{"id":9750,"date":"2023-08-09T10:18:42","date_gmt":"2023-08-09T13:18:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/?p=9750"},"modified":"2023-08-09T11:02:35","modified_gmt":"2023-08-09T14:02:35","slug":"compartilhar-vivencias-e-refugio-e-forma-de-permanencia-para-estudante-indigena-da-ufsm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/compartilhar-vivencias-e-refugio-e-forma-de-permanencia-para-estudante-indigena-da-ufsm","title":{"rendered":"Compartilhar viv\u00eancias \u00e9 ref\u00fagio e forma de perman\u00eancia para estudante ind\u00edgena da UFSM"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"9750\" class=\"elementor elementor-9750\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-7be0c88d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7be0c88d\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2acf4d3e\" data-id=\"2acf4d3e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3a037018 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3a037018\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><!-- wp:tadv\/classic-paragraph --><\/p>\n<figure id=\"attachment_9752\" aria-describedby=\"caption-attachment-9752\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9752 \" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/rayane-2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"620\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/rayane-2.jpg 782w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/rayane-2-290x300.jpg 290w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/rayane-2-768x794.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9752\" class=\"wp-caption-text\">A estudante de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, Rayane Xipaya, \u00e9 a \u00fanica aluna ind\u00edgena no curso da UFSM. (Foto: Pangaia CBD)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O dia 09 de agosto \u00e9 reconhecido como Dia Internacional dos Povos Ind\u00edgenas. A data, criada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), visa reconhecer as tradi\u00e7\u00f5es dos povos ind\u00edgenas e promover a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a inclus\u00e3o dos povos origin\u00e1rios na sociedade.\u00a0 <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No Brasil, nos \u00faltimos 10 anos, ocorreu um aumento significativo do n\u00famero de estudantes ind\u00edgenas no Ensino Superior. Segundo dados de 2022 do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estat\u00edstica (IBGE), as matr\u00edculas aumentaram em 374%, na \u00faltima d\u00e9cada. Contudo, os povos origin\u00e1rios universit\u00e1rios representam apenas 3,3% dos mais de 1,4 milh\u00e3o de pessoas que se identificam como ind\u00edgenas no pa\u00eds. Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero total de alunos na gradua\u00e7\u00e3o, representam 0,5%. A estudante de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (RI) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Rayane Xipaya, 21 anos, est\u00e1 no oitavo semestre do curso e \u00e9 uma entre <\/span><span style=\"font-weight: 400\">os 159 ind\u00ed<\/span><span style=\"font-weight: 400\">genas da Institui\u00e7\u00e3o, al\u00e9m disso, \u00e9 a \u00fanica no curso de RI, de acordo com dados da Subdivis\u00e3o de A\u00e7\u00f5es Afirmativas Sociais, \u00c9tnico-Raciais e Ind\u00edgenas da UFSM.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/static.poder360.com.br\/2023\/04\/alunos-indigenas-ensino-superior-abr2023.pdf\"><span style=\"font-weight: 400\">Um levantamento do Instituto Semesp (<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de S\u00e3o Paulo)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> mostrou que, em 2010, havia, no Brasil, 896 mil pessoas que se declaravam ou se consideravam ind\u00edgenas. Desses, 572 mil (63,8%) viviam na \u00e1rea rural e 325 mil (36,2%), na \u00e1rea urbana. Em 2022, a autodeclara\u00e7\u00e3o ind\u00edgena saltou para mais de 1,4 milh\u00e3o, conforme balan\u00e7o parcial do Censo 2022, mostrando um aumento de 66%.