{"id":9226,"date":"2022-05-06T11:15:14","date_gmt":"2022-05-06T14:15:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/?p=9226"},"modified":"2022-05-06T16:54:48","modified_gmt":"2022-05-06T19:54:48","slug":"maternidade-nas-midias-entre-a-critica-a-romantizacao-e-a-pressao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/maternidade-nas-midias-entre-a-critica-a-romantizacao-e-a-pressao-social","title":{"rendered":"Maternidade nas m\u00eddias: entre a cr\u00edtica, a romantiza\u00e7\u00e3o e a press\u00e3o social"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"9226\" class=\"elementor elementor-9226\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4bb4328 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4bb4328\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-710f8f6\" data-id=\"710f8f6\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7e674fc elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7e674fc\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Depois do nascimento da segunda filha, h\u00e1 cinco anos, Milena Freire se deparou com um dilema: a vontade de voltar ao trabalho e o sentimento de n\u00e3o se sentir preparada para o retorno. Ela \u00e9 pesquisadora no campo da Comunica\u00e7\u00e3o, coordenadora no <\/span><b><a style=\"text-decoration: none\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/gp.comunicacaoegenero\/\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #1155cc;background-color: transparent;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: underline;vertical-align: baseline\">Grupo de Pesquisa Comunica\u00e7\u00e3o, G\u00eanero e Desigualdades (CNPq\/UFSM)<\/span><\/a><\/b><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\"> e docente do Departamento de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no curso de Publicidade e Propaganda. Diante do impasse, ela usou suas redes sociais digitais para compartilhar o misto de sentimentos: \u201cEu escrevi um post em que coloquei algo do tipo: \u2018n\u00e3o t\u00e1 tudo bem, n\u00e3o sei se quero voltar, eu n\u00e3o estou pronta, mas ao mesmo tempo eu quero\u2019\u201d, conta.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-c5022f5 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"c5022f5\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5f6ba8b\" data-id=\"5f6ba8b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f072fa5 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"f072fa5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"550\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/image1-550x1024.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-9227\" alt=\"Captura de tela de post do Facebook em formato vertical. Na parte superior, fotografia circular ao lado do nome &quot;Milena Freire&quot; em azul. Abaixo, texto em preto: &quot;Eu n\u00e3o estou pronta. Amanh\u00e3 \u00e9 o meu \u00faltimo dia de licen\u00e7a maternidade (+ f\u00e9rias). Foram precisamente 228 dias que tive para me renovar como m\u00e3e e como mulher. Tenho consci\u00eancia do meu privil\u00e9gio em acompanhar integralmente os primeiros meses da Nina. Mas isso n\u00e3o me tira do pensamento a intranquilidade a que s\u00e3o submetidas as m\u00e3es, sejam elas trabalhadoras do mercado ou do lar. A maternidade nos faz experimentar os sentimentos mais ambivalentes: for\u00e7a\/cansa\u00e7o; alegria\/tristeza; companhia\/solid\u00e3o; coragem\/inseguran\u00e7a. A licen\u00e7a, nesse contexto, parece o momento &quot;legal&quot; que lhe foi destinado a viver e ajustar todos os sentimentos, al\u00e9m dos cuidados objetivos que o beb\u00ea precisa. Como se todo o restante da vida ficasse parado nesse per\u00edodo ou como se ela voltasse ao &quot;normal&quot; ap\u00f3s sua passagem. Nos primeiros meses da maternidade, cada demonstrava do desenvolvimento do beb\u00ea nos faz sentir alegria e orgulho, na mesma medida em que a soma de cada nova tarefa traz uma ang\u00fastia que parece incompreens\u00edvel aos olhos de quem v\u00ea de fora. Fralda, sono, peito, banho, mamadeira, roupa, rem\u00e9dio, m\u00e9dico, vacina, brinquedo, est\u00edmulo, choro, satisfa\u00e7\u00e3o. Tudo se soma ao que j\u00e1 existia antes, mas n\u00e3o tem a mesma cara. Foi preciso administrar o que de alguma forma mudou com a chegada da Nina: a casa, a rela\u00e7\u00e3o com o marido, com o pr\u00f3prio corpo, com o filho que virou &quot;mano&quot; (e que sentiu ci\u00fames). Quantas vezes achei que n\u00e3o conseguiria dar conta. Quantas efetivamente n\u00e3o dei. O que mais me inquieta, de fato, \u00e9 saber que a maior parte destas preocupa\u00e7\u00f5es e expectativas s\u00e3o criadas. Por mim e pelo entorno. E o que \u00e9 mais intrigante: n\u00e3o se fala sobre isso. A maior parte das m\u00e3es (para n\u00e3o dizer todas), vive estes sentimentos mas n\u00e3o se encoraja a falar do que lhes fragiliza. Somos estimuladas a sustentar a ideia de que tudo est\u00e1 maravilhoso e sob controle. Para mim, o momento de voltar ao trabalho, retomar a rotina sem que nada (nem eu mesma) seja como antes, faz abrir um abismo. Uma s\u00e9rie de d\u00favidas, inseguran\u00e7as, cobran\u00e7as desorganizam (um pouco mais) a cabe\u00e7a e o cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 hora de saber dividir o tempo, a aten\u00e7\u00e3o, de fazer um encaixe entre as novas e as velhas tarefas e preocupa\u00e7\u00f5es. O sentimento (e a certeza) de que ser\u00e1 necess\u00e1rio estar em falta com algo\/algu\u00e9m por vezes me desconforta. Olho para Nina, t\u00e3o doce e tranquila, e penso que ser mar de uma menina pode ser ainda mais desafiador. Talvez eu precise lhe mostrar ao longo da vida que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nem necess\u00e1rio ser &quot;super&quot; ou &quot;dar conta de tudo&quot;. Mas que podemos ser &quot;o melhor poss\u00edvel&quot;, com todo o afeto e intensidade que desejarmos empenhar em cada rela\u00e7\u00e3o, seja como m\u00e3e, como esposa, como filha, como amiga, como profissional ou como dona-de-casa. Que venha a segunda-feira. Eu n\u00e3o estou pronta. Mas talvez n\u00e3o precise mesmo estar.