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			<title>Agência Da Hora - Feed Customizado RSS</title>
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	<title>Agência Da Hora</title>
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				<title><strong>Família Bisolo transforma tradição em agroindústria de sucesso</strong></title>
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				<pubDate>Tue, 28 Oct 2025 02:36:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
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						<description><![CDATA[Alunos da UFSM-FW conheceram o dia a dia da produção familiar e os desafios do setor. Texto: Caroline Schepp / Foto: Franchesco de Oliveira O aroma de embutidos defumados preenchem o ambiente da agroindústria da família Bisolo, no interior de Frederico Westphalen. O que hoje é uma estrutura moderna, reconhecida pelo Serviço de Inspeção Estadual [&hellip;]]]></description>
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<p><em>Alunos da UFSM-FW conheceram o dia a dia da produção familiar e os desafios do setor.</em></p>
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<p><strong>Texto</strong>: Caroline Schepp / <strong>Foto</strong>: Franchesco de Oliveira</p>
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<p></p>
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<p><br />O aroma de embutidos defumados preenchem o ambiente da agroindústria da família Bisolo, no interior de Frederico Westphalen. O que hoje é uma estrutura moderna, reconhecida pelo Serviço de Inspeção Estadual (CISPOA), começou de forma simples, com vendas “de porta em porta” e muita força de vontade.</p>
<p>Na última terça-feira (21), os alunos da disciplina de Agricultura Familiar, do curso de Agronomia da UFSM-FW, acompanharam de perto essa trajetória. A visita técnica, conduzida pelo professor Fernando Panno, teve como objetivo aproximar os estudantes das realidades e desafios enfrentados por famílias empreendedoras do meio rural.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1138 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-23.21.11-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" /></p>
<p>A história da propriedade, localizada no Distrito de São João do Porto, teve início em 1998, quando André Bisolo decidiu investir na pequena área que havia pertencido ao avô. No começo, a família cultivava soja e milho, mas logo percebeu a oportunidade de comercializar produtos de origem suína com os moradores da comunidade. “Era tudo no boca a boca, de moto mesmo”, relembrou André. Até 2004, o abate semanal chegava a 30 animais, e o comércio se consolidava pela confiança dos clientes.</p>
<p>Em 2006, a agroindústria foi registrada no Sistema de Inspeção Municipal (SIM) e, após novas adequações, passou a operar sob o CISPOA, que permite a comercialização em todo o estado. Desde 2016, a estrutura atual abriga uma produção que industrializa de 12 a 15 toneladas por mês, com 27 produtos aprovados e quatro novos em processo de registro.</p>
<p>Hoje, a Embutidos Bisolo é uma agroindústria essencialmente familiar. Cinco integrantes da família atuam diretamente na produção, além de dois funcionários. Recentemente, eles lançaram uma nova marca, “Nostra Família”, com foco em produtos tradicionais e memórias afetivas, como a “carne na lata”. A família também investe em tecnologia, com equipamentos importados que aumentam a produtividade e reduzem a dependência de mão de obra, um dos principais desafios do setor.</p>
<p>Os produtos são vendidos em feiras, mercados locais, loja virtual e redes sociais, com alcance em todo o Brasil. “Tudo o que ganhamos nas feiras é reinvestido aqui dentro”, destacou a esposa Andrieli Bisolo, que vê no trabalho coletivo da família a base para o crescimento sustentável do negócio.</p>
<p>A visita proporcionou aos estudantes uma imersão na realidade de quem vive a agricultura familiar no dia a dia, um espaço onde tradição e inovação se encontram.</p>
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													</item>
						<item>
				<title><strong>Você não se casa com a Penny Lane: o espectro das mulheres-fantasia que só eram amadas quando não eram reais</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/08/02/voce-nao-se-casa-com-a-penny-lane-o-espectro-das-mulheres-fantasia-que-so-eram-amadas-quando-nao-eram-reais</link>
				<pubDate>Sat, 02 Aug 2025 22:37:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Teresices]]></category>

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						<description><![CDATA[Por: Teresa Vitória Teresices – 4/12 No último Teresices, falei sobre os homens, pelo menos alguns deles. Agora, para ser justa, resolvi vir aqui colocar o meu na reta. Afinal, meu trabalho aqui é ser sincera, e a inimiga do certo (e às vezes até de mim mesma). Hoje eu vim falar de nós, mulheres [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Por: Teresa Vitória</p>
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<p><img class="alignnone wp-image-1084 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/06/Teresices-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /></p>
<p><strong>Teresices – 4/12</strong></p>
<p><img class="alignnone wp-image-1133 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/08/Almost_Famous.jpg" alt="" width="250" height="371" /></p>
<p align="JUSTIFY">No último <i>Teresices</i>, falei sobre os homens, pelo menos alguns deles. Agora, para ser justa, resolvi vir aqui colocar o meu na reta. Afinal, meu trabalho aqui é ser sincera, e a inimiga do certo (e às vezes até de mim mesma). Hoje eu vim falar de nós, mulheres (algumas), pelo menos: as <b>“mulheres-fantasia”</b>. Existe um termo pra elas também em inglês chamado <i><b>maniac pixie dream girl</b></i><b>,</b> mas além de achar esse termo com muitas palavras pra um significado meio fraco, me recuso a ficar pagando pau pra gringo (Na minha coluna que eu escrevo, aqui não).</p>
<p align="JUSTIFY">E antes de eu explicar, quero dizer que existe um objetivo em comum entre essas mulheres e este texto aqui, que é: tornar coisas difíceis de engolir em coisas engraçadinhas (eu sou uma delas). Porque, assim como experimentar essas mulheres é como levar um soco bem dado que parece um beijo com lambida no cangote, <b>me entender é como tomar um porre com gostinho de cereja. E quero mais.</b></p>
<p align="JUSTIFY">Acho que provavelmente você já ouviu falar no nome <i>Penny Lane</i>, mas, caso não saiba, é uma música dos Beatles de 1967 que, retirado de forma safada do site menos confiável do mundo, a Wikipédia (baita jornalista), se refere a uma rua em Liverpool em que a letra fala sobre como essa rua é uma memória marcante na vida dos Beatles.</p>
<p align="JUSTIFY"><i><b>Penny Lane</b></i> é também o nome de uma personagem interpretada por Kate Hudson no filme <i><b>Quase Famosos</b></i><b> de 2000</b>, indicado ao Oscar (e que eu covardemente ainda não havia assistido até pouco tempo). O filme é sobre um jornalista (na minha opinião um moleque meio otário, mas genial), fazendo uma matéria para a revista <i>Rolling Stone</i> sobre uma banda de rock dos anos 1970. Mas o que rouba a atenção do telespectador é a personagem <i>Penny Lane</i>, com seus cachos dourados e casaco de pelo, a líder das <i>band-aids</i>, como se autointitulam as garotas que acompanham a banda, vivendo o máximo da vida dos anos 1970, movidas por sexo, drogas e rock and roll (mas na ordem contrária, porque o mais importante é música, como diz <i>Penny</i>). Se eu fosse um homem tentando te explicar de forma boboca (sim, eu amo essa palavra), poderia dizer então que ela não passava da amante do guitarrista, o que seria uma tremenda sacanagem, porque ela é muito mais que isso. Ela é a alma e o coração do filme, mesmo não sendo a personagem principal.</p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1136 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/08/kate-hudson-quase-famosos-reproducao-imdb-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /></p>
<p align="JUSTIFY"><i>Penny Lane</i> rouba a cena. Com sua presença quase que sedativa, parece que as drogas que ela usa no filme batem, na verdade, é em você. E você fica encantado com ela. E o mais triste disso é que ela não existe nem dentro da própria ficção. Ela é uma personagem dentro da própria personagem, tanto que até o final do filme a gente nem sabe o verdadeiro nome dela.</p>
<p align="JUSTIFY">Em um momento, é dito por uma de suas colegas <i>band-aids</i>, em uma cena em que ela confronta seu caso romântico só com o olhar: <b>“Ela vai devorá-lo vivo”. </b>E ela devora cada um de seus homens. Mas, no final do filme, <b>ela é devorada viva, por si mesma.</b> Porque, enquanto ela é aquela figura feminina louca, fantástica e fantasiosa que ela mesma criou, <b>ela ainda é só o momento. E momentos passam. Nenhuma fantasia dura,</b> nenhuma noite dura, por mais incrível que ela seja. É um golpe de ingenuidade achar que uma fantasia vai permanecer.</p>
<p align="JUSTIFY"><b>Os homens amam a fantasia.</b> A fuga da realidade. Como você os faz se sentirem no limite entre o prazer e o ódio, e pode ser ódio do que você pode fazer com eles em quatro paredes, ou ódio deles mesmos por verem que estão sentindo demais. Mas, quando a realidade bate à porta, eles precisam da estabilidade. E, quando eu digo isso, eu falo sobre as outras mulheres, as <b>“mulheres-mornas”</b>, que trazem firmeza, não altos e baixos. Que são mornas, não num sentido ruim, mas num sentido de saber o que esperar, de ser estável, de <b>não ser demais, de não querer demais,</b> de não ter problemas demais, de não beber demais, de não usar roupas extravagantes demais.</p>
<p align="JUSTIFY"><b>Garotas como a </b><i><b>Penny</b></i><b> são só a fantasia com tempo contado.</b> São as garotas que vão estar ali durante um período curto, mas intenso, como da turnê da banda no filme, e terminam sendo trocadas pelas esposas, a estabilidade que vem com elas e uma caixa de Heineken às vezes. Isso acontece literalmente no filme: ela é trocada por uma caixa de cerveja.</p>