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A pesquisa revelou tamb\u00e9m que a participa\u00e7\u00e3o de povos ind\u00edgenas no ensino superior brasileiro aumentou 374% entre os anos 2011 e 2021, enquanto o crescimento dessas popula\u00e7\u00f5es no pa\u00eds foi de 66%. Sendo a rede privada respons\u00e1vel por 63,7% desses estudantes e a modalidade presencial por 70,8%. O levantamento registrou, tamb\u00e9m, que 55,6% dos alunos ind\u00edgenas s\u00e3o do sexo feminino, embora a presen\u00e7a masculina seja predominante dentro das Terras Ind\u00edgenas (51,6%). O Instituto Semesp considerou as bases de dados do Censo Demogr\u00e1fico 2010 e do balan\u00e7o parcial do Censo 2022, do IBGE, e tamb\u00e9m do Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep).<\/span><\/p>\n<h3>In\u00edcio do Ensino Superior\u00a0<\/h3>\n<figure id=\"attachment_9754\" aria-describedby=\"caption-attachment-9754\" style=\"width: 599px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-9754 \" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/rayane-3.jpg\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"679\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/rayane-3.jpg 698w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/rayane-3-265x300.jpg 265w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9754\" class=\"wp-caption-text\">A estudante no hall do Restaurante Universit\u00e1rio da UFSM. (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A UFSM tem a \u00fanica casa de estudante ind\u00edgena constru\u00edda e planejada dentro de uma universidade no Brasil. A <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Casa do Estudante Ind\u00edgena (CEI) Augusto \u00d3p\u1ebd da Silva<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, lar da Rayane desde 2021 at\u00e9 maio de 2023, foi inaugurada em 2018. Atualmen<\/span><span style=\"font-weight: 400\">te, abriga 60 est<\/span><span style=\"font-weight: 400\">udantes de 15 etnias. Um dos motivos da estudante de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais ter vindo do Par\u00e1 para o Rio Grande do Sul foi pelas a\u00e7\u00f5es afirmativas da Universidade, como a CEI.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo o levantamento da Semesp, as \u00e1reas do conhecimento com maior n\u00famero de alunos ind\u00edgenas s\u00e3o Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade e Bem-Estar, que somam 52,7% das matr\u00edculas. Entre os cursos presenciais, os que t\u00eam maior procura s\u00e3o Direito (10,6%), Enfermagem (6,7%) e Pedagogia (5,7%).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na mesma linha do cen\u00e1rio nacional, na comunidade <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Ap\u00efrin\u00e3<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, do povo Xipaya, al\u00e9m de Rayane, t\u00eam outros estudantes no Ensino Superior, nos cursos de Direito, Odontologia, Engenharia Florestal, Biologia e Medicina. Todos esses s\u00e3o estudantes da Universidade Federal do Par\u00e1.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3>Escolha do curso<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para Rayane, as quest\u00f5es de seguran\u00e7a e de bem-estar foram levadas em conta na escolha da institui\u00e7\u00e3o de ensino. Mas, o mais conturbado mesmo foi sair da sua regi\u00e3o: o m\u00e9dio Xingu, em Altamira, no norte do pa\u00eds, no estado do Par\u00e1. Ela veio para o oposto do pa\u00eds e ficou longe do povo Xipaya, da comunidade <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Ap\u00efrin\u00e3: <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u201cteve um choque cultural no in\u00edcio. Foi dif\u00edcil me adaptar \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, ao clima. Levei tudo como uma forma de conhecer outras realidades e ter essa viv\u00eancia com os povos ind\u00edgenas do estado. A conviv\u00eancia me abriu muito espa\u00e7o de conhecimento\u201d, relata Rayane.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A ideia de cursar RI surgiu por todas as quest\u00f5es que as comunidades ind\u00edgenas, principalmente da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, enfrentam. A estudante conta que um dos motivos de se interessar pela \u00e1rea foi por conta do processo de cria\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Belo Monte. As negocia\u00e7\u00f5es com outros pa\u00edses e a falta de informa\u00e7\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o local s\u00e3o motivos que a levaram a cursar Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, objetivando ajudar a sua comunidade. \u201cOs moradores foram