\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/image1-550x1024.jpg 550w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/image1-161x300.jpg 161w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/image1.jpg 646w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Captura de tela de post de Milena Freire<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-f3e69ae elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"f3e69ae\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-ae48b21\" data-id=\"ae48b21\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-29f116c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"29f116c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span id=\"docs-internal-guid-dc209e39-7fff-50e2-ff03-04e70ea574fc\" style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Sobre a repercuss\u00e3o, Milena comenta que um dos pontos que chamou a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que s\u00f3 as mulheres da sua rede comentaram a postagem. O outro ponto foi a ambival\u00eancia desses coment\u00e1rios: \u201calgumas se identificaram e outras tinham o discurso de que ser m\u00e3e \u00e9 padecer no para\u00edso\u201d, relembra. A partir disso, a pesquisadora percebeu a necessidade de discuss\u00e3o da intersec\u00e7\u00e3o entre maternidades e m\u00eddias.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-916b823 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"916b823\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-0a40c98\" data-id=\"0a40c98\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5371313 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"5371313\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Capa-1024x667.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-9228\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o da imagem: Ilustra\u00e7\u00e3o horizontal e colorida em tons de azul e verde turquesa. No lado direito da imagem, tela vertical de sele\u00e7\u00e3o de foto do Instagram. No centro superior, fotografia de uma mulher com um beb\u00ea rec\u00e9m-nascido no colo. A mulher tem pele branca, tem cabelos escuros, ondulados e curtos; ela sorri amplamente; veste regata branca. O beb\u00ea veste roupa e touca verde turquesa, e uma chupeta da mesma cor. O fundo da imagem \u00e9 verde turquesa. Na parte superior da foto, o texto &quot;Nova publica\u00e7\u00e3o&quot;. Na parte inferior, sobre fundo branco, o texto &quot;galeria&quot;, e, abaixo, oito fotografias de diferentes \u00e2ngulos do beb\u00ea dispostos em duas fileiras. No centro esquerdo da ilustra\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s da tela, a mesma mulher, de olhos arregalados, cabelos despenteados, com alguns fios para cima. O beb\u00ea est\u00e1 com a boca aberta. Acima e abaixo, recortes de seis coment\u00e1rios: &quot;Realidade de praticamente toda a m\u00e3e :)&quot;; &quot;T\u00e1 cansada? Ningu\u00e9m pediu pra nascer?&quot;; &quot;Texto maravilhoso&quot;; &quot;Como eu amo esses textos&quot;; &quot;T\u00e1 reclamando por que? N\u00e3o quis ser m\u00e3e?&quot;. O fundo \u00e9 cinza escuro.\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Capa-1024x667.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Capa-300x195.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Capa-768x500.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Capa-1536x1001.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Capa.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-87c31a3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"87c31a3\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-e55ae7f\" data-id=\"e55ae7f\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f2f5f5a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f2f5f5a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span id=\"docs-internal-guid-b19a065e-7fff-bbd4-74ac-715c77a6fada\" style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">No pr\u00f3ximo domingo (08), ocorre o Dia das M\u00e3es, e, em refer\u00eancia \u00e0 data, a Revista Arco entrevistou Milena Freire para falar sobre sua pesquisa e sua rela\u00e7\u00e3o com a maternidade, e de que forma ela se intersecciona com as m\u00eddias. Confira:<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-e64ef88 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"e64ef88\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-04b1a28\" data-id=\"04b1a28\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-894a501 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"894a501\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p id=\"docs-internal-guid-da1ebe49-7fff-141f-4bf6-97da34e6cf34\" dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Arco: Por que a escolha da maternidade como tem\u00e1tica de estudo?<\/span><\/p><p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Milena: <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Essa motiva\u00e7\u00e3o veio a partir da minha experi\u00eancia pessoal. Mais do que a tem\u00e1tica de estudo, acho que a maternidade implicou em uma posi\u00e7\u00e3o mais afinada e em um reconhecimento da necessidade do estudo e do engajamento feminista. Foi a partir do reconhecimento das desigualdades que me eram postas &#8211; e do reconhecimento da exist\u00eancia dessas desigualdades na vida de outras mulheres &#8211; que, h\u00e1 treze anos, me coloquei de modo mais pr\u00f3ximo e hoje me reconhe\u00e7o como uma mulher e uma pesquisadora feminista. Embora reconhecesse a necessidade de pensar e refletir sobre as desigualdades, foi a experi\u00eancia da maternidade que me colocou nesse lugar.