<p align="JUSTIFY">Quando a <i>penny</i> descobre isso, a reação dela é esboçar um sorriso sob as lágrimas e dizer:<br />“Que marca de cerveja?”<br />Porque até ela sabe o valor de um engradado de Heineken e que, até num momento dilacerante como esse,<b> é necessário manter a personagem engraçadinha do que desmoronar. Porque, no fundo, até ela mesma sabe que seria difícil demais ser amada.</b></p>
<p align="JUSTIFY">E aí tracei uma linha na minha cabeça. Um espectro (que, explicado pra alguém que é lerdo que nem eu, são duas pontas opostas ligadas por uma linha). Agora imagina comigo essa linha que tem <i><b>Penny Lane</b></i> numa ponta – que, mesmo sabendo que é uma fantasia, quer a todo custo continuar nela –- e, no final dela, lá na outra ponta, está: <i><b>Holly Golightly</b></i><b> </b>(e se eu fosse você, nem tentava falar o sobrenome, porque a vida inteira eu não consegui. Só sei como escreve porque também copiei da Wikipédia).</p>
<p align="JUSTIFY"><i>Holly</i> é a personagem principal do meu filme favorito da vida toda: <i><b>Bonequinha de Luxo</b></i><b>, de 1961</b>, um clássico do cinema, interpretada pela maravilhosa Audrey Hepburn. E, se você não conhece esse filme, tenho certeza de que já deve ter visto pelo menos uma imagem dessa personagem icônica em algum lugar na sua vida:</p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1134 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/08/audrey-icone-estilo.jpg" alt="" width="598" height="372" /></p>
<p align="JUSTIFY"><i>Holly</i> é descrita pelo portal de cinema da internet brasileira (procura aí no google) como “prostituta, que fuma maconha e fala palavrão”. Na verdade ela é só uma mulher excêntrica e encantadora, mas também é inventada. <b>Também é uma garota-fantasia. </b>Uma personagem criada como fuga da real protagonista:<i> Lulla May</i> (a personagem de <i>Audrey Hepburn</i>).<b> </b>E ela sabe disso. A princípio, a personagem era pra ser de Marilyn Monroe, mas <b>Marilyn já era a garota-fantasia de seu tempo. </b>A personagem de Norma Jean no nosso mundo real (o nome verdadeiro de Marilyn). Então o papel foi para Audrey, e, no filme, <i>Holly</i> tinha tanta autoconsciência de ser uma garota-fantasia que ela fez disso seu ganha-pão. Virou uma acompanhante de luxo, inventou esse nome complicado que ninguém consegue pronunciar, e fez das fantasias que os homens tinham dela a sua armadura.</p>
<p align="JUSTIFY">Essa é a diferença entre ela e <i>Penny Lane</i>. <b>A </b><i><b>Penny</b></i><b> queria que sua fantasia fosse real.</b> Pobre garota. <b>A </b><i><b>Holly</b></i><b>, não. Ela já sabia: quando a manhã chegasse, os homens que só a queriam à noite, que queriam despertar o que era selvagem, não a queriam para a tranquilidade e estabilidade dos dias claros.</b></p>
<p align="JUSTIFY">Tem uma fala linda da <i>penny</i> no filme, que mostra como demonstra seu falso desprendimento, que é:<br /><i><b>“Eu sempre digo pras garotas: nunca levem nada a sério. Se você nunca levar nada a sério, nunca vai se machucar, você sempre vai se divertir, e, se caso você se sentir sozinha, pode ir à loja de discos e visitar seus amigos”.<br /></b></i> Eu facilmente diria isso para vocês, minhas leitoras. Mas de uma forma sincera, porque a Penny queria ser levada a sério.</p>
<p align="JUSTIFY">Já a <i>holly</i>, não. Quando foi confrontada com um “eu te amo”, ela solta: “E daí?” - mesmo amando. Quando foi atravessada pela possibilidade de um amor bom, um homem a segurou e disse: “Eu te aceito com seus defeitos, com suas dores. Você me pertence”.<br />Ela arrebatou: <b>“Pessoas não pertencem a pessoas. E eu não vou deixar ninguém me colocar numa jaula”.</b><br /><b>Algo que facilmente diria para as pessoas que amo muito, </b>e<b> </b>tento dar os melhores conselhos.</p>
<p align="JUSTIFY">Porque ela sabia que, no momento em que aceitasse aquele amor (por mais bom que ele fosse), ela estaria entrando em outro personagem. Porque aquele homem não amava ela, amava a ideia dela. <b>E quando ele visse que a </b><i><b>Holly</b></i><b> não era a fantasia dele, ela já estaria aprisionada e domesticada em sua jaula.</b></p>
<p align="JUSTIFY">A <i>Penny</i> ainda não descobriu isso. Tanto que, nas cenas finais, ela quase tira a própria vida com uma cachaça e uma caixa de remédios.<br />A <i>Holly</i>, por mais bom que fosse esse amor, ela o nega até o último segundo. Pois sabe que, para mulheres como ela, <b>um amor (mesmo que bom) não vale o preço de sua liberdade.</b></p>
<p align="JUSTIFY">Verdade verdadeira? É que algumas mulheres são, sim, difíceis de amar. E nós sabemos disso. Mulheres como nós. Eu me incluo nessa pataquada (como disse, ia botar minha cabeça na guilhotina aqui). As mulheres de lua, porque você só pode nos amar quando é noite. Mulheres-fantasia, pois somos o delírio fantástico que caminha com o desejo. Para alguém como nós, que achamos impossível dar qualquer tipo de estabilidade. Ou a certeza de permanecer quando a manhã chegar.</p>
<p align="JUSTIFY">E eu não tô aqui dizendo “coitadas dessas mulheres que nunca tiveram um relacionamento saudável e estável”. Pelo menos no meu caso, eu encontrei muitos caras incríveis, doces, que me levaram para jantar, que me tratavam como uma princesa. Mas eu sabia que, em algum momento, aquilo ia por água abaixo. Porque eu só sou perfeita sendo a fantasia. Mas na vida real sou desastre, uma bagunça. E, nessa altura do campeonato, com tudo que eu já aprendi sobre o amor, incluir alguém que parece perfeito na minha bagunça (onde só eu me encontro) não é justo com essa pessoa.<br />Então acho que <b>esse texto também é um pedido de desculpas</b> para esses caras perfeitos que eu já conheci mas não consegui ficar. Eu não ia conseguir. Eu não sobrevivo fora do caos.<br />E a <i>Holly</i> tinha consciência disso também. E é por esse motivo que eu amo tanto <i>Bonequinha de Luxo</i>.</p>
<p align="JUSTIFY"><b>As mulheres-fantasia são difíceis de amar. E você vai odiá-las por elas te fazerem amar tanto o caos</b>. Mas são elas que movem o imaginário das pessoas. Que servem de inspiração pra fazer filmes… e textos para um blog de garotas bobocas (eu amo mesmo essa palavra) como esse. Mas, quando se confrontam com a realidade, são garotinhas confusas em suas armaduras. <b>Só podem ser amadas quando não são reais.</b></p>
<p align="JUSTIFY">Eu tô nesse espectro. Talvez você também esteja. Mais pra <i>Penny</i>. Ou mais pra <i>Holly</i>.<br />Mas saiba: a bênção de nunca permanecer e de enjoar rápido de lugares e amores é que você pode ser uma fantasia nova a cada manhã. E, como <i>Penny</i>, talvez fugir pro Marrocos. Ou, como a <i>Holly</i>, pra Nova York. Ou como eu, que vou pra qualquer lugar do mundo desde que não seja os que já conheço.</p>
<p align="JUSTIFY">No final, você vai ter muitas histórias. Às vezes, ser algo marcante: uma rua, uma música, uma persona ou um sentimento forte e passageiro, é mais libertador do que a dor de se sentir presa tentando se diminuir, porque você não pode ser demais, você tem que ser fácil, tranquila, morna.<br /><b> E ser morna é uma prisão para quem é muito, para quem é fogo, pra quem sabe que pode ser tudo – mas jamais o bastante.</b><br /><b> Ser livre também é uma escolha corajosa.</b></p>
<p align="JUSTIFY">Bom, cumpri o que eu prometi, me justifiquei com os homens legais, coloquei minha cabeça e meu coração numa bandeja de prata para vocês (e cá entre nós, foi horrendo e libertador para mim também).</p>
<p align="JUSTIFY">Dito isso, eu nunca mais falo de sentimento nesta coluna. Próximo <i>Teresices</i> vai ser sobre moda ou música. Espero vocês sem dia e sem horário marcado.</p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1135 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/08/IMG_4810-1024x602.jpeg" alt="" width="1024" height="602" /></p>
<p align="JUSTIFY"><b>Beijinhos,<br />Tere.</b></p>
<p align="JUSTIFY"> </p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>O Brasil no esporte: Bortoleto, Fonseca e as Guerreiras da América</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/07/18/o-brasil-no-esporte-bortoleto-fonseca-e-as-guerreiras-da-america</link>
				<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 18:09:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>

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						<description><![CDATA[Por: Guilherme Xavier O esporte brasileiro vive uma fase de forte renovação e promessas concretas. Seja nas pistas, nas quadras ou nos gramados, novos nomes vêm se destacando e mantendo o país entre os protagonistas. Com atuações consistentes, Gabriel Bortoleto na Fórmula 1, João Fonseca no tênis e a seleção brasileira feminina na Copa América [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Por</strong>: Guilherme Xavier</p>
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<p>O esporte brasileiro vive uma fase de forte renovação e promessas concretas. Seja nas pistas, nas quadras ou nos gramados, novos nomes vêm se destacando e mantendo o país entre os protagonistas. Com atuações consistentes, Gabriel Bortoleto na Fórmula 1, João Fonseca no tênis e a seleção brasileira feminina na Copa América mostram que o Brasil está em boas mãos — ou pés, raquetes e volantes.</p>
<h2><strong>Gabriel Bortoleto – pontuando na elite da Fórmula 1</strong></h2>
<p>O jovem Gabriel Bortoleto, agora piloto oficial da Sauber, marcou seus primeiros 4 pontos na Fórmula 1 ao terminar em 8º lugar no GP da Áustria de 2025. Foi também eleito “Driver of the Day”, resultado que reforçou sua capacidade de adaptação e talento em meio à elite do automobilismo. Desde então, o brasileiro vem se mantendo regular e se mostra confiante para continuar brigando por pontos.</p>
<p>Em entrevista, Bortoleto afirmou que “a equipe está crescendo junto” e que “o ritmo nas corridas melhora a cada final de semana”. A expectativa agora gira em torno de sua continuidade no projeto que, a partir de 2026, se transformará na aguardada Audi Works Team.</p>
<h2><strong>João Fonseca – a juventude brasileira no Top 50 da ATP</strong></h2>
<p>Com apenas 18 anos, João Fonseca já ocupa a 48ª colocação no ranking mundial da ATP, sendo o mais jovem brasileiro a atingir essa marca. O ano de 2025 tem sido o melhor de sua carreira: ele venceu o ATP 250 de Buenos Aires em fevereiro e, pouco depois, conquistou o Challenger 175 de Phoenix.</p>