e s\u00e3o ing\u00eanuos em rela\u00e7\u00e3o a esse tipo de conhecimento, muito em decorr\u00eancia do idioma. A popula\u00e7\u00e3o urbana, rural, povos ind\u00edgenas e ribeirinhos da regi\u00e3o foram diretamente afetados por n\u00e3o terem ningu\u00e9m para conceber um aux\u00edlio e conhecer, de fato, do que iria se tratar o projeto\u201d, reflete a estudante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por isso, RI se tornou uma \u00e1rea poss\u00edvel, dado o conhecimento fornecido sobre acordos internacionais, legisla\u00e7\u00f5es e a possibilidade de entender o contexto hist\u00f3rico, pol\u00edtico, social e econ\u00f4mico do pa\u00eds. \u201cO aprendizado adquirido na universidade pode contribuir para levar o conhecimento necess\u00e1rio para as pessoas que realmente s\u00e3o impactadas e que deveriam ser as primeiras a serem ouvidas em projetos como a Usina de Belo Monte\u201d, afirma Rayane.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para o Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso, a tem\u00e1tica escolhida \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao Direito Internacional do Reconhecimento e a pol\u00edtica indigenista do governo Bolsonaro. O direito internacional trata sobre quest\u00f5es de g\u00eanero, identidade, al\u00e9m de abarcar assuntos relacionados a povos origin\u00e1rios e outras maiorias minorizadas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Rayane explica que a linha de pesquisa \u00e9 uma abordagem cr\u00edtica que pretende dar \u00eanfase aos povos origin\u00e1rios. \u201cVou trazer para o \u00e2mbito dom\u00e9stico, como o pa\u00eds desenvolveu as conven\u00e7\u00f5es e instrumentos jur\u00eddicos dentro da legisla\u00e7\u00e3o. Por isso, come\u00e7o a partir de 1988, passo pelos presidentes, desde Fernando Henrique Cardoso at\u00e9 o Lula. Depois, vou fazer uma an\u00e1lise da pol\u00edtica indigenista do Bolsonaro\u201d.<\/span><\/p>\n<h3>Resist\u00eancia no meio acad\u00eamico<\/h3>\n<figure id=\"attachment_9753\" aria-describedby=\"caption-attachment-9753\" style=\"width: 599px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-9753 \" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/capa-1.jpg\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/capa-1.jpg 1201w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/capa-1-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/capa-1-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/capa-1-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/capa-1-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9753\" class=\"wp-caption-text\">Para a estudante, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil estar longe de casa, mas o contato com colegas de diferentes etnias \u00e9 muito enriquecedor (Foto: Liga Ind\u00edgena Acad\u00eamica)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Rayane conta que ter contato com mais de 15 povos origin\u00e1rios \u00e9 algo essencial para entender os processos hist\u00f3ricos que aconteceram com cada um e como isso reflete na cosmovis\u00e3o dessas comunidades. A Casa Ind\u00edgena \u00e9 uma forma de resistir e permanecer no meio acad\u00eamico. \u201cAlgumas quest\u00f5es psicol\u00f3gicas t\u00eam me bloqueado bastante. \u00c9 complicado nesse sentido de produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Tamb\u00e9m demorei para entrar em grupos de pesquisa, porque achava meus colegas que participavam muito inteligentes e tinha receio. Al\u00e9m disso, a academia \u00e9 muito racista\u201d, reflete a graduanda.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No in\u00edcio deste ano, a estudante aceitou o convite do professor do Departamento de Economia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, Ademar Pozzatti J\u00fanior, para ingressar no <\/span><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/grupos\/nppdi\"><span style=\"font-weight: 400\">N\u00facleo de Pesquisa e Pr\u00e1ticas em Direito Internacional (NPPDI)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Rayane explica que um dos motivos de enfrentar as inseguran\u00e7as e aceitar participar do grupo tem muito a ver com a identifica\u00e7\u00e3o pela metodologia do docente e com a possibilidade de realizar um mestrado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao ser questionada se pretende realizar o mestrado na UFSM, Rayane comenta que \u00e9 uma das possibilidades, e pensa em continuar com a linha de pesquisa do Direito Internacional do Reconhecimento, mas precisa analisar muitas quest\u00f5es. \u201cEst\u00e1 chegando o momento que eu vou ter que decidir. Estou acostumada aqui com a regi\u00e3o, gosto da forma que a universidade trabalha e aborda as quest\u00f5es de RI, de um modo mais social e filos\u00f3fico. Estou pensando, tamb\u00e9m \u00e9 doloroso ficar longe de casa\u201d, conta a estudante.