{"id":8730,"date":"2021-11-03T08:25:29","date_gmt":"2021-11-03T11:25:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/?p=8730"},"modified":"2021-11-05T14:07:28","modified_gmt":"2021-11-05T17:07:28","slug":"arco-entrevista-gava-ricos-e-malandros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/arco-entrevista-gava-ricos-e-malandros","title":{"rendered":"Ricos e malandros: livro aborda a riqueza e a desigualdade brasileira"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"8730\" class=\"elementor elementor-8730\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5ef433c elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"5ef433c\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-a4a0379\" data-id=\"a4a0379\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b89b6c8 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b89b6c8\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">Conforme <\/span><a href=\"https:\/\/cps.fgv.br\/slide\/desigualdade-de-impactos-trabalhistas-na-pandemia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">dados<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> apresentados pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), a evolu\u00e7\u00e3o da propor\u00e7\u00e3o de pobres no Brasil era, no final de 2020, de 9,41%. Atingiu a marca de 16,09% no in\u00edcio de 2021 e chegou ao m\u00eas de julho na marca de 12,98%. Muito se fala\u00a0 da pobreza e seus desdobramentos sociais, como a fome, por exemplo. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos ricos, a hist\u00f3ria \u00e9 outra: pouco se fala. Em <\/span><a href=\"https:\/\/cps.fgv.br\/ricos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">pesquisa<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> publicada em agosto de 2020 pela FGV, que leva em considera\u00e7\u00e3o o total populacional atrav\u00e9s dos dados de rendimentos declarados no Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica, a capital do Brasil que possui a maior renda por habitante \u00e9 Florian\u00f3polis, com R$ 3.998 mensais, seguida de Porto Alegre e Vit\u00f3ria.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-c40f5fb elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"c40f5fb\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5e052a4\" data-id=\"5e052a4\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-784b49c elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"784b49c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"668\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/11\/Colagem_1458_951-1024x668.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-8732\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/11\/Colagem_1458_951-1024x668.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/11\/Colagem_1458_951-300x196.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/11\/Colagem_1458_951-768x501.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2021\/11\/Colagem_1458_951.jpg 1458w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-e345618 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"e345618\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5d1c558\" data-id=\"5d1c558\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6785cfb elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6785cfb\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">Em entrevista \u00e0 Revista Arco, Rodrigo Gava, doutor em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pelo Instituto de Ci\u00eancias Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF), fala de seu livro, \u2018Ricos &amp; Malandros &#8211; a riqueza na estrutura da desigualdade brasileira: como os ricos atuam na sociedade\u2019. A obra traz uma reflex\u00e3o sobre a atua\u00e7\u00e3o dos ricos em nossa sociedade. O exemplar pode ser adquirido no site da Editora UFSM e est\u00e1 dispon\u00edvel nos formatos de livro impresso e ebook.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5a9570c elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"5a9570c\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-ff75e78\" data-id=\"ff75e78\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-941d2a6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"941d2a6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"color: #000000;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: bold\">ARCO &#8211; Ao ler a obra \u2018Ricos &amp; Malandros &#8211; A riqueza na estrutura da desigualdade brasileira: como os ricos atuam na sociedade\u2019, \u00e9 poss\u00edvel ver que ela \u00e9 baseada em sua tese de doutorado. Em qual momento e por qual motivo voc\u00ea decidiu transform\u00e1-la em um livro?