<p>No torneio de Wimbledon, Fonseca estreou com uma vitória sólida sobre Jacob Fearnley, mas foi eliminado na terceira rodada. Ainda assim, sua postura e desempenho arrancaram elogios da imprensa internacional, que vê nele um futuro integrante do Top 20.</p>
<h2><strong>Seleção Brasileira Feminina – foco total no penta</strong></h2>
<p>Na Copa América Feminina de 2025, disputada no Equador, o Brasil segue como franco favorito. Depois de vencer a Venezuela por 2 a 0 na estreia, a seleção atropelou a Bolívia com uma goleada de 6 a 0. A atacante Kerolin marcou três gols, sendo dois deles de pênalti, e foi o grande destaque da partida.</p>
<p>Outros nomes como Luany, autora de dois gols, e Amanda Gutierres, que fechou o placar, também mostraram o poder ofensivo do grupo comandado por Arthur Elias. Com duas vitórias em dois jogos, o Brasil lidera o Grupo B e mira o quinto título consecutivo da competição.</p>
[caption id="attachment_1131" align="alignnone" width="701"]<img class="wp-image-1131 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/IMG_2834-CreditosLivia-Villas-Boas-CBF.jpg" alt="" width="701" height="437" /> (Créditos: Lívia Villas Boas / CBF)[/caption]
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>Memorabilia: quinquilharias, garimpos e memórias</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/07/14/memorabilia-quinquilharias-garimpos-e-memorias</link>
				<pubDate>Tue, 15 Jul 2025 00:58:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mundanos Documentados]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/?p=1117</guid>
						<description><![CDATA[Por: Vanessa Carvalho garimpar (*) verbo trabalhar como garimpeiro; extrair (metais, pedras preciosas), explorando garimpo.&#8220;está garimpando (diamantes) lá para as bandas de Minas Gerais&#8221; figurativo: procurar meticulosamente. figurativo: fazer seleção de (coisas valiosas), a partir da coleta ou reunião de determinado material.&#8220;garimpou os melhores textos na coleção de revistas&#8221; (*) Fonte: Dicionário Oxford online   [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Por: Vanessa Carvalho</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_1118" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-1118 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/imagem1-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Moedas antigas de diversas partes do mundo fazem a coleção dos numismatas. // Foto: Vanessa Carvalho[/caption]
<p><strong>garimpar (*)</strong></p>
<p>verbo</p>
<ol>
<li>trabalhar como garimpeiro; extrair (metais, pedras preciosas), explorando garimpo.<br /><em>"está garimpando (diamantes) lá para as bandas de Minas Gerais"</em></li>
<li><strong>figurativo: </strong>procurar meticulosamente.</li>
<li><strong>figurativo: </strong>fazer seleção de (coisas valiosas), a partir da coleta ou reunião de determinado material.<br /><em>"garimpou os melhores textos na coleção de revistas"</em></li>
</ol>
<p>(*) Fonte: Dicionário Oxford online</p>
<p> </p>
<p>Garimpeiros de objetos dos mais diversos em lojas como antiquários, brechós, bazares, feiras de antiguidade ou leilões virtuais. O ato do <strong>garimpar </strong>descrito no dicionário <em>Oxford</em>: “procurar meticulosamente”. Às vezes, como em um garimpo, acontece de estar metido em meio à poeira. Acontece. Porém, o nicho de mercado de objetos usados é tão especializado que está organizado segundo os produtos vendidos, além da demanda alta que faz com que tudo esteja em perfeitas condições à venda. Ter um produto antigo original, muitas vezes, é uma relíquia e precisa receber os cuidados como tal.</p>
<p>Dados do Sebrae de 2023 indicam que o Brasil tinha mais de <strong>118 mil brechós ativos</strong>, um aumento de <strong>30,97%</strong> nos <strong>últimos cinco anos</strong>. O consumo de produtos de segunda mão é impulsionado por fatores como <strong>sustentabilidade e economia</strong>, além de possibilitar a aquisição de produtos únicos e com <strong>memórias ligadas</strong> a ele. O colecionismo também é um fator que leva a busca por lojas de artigos usados. As coleções recebem uma nomenclatura específica no mundo do colecionismo, segundo o tipo de objeto - por exemplo, <strong>filatelia</strong> para <strong>selos de cartas </strong>(veja mais no glossário).</p>
<p>O empresário chinês Marshall Wang costuma garimpar gravatas e relógios antigos (vintages) e os encontra em um site <strong>Xianyu </strong>que vende produtos usados, como um tipo de eBay que funciona na China. Ele conta que a procura pelos itens deve-se à unicidade que eles proporcionam. “Gosto de tecidos e motivos vintage que trazem inspiração e um aconchego nostálgico à minha vida”, explica. Sua posse mais preciosa garimpada no site é um relógio automático da marca Ômega de Ville. Marshall conta: “um ótimo negócio e uma peça subestimada, meio surrado, mas cabe perfeitamente no meu pulso”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quinquilharias e histórias</strong></p>
[caption id="attachment_1124" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-1124 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/yasmin-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Vinil em formato de coração garimpado por Yasmin. // Fotos: Arquivo pessoal/Yasmin Silva[/caption]
<p>Os motivos para buscar objetos e quinquilharias em lojas de usados variam de fatores como economia e sustentabilidade a questões afetivas. Às vezes a própria ação de garimpar é motivo suficiente pela satisfação que a atividade traz. A estudante Yasmin Silva, em Imperatriz (MA), costuma visitar brechós de roupas, antiquários, sebos de livros pela questão de acessibilidade financeira, reutilização (3Rs) e pela possibilidade de encontrar itens que não estão mais disponíveis facilmente no mercado. “Geralmente gosto de procurar por brechós de roupas, na verdade tudo se iniciou nos brechós de roupas, então vieram os sebos de livros, e os antiquários, quase como se fosse uma espécie de esquema de pirâmide. Esses são meus focos primários, roupas, acessórios, livros e itens que me chamam a atenção, tipo CDs antigos”, conta Yasmin.</p>
[caption id="attachment_1122" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-1122 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/victor-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Memorabília adquirida por Victor em antiquários e a poltrona que pertencia a seu pai. // Fotos: Arquivo pessoal/Victor Oliveira[/caption]
<p>O advogado Victor Oliveira de Marataízes (ES) conta que, juntamente com sua esposa, gosta de visitar feiras de antiguidades que acontecem mensalmente em Vitória, além de visitas frequentes a antiquários em busca de utilitários, como móveis e objetos de decoração. A busca envolve até mesmo ir a lugares mais distantes como, por exemplo, viajar aproximadamente 120 km até Campos dos Goytacazes (RJ) para adquirir uma escrivaninha para trabalho e uma penteadeira antigos. A escolha por comprar nesses lugares é motivada pela estética das coisas e pelos sentimentos afetuosos que alguns objetos evocam. Victor conta que agora a procura é de móveis para “montar” a casa como recém casado, mas que o gosto por garimpar é antigo. “Desde a infância, eu já era interessado em coisas antigas. Quando criança gostava de moedas antigas, o que pedia pro meu pai à época, e quando adolescente frequentava muito sebos, de onde tirei a maioria dos meus livros que tenho hoje. Também sou colecionador de LPs e CDs - que comecei comprando quando ainda não eram objetos de memorabilia”, lembra Victor.</p>
<p>O designer Vinícius Cadore, de Porto Alegre (RS), gosta do ato de garimpar. “Eu gosto de às vezes entrar, ficar meia-hora e não achar nada, e tá tudo bem. Acho que tu tá ali, fisicamente vasculhando, é divertido”, conta. Ele gosta de procurar em feiras que acontecem periodicamente na cidade, em antiquários e brechós. Entre suas preferências estão roupas, utensílios de cozinha, discos de vinil e objetos de decoração, sempre atento às boas ofertas. Em uma dessas visitas, Vinícius conta que conseguiu garimpar uma cafeteira moka italiana bem antiga, “ela é dum tamanho individual, é para uma pessoa, serve uma caneca, ela é toda redondinha e ela foi feita na Itália também. E aí essa eu paguei muito barato e tipo foi oportunidade, eu olhei e falei: "Meu Deus, é uma moka". Eu disfarcei para não mostrar entusiasmo, para o cara não querer me meter a faca. Olhei e perguntei: "Ai, quanto é? É R$ 15". Eu: "Beleza". Aí eu segurei e fiquei procurando outras coisas e falei: "Tá, vou levar".”</p>
[caption id="attachment_1121" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-1121 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/ruann-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> A camisa do Mundial de 2006 do Internacional no Japão e os pés de pato garimpados. // Fotos: Arquivo pessoal/Ruann Carlos[/caption]
<p>O preço acessível e a unicidade das coisas é o que mais atrai o designer Ruann Carlos, de Pelotas (RS). “Ah, eu gosto de comprar pelo preço, óbvio. Mas eu gosto de comprar porque tem coisas tipo que elas são mais, como é que eu diria, únicas. Eu acho que eles têm um valor mais especial assim. Tanto que eu adoro as minhas peças, as minhas roupas e as coisas que eu compro, porque elas são peças únicas, é muito engraçado, tipo, ninguém tem”, conta Ruann. Em suas buscas, seus olhos são atraídos por utensílios domésticos, como louças e objetos de decoração, além de roupas para uso próprio e para manter um brechó virtual que possui no Instagram. A ideia é dar uma vida nova para peças que estão esquecidas em bazares e colocá-las novamente para uso, além de facilitar com o trabalho de curadoria para pessoas que não possuem o “dom” e hábito de garimpar. Às vezes Ruann compra coisas aleatórias, mas que acabam tendo uma utilidade, como um pé de pato que comprou em um verão e acabou sendo utilizado em suas aulas de natação.</p>
<p> </p>
<p><strong>Coleções e memórias</strong></p>
[caption id="attachment_1123" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-1123 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/vinicius-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Vinícius Cadore coleciona discos de vinil e gosta de comprar utensílios para casa. // Fotos: Vanessa Carvalho[/caption]