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A graduanda tamb\u00e9m participa, desde o in\u00edcio de 2023, do programa de extens\u00e3o G\u00eanero, Interseccionalidade e Direitos Humanos (Gidh).<\/span><\/p>\n<h3>Cen\u00e1rio da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com dados do <a href=\"https:\/\/portal.ufsm.br\/ufsm-em-numeros\/publico\/index.html\">UFSM em N\u00fameros<\/a>, a Universidade tem 26.233 estudantes e 275 cursos. Conforme as informa\u00e7\u00f5es da Subdivis\u00e3o de A\u00e7\u00f5es Afirmativas Sociais, \u00c9tnico-Raciais e Ind\u00edgenas da Institui\u00e7\u00e3o, apenas 27 cursos de gradua\u00e7\u00e3o e cinco cursos t\u00e9cnicos t\u00eam estudantes ind\u00edgenas matriculados. A licenciatura em Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena EAD conta com 35 estudantes. Ao todo, s\u00e3o 159 alunos ind\u00edgenas matriculados na Universidade. Atualmente, na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o conta com uma aluna no curso de Resid\u00eancia M\u00e9dica-Oncologia Cl\u00ednica. Contudo, segundo os dados disponibilizados, a UFSM n\u00e3o tem nenhum aluno ind\u00edgena formado pela p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com artigo <\/span><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/rbeped\/a\/dx8gDkg34fWLQw7DvCbjhyz\/#\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEstudantes ind\u00edgenas em universidades brasileiras: um estudo das pol\u00edticas de acesso e perman\u00eancia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">\u201d, a pol\u00edtica de a\u00e7\u00f5es afirmativas nas institui\u00e7\u00f5es federais de Ensino Superior, de modo especial para os povos ind\u00edgenas, vem se consolidando enquanto pol\u00edtica de estado.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">No entanto, os desafios n\u00e3o se restringem aos espa\u00e7os dessas institui\u00e7\u00f5es. Segundo as autoras do estudo, \u00e9 preciso estender a pol\u00edtica de cotas para os espa\u00e7os de trabalho em que os futuros profissionais atuar\u00e3o, bem como para o ensino de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, com a reserva de vagas para candidatos ind\u00edgenas em cursos de mestrado e doutorado, por exemplo.<\/span><\/p>\n<h3>Acolhimento por meio de projetos<\/h3>\n<h4>Yand\u00ea<\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m dos grupos de pesquisa, o projeto que a graduanda de RI participa h\u00e1 quase dois anos \u00e9 a <\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/yandeufsm\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Liga Acad\u00eamica de Assuntos Ind\u00edgenas &#8211; Yand\u00ea<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, vinculado ao Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (CCS). \u201cAgora, por meio da Liga, a gente conseguiu uma DCG (Disciplinas Complementares de Gradua\u00e7\u00e3o) que fala de povos ind\u00edgenas e ela j\u00e1 vai come\u00e7ar a ser ministrada no CCS, mas aberta para outros cursos. Vamos ver como vai funcionar o processo, mas j\u00e1 \u00e9 um grande passo: uma DCG que fale de povos origin\u00e1rios!\u201d, comemora Rayane.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na Yand\u00ea ocorre muita troca, por meio de projetos de extens\u00e3o e pesquisas. Os participantes do grupo aprendem, mas ensinam os educadores, tamb\u00e9m. Para ela, \u00e9 como se fosse um ref\u00fagio dentro da universidade. \u201cSou a \u00fanica estudante indigena de RI da UFSM e pelo que sei a primeira a me formar nessa \u00e1rea. Ent\u00e3o, nos outros grupos \u00e0s vezes fico mais reclusa. Por isso, gosto muito da Liga\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Projeto Caipora<\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A estudante tamb\u00e9m faz parte do Projeto Caipora, de extens\u00e3o da