<\/span><\/p><p style=\"color: #000000;font-size: 16px\">Um doutoramento consome quatro anos das nossas vidas e a expectativa, enquanto escrever, rezar e estudar faz parte da nossa rotina di\u00e1ria, \u00e9 ao final ver a tese pronta e que se conseguiu dar uma m\u00ednima contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade e, no meu caso, ao pensamento social. Ocorre que uma tese n\u00e3o costuma chegar ao grande p\u00fablico: a liturgia do texto acad\u00eamico, o espa\u00e7o de exposi\u00e7\u00e3o e a dist\u00e2ncia do cotidiano costumam inviabilizar que mais pessoas leiam esses trabalhos. E, assim, vi a necessidade \u2013 e tive a vontade, como a vangl\u00f3ria h\u00e1 de justificar \u2013 de transformar a tese em livro, o que exigiu tempo e paci\u00eancia para esta necess\u00e1ria adapta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p><p><b>ARCO &#8211; Quais foram os principais desafios que voc\u00ea enfrentou ao transformar sua tese em um livro?\u00a0<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Todo autor enfrenta os desafios inerentes \u00e0 ind\u00fastria do livro. S\u00e3o os v\u00edcios e os obst\u00e1culos que o neg\u00f3cio imp\u00f5e, sob suas premissas de lucro e consumo.\u00a0 Sem entrar no m\u00e9rito do \u201cgosto\u201d e da \u201cmoda\u201d em vig\u00eancia (dicas de vida, mandingas para ficar rico, t\u00e1ticas para o sucesso), costuma-se ver a qualidade do livro (seja uma obra liter\u00e1ria ou cient\u00edfica) submetida aos interesses do setor \u2013 \u00e9 comum ser visto e prestigiado o nome da capa bem antes do conte\u00fado, motivo pelo qual as editoras garantem desproporcional espa\u00e7o para gente midi\u00e1tica (ou indicada por gente midi\u00e1tica). Afora isso, vemos um protagonismo da pr\u00e1tica que o mercado chama de \u201ccoparticipa\u00e7\u00e3o\u201d, na qual os autores pagam para publicar seus livros, o que acaba restringindo ainda mais o espa\u00e7o para a grande maioria que n\u00e3o pode pagar ou n\u00e3o se disp\u00f5e a isso. E, como o \u00fanico crit\u00e9rio passa a ser o monet\u00e1rio, o curioso disso \u00e9 que o pr\u00f3prio leitor acaba ref\u00e9m dessa din\u00e2mica: quilos de livros publicados sem qualidade e que entopem as prateleiras das livrarias ou os canais dos sites de venda, dificultando a sele\u00e7\u00e3o. H\u00e1 exce\u00e7\u00f5es nisso tudo? Sim, como aquelas relacionadas ao garimpo feito por pequenas editoras \u2013 e como todo garimpo, a sorte \u00e9 elemento crucial.\u00a0<\/span><\/p><p><b>ARCO &#8211; Seu doutorado foi no Instituto de Ci\u00eancias Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF) no estado do Rio de Janeiro (RJ). O que levou voc\u00ea a publicar pela Editora UFSM?\u00a0\u00a0<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Retomo ao final da resposta anterior: albergando-me nas exce\u00e7\u00f5es, neste caso, nas editoras das universidades p\u00fablicas. Lamentavelmente sucateadas sob or\u00e7amentos que, desde 2015, viraram p\u00f3, essas editoras herculeamente continuam a fazer o seu trabalho, editando trabalhos muito importantes para as ci\u00eancias brasileiras e visando suprir o abandono das editoras privadas que n\u00e3o t\u00eam interesse em publicar disserta\u00e7\u00f5es e teses, j\u00e1 que, em regra, parecem despreocupadas em dispor de um robusto cat\u00e1logo acad\u00eamico, ao contr\u00e1rio do que se faz l\u00e1 fora.\u00a0 E mesmo com todas as adversidades pol\u00edticas e financeiras, a Editora da UFSM tem conseguido publicar com frequ\u00eancia, continuidade e excel\u00eancia t\u00e9cnica, dando-me agora esta oportunidade. Ainda, o fato de o livro ser publicado por uma editora como a da UFSM n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de orgulho para mim, na medida em que tamb\u00e9m serve ao leitor como uma esp\u00e9cie de chancela, um selo de controle de independ\u00eancia e qualidade \u2013 uma vez que o livro n\u00e3o est\u00e1 ali por mera indica\u00e7\u00e3o ou patroc\u00ednio pessoal \u2013 cujo filtro n\u00e3o \u00e9 apenas interessar ao p\u00fablico, mas estar ali sob interesse p\u00fablico.