<p><strong> </strong></p>
<p>Dos garimpos e quinquilharias nascem coleções, e os objetos, que já carregam em si histórias, recebem novos significados e memórias com seus novos donos. A estudante Yasmin Silva gosta de colecionar diversos objetos. “Tenho um impulso grande a respeito, geralmente miniaturas de carros, brinquedos pequenos, chaveiros, cartas, desenhos e por aí vai”, lembra. Das coisas que possui, destaca um conjunto de xícaras de um leilão de antiguidades como uma das coisas mais antigas que adquiriu, além de um pijama longo de cetim que comprou há mais de 10 anos e é muito estimado.</p>
<p>O designer Vinícius Cadore tem uma pequena coleção de discos de vinil garimpados em diferentes oportunidades. “Eu tenho uma coleção pequena, mas eu nem tenho toca-discos, para você ter uma ideia, então realmente é uma coleção, porque eu gosto de alguns álbuns específicos”, conta. Cada objeto que adquiriu o faz lembrar de pessoas, ocasiões e situações associados a eles, como uma bandeja de cerâmica que comprou para um jantar com amigos, que traz a recordação do momento específico.</p>
[caption id="attachment_1119" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-1119 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/imagem2-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Louças antigas estão entre os itens mais procurados em feiras de antiguidade. // Foto: Vanessa Carvalho[/caption]
<p>O designer Ruann Carlos gosta de garimpar e colecionar peças de roupa. Como item especial de sua coleção, ele mostra uma camiseta do Mundial do Internacional de 2006 em Yokohama, no Japão. “É um item raro, ele tá escrito até em japonês aqui na frente. É uma camisa que eu não consegui vender, eu peguei ela para o acervo, que no caso são minhas roupas. Eu olhei, peguei a peça, comprei. Eu pensei: "Pára, essa camiseta é muito incrível". E aí, no início eu pensei: "Vou vender". E aí em seguida eu pensei: "Pára, não, jamais vou vender essa camisa, eu vou ficar com ela. Eu nem torço pro Inter, mas eu adoro aquela camisa. Adoro usar ela!”.</p>
<p>O advogado Victor Oliveira gosta de colecionar desde os 7 anos de idade, quando começou sua primeira coleção séria de cartões telefônicos usados, tendo mais de mil cartões até o momento. Gosta também de comprar discos de vinil sempre que possível para manter sua coleção. Dos objetos que possui, um dos mais antigos e talvez estimados seja uma poltrona comprada pelo seu pai nos anos 80, "que recentemente reformei pra ficar na minha casa depois que me casei, pela memória do meu pai mesmo, que faleceu recentemente”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Antiquários e ovos de dinossauros</strong></p>
<div>
[caption id="attachment_1120" align="alignnone" width="691"]<img class="wp-image-1120 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/OVO-DINO-V2-691x1024.jpg" alt="" width="691" height="1024" /> Cartaz do documentário "Ovo de Dinossauro" produzido por Duda Ribeiro.[/caption]
</div>
<p>É certo que antiquários estão repletos de objetos com muitas histórias boas para serem contadas e carregam consigo valor e memórias de seus antigos donos. Porém, algumas histórias conseguem ser ainda mais peculiares, como a do “ovo de dinossauro” do Antiquário Gaúcho que o professor de Jornalismo e Relações Públicas da UFSM, Duda Ribeiro, conta em seu documentário <strong>Ovo de Dinossauro, </strong>a ser lançado em 2026.</p>
<p>A ideia surgiu quando Duda se formou em Cinema na UFPel. Ele queria fazer um documentário sobre algo típico de interessante que havia na cidade enquanto estava morando em Camaquã, no interior do Rio Grande do Sul. Em princípio, a ideia era documentar a lenda gaúcha das “burras”, que eram os tesouros enterrados por estancieiros durante as revoluções. Como contam os causos, na época os bancos não eram lugares seguros, e os estancieiros teriam o hábito de esconder os tesouros em “burras”, que são potes de barro para serem enterrados em algum lugar.</p>
<p>Essa história era contada por um tio de Duda, mas, devido ao seu falecimento, ele acabou então procurando o antiquário na cidade por indicação de um senhor que também partilhava do interesse de fazer um filme que se passasse em Camaquã. Ao ter contato com o Sr. Maximiliano, notou que ele tinha boas histórias sobre as “burras", mas a narrativa acabou sendo direcionada para um objeto específico que foi encontrado em uma “burra”, uma pedra perfeitamente oval e que, segundo ele, se trata de um ovo de dinossauro petrificado. Essa história dá nome ao documentário.</p>
<p> </p>
<p><strong>Glossário de termos</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>As coleções de objetos recebem nomes de acordo com o tipo de item e algumas lojas acabam se especializando na venda de um segmento de colecionismo.</p>
<p><strong>Numismática:</strong> refere-se a coleção de moedas. O colecionador é chamado <strong>numismata</strong>.</p>
<p><strong>Filatelia:</strong> coleção de selos de cartas. Quem coleciona é <strong>filatelista</strong>. É uma das formas de colecionismo mais antiga e difundida.</p>
<p><strong>Cartofilia:</strong> coleção de cartões-postais. O colecionador é <strong>cartofilista</strong>.</p>
<p><strong>Notafilia: </strong>coleção de cédulas (moeda-papel). O colecionador é o <strong>notafilista</strong>.</p>
<p><strong>Discofilia ou vinilofilia: </strong>coleção de discos ou vinil. Quem coleciona é <strong>discófilo</strong> ou <strong>vinilófico</strong>.</p>
<p><strong>Militaria: </strong>coleção de peças militares (roupas, armas antigas, medalhas). Quem coleciona é<strong> mitarófilo. </strong></p>
<p><strong>Memorabília:</strong> objetos, itens ou artigos colecionáveis associados a pessoas, eventos, lugares ou épocas importantes, e que carregam um valor sentimental ou histórico significativo.</p>
<p> </p>
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													</item>
						<item>
				<title><strong>Maré Tardia, sinestesia, Sem Diversão Pra Mim e movimento DIY</strong></title>
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				<pubDate>Tue, 08 Jul 2025 01:54:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mundanos Documentados]]></category>
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		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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						<description><![CDATA[Por: Vanessa Carvalho Domingo, 29 de junho de 2025. Acordei com Leviatã, da Maré Tardia, repetindo incessantemente em minha cabeça (em especial o som das guitarras). O tal earworm que os gringos cunharam, traduzido literalmente como “verme de ouvido” ao português, designa aquela música que gruda nos seus ouvidos e se recusa a sair. O [&hellip;]]]></description>
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<p><strong>Por</strong>: Vanessa Carvalho</p>
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[caption id="attachment_1094" align="alignnone" width="983"]<img class="wp-image-1094 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/mare-tardia-1.jpg" alt="" width="983" height="837" /> A banda capixaba Maré Tardia faz uma verdadeira moqueca de estilos musicais. // Foto: Reprodução[/caption]
<p>Domingo, 29 de junho de 2025. Acordei com Leviatã, da Maré Tardia, repetindo incessantemente em minha cabeça (em especial o som das guitarras). O tal <em>earworm</em> que os gringos cunharam, traduzido literalmente como “verme de ouvido” ao português, designa aquela música que gruda nos seus ouvidos e se recusa a sair.</p>
<p>O álbum <strong>Sem Diversão Pra Mim</strong>, da banda capixaba Maré Tardia, lançado no final de abril, tem um som eletrizante que gruda lá nos ouvidos e te faz repetir dias depois “sem diversão pra mim (hoje não!)”. Segundo álbum da banda de <strong>Vila Velha</strong>, o som mostra um amadurecimento sonoro do grupo. Vozes intercaladas entre Gus Lacerda (guitarra e vocal) e Bruno Lozório (guitarra e vocal), as linhas de baixo de Matheus Canni e a bateria enérgica de Caio “Vazo” Mendonça.</p>
<p>As 10 faixas distribuídas em pouco mais de 30 minutos dão conta de mostrar a potência musical do grupo. Com sons que bebem nas fontes do <em>punk, surf rock, post-punk</em> e vanguarda brasileira, por exemplo. Explorando de forma crua e sem cerimônia os mais diversos temas, as músicas passeiam por anseios, angústias, amores, indagações e o elemento mundano do viver humano.</p>
<p>O processo de produção (da pré até a pós) tem as mãos de todos os integrantes, que se envolvem na escrita, gravação, produção e até distribuição do álbum. O movimento DIY (Do It Yourself - faça você mesmo) na música, cunhado nos anos 1950 e propagado como filosofia nos anos 1970 pelo movimento punk, pode ser percebido como uma das vertentes da Maré Tardia como banda indie rock no cenário <strong>capixaba</strong> e brasileiro.</p>
<p>A banda, que nasceu em 2019 co-fundada por Gus e Bruno, chega ao seu sexto ano de atividades mais potente com um trabalho autoral impecável e cativante. É fácil gostar da Maré Tardia se você gosta de música brasileira. Alguma música vai conversar intimamente com você, pela letra ou pela melodia. Quando antes você imaginar, estarás a dançar e cantarolar algum trechinho.</p>
<p>A imprevisibilidade do que está por vir na próxima faixa é o elemento que mostra um amadurecimento musical da Maré Tardia e a coloca de vez no mapa brasileiro de bandas para ficar de olhos bem abertos. A única certeza mesmo é de que ainda vem muita coisa boa por aí.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_1093" align="alignnone" width="720"]<img class="wp-image-1093 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/Capa-Sem-Diversao-pra-Mim-Mare-Tardia.jpg" alt="" width="720" height="720" /> Álbum "Sem Diversão Pra Mim", lançado em abril de 2025, tem a capa ilustrada pelo artista capixaba Gustavo Moraes. // Foto: Reprodução[/caption]
<p><strong>Dissecando o álbum</strong> <strong>“Sem Diversão Pra Mim”</strong></p>
<p><strong>Faixa 01. Leviatã</strong></p>
<p>Impossível não ouvir o som das guitarras ecoando dentro da cabeça tempos depois de ouvir o álbum. Foi assim que acordei naquele domingo e percebi de onde eram os riffs que se repetiam e cantarolava inconscientemente. Abre o álbum já dando uma boa prévia do que está prestes a desenrolar nas faixas seguintes.</p>