universidade. O projeto ainda \u00e9 recente, mas Rayane est\u00e1 bem ansiosa para come\u00e7ar a colocar a m\u00e3o na massa. O objetivo \u00e9 desenvolver uma etnom\u00eddia, a partir da voz dos povos ind\u00edgenas. Ela explica que ser\u00e3o eles mesmo contando sobre processos hist\u00f3ricos que n\u00e3o foram escritos por eles, com foco na regi\u00e3o sul do pa\u00eds. Tudo isso \u00e9 para ser divulgado em forma de podcasts, v\u00eddeos, redes sociais e, at\u00e9 mesmo, em um jornal. O grupo ainda n\u00e3o tem previs\u00e3o de quando vai come\u00e7ar a divulga\u00e7\u00e3o pelas redes sociais, mas os interessados j\u00e1 podem acompanhar na p\u00e1gina do Instagram\u00a0 <\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/caiporaetnomidia\/\"><span style=\"font-weight: 400\">@caiporaetnomidia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. At\u00e9 o momento, os integrantes come\u00e7aram a fazer forma\u00e7\u00e3o de m\u00eddia com alguns integrantes e o pr\u00f3ximo passo \u00e9 expandir para as aldeias de Santa Maria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para este 09 de agosto, Dia Internacional dos Povos Ind\u00edgenas, o grupo, atrav\u00e9s da autoria de Rayane, divulgou um texto falando sobre a data e contextualizando viv\u00eancias dos povos origin\u00e1rios.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Leia abaixo:<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><!-- \/wp:tadv\/classic-paragraph --><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5d763a5 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"5d763a5\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-938a19f\" data-id=\"938a19f\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b620f79 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b620f79\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><em><strong>DIA INTERNACIONAL DOS POVOS IND\u00cdGENAS 09\/08<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><i><span style=\"font-weight: 400\">O Dia Internacional dos Povos Ind\u00edgenas foi institu\u00eddo no calend\u00e1rio mundial em 1994 pela resolu\u00e7\u00e3o 49\/214 da Assembl\u00e9ia Geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), e \u00e9 comemorado desde o dia 09 de Agosto de 1995, tal qual, segundo a ONU, a data faz alus\u00e3o a primeira reuni\u00e3o com os povos ind\u00edgenas em Genebra em 1982. Traduzido originalmente de \u201cInternational Day of the World\u2019s Indigenous Peoples\u201d, o dia conscientiza e evidencia a luta, resist\u00eancia e exist\u00eancia dos mais de 476 milh\u00f5es de ind\u00edgenas que ainda vivem em aproximadamente 90 pa\u00edses, representam cerca de 5 mil culturas, e mant\u00e9m viva mais de 7 mil l\u00ednguas nativas.<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Todavia, apesar do quantitativo relativamente exuberante, em termos comparativos de popula\u00e7\u00e3o, os povos origin\u00e1rios n\u00e3o chegam a 7% da popula\u00e7\u00e3o mundial, e devido a diversas quest\u00f5es hist\u00f3ricas, sociais, econ\u00f4micas, que envolvem genoc\u00eddio de corpos, culturas, memoric\u00eddio que ocorreram e ainda ocorrem contra os povos origin\u00e1rios, em n\u00fameros gerais, esta popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m faz parte dos 15% mais pobres do mundo de acordo com a ONU.\u00a0<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Dentre as diversas viol\u00eancias sofridas durante o per\u00edodo colonial e p\u00f3s colonial, se enraizaram estere\u00f3tipos e estigmas que fomentam preconceitos dentro das estruturas sociais dos Estados, e estes, por sua vez, viabilizaram e ainda viabilizam a marginaliza\u00e7\u00e3o, viola\u00e7\u00e3o de corpos e territ\u00f3rios, e apagamento hist\u00f3rico que enfraquece as nossas narrativas sobre nossos pr\u00f3prios processos ao longo da hist\u00f3ria.<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Portanto, de acordo com algumas dentre as v\u00e1rias narrativas impostas, ind\u00edgenas s\u00e3o \u201ccaras vermelhas, com cabelos pretos e lisos, que n\u00e3o podem falar corretamente o idioma &#8211; oficial &#8211; de seu respectivo pa\u00eds, tampouco utilizar roupas, ou quaisquer tecnologia, tem naturalmente capacidades mentais inferiores e devem viver em completo isolamento no meio da natureza\u201d e assim, somente assim, poder\u00e3o ser validados com tal identidade. Este pensamento \u00e9 por si s\u00f3 violento, e n\u00e3o reconhece as diversidades culturais, hist\u00f3ricas, geogr\u00e1ficas e fenot\u00edpicas de cada povo, excluindo veementemente ind\u00edgenas que n\u00e3o correspondem com tais caracter\u00edsticas, invalidando seu hist\u00f3rico, identidade e ancestralidade.