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">No momento em que ingressei no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o (Poscom) como docente, apresentei o projeto para ingressar no PPG. Eu j\u00e1 tinha feito, na minha <\/span><b><a style=\"text-decoration: none\" href=\"https:\/\/repositorio.ufsm.br\/handle\/1\/3435\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #1155cc;background-color: transparent;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: underline;vertical-align: baseline\">pesquisa de doutorado<\/span><\/a><\/b><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">, um trabalho que falava sobre g\u00eanero e desigualdade, mas a partir de uma perspectiva do trabalho feminino, interseccionado por quest\u00f5es de classe social e por quest\u00f5es que observam o trabalho desde o mercado at\u00e9 o trabalho dom\u00e9stico. Conforme fui concluindo a tese, essas quest\u00f5es da maternidade se apresentaram entre as minhas entrevistadas que eram mulheres de classe popular. A\u00ed eu parti para o reconhecimento da maternidade como um trabalho.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-e1bc962 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"e1bc962\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-e944fe8\" data-id=\"e944fe8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-99b70e9 elementor-widget elementor-widget-testimonial\" data-id=\"99b70e9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"testimonial.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-content\"><span style=\"font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';color:#000000;background-color:transparent;font-weight:400;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline\"><b>Acho que isso foi algo que conjugou meus interesses anteriores, de observar quest\u00f5es relacionadas ao trabalho, mas de entender que<\/b> <\/span><span style=\"font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';color:#000000;background-color:transparent;font-weight:700;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline\">a maternidade inclui uma s\u00e9rie de demandas que s\u00e3o colocadas para as mulheres de modo cultural, hist\u00f3rico e social e que, como s\u00e3o atravessadas pela intermedia\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es como afeto, n\u00e3o s\u00e3o reconhecidas como um trabalho.<\/span><span style=\"font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';color:#000000;background-color:transparent;font-weight:400;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline\"> <\/span><span style=\"font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';color:#000000;background-color:transparent;font-weight:700;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline\">S\u00e3o colocadas como um destino, um prazer, um des\u00edgnio de Deus, mas n\u00e3o s\u00e3o vistas como trabalho.<\/span><\/div>\n\t\t\t\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-a5f84bd elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"a5f84bd\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7adbd92\" data-id=\"7adbd92\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-68be446 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"68be446\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span id=\"docs-internal-guid-723d6358-7fff-2e79-d8f4-0a58e9c3a564\" style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">O meu projeto trabalha as representa\u00e7\u00f5es da maternidade nas redes sociais. Desde a \u00faltima d\u00e9cada, nos vemos performando ou construindo uma parte importante da nossa sociabilidade a partir das redes sociais digitais. A maternidade, nesse caso, tamb\u00e9m est\u00e1 bastante implicada no processo, na medida em que se sugere ou se exige das m\u00e3es que compartilhem essa experi\u00eancia majoritariamente de modo positivo. Eu me vi pessoalmente demandada e implicada a refletir sobre isso.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1311390 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1311390\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2cdb784\" data-id=\"2cdb784\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ec991b7 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"ec991b7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"1013\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Retrato-1013x1024.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-9230\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o da imagem: ilustra\u00e7\u00e3o quadrada e em tons de azul e verde turquesa de uma mulher em primeiro plano. Ela tem pele branca, cabelos escuros, curtos e levemente ondulados, express\u00e3o facial tranquila, faixa et\u00e1ria em torno de quarenta anos. Tem olhos esverdeados, sobrancelha fina e escura. Sorri levemente. Usa camiseta azul marinho. O fundo \u00e9 verde turquesa.\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Retrato-1013x1024.jpg 1013w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Retrato-297x300.jpg 297w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Retrato-768x777.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Retrato-1519x1536.jpg 1519w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Retrato.jpg 1881w\" sizes=\"(max-width: 1013px) 100vw, 1013px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Milena Freire.