\u00a0<\/span><\/p><p><b>ARCO &#8211; Em rela\u00e7\u00e3o ao t\u00edtulo da obra, o termo \u2018Malandros\u2019 chama a aten\u00e7\u00e3o. Qual a principal ideia ao utilizar esse termo associado aos ricos? <\/b><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">A ideia deste t\u00edtulo veio no momento da publica\u00e7\u00e3o e tem uma origem de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">forma<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e outra de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">fundo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">.\u00a0 Primeiro, ela surge quando lembrei do meu outro livro, \u201cRicos e Mendazes\u201d, fruto da minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado e publicado pela Editora Almedina (Portugal). Ainda que em \u00e1reas distintas, a quest\u00e3o da riqueza \u00e9 central \u2013 se l\u00e1 eu tinha a hipocrisia dos pa\u00edses ricos nas rela\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio internacional, aqui eu tenho a malandragem dos endinheirados nas rela\u00e7\u00f5es da vida nacional.\u00a0 Depois, embora a tem\u00e1tica do malandro em si n\u00e3o seja objeto deste estudo, \u00e9 ineg\u00e1vel que o seu perfil ilustre a nossa gram\u00e1tica moral e, assim, sirva de pano de fundo para todo o livro, do in\u00edcio ao fim, como paradigma da atua\u00e7\u00e3o dos ricos.\u00a0 <\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ffb2692 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ffb2692\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-b0aa6db\" data-id=\"b0aa6db\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-deceab2 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"deceab2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h4 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">\"A dial\u00e9tica da malandragem, enraizada no hibridismo sociocultural de uma certa brasilidade, compunha-se por tra\u00e7os marginais que beiravam o ilegal e uma presen\u00e7a l\u00fadica que tocava o imoral.\"<\/h4>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-9dfd93e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"9dfd93e\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-b84c5ff\" data-id=\"b84c5ff\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-32a5882 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"32a5882\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">A sua imagem de outrora firmava-se na ginga maliciosa do viver entre as lacunas e as contextualiza\u00e7\u00f5es das regras e das leis, com uma vida solit\u00e1ria de anti-her\u00f3i, mas tamb\u00e9m como resist\u00eancia negra \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds que se modernizava.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Agora, se na din\u00e2mica social faz-se o epit\u00e1fio desta malandragem, outra se pronuncia, abdicando do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">ethos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> hist\u00f3rico, mas assumindo a parte mais indesejada da sua constru\u00e7\u00e3o normativa e que vai muito al\u00e9m do \u201cjeitinho\u201d.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">E assim sobressai o malandro embranquecido \u201cde gravata e capital\u201d e que \u201cnunca se d\u00e1 mal\u201d, transformando-se em senhor da ordem vigente, intrincando inescrupulosamente as esferas pol\u00edtica e econ\u00f4mica e se encastelando no lusco-fusco do direito, e que hoje samba em outro ritmo sobre o corpo do povo brasileiro. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><b>ARCO &#8211;<\/b> <b>Logo no in\u00edcio, na p\u00e1gina 19, aparece a express\u00e3o \u2018Se os tubar\u00f5es fossem homens\u2019. Poderia falar sobre ela e como est\u00e1 relacionada com o seu objetivo com a obra?\u00a0<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Bertolt Brecht, um dos g\u00eanios alem\u00e3es, escreveu esta pequena par\u00e1bola \u201cSe os tubar\u00f5es fossem homens\u201d para ilustrar a nossa hist\u00f3ria, uma hist\u00f3ria marcada a ferro e fogo pelos processos de domina\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, desigualdade, autoritarismo e aliena\u00e7\u00e3o, permeados por gestos de crueldade, gan\u00e2ncia, hipocrisia&#8230; t\u00e3o longe de um mundo pr\u00f3ximo do ideal e de valores como a coopera\u00e7\u00e3o, a solidariedade, a igualdade, a justi\u00e7a, a liberdade, a emancipa\u00e7\u00e3o do povo e o engrandecimento do homem.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Como na alegoria de Brecht \u2013 cuja representa\u00e7\u00e3o traz ideologia, gaiolas, guerras, opress\u00e3o, p\u00e3o e circo como met\u00e1foras da sociedade humanas \u2013, a civiliza\u00e7\u00e3o que criamos parece n\u00e3o ter muito o que ensinar ao reino animal, s\u00f3 a aprender: sim, os nossos tubar\u00f5es s\u00e3o bastante piores que os tubar\u00f5es dos outros mares.