\u00a0<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Certamente, h\u00e1 processos que fortalecem estes estigmas, bem como a pol\u00edtica de embranquecimento, este, que teve como principal propulsor a miscigena\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as, mas que tamb\u00e9m est\u00e1 diretamente atrelado ao embranquecimento do conhecimento tradicional, sendo parte do genoc\u00eddio cultural que as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas enfrentaram. Se faz importante enfatizar tamb\u00e9m a romantiza\u00e7\u00e3o das est\u00f3rias escritas, isto \u00e9, a ideia de que a miscigena\u00e7\u00e3o ocorreu por conta de uma paix\u00e3o correspondida entre ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas, encobrindo o estupro de crian\u00e7as e mulheres ind\u00edgenas e o assassinato de seus pais, parceiros e protetores.\u00a0<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><i><span style=\"font-weight: 400\">No Brasil, estes processos culminaram na ra\u00e7a e identifica\u00e7\u00e3o de \u201cpardo\u201d, gerando at\u00e9 mesmo sub ra\u00e7as para abrang\u00ea-los, bem como caboclos que seria a jun\u00e7\u00e3o entre brancos e ind\u00edgenas, e cafuzos, que seria a de negros e ind\u00edgenas, tudo isso sendo parte do plano de embranquecimento da popula\u00e7\u00e3o, os colocando como \u201cindigentes\u201d diante do direito internacional e dom\u00e9stico. Para al\u00e9m disso, o embranquecimento destas popula\u00e7\u00f5es se deu tamb\u00e9m pela n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o de registros com nomes ou sobrenomes ind\u00edgenas, sendo reconhecidos somente recentemente para uso legal em registro.\u00a0<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><i><span style=\"font-weight: 400\">S\u00e3o in\u00fameras as viol\u00eancias sofridas e ainda impostas contra os povos ind\u00edgenas, a ideia de popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o civilizada, ou selvagens, nos coloca em uma posi\u00e7\u00e3o desumana, desvalidando e desvalorizando os nossos conhecimentos, nosso modo de vida, nossa ancestralidade; nos coloca em uma subalterniza\u00e7\u00e3o social, hist\u00f3rica e econ\u00f4mica, por apenas sermos quem somos.\u00a0<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Nos aprisiona em um padr\u00e3o de civiliza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 nosso. Nos mataram, estupraram, prenderam, torturaram, e no fim nos obrigaram a vestir, e usar suas roupas e sapatos, a falar a l\u00edngua que n\u00e3o era nossa, a usar a tecnologia que n\u00e3o era nossa, a rezar para um deus que n\u00e3o era nosso, e nos impuseram um conhecimento que n\u00e3o era nosso. Mas quando falamos sobre ancestralidade e resist\u00eancia, falamos sobre o fato de que aprendemos a ser como voc\u00eas s\u00e3o, sem deixar de ser quem n\u00f3s somos e a maior prova disso est\u00e1 no primeiro par\u00e1grafo deste texto.\u00a0<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><i><span style=\"font-weight: 400\">N\u00f3s n\u00e3o morremos, n\u00e3o deixamos nossa cultura e ancestralidade morrer, estamos utilizando tudo isso a nosso favor, as roupas de voc\u00eas, a tecnologia de voc\u00eas, a l\u00edngua de voc\u00eas e o conhecimento de voc\u00eas para acessar todos os lugares poss\u00edveis e demarc\u00e1-los tamb\u00e9m, lutar para que mais nenhum povo seja dizimado, nenhuma cultura seja esquecida e que nossas hist\u00f3rias sejam escritas e narradas por n\u00f3s mesmos. Estamos nos territ\u00f3rios demarcados ou n\u00e3o, cidades, hospitais, escolas, universidades, jornais, governos, conven\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, n\u00f3s estamos negociando com os colonizadores, construindo as nossas leis e garantindo a nossa exist\u00eancia.