<p><strong>Faixa 02. Já sei bem</strong></p>
<p>A voz do Bruno começa a amaciar os ouvidos após a potência vocal do Gustavo em Leviatã. O ritmo frenético te coloca pra dançar, nem que seja balançando as mãos de um lado pro outro.</p>
<p><strong>Faixa 03. Sem diversão pra mim </strong></p>
<p>Guitarras potentes, o show à parte da bateria e as vozes intercaladas resumem a música. A faixa que dá nome ao álbum deixa o trechinho “sem diversão pra mim” “hoje não” ecoando por dias. É a primeira música escrita pelos quatro integrantes juntos. Apesar de dar o nome ao disco, diria que não dá a cara.</p>
<p><strong>Faixa 04. Tarde demais</strong></p>
<p>Voz aveludada? Temos. Voz “áspera”/rasgada? Temos. E por “áspera”/rasgada e “aveludada” me refiro à sinestesia das palavras e das vozes. Gosto do contraste de sensações que 'Tarde demais’ causa. Parece um monólogo de duas versões da mesma pessoa em conflito/debate/discussão.</p>
<p><strong>Faixa 05. Azur </strong></p>
<p>Ouviria essa deitada na praia observando as ondas e sonhando acordada com a vida. Azur seria a trilha sonora do momento. Dá vontade de viver com essa e morar aqui. Arranjo maravilhoso e com um “quê” de surf rock.</p>
<p><strong>Faixa 06. Nadavai </strong></p>
<p>Aqui a dinâmica sinestésica das vozes em ‘Tarde demais’ se repete. As vozes colocam angústia e certo “desespero” repetindo “foi só mais dessa/a última vez”. Repete a dinâmica de um monólogo fragmentado contado por uma pessoa mas que soa como duas versões de um mesmo alguém.</p>
<p><strong>Faixa 07. Ian Curtis</strong></p>
<p>Baixo. Bateria. Post-punk. Sonhar é tão angustiante. Melancolia. Suavidade. Denso. Angústia. Anseios. Vida. Dilemas. Identificação. Solos de guitarra.</p>
<p><strong>Faixa 08. Junkie Food</strong></p>
<p>Eu, que sou fissurada pelo som da guitarra, me senti cativada pelas linhas de baixo do Canni que abrem a música. Talvez a minha top 1 favorita do álbum por ter um pé no noise rock/punk e ser facilmente uma coisa que o Fugazi faria. Gosto do tom destoante e ao mesmo tempo coerente com todas as faixas anteriores. Decadente.</p>
<p><strong>Faixa 09. Não se vá </strong></p>
<p>A música mais "quieta” e inquietante do álbum.</p>
<p><strong>Faixa 10. Nunca mais</strong></p>
<p>Empata com Junkie Food no meu top 1 favoritas do álbum. Deleite do instrumental do início ao fim. Voz incrível do Bruno. Letra impecável. Encerramento da música e do conjunto da obra com um solo fenomenal e uma jam que mostra a potencialidade individual de cada um dos músicos e o produto disso somado e agrupado na Maré Tardia.</p>
<p> </p>
<p>O álbum “<strong>Sem Diversão Pra Mim</strong>” e todo o material está disponível em plataformas de <em>streaming</em>. A banda também conta com alguns clipes no canal do <strong>YouTube (@MareTardia)</strong>. Mais informações e para acompanhar os passos do grupo capixaba, acesse o <strong>Instagram (@MareTardia)</strong>.</p>
<p> </p>
<p><strong>P.S.1:</strong> Não querendo vender nosso peixe (porque de peixe/moqueca capixaba entende bem), mas vale muito a pena o play no som da Maré Tardia.</p>
<p><strong>P.S.2.:</strong> O cenário do rock capixaba vai bem.</p>
<p><strong>P.S.3.:</strong> Ouça: <a href="https://open.spotify.com/embed/album/69gy9fo1MRSVHmhRHw4skA" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://open.spotify.com/embed/album/69gy9fo1MRSVHmhRHw4skA?utm_source%3Dgenerator%26theme%3D0&amp;source=gmail&amp;ust=1752024773772000&amp;usg=AOvVaw28PJ1K3GYMcBE4Qmefe-u7">https://open.spotify.com/embed/album/69gy9fo1MRSVHmhRHw4skA</a></p>
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<p></p>
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													</item>
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				<title><strong>Por amor atravessei o oceano (e fiquei)</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/06/23/por-amor-atravessei-o-oceano-e-fiquei</link>
				<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 02:10:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mundanos Documentados]]></category>

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						<description><![CDATA[Por: Vanessa Carvalho Segundo dados da OBMigra em 2022, de 2011 a 2022, o Brasil passou a abrigar cerca de 1,5 milhão de imigrantes oriundos de diversas partes do mundo e com objetivos diferentes. Em 2024, ainda segundo a OBMigra e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o país acolheu 194.331 novos imigrantes, sendo [&hellip;]]]></description>
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<p><strong>Por</strong>: Vanessa Carvalho</p>
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<p>Segundo dados da OBMigra em 2022, de 2011 a 2022, o Brasil passou a abrigar cerca de 1,5 milhão de imigrantes oriundos de diversas partes do mundo e com objetivos diferentes. Em 2024, ainda segundo a OBMigra e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o país acolheu 194.331 novos imigrantes, sendo os oriundos da Venezuela a principal nacionalidade.</p>
<p>No censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, os números eram 268,5 mil pessoas que haviam desembarcado no Brasil, em comparação com os anos 2000. Alguns vieram como refugiados, a trabalho, estudos. E outros, por causa de um alguém especial.</p>
<p>À época do censo do IBGE de 2010, mais exatamente em 2015, conversei com o espanhol, militar aposentado, Carlos Sánchez em Imperatriz no Maranhão. No portão de sua casa e bem sorridente, Carlos me aguardava para contar o motivo que o fez emigrar de sua terra natal, Salamanca, na Espanha, atravessar o oceano pela primeira vez e vir ao Brasil. Com a fala ainda carregada de um hispano-falante recém-chegado em solo brasileiro, revelou que veio por um motivo especial, o amor pela professora Erismar Nascimento (também chamada de Iris).</p>
<p>O casal se conheceu ainda na Espanha, quando Iris estava na condição de imigrante em Salamanca, em 2007.  Ao retornar ao Brasil, Carlos e Iris mantiveram contato pela internet e telefone até se reencontrarem em 2008 em Salvador, na Bahia. Foi a primeira de muitas vezes que Carlos iria atravessar o Atlântico para rever sua amada, com voos Salamanca/Imperatriz frequentes, a cada três meses exatos. “Acho que foram umas 15 viagens. Fiz mais viagens que Colombo!”, conta Sánchez, sorrindo. O fim dessa saga chegou em 2012, com o casamento de Iris e Carlos.</p>
<p> </p>
<p>Agora o imigrante seria Carlos no Brasil. Trouxe em sua mala seus objetos pessoais e seus equipamentos de artes marciais. Além da adaptação ao português, teve que se adaptar ao clima e à culinária local, que, por sinal, só não aprovava os pratos que tinham verduras.</p>
<p>Concluiu a entrevista dizendo que, desde o início, preferiu não se concentrar nos problemas da cidade e nas diferenças culturais. Disse que sente saudades da Espanha e a visita pelo menos duas vezes ao ano, mas se adaptou a Imperatriz porque é onde Iris, a esposa, está.</p>
[caption id="attachment_1089" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-1089 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/06/ires-e-carlos-1.jpg" alt="" width="1024" height="682" /> Casal de virginianos, Carlos e Iris decidiram ficar juntos depois de uma história à distância.[/caption]
<p> </p>
<p><strong>Cabe uma vida em uma década</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Como um <em>deja-vú</em>, Carlos e Iris me recebem novamente sorridentes à sua casa. Desta vez, em 2025, conversamos por videochamada. Eles, no Maranhão, e eu, no Espírito Santo. Revisito-os para saber o que coube neste espaço temporal de uma década desde a última vez (e primeira entrevista) em que nos vimos.</p>
<p>Ainda atuando como professora do município, Iris Nascimento, e como militar aposentado, Carlos Sanchéz. Desta vez descubro uma informação no mínimo curiosa. Ambos aniversariantes do mês de setembro, um do dia 6, e outro, do dia 12 – portanto, virginianos, para quem acredita em astrologia. Mais uma coisa em comum entre os dois, que compartilham muitas coisas e gostos juntos.</p>
<p>Cabe uma vida em uma década, mas algumas coisas permanecem as mesmas. Carlos, como espanhol, continua com a fala confirmando suas origens. A luta contra as verduras na comida, o calor e as muriçocas em Imperatriz continua a mesma, porém um pouco melhores, agora já amenizadas.</p>
<p>Comento sobre a adaptação à língua, e Carlos diz: “Eu cheguei já muito velho para aprender a falar português correto”. E Iris completa: “Ele disse que se sente mal porque ele já mora no Brasil há tanto tempo, e às vezes ele chega no lugar para fazer alguma coisa, para resolver alguma coisa, e as pessoas não entendem ele. Mas eu disse para ele que as pessoas entendem. O problema é porque ele fala muito rápido”. A entrevista inclusive foi conduzida nos dois idiomas, português e espanhol.</p>
<p>Sobre as muriçocas e o calor, coisas que mais o incomodaram ao chegar ao Brasil, Carlos comenta que seus aliados são o repelente, inseticida e as centrais de ar condicionado, mas enfrenta o calor quando precisa. “Mas eu gosto de estar aqui porque ‘<em>lo que realmente me asegura en Brasil é a Iris</em>’. Então, eu tenho calor, tenho frio, a comida não gosto, deixo de gostar. Eu estou com minha esposa, que é com quem gosto de ficar”.</p>
<p> </p>
<p>A vontade de estar juntos se traduz em o amor também estar lá durante essa década de intervalo. Talvez até mais acentuado ou forte. Com certeza, é inegável sua existência. Gostam de compartilhar a vida juntos. Tomar café, passear no shopping, dançar e principalmente viajar. As visitas à Espanha ainda acontecem pelo menos duas ou três vezes ao ano. Períodos mais breves, suficientes apenas para visitar a família e resolver assuntos corriqueiros. Tão logo, retorna para junto de sua amada.</p>
<p>A situação só mudou durante a pandemia. Carlos, que estava viajando à Espanha no dia 8 de março de 2020, ficou impedido de voltar para casa até dia 15 de agosto de 2020. “Aí foi ruim demais. Aí a única distância e tempo que nos machucou bastante. Porque eu viajei para Espanha justamente no dia 8 de março de 2020. E não pude voltar para o Brasil até o mês de agosto, 15 de agosto mais ou menos. Ficamos aí como 6 meses separados. (...) Durante os 18 anos em que nós estamos juntos, o tempo da pandemia, uma vez casados, foi o tempo mais de separação entre os dois”, comentou Carlos.</p>