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4cc944f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4cc944f\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-8594893\" data-id=\"8594893\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b3bb331 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b3bb331\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p id=\"docs-internal-guid-8c4a0704-7fff-f8be-d8f5-f90e7398cb61\" dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Arco: Qual \u00e9 o maior desafio de pesquisar a maternidade?<\/span><\/p><p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Milena: <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Eu acho que o primeiro desafio \u00e9 sair do circuito materno, porque a maior parte das trocas que consigo estabelecer no campo de pesquisa s\u00e3o com outras pesquisadoras m\u00e3es. A maternidade parece, mesmo dentro do campo do feminismo, um assunto menor, dom\u00e9stico, relacionado ao afeto, ou seja, individual. Um dos pareceres sobre o meu projeto dizia para tomar cuidado para que o projeto n\u00e3o fosse uma quest\u00e3o pessoal, como se a pesquisa n\u00e3o pudesse ser pol\u00edtica. Eu, particularmente, me vi envolvida e estimulada a pensar sobre esse tema a partir da minha experi\u00eancia. Mas n\u00e3o quer dizer que somente pessoas que t\u00eam a experi\u00eancia materna possam falar sobre.\u00a0A maternidade \u00e9 uma quest\u00e3o da sociedade.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-f89a41b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"f89a41b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-fb5e173\" data-id=\"fb5e173\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1310143 elementor-widget elementor-widget-testimonial\" data-id=\"1310143\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"testimonial.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-content\"><span style=\"font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';color:#000000;background-color:transparent;font-weight:700;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline\" id=\"docs-internal-guid-f15a0c0e-7fff-6dcb-ca6d-e19e4575c7a8\">O principal desafio de pesquisar a maternidade \u00e9 o tanto que esse tema \u00e9 colocado como menor, como algo que \u00e9 do interesse apenas de quem est\u00e1 vivendo. E n\u00e3o pode ser. A maternidade \u00e9 uma quest\u00e3o pol\u00edtica.<\/span><\/div>\n\t\t\t\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-94437c0 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"94437c0\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-a10bfa3\" data-id=\"a10bfa3\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-65f6a2f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"65f6a2f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">N\u00f3s como sociedade precisamos continuar existindo. Esse \u00e9 um grande m\u00e9rito do neoliberalismo: entregar para a m\u00e3e ou para a\u00a0 mulher a ideia de que a maternidade \u00e9 uma escolha, logo, \u00e9 um problema da mulher. Isso tudo \u00e9 uma fal\u00e1cia. <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">N\u00f3s lidamos, na nossa sociedade machista e patriarcal, com uma maternidade que \u00e9 compuls\u00f3ria. Muitas vezes, as mulheres n\u00e3o escolhem ser m\u00e3es, n\u00f3s vivemos em uma sociedade cujos preceitos religiosos e legais n\u00e3o nos permitem interromper uma gravidez. Ent\u00e3o a maternidade n\u00e3o \u00e9 uma escolha.<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\"> Vivemos em uma sociedade em que a paternidade pode ser negligenciada, basta levantarmos dados estat\u00edsticos da quantidade de filhos que n\u00e3o t\u00eam o registro paterno [segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), mais de 34 milh\u00f5es de mulheres s\u00e3o chefes de fam\u00edlia no Brasil]\u00a0 e tantos outros que n\u00e3o t\u00eam os seus pais pr\u00f3ximos no processo de educa\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, quando falamos da pesquisa da maternidade, se diz que isso \u00e9 coisa de mulherzinha, de m\u00e3ezinha. Do ponto de vista da pesquisa, se v\u00ea que, mesmo dentro dos estudos feministas, n\u00e3o existe um espa\u00e7o para discutir as quest\u00f5es de maternidade. A minha pesquisa, do ponto de vista te\u00f3rico, \u00e9 filiada ao feminismo matric\u00eantrico, de uma pesquisadora canadense chamada Andrea O&#8217;Reilly, que diz que a maternidade \u00e9 um elefante na sala do feminismo.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-7141a42 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7141a42\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-c020aa7\" data-id=\"c020aa7\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-412e66f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"412e66f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p id=\"docs-internal-guid-7f2f33cf-7fff-9084-4773-d15adfc13674\" dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Arco: Quais s\u00e3o as principais caracter\u00edsticas da intersec\u00e7\u00e3o entre maternidades e m\u00eddias?