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 uma bela cr\u00edtica \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o social e \u00e0s rela\u00e7\u00f5es humanas, t\u00e3o simplesmente bela que recentemente mereceu uma edi\u00e7\u00e3o destinada ao p\u00fablico infantil \u2013 sim, \u00e9 muito importante que desde cedo os nossos peixinhos saibam que a civiliza\u00e7\u00e3o da Terra pode ser outra. Afinal, n\u00e3o s\u00e3o peixinhos, mas s\u00e3o homens e mulheres capazes de transformar o mundo.\u00a0<\/span><\/p><p><b>ARCO &#8211; Com a obra \u2018Ricos &amp; Malandros &#8211; A riqueza na estrutura da desigualdade brasileira: como os ricos atuam na sociedade\u2019, voc\u00ea objetiva estudar a quest\u00e3o da desigualdade, mas pelo olhar dos ricos. Por que voc\u00ea decidiu focar neste grupo? <\/b><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">A desigualdade \u00e9 estudada h\u00e1 s\u00e9culos. A quest\u00e3o \u00e9 que, invariavelmente, explora-se apenas um lado do problema.\u00a0 Enquanto a pobreza se deixa auscultar, desnudar, dissecar, inventariar, saborear; enquanto s\u00e3o in\u00fameros os estudos que promovem verdadeiras aut\u00f3psias sociol\u00f3gicas sobre os pobres e miser\u00e1veis, sobre o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">habitus<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> da ral\u00e9, sobre as fam\u00edlias no submundo do trabalho, sobre os jovens em situa\u00e7\u00e3o de marginalidade, sobre as comunidades de sem-teto ou erguidas sobre palafitas e barracos de pau a pique, com a riqueza isso n\u00e3o ocorre.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Afinal, o modo e o campo de atua\u00e7\u00e3o dos ricos permanecem sutilmente ignorados, como se fossem abstra\u00e7\u00f5es irrelevantes, como se sua exist\u00eancia estivesse desconectada da estrutura de poder e das disputas na reparti\u00e7\u00e3o da renda.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6c575bc elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6c575bc\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5706e81\" data-id=\"5706e81\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0446367 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"0446367\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h4 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">\"A ainda pobre exist\u00eancia de dados e informa\u00e7\u00f5es permitem que os ricos, absolutamente fosforescentes pelo consumo, jactem-se pela sua invisibilidade no controle dos mecanismos de manuten\u00e7\u00e3o e de concentra\u00e7\u00e3o da riqueza.\"<\/h4>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-00e78ea elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"00e78ea\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-219c884\" data-id=\"219c884\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-46ad9ac elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"46ad9ac\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">Um lado para o qual invariavelmente se demonstram atitudes de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">rever\u00eancia e \u00eaxtase<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">receio e intocabilidade,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00e9 a ideia de \u201ctotem e tabu\u201d, em alus\u00e3o freudiana \u00e0 antropologia social, sobre o qual n\u00e3o h\u00e1 o devido reconhecimento dos efeitos danosos que exercem no tecido social brasileiro, sublimando-o.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Por isso, constitui um desafio para as Ci\u00eancias Sociais (como meio) e para a sociedade (como fim) a supera\u00e7\u00e3o dos problemas no estudo dos ricos e, principalmente, a supera\u00e7\u00e3o do equivocado entendimento de que a pobreza \u00e9 um problema e que <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">esta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> riqueza, em seu n\u00edvel e forma, n\u00e3o o \u00e9.\u00a0<\/span><\/p><p><b>ARCO &#8211; Ainda sobre a tem\u00e1tica do livro. A seu ver, enquanto pesquisador, qual \u00e9 a import\u00e2ncia de se estudar esse tema? Como sua obra contribui para o debate sobre o assunto?