[caption id="attachment_1090" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-1090 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/06/ires-e-carlos-2.jpg" alt="" width="1024" height="682" /> Uma das atividades que mais gostam de fazer juntos é viajar pelo Brasil e mundo.[/caption]
<p> </p>
<p><strong>Eu quero partilhar a vida boa com você</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>            </strong>Rubel e Anavitoria  já diziam, na música Partilhar, sobre enfrentar os mais diferentes obstáculos para se juntar ao outro porque a vida é boa assim e completam com “eu quero partilhar a vida boa com você”. Na convivência com outros, é importante assimilar os aprendizados, qualidades e conselhos para que seja harmônica e funcione.</p>
<p>Conversamos sobre os aprendizados, a admiração que sentem um pelo outro, conselhos amorosos e como eles definiriam o amor. As respostas afiadas e carregadas de sinceridade revelam que, apesar de não haver uma fórmula pronta, é possível fazer dar certo. A comunicadora Elisama Santos fala sobre: “Não é o amor que sustenta um relacionamento. É o modo de se relacionar que sustenta o amor”.</p>
<p>Sobre admirações, Carlos conta que gosta de como Iris conduz a vida de maneira ética e a profissional que é, buscando soluções e apoiando os outros. “Eu acho que ela é a pessoa mais ética e mais confortável que eu achei na vida. Por isso estou com ela”. A recíproca se faz verdadeira, com Iris contando como, dentre tantas qualidades, diz que gosta de como Carlos é “uma pessoa de um coração muito bonito. Ele é uma pessoa muito boa, muito generosa, muito carinhosa comigo e com todos da minha família. (...) É uma pessoa cuidadosa, uma pessoa que chegou na família e soube conquistar todo mundo. Então ele tem esse lado humano de tratar bem todo mundo. E ele sempre me coloca em primeiro lugar. Tudo dele eu estou em primeiro lugar, então isso me cativou muito. Para mim, ele é a melhor pessoa do mundo que eu já conheci até hoje. Não tem outro.”</p>
<p>De aprendizados, além do português e a adaptação cultural, Carlos conta que aprendeu a viver e conviver juntos, sem brigar. Sabendo falar, escutar e se entender em um ponto comum. Mesmo em tempos extremos como durante a pandemia, nunca brigaram. Aqui vale a máxima de se colocar no lugar do outro, a empatia. Para Iris, o que mais aprendeu com Carlos foi sobre a união entre os dois, sobre companheirismo e saber compartilhar. “O bom e o ruim é por dois. E isso eu aprendi com ele.”</p>
<p>            Ainda sobre aprendizados, pergunto sobre conselhos amorosos que eles dariam a outros casais sobre coisas que aprenderam com seus relacionamentos. Os dois concordam que, além do elemento essencial do amor, é preciso respeito, carinho, e espaço como sinal de confiança. E nada de ciúmes.</p>
<p> </p>
<p>Em espanhol, Carlos fala sobre sentir empatia com sua parceira. “<em>Y siempre colocarse en el lugar de la otra persona para no machucar a ella y sentirse en su lugar, ¿cómo me sentiría yo ahí? No sé si dio para entender. ¿Eh? Lo llama empatía. Empatía, saber cómo se siente la otra persona cuando vos se facea. Si yo hago una cosa que va a machucar a ella, está errado. Pero si yo hago una cosa que va a ayudar a ella, está perfecto.”</em></p>
<p>Tradução: E sempre se colocar no lugar da outra pessoa para não a machucar e sentir-se no lugar dela, "como eu me sentiria lá?". Não sei se deu para entender. Hã? Isso se chama empatia. Empatia é saber como a outra pessoa se sente quando você faz algo. Se eu faço uma coisa que vai machucá-la, está errado. Mas se eu faço uma coisa que vai ajudá-la, está perfeito.</p>
<p>Quando o assunto é talvez uma das perguntas mais complicadas, “como definir o amor?”, Carlos me conta ainda em espanhol que, para ele, “el amor es aplacar la ansiedad por estar con alguien”. O amor é aplacar a ansiedade de estar com alguém. Sentir vontade de estar com quem se quer estar, de quem se ama. Além disso, saber dar o que se quer receber no relacionamento.</p>
<p>Ele comenta sobre o amor ser como uma planta que precisa de cuidados diários. “Planta que no riega, seca. Y<em> amor, es una planta que tiene que regar, regar. Que tienen que cuidar de ese amor. Son pequeñas cosas. Las tienen que ver. No sé, eh compartir un sorbete con tu con tu parcero, con cariño. Es parte de ese amor compartir, de saber que esa persona piensa en vos de él. Salir con él, cuidar de él cuando está doente.” </em>Tradução: Planta que não se rega, seca. E amor, é uma planta que tem que regar, regar. Que tem que cuidar desse amor. São pequenas coisas. Não sei, compartilhar um sorvete com seu parceiro. É parte desse amor compartilhar, de saber que essa pessoa pensa em você, de ele sair com você, cuidar dele quando está doente. E Iris completa que Carlos cumpre bem a função de cuidar da “plantinha do amor” dos dois, todos os dias com elogios e cuidados com ela. “É bom a gente compartilhar a vida da gente com alguém com quem a gente se sente amada, se sente segura, se sente protegida. É muito bom. Cada dia a gente quer estar mais perto da pessoa. É assim que acontece”.</p>
<p>            Por fim, Carlos concluiu a entrevista dizendo que foi atrevido. Atrevido por vir de malas prontas ao Brasil por amor a Iris. Seus familiares e amigos na Espanha não conseguiam acreditar na empreitada que ele estava prestes a fazer, mas ainda assim não conseguiram desanimá-lo. O amor falou mais alto. “Eles me falaram assim: ‘Ei, você vai para o Brasil? Você vai ter problemas sérios. Essa mulher vai tirar tudo de você. Vai pegar tudo o que você tem’. Eu vim para o Brasil e estava certo. Ela tirou tudo o que tinha. <em>La pena, la angustia, </em>a saudade, a solidão.”</p>
<p>            Nos despedimos, e ficamos com a possibilidade de encontrarmos e continuar a conversa talvez antes de outros 10 anos mais. Cabe uma vida inteira em uma década, e a vida é boa com alguém.</p>
<p> </p>
<p><strong>Para ouvir:</strong> Rubel, Anavitoria – Partilhar | Diana – Canção dos namorados | Mochi y Alexandra – Hasta el fin</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_1091" align="alignnone" width="842"]<img class="wp-image-1091 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/06/ires-e-carlos-3.jpg" alt="" width="842" height="595" /> A parede da casa de Carlos e Iris guardam recordações de Salamanca na Espanha e fotos do casal.[/caption]
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>“E vocês acham que homem pensa?”Sim. Eles não só pensam… como calculam</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/06/22/e-voces-acham-que-homem-pensasim-eles-nao-so-pensam-como-calculam</link>
				<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 02:58:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Teresices]]></category>

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						<description><![CDATA[Porque estamos subestimando os homens. E o caso Wizard Liz. Por: Teresa Vitória Teresices – 3/12 Antes de tudo, aviso: esse texto pode conter alguns gatilhos. Não é pra te ferir, é pra abrir um diálogo necessário. Se algo aqui mexer contigo, procura apoio nas mulheres em que você confia. E pros homens que tão [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em>Porque estamos subestimando os homens. E o caso Wizard Liz.</em></p>
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<p><strong>Por</strong>: Teresa Vitória</p>
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<p><img class="alignnone wp-image-1084 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/06/Teresices-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /></p>
<p><strong>Teresices – 3/12</strong></p>
<p align="JUSTIFY">Antes de tudo, aviso: esse texto pode conter alguns gatilhos. Não é pra te ferir, é pra abrir um diálogo necessário. Se algo aqui mexer contigo, procura apoio nas mulheres em que você confia. E pros homens que tão aqui: é sobre uma parte, se é maioria ou minoria… não sei, mas que existe, existe. E você pode não fazer parte dela.</p>
<p align="JUSTIFY">Esse Teresices, no original, ia ser sobre outro tema. Afinal, meu papel aqui quase sempre é ser o alívio cômico de vocês. Mas, semana passada, fui atravessada por uma notícia que me paralisou. Fiquei uns bons minutos olhando pro celular, sem reação, em total estado de hiperfoco. Tanto que demorei mais de duas semanas pra conseguir terminar esse texto. A traição da Wizard Liz.</p>
<p align="JUSTIFY">“Ai, Tere… sério? Mulher é traída todo dia, o que tem de tão diferente nisso?”<br />“O que isso tem a ver com subestimar homem?”<br />“E quem é essa tal de Wizard Liz que eu nunca nem ouvi falar?”</p>
<p align="JUSTIFY">Calma, amiga. Vamos por partes.</p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1086 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/06/Screenshot_2_1748508241023_1748508245182.jpg" alt="" width="550" height="309" /></p>
<p align="JUSTIFY">Se você não sabe quem é a Wizard Liz e tem mais de 20, eu fico feliz por você. Sinal de que esse conteúdo não precisou te encontrar, significa que você pode ir atrás dele por vontade própria e prevenção, e não por necessidade ou estado de sobrevivência. E sim, <b>sobrevivência</b> é a palavra certa, porque é isso que define o que é ser mulher desde que o mundo é mundo.</p>
<p align="JUSTIFY">Wizard Liz é uma influenciadora que faz vídeos pro nosso finado YouTube (RIP), mas você encontra vários cortes dela no TikTok. Ela tem mais de um milhão de inscritas e ajuda mulheres que passaram por alguma situação de abuso, seja ela física, sexual ou psicológica, mas ela também ajuda mulheres a sair dessa posição de vítima.</p>
<p align="JUSTIFY">Ela vai te dizer verdades difíceis de engolir, mas acredita em mim, amiga, nessa cavala véia de 25 anos, você vai precisar engoli-las. A Liz sofreu abuso na infância, conviveu muitos anos com transtorno alimentar e outros traumas e, obviamente, depois de anos de <b>ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PROFISSIONAL</b> (muito importante ressaltar isso), hoje ela senta na frente de uma câmera, da forma mais simples possível, para promover esse diálogo e esse espaço de acolhimento para mulheres do mundo todo. E, durante anos, ela foi criando uma comunidade baseada em mulheres que <b>PRECISARAM</b> se escolher.</p>