\u00a0<\/span><\/p><p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Milena: <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Como uma pesquisadora do campo dos estudos culturais e que tem foco voltado ao que as pessoas fazem com aquilo que elas l\u00eaem, consomem, produzem e projetam nesse grande campo comunicacional, meu foco de pesquisa \u00e9 voltado para entender como as mulheres se relacionam com essas representa\u00e7\u00f5es de maternidade que elas consomem, mas que elas tamb\u00e9m produzem. Essas representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o distintas e por vezes antag\u00f4nicas, \u00e0s vezes falamos da romantiza\u00e7\u00e3o da maternidade, do que se fala e do que se espera de uma m\u00e3e, de que ela tamb\u00e9m reforce a perspectiva de uma experi\u00eancia transformadora, de um amor incondicional e assim por diante. Mas, por outro lado, existem outros discursos que fazem esse questionamento. N\u00f3s, como part\u00edcipes desse grande processo que s\u00e3o as redes sociais digitais, constru\u00edmos a nossa pr\u00f3pria subjetividade materna \u00e0 medida que partilhamos dessas experi\u00eancias. Existem pesquisas muito interessantes que v\u00e3o falar sobre as representa\u00e7\u00f5es da maternidade na m\u00eddia espec\u00edfica e dirigida para as m\u00e3es, que s\u00e3o os blogs maternos, as revistas, programas, document\u00e1rios e s\u00e9ries espec\u00edficos: s\u00e3o saberes quase disciplinares, que v\u00e3o reportar o saber m\u00e9dico, os grandes especialistas que v\u00e3o dizer para m\u00e3e o que e como se deve fazer alguma coisa. Podemos ver muitas representa\u00e7\u00f5es da maternidade na publicidade, nas artes e em v\u00e1rias outras intersec\u00e7\u00f5es sobre as quais podemos pensar o modo a partir do qual entendemos o que \u00e9 ser m\u00e3e e como ser m\u00e3e, que est\u00e1, muitas vezes, sustentado ou refor\u00e7ado pela m\u00eddia.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Arco: No <\/span><a style=\"text-decoration: none\" href=\"https:\/\/periodicos.ufpb.br\/index.php\/artemis\/article\/view\/60139\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #1155cc;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: underline;vertical-align: baseline\">artigo \u2018M\u00e3e \u00e9 m\u00e3e, n\u00e9 pai?\u2019<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">, usa-se a express\u00e3o \u2018maternidade opressora\u2019. \u00c9 poss\u00edvel estabelecer, na sociedade de hoje, uma maternidade que n\u00e3o seja opressora?<\/span><\/p><p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Milena: <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Sim, \u00e9\u00a0 para isso que a gente batalha, mas isso n\u00e3o quer dizer que seja f\u00e1cil. A ideia da maternidade opressora \u00e9 trabalhada pela Andrea O&#8217;Rilley no sentido de entendermos a maternidade como uma opress\u00e3o adicional \u00e0s mulheres. Por isso que ela reivindica que devemos observar, no estudo do feminismo, a maternidade no centro da discuss\u00e3o. Existem as opress\u00f5es que s\u00e3o vividas pelas mulheres e existem as opress\u00f5es que s\u00e3o vividas pelas mulheres que s\u00e3o m\u00e3es. Quando eu falo de uma opress\u00e3o adicional, trata-se de um atravessamento. <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Pensar nas interseccionalidades n\u00e3o significa pensar em quem \u00e9 mais oprimido. N\u00e3o \u00e9 um concurso, n\u00e3o \u00e9 um somat\u00f3rio que vai dizer quem \u00e9 mais oprimido, mas s\u00e3o opress\u00f5es que precisamos pensar de acordo com o contexto e a realidade.<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\"> As mulheres m\u00e3es de classe popular passam por opress\u00f5es e dificuldades diferentes daquelas mulheres que s\u00e3o m\u00e3es de classe m\u00e9dia, entre outros exemplos. Eu acho que \u00e9 poss\u00edvel a gente pensar em uma maternidade que n\u00e3o \u00e9 opressora, mas dentro de um contexto bem espec\u00edfico. Em um contexto social amplo, infelizmente n\u00e3o.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-f6c63bd elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"f6c63bd\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-63bfdd8\" data-id=\"63bfdd8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5e3d85b elementor-widget elementor-widget-testimonial\" data-id=\"5e3d85b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"testimonial.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-content\"><span style=\"font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';color:#000000;background-color:transparent;font-weight:700;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline\" id=\"docs-internal-guid-56382701-7fff-ddaa-d141-fac272f14a61\">A maternidade \u00e9 opressora porque restringe uma s\u00e9rie de cuidados e expectativas \u00e0 figura da mulher m\u00e3e. Mas por que a maternidade pode n\u00e3o ser opressora? Porque a maternagem n\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da mulher.<\/span><\/div>\n\t\t\t\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-c5f4417 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"c5f4417\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-408866b\" data-id=\"408866b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c676944 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c676944\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p id=\"docs-internal-guid-1b05a634-7fff-2ff9-44a2-057476dc0591\" dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">A maternagem \u00e9 o conjunto de atividades culturalmente atribu\u00eddas \u00e0 mulher, que s\u00e3o relacionados a uma crian\u00e7a para sua educa\u00e7\u00e3o e para o seu desenvolvimento. Se a maternagem for compartilhada e reconhecida como uma quest\u00e3o social, a maternidade deixa de ser opressora.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Arco: O que definiria a maternidade patriarcal?