\u00a0<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Estive bem longe de descobrir a p\u00f3lvora \u2013 antes e melhor, outros tantos j\u00e1 o fizeram \u2013, s\u00f3 ajudei a riscar os f\u00f3sforos para trazer um pouco mais luz, tamb\u00e9m como sinal de que n\u00e3o desertamos nosso posto, como pediu o Ver\u00edssimo pai. <\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-fa6b6f3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"fa6b6f3\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-d1412ed\" data-id=\"d1412ed\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5c052ae elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"5c052ae\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h4 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">\"Sem receio do exagero podemos afirmar que inexiste no Brasil tema mais importante para se conhecer, estudar e trabalhar, de verdade e a fundo, do que a desigualdade social.\"<\/h4>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-8305bc1 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"8305bc1\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-e2d6da7\" data-id=\"e2d6da7\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-81c4bdc elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"81c4bdc\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">Claro que a necess\u00e1ria supera\u00e7\u00e3o do capitalismo deve estar no nosso horizonte como estado e na\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, hoje, ela \u00e9 a nossa <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">prioridade zero<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, ao lado de toda a urgente agenda ambiental. Afinal, a desigualdade social \u00e9, como se diz nas ci\u00eancias sociais, um \u201cfato total\u201d, atingindo \u2013 no nosso caso, tingindo e manchando com a cor da dor e do pavor milh\u00f5es de brasileiros \u2013 todas as \u00e1reas e todas as dimens\u00f5es da vida.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">O que busquei nesta obra \u00e9 ajudar a clarear a realidade, pois, como sentenciou Noam Chomsky, a popula\u00e7\u00e3o em geral n\u00e3o sabe o que est\u00e1 acontecendo e sequer sabe que n\u00e3o sabe.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Disponho-me a participar da luta contra os erros, as mentiras e os preconceitos do senso conservador e da agenda liberal martelados diariamente na cabe\u00e7a dos cidad\u00e3os pelas formas mais ou menos tradicionais da m\u00eddia, mais ou menos retr\u00f3gradas da par\u00f3quia e mais ou menos encaixotadas da escola. Nesse pacote, a l\u00f3gica \u00e9 esconder os reais problemas e maquiar as suas solu\u00e7\u00f5es para torn\u00e1-los inintelig\u00edveis ou, ainda pior, para pretensamente resolv\u00ea-los na base de alguma sa\u00edda her\u00f3ica, mitol\u00f3gica ou divinal que apenas mant\u00e9m intocada uma ideia de ordem <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">sem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> progresso.\u00a0<\/span><\/p><p><b>ARCO &#8211; Para quem deseja ler sua obra, o que essa pessoa deve esperar?\u00a0<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Um modesto manifesto, pensado e escrito com o lado esquerdo do peito. Uma tentativa de mostrar o buraco no qual h\u00e1 tanto tempo estamos metidos, contribuindo para uma \u201cabertura de olhos\u201d capaz de revelar o que temos acima e em volta e, a partir disso, conhecer um pouco <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">o que fazer<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e acreditar que ainda \u00e9 poss\u00edvel sair disso, de modo a construir uma sociedade (e um lugar) diferente \u2013 afinal, como traz Jos\u00e9 Saramago na abertura do seu \u201cEnsaio sobre a cegueira\u201d: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">se podes olhar, v\u00ea; se podes ver, repara.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">A obra, e isso \u00e9 importante destacar, constitui uma \u201cproposta de a\u00e7\u00e3o\u201d que se insurge sobre o modo de atua\u00e7\u00e3o dos ricos e a l\u00f3gica da ordem que os sustentam \u2013 o neoliberalismo como a \u00faltima m\u00e1scara do capitalismo \u2013, buscando desestruturar argumentos ideol\u00f3gicos e constru\u00e7\u00f5es institucionais e propondo alterar o olhar sobre o problema da concentra\u00e7\u00e3o de riqueza e imaginar alternativas a ele.