<p align="JUSTIFY">Ela sentava no chão da sua sala e cuspia verdades na nossa cara dizendo: “Olha tudo o que você passou, olha o que você é! Esse homem jamais aguentaria o que você aguentou”.</p>
<p align="JUSTIFY">E era inevitável pensar: “O homem que tivesse essa mulher teria que ter culhão”.</p>
<p align="JUSTIFY">E foi exatamente assim. Ela encontrou um. Um homem que calculou direitinho como ter ela. Estudou, mapeou cada passo e conseguiu. Eles ficaram noivos. E ele virou “o namorado da Wizard Liz”. Parece inofensivo? Pois é… mas, pra homem de ego frágil, estar nessa posição é um gatilho absurdo. Porque aí começa a surgir dentro dele uma necessidade de provar (nem que seja só pra ele mesmo) quem tá no controle da relação.</p>
<p align="JUSTIFY">E aí, numa quinta qualquer, Liz solta um texto dizendo que estava grávida. Só ele sabia. E que, aos quatro meses de gestação (justo quando ela não podia mais abortar), foi traída.</p>
<p align="JUSTIFY">E não, não é só sobre traição. É sobre padrão.<br />Eles não só pensam. Eles calculam.</p>
<p align="JUSTIFY">O ex da Liz (porque aqui ele vai ser sempre só o ex da Liz) simplesmente fez o famoso baby trap. Engravidou ela e, no momento em que ela não tinha mais como voltar atrás, jogou a traição na cara dela. Uma forma cruel e baixa de tentar manter uma mulher ligada a ele para sempre, mesmo que ela termine.</p>
<p align="JUSTIFY">E sim, esse pensamento tá dentro de uma parte dos homens. O raciocínio é mais ou menos esse: “Eu nunca vou ser suficiente pra essa mulher.” E, em vez de crescer, melhorar… o que eles fazem? Destroem. E não precisa nem ser uma humilhação pública. Muitas vezes, é só pra eles. Pro ego deles, Pros amigos deles. Pro travesseiro deles. E depois ainda fazem parecer que foi um deslize. Um erro de passe, como no futebol.</p>
<p align="JUSTIFY">E é aí que a gente olha e pensa: “Se foi assim com Beyoncé, com Iza, com Gisele Bündchen, com Kylie Jenner… quem sou eu na fila do pão?”</p>
<p align="JUSTIFY">Ninguém tá salva da insegurança masculina. E o mais doido? Muitas vezes, eles nem percebem que estão competindo com a própria mulher. Porque, no fundo, nem querem admitir que o que eles sentem é inveja.</p>
<p align="JUSTIFY">Agora vou usar um exemplo real, a minha melhor amiga, Isabela, por quase 10 anos (e sim, ela autorizou me deixar expor, kk). A Isa sempre foi meu exemplo de mulher. Firme, livre, que nunca deitou pra homem nenhum. E eu pensava: “O homem que conquistar a Isa vai ter que ser MUITO homem”.</p>
<p align="JUSTIFY">E rolou. Ela se apaixonou. E, de verdade, o relacionamento era aquele tipo que eu olhava e pensava: “Tá vendo? Amor bonito existe, sim”. Até que, também numa quinta qualquer, ela me busca em casa e, sentadas num restaurante de uma das avenidas mais movimentadas de Limeira (alô, terra da laranja!), ela me conta. Chorando. Que foi traída.</p>
<p align="JUSTIFY">E eu chorei junto. Porque traição não é só a quebra do que você tem com o outro. É a quebra do que você tem com você mesma. E, mesmo que depois venha alguém incrível, que te ame do jeito certo, no fundo, no silêncio da noite, quando você estiver deitada no peito do homem que te protege, ao invés de te ferir, vai ter aquela voz chata sussurrando: “E se ele fizer igual ao outro?” “Por que naquela vez eu não fui suficiente?” “Não fui boa o bastante. Não fui magra o bastante. Não fui incrível o bastante”.</p>
<p align="JUSTIFY">E, amiga, deixa eu te dizer a real: tu sempre foi suficiente. Sempre. O problema é que ele sabia que nunca seria suficiente pra você. E tem uma frase que eu repito como um mantra pra mim e pras minhas amigas quase todos os dias: “Esse homem te odeia, minha filha”.</p>
<p align="JUSTIFY">Mas, numa situação dessa, nem é ódio. É inveja. De você, da sua luz, do jeito que você se mostra pro mundo! E aí faz sentido o motivo de tantas mulheres se apagarem em relacionamentos, porque o centro do mundo tem que ser ele. Não se anule por ninguém.</p>
<p align="JUSTIFY">Às vezes, esses textos são lembretes pra mim também, viu?</p>
<p align="JUSTIFY">Pra finalizar, com final feliz esse texto que não foi nada fácil de escrever: hoje, a Isabela tá feliz como nunca, plena, linda, vivendo sua melhor fase. E, logo mais, estaremos nós duas em Ibiza, curtindo a vida, sendo livres e brilhando (espero não me apaixonar até lá, porque eu gosto de sassaricar, vocês sabem, divas).</p>
<p align="JUSTIFY">Mas o ex dela? Vai ser sempre só isso: o ex dela.<br />O da Liz? Também.<br />Homens pequenos, que nem nome merecem.</p>
<p align="JUSTIFY">Já você tem nome, sobrenome, história, luz e potência.<br />E nenhum ego masculino (por maior que seja) é capaz de te esconder ou te apagar.</p>
<p align="JUSTIFY">Com carinho,</p>
<p align="JUSTIFY">Beijinhos da Tere.</p>
<p align="JUSTIFY">(deixei um meme pro final pq senti que pesei o clima)</p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1085 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/06/Nao-traiu__-memes-do-Twitter-tentam-explicar-relacao-de-Capitu-e-Bentinho.jpg" alt="" width="450" height="450" /></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>Analógico, podcast sobre games - jogos de terror e jogos indie</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/06/14/analogico-podcast-sobre-games-jogos-de-terror-e-jogos-indie</link>
				<pubDate>Sun, 15 Jun 2025 02:00:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
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						<description><![CDATA[Por: Fernando Simonet Guerra, Jonathas Grunheidt, Adriel Sturzbecher Ouça:]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Por: Fernando Simonet Guerra, Jonathas Grunheidt, Adriel Sturzbecher</p>
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<p>Ouça:</p>
<p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/Analogico-podcast-sobre-games-jogos-de-terror-e-jogos-indie.mp3"][/audio]</p>
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						</item>
						<item>
				<title><strong>Finais da NBA começam com duelo inédito entre Thunder e Pacers</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/06/04/finais-da-nba-comecam-com-duelo-inedito-entre-thunder-e-pacers</link>
				<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 03:16:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[basquete]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[NBA]]></category>

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						<description><![CDATA[Favorito na temporada, o Oklahoma enfrenta o surpreendente Indiana em busca do título da maior liga de basquete do mundo. Por: Guilherme Xavier / Foto (créditos): Nate Billings Na próxima quinta-feira (5), começam as Finais da NBA entre Oklahoma City Thunder e Indiana Pacers. O primeiro jogo está marcado para as 21h30 (horário de Brasília), [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Favorito na temporada, o Oklahoma enfrenta o surpreendente Indiana em busca do título da maior liga de basquete do mundo.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>Por: Guilherme Xavier / Foto (créditos): Nate Billings</p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Na próxima quinta-feira (5), começam as Finais da NBA entre Oklahoma City Thunder e Indiana Pacers. O primeiro jogo está marcado para as 21h30 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo Disney+. Esta será uma decisão inédita na história da liga.</p>
<p>De um lado, o Thunder chega como favorito, após fazer uma ótima campanha na temporada e nos playoffs. Do outro, os Pacers surpreenderam todo mundo e chegaram na final mesmo sem serem cotados entre os favoritos no começo do campeonato.</p>
<p><strong>Favorito contra azarão</strong></p>
<p>O Thunder confirmou durante toda a temporada que era um dos favoritos ao título. Com um time jovem, organizado e muito forte defensivamente, chega com méritos até aqui.</p>
<p>Já o Indiana Pacers vem como a grande surpresa. No começo da temporada, a chance do time chegar nas Finais era de apenas 4%. Mesmo assim, a equipe venceu adversários muito fortes e está na disputa pelo título.</p>
<p><strong>Duelo dos armadores</strong></p>
<p>O grande destaque dessa final é o confronto entre os armadores Shai Gilgeous-Alexander, do Thunder, e Tyrese Haliburton, dos Pacers. Os dois foram escolhidos para o All-NBA nesta temporada e são fundamentais para suas equipes.</p>
<p>Shai é mais focado na pontuação, sendo até o cestinha da temporada, enquanto Haliburton se destaca pelos passes e pela forma inteligente como controla o jogo.</p>
<p><strong>Melhor ataque contra melhor defesa</strong></p>
<p>Esse confronto também coloca frente a frente o segundo melhor ataque dos playoffs, que é do Indiana, contra a defesa mais eficiente da pós-temporada, que é do Thunder.</p>
<p>Os Pacers são muito fortes nas bolas de três, com 40% de acerto, mas terão dificuldades, já que o Thunder é o time que mais consegue atrapalhar os arremessos de três dos adversários.</p>
<p><strong>Desafio para Haliburton</strong></p>
<p>Nos últimos quatro jogos contra o Thunder, Haliburton teve muita dificuldade. A média dele foi de apenas 12 pontos por jogo, o que é seu pior desempenho contra qualquer time da liga.</p>
<p><strong>Uma final para entrar na história</strong></p>
<p>Se o Indiana conquistar o título, entrará para um grupo pequeno de campeões que superaram grandes probabilidades. Nas últimas quatro décadas, só dois times chegaram às finais com chances tão pequenas como as dos Pacers.</p>
<p>Por outro lado, se o Thunder confirmar o favoritismo, vai fechar a temporada com 84 vitórias, ficando atrás apenas dos lendários Chicago Bulls de 1995/96, que fizeram 87 vitórias no total.</p>
<p><strong>Quando e onde assistir</strong></p>
<p>O Jogo 1 entre Oklahoma City Thunder e Indiana Pacers acontece nesta quinta-feira (5), às 21h30, com transmissão ao vivo pelo Disney+.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1082 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/06/IMG_2234.jpg" alt="" width="678" height="452" /></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>Grêmio terá jogo marcado por desfalques pela Sul-Americana</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/05/28/gremio-tera-jogo-marcado-por-desfalques-pela-sul-americana</link>
