazendo e adotar um modelo parecido, e outro \u00e9 estreitar os la\u00e7os econ\u00f4micos com eles. Ningu\u00e9m garante que os pa\u00edses africanos, ao se aproximarem da China, v\u00e3o se tornar mini-Chinas. Esse debate \u00e9 feito no livro <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Chutando-escada-Ha-Joon-Chang\/dp\/8571395241\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cChutando a Escada\u201d<\/a> do Ha-Joon Chang. Ele usa a seguinte met\u00e1fora: quando um pa\u00eds sobe a escada do desenvolvimento, a \u201cchuta\u201d, isto \u00e9, cria empecilhos para que outros pa\u00edses tracem o mesmo caminho. Agora que a China se desenvolveu, ela tende a se tornar mais liberal, a querer mais livre com\u00e9rcio, a buscar defender a globaliza\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p><p>Ent\u00e3o se a associa\u00e7\u00e3o com a China vai levar a um desenvolvimento parecido com o chin\u00eas, eu n\u00e3o sei. O Vietn\u00e3 diz que sim. O Vietn\u00e3 \u00e9 uma China de 20 anos atr\u00e1s. O pa\u00eds passou a receber muito investimento chin\u00eas e tem se desenvolvido de forma muito parecida. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 garantia de que isso vai acontecer, tem que ver caso a caso.\u00a0<\/p><p><b>ARCO &#8211;<\/b><b> Ent\u00e3o d\u00e1 para dizer que mesmo que a China tenha aberto o caminho, ela j\u00e1 est\u00e1 tratando de fechar?<\/b>\u00a0<\/p><p>Bom, a\u00ed voltamos para aquele aquele paradoxo que falamos. A estrada que a China est\u00e1 estendendo para os pa\u00edses em desenvolvimento, a meu ver, \u00e9 muito mais vi\u00e1vel do que a que os americanos e europeus estenderam. Mas isso n\u00e3o \u00e9 garantia que os pa\u00edses v\u00e3o se desenvolver como a China. N\u00e3o temos como saber se isso \u00e9 sustent\u00e1vel a longo prazo.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0020794 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0020794\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6e2c3f8\" data-id=\"6e2c3f8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f0785ef elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f0785ef\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-9f898e8 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"9f898e8\" data-element_type=\"section\"><div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\"><div class=\"elementor-row\"><div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f2eb541\" data-id=\"f2eb541\" data-element_type=\"column\"><div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\"><div class=\"elementor-widget-wrap\"><div class=\"elementor-element elementor-element-92514a7 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"92514a7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\"><div class=\"elementor-widget-container\"><div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\"><p><b><i>Expediente<\/i><\/b><\/p><p><b><i>Reportagem:\u00a0<\/i><\/b><i>Bernardo Salcedo, acad\u00eamico de Jornalismo e bolsista<\/i><\/p><p><b><i>Ilustra\u00e7\u00e3o: <\/i><\/b><i>Noam Wurzel, acad\u00eamico de Desenho Industrial e bolsista<\/i><\/p><p><b><i>M\u00eddia Social: <\/i><\/b><i>Samara Wobeto, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Elo\u00edze Moraes, estagi\u00e1ria de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza, acad\u00eamica de Jornalismo e volunt\u00e1ria<\/i><\/p><p><b><i>Edi\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o: <\/i><\/b><i>Esther Klein, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista<\/i><\/p><p><b><i>Edi\u00e7\u00e3o Geral: <\/i><\/b><i>Luciane Treulieb e Maur\u00edcio Dias, jornalistas<\/i><\/p><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/section>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Hendler, professor de rela\u00e7\u00f5es internacionais da UFSM, analisa o contexto chin\u00eas baseado em seus estudos sobre &#8220;Ascens\u00e3o e Queda de Grandes Pot\u00eancias&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":3635,"featured_media":8716,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4391],"tags":[4211,4384,2162,612,4727,112,844,4726],"class_list":["post-8715","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arco-entrevista","tag-china","tag-destaque-arco","tag-destaque-ufsm","tag-economia","tag-geopolitica","tag-pesquisa","tag-politica","tag-relacoes-internacionais"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3635"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8715"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8715\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8716"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}