<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Milena: <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">A Andrea O&#8217;Reilly nos faz uma contribui\u00e7\u00e3o a partir de dez pressupostos constru\u00eddos na sociedade patriarcal:: princ\u00edpio da individualiza\u00e7\u00e3o, da biologiza\u00e7\u00e3o, da essencializa\u00e7\u00e3o, da privatiza\u00e7\u00e3o, da naturaliza\u00e7\u00e3o, da normaliza\u00e7\u00e3o, da especializa\u00e7\u00e3o, da intensifica\u00e7\u00e3o, da idealiza\u00e7\u00e3o e da despolitiza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o pressupostos que v\u00e3o dizer que \u00e9 a mulher que performa a maternidade e que a mulher que \u00e9 m\u00e3e sabe fazer melhor. Isso \u00e9 um conceito, mas eu posso observar a maternidade a partir de v\u00e1rias outras lentes. A constru\u00e7\u00e3o da maternidade patriarcal se d\u00e1 dentro do que \u00e9 reconhecido como pressuposto b\u00e1sico da maternidade na nossa cultura. \u00c9 interessante e \u00e9 dif\u00edcil enxergarmos uma maternidade que n\u00e3o seja patriarcal, porque isso est\u00e1 dentro da cultura, mas conseguimos observar como esses preceitos aprisionam a mulher. \u00c0 medida que esses problemas se tornam evidentes, conseguimos desmistificar determinadas quest\u00f5es e dizer \u2018olha, aqui est\u00e1 o momento em que eu me torno oprimida por esse patriarcado\u2019.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Arco: A maternidade \u00e9 permeada de desigualdades de g\u00eanero, padr\u00f5es e press\u00f5es sociais. De que forma essas quest\u00f5es que permeiam a maternidade reverberam nas redes sociais digitais?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Milena: <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">A maternidade romantizada n\u00e3o aparece como uma opress\u00e3o, muito pelo contr\u00e1rio. Ela aparece como uma d\u00e1diva, como a melhor experi\u00eancia do mundo. Parece at\u00e9 um contrassenso. Cad\u00ea a opress\u00e3o, se est\u00e1 sendo dado a ela a melhor experi\u00eancia que se pode ter? Mas existe uma s\u00e9rie de outros discursos que circulam na rede que tem demonstrado essas opress\u00f5es, que \u00e9 aquilo que vamos denominar de maternidade real. Existem perfis que precisam ser observados, o da<\/span><a style=\"text-decoration: none\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/andressareiis\/\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #1155cc;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: underline;vertical-align: baseline\"> Andressa Reis<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\"> \u00e9 muito interessante: ela \u00e9 uma mulher negra de classe popular, da periferia do Rio de Janeiro. Ela faz um questionamento muito interessante sobre as posi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o colocadas para as mulheres que s\u00e3o m\u00e3es. Ela consegue criticar e fazer comparativos a partir de cenas do cotidiano. \u00c9 um conte\u00fado que extrapola as redes e circula entre as mulheres, que come\u00e7am a se identificar. \u00c9 interessante esse movimento. Quanto mais damos visibilidade, mais as mulheres se veem identificadas. Em 2020, n\u00f3s fizemos um question\u00e1rio com mais de 2000 respostas para a pesquisa \u201cMaternidade e uso das redes em tempos de pandemia\u201d, do Grupo de Pesquisa Comunica\u00e7\u00e3o, G\u00eanero e Desigualdades (CNPq\/UFSM): por um lado, 80% das mulheres que s\u00e3o m\u00e3es afirmaram que leem e consomem esse material que critica e que questiona determinados aspectos da maternidade. No entanto, uma parte consider\u00e1vel delas afirmou que n\u00e3o se sente confort\u00e1vel para repostar ou produzir material com esse conte\u00fado. Isso \u00e9 interessante porque demonstra a exist\u00eancia dessa engrenagem:<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-97b0276 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"97b0276\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-da34163\" data-id=\"da34163\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2849710 elementor-widget elementor-widget-testimonial\" data-id=\"2849710\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"testimonial.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-content\"><span style=\"font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';color:#000000;background-color:transparent;font-weight:400;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';color:#000000;background-color:transparent;font-weight:700;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline\">Na mesma medida em que essas mulheres consomem, leem e se interessam por esse questionamento da maternidade, elas n\u00e3o se sentem \u00e0 vontade para exp\u00f4r a cr\u00edtica nas suas p\u00e1ginas pessoais. Em alguma medida, elas sabem que, se colocarem essa cr\u00edtica nas suas p\u00e1ginas, v\u00e3o ter que enfrentar a opress\u00e3o da maternidade patriarcal.<\/span><\/div>\n\t\t\t\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ef99093 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ef99093\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-9a67101\" data-id=\"9a67101\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1a4f9f1 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1a4f9f1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';color:#000000;background-color:transparent;font-weight:400;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline\" id=\"docs-internal-guid-fff1ef1a-7fff-ea89-2bae-a9046f27fe4f\">Mas, ainda assim, consumir esse material j\u00e1 \u00e9 um movimento importante. A&nbsp; cr\u00edtica est\u00e1 circulando e as mulheres, em alguma medida, podem se sentir aptas a construir o discurso e a cr\u00edtica nas suas rotinas. Isso tem um valor significativo e precisamos reconhecer como uma pr\u00e1tica desse movimento.