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Afinal \u2013 e \u00e9 este o compromisso que pretendo manter com o leitor \u2013, como certa vez me disse o professor Avel\u00e3s Nunes, l\u00e1 de Coimbra, acreditamos que as ci\u00eancias sociais n\u00e3o podem ser boa ci\u00eancia social se n\u00e3o incorporar \u00e0 sua an\u00e1lise a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">consci\u00eancia social<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, sem a hipocrisia beata dos que, apesar das \u201cm\u00e3os sujas\u201d de compromissos inconfess\u00e1veis, juram que a sua ci\u00eancia \u00e9 uma ci\u00eancia \u201cneutra\u201d em rela\u00e7\u00e3o aos fins, como um terreno et\u00e9reo sem lugar para os homens de carne e osso.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p><b>ARCO &#8211; H\u00e1 algo que n\u00e3o perguntei que voc\u00ea gostaria de destacar?\u00a0<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Ant\u00f4nio Abujamra, em uma segunda fase do seu \u201cProvoca\u00e7\u00f5es\u201d, passou a encerrar o programa perguntando ao entrevistado: \u201cme diga, afinal, o que \u00e9 a vida?\u201d.\u00a0 N\u00e3o ouso propor aqui essa m\u00e1xima divaga\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 preciso destacar o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">quanto <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">da vida da imensa maioria do povo brasileiro \u00e9 ref\u00e9m desta escolha pol\u00edtica: a desigualdade social.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">E nesse cen\u00e1rio mostra-se inadi\u00e1vel outro olhar sobre a desigualdade, olhada para cima. O objetivo \u00e9 alcan\u00e7ar o &#8220;topo&#8221; da pir\u00e2mide social, microcosmos dos endinheirados cuja compreens\u00e3o \u00e9 vital para a redescoberta do pa\u00eds, a emancipa\u00e7\u00e3o da sua gente e a constru\u00e7\u00e3o de uma ordem que seja capaz de dar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">outra<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> raz\u00e3o \u00e0 vida, de modo a constituir na nova sociedade as <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">conex\u00f5es reconstituintes<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> do esp\u00edrito social e humano.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">A vida, pois, a ser ajustada sob uma nova sociabilidade: igualit\u00e1ria, solid\u00e1ria, coletiva, cooperativa, sustent\u00e1vel e democr\u00e1tica, horizonte para a efetiva transforma\u00e7\u00e3o do Brasil. <\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-aadfe00 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"aadfe00\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-ce2646b\" data-id=\"ce2646b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5313006 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5313006\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><strong><i>Expediente<\/i><\/strong><\/p><p><strong><i>Rep\u00f3rter: <\/i><\/strong><em>Gustavo Salin Nuh, acad\u00eamico de jornalismo e volunt\u00e1rio<\/em><\/p><p><i><strong>Ilustrador:<\/strong>\u00a0Luiz Figueir\u00f3, acad\u00eamico de Desenho Industrial e volunt\u00e1rio<\/i><\/p><p><strong><i>M\u00eddia Social:<\/i><\/strong>\u00a0<i>Samara Wobeto, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Elo\u00edze Moraes, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acad\u00eamica de Jornalismo e volunt\u00e1ria; e Martina Pozzebon, acad\u00eamica de Jornalismo e estagi\u00e1ria<\/i><\/p><p><i><strong>Edi\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Esther Klein, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista<\/i><\/p><p><i><strong>Edi\u00e7\u00e3o Geral:<\/strong>\u00a0Luciane Treulieb e Maur\u00edcio Dias, jornalistas<\/i><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista, o cientista pol\u00edtico Rodrigo Gava comenta sobre a obra lan\u00e7ada pela Editora UFSM<\/p>\n","protected":false},"author":3635,"featured_media":8732,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4391],"tags":[4399,4087,4635,4384,2162,612,25,2589,4645,4688],"class_list":["post-8730","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arco-entrevista","tag-antropologia","tag-arco-entrevista","tag-desigualdade","tag-destaque-arco","tag-destaque-ufsm","tag-economia","tag-literatura","tag-livro","tag-sociedade","tag-sociologia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8730","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3635"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8730"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8730\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8730"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8730"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8730"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}