\u00a0<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><i><span style=\"font-weight: 400\">A todos os povos nativos em resist\u00eancia do continente Americano, Africano, Europeu, \u00c1siatico e Oceania, SOMOS RESIST\u00caNCIA! e n\u00e3o garantimos somente nossa exist\u00eancia, pois mesmo compondo menos de 7% da popula\u00e7\u00e3o mundial, de acordo com a UNESCO (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura) somos respons\u00e1veis por proteger mais de 80% da biodiversidade mundial, garantindo a vida de bilh\u00f5es de seres vivos, inclusive dos colonizadores ou seus descendentes. Inclusive a vida daqueles que nos assassinam diariamente e daqueles que n\u00e3o sabem que ainda existimos. Estamos aqui, reescrevendo nossa hist\u00f3ria, quebrando nossas correntes e nos libertando dos estigmas que nos prendiam em padr\u00f5es dos outros. Porque a nossa ancestralidade n\u00e3o morre com tiros ou facas, e s\u00e3o os nossos corpos vivos quem s\u00e3o o pulm\u00e3o do mundo.<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #000000\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Viva os Povos Ind\u00edgenas de todo o mundo! <\/span><\/em><\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-31f8f4b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"31f8f4b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-c78720f\" data-id=\"c78720f\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-72ecf1b elementor-widget elementor-widget-testimonial\" data-id=\"72ecf1b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"testimonial.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-wrapper\">\n\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-meta elementor-has-image elementor-testimonial-image-position-aside\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-meta-inner\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-image\">\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"782\" height=\"808\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/rayane-2.jpg\" class=\"attachment-full size-full wp-image-9752\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/rayane-2.jpg 782w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/rayane-2-290x300.jpg 290w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/601\/2023\/08\/rayane-2-768x794.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 782px) 100vw, 782px\" \/>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-details\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-name\">Rayane Xipaya<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-testimonial-job\">Estudante de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais UFSM - Bolsista Caipora Etnom\u00eddia<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-8142a2b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"8142a2b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-25531fc\" data-id=\"25531fc\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fda460c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"fda460c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><strong><em>Expediente:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Reportagem:<\/strong> Eduarda Medeiros Paz, acad\u00eamica de Jornalismo;<br \/><\/em><em><strong>Edi\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-bf65e46 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"bf65e46\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-a8c9f49\" data-id=\"a8c9f49\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A universidade conta com mais de 26 mil estudantes e apenas 159 s\u00e3o alunos ind\u00edgenas, matriculados em cursos de gradua\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e t\u00e9cnicos<\/p>\n","protected":false},"author":161,"featured_media":9751,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[5668,4384,2162,5399,5400,5667],"class_list":["post-9750","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-caipora","tag-destaque-arco","tag-destaque-ufsm","tag-povos-indigenas","tag-povos-originarios","tag-yande"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9750","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/161"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9750"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9750\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9751"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9750"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9750"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9750"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}