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5139621 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"5139621\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5c09bc7\" data-id=\"5c09bc7\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5a3a6e3 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"5a3a6e3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"790\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Foto-1024x790.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-9229\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o da imagem: fotografia horizontal e colorida de uma mulher e duas crian\u00e7as. No centro, mulher de pele branca, cabelos castanho claros, curtos e lisos levemente ondulados, tem olhos escuros, algumas rugas e sorri amplamente; veste casaco escuro e len\u00e7o xadrez em tons terrosos. Na esquerda, menina de cinco anos, de pele branca, cabelos loiro escuros e lisos, olhos escuros; ela veste um moletom cinza claro com uma borboleta dourada. No lado direito, menino de em torno de dez anos, tem pele branca, cabelos loiro escuros e ondulados, olhos escuros; veste moletom preto. Ao fundo, estante com livros.\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Foto-1024x790.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Foto-300x232.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Foto-768x593.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Foto-1536x1186.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2022\/05\/Foto.jpg 1881w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Milena Freire e os filhos, Nina e Tom\u00e1s.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-993958d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"993958d\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-587f380\" data-id=\"587f380\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-753c768 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"753c768\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p id=\"docs-internal-guid-1dbfb88e-7fff-56bf-53a2-6aeac740d2b1\" dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Arco: De que forma os perfis em redes sociais digitais que contestam\u00a0 os pap\u00e9is de g\u00eanero e a maternidade enquanto institui\u00e7\u00e3o podem contribuir no debate al\u00e9m de fazer circular a cr\u00edtica?<\/span><\/p><p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Milena: <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">A pandemia elucidou e demonstrou que estamos atravessando uma crise do cuidado, e ela se intensificou a partir da pandemia. Naquele momento em que est\u00e1vamos em isolamento, em que a casa se tornou o principal espa\u00e7o de sociabilidade e de cuidado, foram as mulheres que mais foram sobrecarregadas, tanto no cuidado com os filhos como com o cuidado com o ambiente dom\u00e9stico e com os pr\u00f3prios familiares. A ideia do cuidado ultrapassa o cuidado com os filhos e ela vai at\u00e9 o cuidado com toda a fam\u00edlia. A crise do cuidado fez eclodir coletivos maternos, que se constituem e se fortalecem a partir das redes. Eles se consolidam e se juntam para reivindicar pol\u00edticas p\u00fablicas de combate a essas desigualdades. <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Dentro do ambiente universit\u00e1rio, as m\u00e3es que mais sofreram com a pandemia s\u00e3o as estudantes que precisaram manter sua rotina de estudos e, por muitas vezes, perderam os seus benef\u00edcios socioecon\u00f4micos e n\u00e3o tinham onde deixar os seus filhos em creche ou em escola.<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\"> Al\u00e9m disso,\u00a0 h\u00e1 algo que eu acho que \u00e9 interessante pensarmos no que diz respeito aos leitores da Arco: n\u00f3s n\u00e3o temos um respaldo substancial que d\u00ea conta das demandas das m\u00e3es estudantes. Para m\u00e3es estudantes, n\u00e3o h\u00e1 licen\u00e7a maternidade &#8211; \u00e9 um per\u00edodo de afastamento tal como uma licen\u00e7a de exerc\u00edcios domiciliares. Mas esse filho continua adoecendo, precisa ir ao m\u00e9dico. Quando essa estudante m\u00e3e precisa faltar, ela precisa contar com a boa vontade dos professores. N\u00f3s precisamos de espa\u00e7os em que essas m\u00e3es possam deixar seus filhos quando precisam fazer um trabalho coletivo. \u00c9 a partir desses coletivos maternos que as m\u00e3es se juntam para falar sobre suas quest\u00f5es e para reivindicar a maior parte dos seus direitos.\u00a0<\/span><\/p><p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Arco: Como se constitui a representa\u00e7\u00e3o da maternidade pela m\u00eddia hegem\u00f4nica?\u00a0<\/span><\/p><p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Milena:<\/span> <span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">A m\u00eddia hegem\u00f4nica tende a n\u00e3o fazer maiores questionamentos. N\u00e3o \u00e9 ela que prop\u00f5e desestruturar o que est\u00e1 posto. S\u00f3 acontece quando j\u00e1 \u00e9 questionado na sociedade.<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\"> A m\u00eddia hegem\u00f4nica vai dar conta de determinadas pautas, e a telenovela \u00e9 uma excelente representa\u00e7\u00e3o para isso. N\u00e3o estou dizendo que n\u00e3o \u00e9 importante que a m\u00eddia hegem\u00f4nica fa\u00e7a esse questionamento, mas ela amplia um movimento que j\u00e1 est\u00e1 fundado na pr\u00f3pria sociedade.\u00a0 A publicidade n\u00e3o consegue fazer isso, nunca conseguiu e n\u00e3o sei se ela est\u00e1 interessada em fazer. O m\u00e1ximo que ela vai fazer \u00e9 colocar a dupla maternidade, colocar mulheres negras no comercial, mas o pai continua aparecendo como um sujeito coadjuvante, como aquele que brinca ou como desastrado. Ele n\u00e3o aparece como algu\u00e9m que exerce a maternagem. O humor \u00e9 usado como um elemento sofisticado para dizer e reiterar isso, e acaba por favorecer uma l\u00f3gica que \u00e9 nociva. Existem representa\u00e7\u00f5es de desconstru\u00e7\u00e3o dessa m\u00eddia hegem\u00f4nica, mas elas s\u00e3o t\u00edmidas. Eu vejo como um movimento que j\u00e1 \u00e9 pulsante na pr\u00f3pria sociedade. A m\u00eddia especializada e o cinema conseguem questionar mais. Mas, se olhar para o jornalismo, para a publicidade e para a telenovela como discursos hegem\u00f4nicos, o que mais vemos \u00e9 o refor\u00e7o do padr\u00e3o que oprime as mulheres.\u00a0<\/span><\/p><p dir=\"ltr\" style=\"line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Arco: Qual o espa\u00e7o que ocupa a romantiza\u00e7\u00e3o da maternidade nessas diferentes m\u00eddias?\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\">Milena:<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline\"> \u00c9 o maior espa\u00e7o. Eu acho que o que a gente tem visto nos \u00faltimos anos \u00e9 uma quebra. Quando entrevistamos as mulheres, elas reproduzem isso, elas dizem que o la\u00e7o entre a m\u00e3e e o filho \u00e9 diferente porque a m\u00e3e \u00e9 que gera desde a barriga. O espa\u00e7o \u00e9 predominante e o questionamento \u00e9 m\u00ednimo. Precisamos pensar sobre isso, inclusive como esse questionamento aparece. Na nossa configura\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, o jornalismo \u00e0s vezes traz o discurso de protagonismo de fam\u00edlias monoparentais e das mulheres chefes de fam\u00edlia como se elas estivessem protagonizando uma revolu\u00e7\u00e3o. Isso aparece como positivo, mas n\u00e3o se descortina. \u00c9 um grande problema social que est\u00e1 posto. Ou temos um discurso absolutamente nocivo da m\u00eddia, ou um discurso que \u00e9 sustentado e que circula na sociedade e que se o jornalismo n\u00e3o tomar conta e n\u00e3o cuidar com o que fala, acaba por refor\u00e7ar e reproduzir como uma verdade.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2f9da15 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2f9da15\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6caaf8e\" data-id=\"6caaf8e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5273813 elementor-widget elementor-widget-testimonial\" data-id=\"5273813\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"testimonial.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-content\"><p dir=\"ltr\" style=\"line-height:1.575;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt\" id=\"docs-internal-guid-2ac886fd-7fff-adcc-3f4a-941914765475\"><span style=\"font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';color:#000000;background-color:transparent;font-weight:700;font-style:normal;font-variant:normal;text-decoration:none;vertical-align:baseline\">Falar sobre maternidade \u00e9 tamb\u00e9m falar sobre uma estrutura social mais ampla que condiciona ou que coloca a mulher em um espa\u00e7o dif\u00edcil.&nbsp;<\/span><\/p><\/div>\n\t\t\t\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-9bc4747 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"9bc4747\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-8412d74\" data-id=\"8412d74\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e3def38 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e3def38\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><strong><em>Expediente: <\/em><\/strong><\/p><p><em><strong>Entrevista:<\/strong> Samara Wobeto, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista;<\/em><\/p><p><em><strong>Design gr\u00e1fico:<\/strong> Noam Wurzel, acad\u00eamico de Desenho Industrial e bolsista;<\/em><\/p><p><em><strong>M\u00eddia social:<\/strong> Elo\u00edze Moraes, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acad\u00eamica de Produ\u00e7\u00e3o Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acad\u00eamica de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas e bolsista; Alice dos Santos, acad\u00eamica de Jornalismo e volunt\u00e1ria; e Gustavo Salin Nuh, acad\u00eamico de Jornalismo e volunt\u00e1rio;<\/em><\/p><p><em><strong>Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas:<\/strong> Carla Isa Costa;<\/em><\/p><p><em><strong>Edi\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Samara Wobeto, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista;<\/em><\/p><p><em><strong>Edi\u00e7\u00e3o geral:<\/strong> Luciane Treulieb e Maur\u00edcio Dias, jornalistas.<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista, a pesquisadora da comunica\u00e7\u00e3o Milena Freire fala sobre o estudo da maternidade nas redes sociais digitais<\/p>\n","protected":false},"author":5006,"featured_media":9228,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4975],"tags":[772,5176,4384,2162,928,436,5175,5179,112,5178,4263,5177],"class_list":["post-9226","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-genero","tag-comunicacao","tag-critica","tag-destaque-arco","tag-destaque-ufsm","tag-genero","tag-maternidade","tag-midias","tag-milena-freire","tag-pesquisa","tag-pressao-social","tag-redes-sociais","tag-romantizacao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9226","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5006"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9226"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9226\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9228"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9226"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9226"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}