				<pubDate>Wed, 28 May 2025 23:02:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>

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						<description><![CDATA[Já com classificação garantida, o Tricolor irá para o confronto tendo trocas na equipe. Por: Guilherme Xavier / Foto (créditos): Christian Alvarenga Nesta quinta-feira, 29 de maio, o time de Porto Alegre enfrentará a equipe do Sportivo Luqueno, na Arena do Grêmio, em jogo válido pela última rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Já com classificação garantida, o Tricolor irá para o confronto tendo trocas na equipe.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Por:</strong> Guilherme Xavier / <strong>Foto (créditos):</strong> Christian Alvarenga</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Nesta quinta-feira, 29 de maio, o time de Porto Alegre enfrentará a equipe do Sportivo Luqueno, na Arena do Grêmio, em jogo válido pela última rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. Em jogo pouco decisivo para ambas as equipes, o time da casa poupará peças importantes.</p>
<p><strong>Há preocupação para o confronto?</strong></p>
<p>Após garantir matematicamente a classificação, o técnico Mano Menezes confirmou que utilizará uma escalação alternativa, mas destaca a importância de manter a seriedade e o foco na partida.</p>
<p>– Vamos analisar umas questões pontuais. Acho que temos mais do que uma questão para levar em consideração. Temos a de Villasanti também, que saiu bem desgastado. Mas não queremos abrir mão de dar um passinho à frente. Não podemos perder oportunidades. Teremos de avançar algumas questões que foram boas para ver se elas se mantêm – afirmou o técnico, após a vitória sobre o Bahia no domingo pelo Brasileirão.</p>
<p><strong>Mudanças na equipe</strong></p>
<p><strong>Walter Kannemann</strong></p>
<p>Depois de duas partidas na titularidade, o zagueiro de 34 anos deve ser poupado, cedendo lugar para Jemerson, que jogará ao lado de Wagner Leonardo.<strong> </strong></p>
<p><strong>João Pedro</strong></p>
<p>Sem poder contar com seu principal lateral-direito, e sem jogadores da posição para compor a vaga, o técnico gremista afirmou que usará o volante Ronald ou o zagueiro Gustavo Martins.<strong> </strong></p>
<p><strong>Marlon</strong></p>
<p>Por não ter sido inscrito na primeira fase da Copa Sul-Americana, o lateral-esquerdo também desfalca o tricolor, com Lucas Esteves assumindo o posto.<strong> </strong></p>
<p><strong>Braithwaite</strong></p>
<p>Visando o próximo jogo do Brasileirão contra o Juventude, e não desgastar um dos seus principais jogadores, Mano Menezes pode colocar Arezo no lugar do dinamarquês.<strong> </strong></p>
<p><strong>V</strong><strong>illasanti</strong></p>
<p>Seguindo a mesma lógica do desfalque de Braithwaite, Villasanti também deverá deixar seu lugar na equipe titular gremista.</p>
<p>O Grêmio é o segundo colocado do grupo D, com nove pontos. O líder Godoy Cruz tem 11 pontos e enfrentará o Atlético Grau em sua casa, na Argentina. O andamento do grupo leva a crer que o Tricolor irá para os play-offs da Sul-Americana, onde espera um dos terceiros colocados da Copa Libertadores da América.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1080 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/05/IMG_2143.jpg" alt="" width="678" height="452" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>Nos acréscimos, União Frederiquense sofre empate e segue sem vencer na Série A2</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/05/24/nos-acrescimos-uniao-frederiquense-sofre-empate-e-segue-sem-vencer-na-serie-a2</link>
				<pubDate>Sun, 25 May 2025 01:27:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[município de Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[União Frederiquense]]></category>

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						<description><![CDATA[O time de Frederico Westphalen mostrou um bom desempenho, mas não conseguiu segurar a vantagem até o apito final. Texto: Guilherme Xavier / Fotos: Renato Padilha (destaque), Tainara Gonçalves Na noite da última sexta-feira, 23 de maio, União Frederiquense e Glória de Vacaria protagonizaram um jogo emocionante na Arena União, pela segunda rodada do Campeonato [&hellip;]]]></description>
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<p><em>O time de Frederico Westphalen mostrou um bom desempenho, mas não conseguiu segurar a vantagem até o apito final.</em></p>
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<p><strong>Texto:</strong> Guilherme Xavier / <strong>Fotos:</strong> Renato Padilha (destaque), Tainara Gonçalves</p>
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<p>Na noite da última sexta-feira, 23 de maio, União Frederiquense e Glória de Vacaria protagonizaram um jogo emocionante na Arena União, pela segunda rodada do Campeonato Gaúcho Série A2. O confronto terminou empatado em 2 a 2, com direito a gol salvador do Glória nos acréscimos da etapa final.</p>
<p>O time visitante começou melhor na partida e abriu o placar aos 19 minutos do primeiro tempo, quando Zizú, de cabeça, balançou as redes após um cruzamento preciso de Carlinhos. A vantagem, no entanto, durou pouco. Aos 27 minutos, o União respondeu com um belo chute de fora da área de Murilo, empatando o jogo e colocando fogo na partida.</p>
<p>Na volta do intervalo, o União Frederiquense voltou mais ligado e conseguiu a virada aos 21 minutos do segundo tempo. Dionas Bruno aproveitou um rebote do goleiro e mandou para o fundo das redes. O jogo parecia encaminhado para uma vitória dos donos da casa, que administravam o placar e seguravam a pressão adversária.</p>
<p>Porém, o Glória não se entregou. Demonstrando muita raça e persistência, a equipe de Vacaria partiu para o tudo ou nada nos minutos finais. A insistência foi recompensada já nos acréscimos da etapa final, quando conseguiu marcar o gol de empate, frustrando a festa da torcida do União e garantindo um ponto precioso fora de casa.</p>
<p>Com o resultado, ambas as equipes seguem invictas na competição, somando dois pontos em dois jogos. O União Frederiquense ocupa atualmente a quarta colocação na tabela, enquanto o Glória aparece logo atrás, na quinta posição. As duas equipes voltam a campo na próxima terça-feira, dia 27 de maio. O União recebe o Veranópolis, na Arena União, às 19h30, enquanto o Glória joga em casa, no Estádio Altos da Glória, às 19h, contra o Sport Clube Gaúcho. O empate, embora comemorado pelo Glória pela reação nos minutos finais, deixou um gosto amargo para o União Frederiquense, que viu a vitória escapar por muito pouco.</p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone wp-image-1071 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/05/IMG_2093-1024x640.jpg" alt="" width="1024" height="640" /></p>
<p><img class="alignnone wp-image-1072 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-24-at-22.26.05-1024x630.jpeg" alt="" width="1024" height="630" /></p>
<p><img class="alignnone wp-image-1073 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-24-at-22.26.06-1024x647.jpeg" alt="" width="1024" height="647" /></p>
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				<title><strong>Geração Lilica Ripilica – para as mulheres que nos criaram</strong></title>
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				<pubDate>Fri, 09 May 2025 10:50:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Teresices]]></category>

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						<description><![CDATA[Em especial para Dona Patrícia (afinal, filha de Patrícia&#8230; patricinha é). Por: Teresa Vitória Teresices – 2/12 Muita gente diz que a nossa geração é uma pataquada. Que temos vontades que ninguém nunca teve antes (tipo ficar vendo TikTok deitada na cama, o que para mim é necessidade básica), doenças que ninguém nomeava (como FOMO [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em>Em especial para Dona Patrícia (afinal, filha de Patrícia... patricinha é).</em></p>
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<p><strong>Por:</strong> Teresa Vitória</p>
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<p><img class="alignnone wp-image-1067 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/05/Teresices-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /></p>
<p><strong>Teresices – 2/12</strong></p>
<p>Muita gente diz que a nossa geração é uma pataquada. Que temos vontades que ninguém nunca teve antes (tipo ficar vendo TikTok deitada na cama, o que para mim é necessidade básica), doenças que ninguém nomeava (como FOMO e depressão) e vícios novos (como o pod, esse diabo da frutinha congelada - é bom, né, gente?). Mas não vou entrar nesses méritos. Quero falar da geração Lilica Ripilica, como eu autointitulei a nossa geração de garotas que cresceram nos anos 2000.</p>
<p>Por causa das nossas mães que só nos vestiam de Lilica Ripilica, com mochila e lancheira da Barbie combinando, tinha o CD da Kelly Key e assistia Meninas Superpoderosas no Cartoon Network enquanto tentava pegar o chaveiro da Hello Kitty dentro do salgadinho com um Kapo de morango na mão. E agora, patricinhas crescidas, como é saber que seu medo de engravidar na adolescência não é mais real, porque vocês não estão mais na adolescência, hein manas?</p>
<p>Hoje eu vim falar com vocês! E com a geração de mães que criou essas divas que agora estão tatuadas, com preenchimento labial (eu que o diga), estudando fora, conhecendo o mundo. E a saudade? Aquela vontade de ver Sessão da Tarde com pipoca e um musical bem anos 2000 no colo da mamãe... já tá batendo?</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1068 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-19.56.29.jpeg" alt="" width="986" height="539" /></p>
<p>Se tem uma coisa que minha mãe amava fazer comigo, além de me arrumar como uma bonequinha, ver sessão da tarde e “bater perna” (uma desculpa safada que ela usava pra gastar dinheiro com mais roupas e adereços pra mim, coisa que eu amava, tá?), era me mostrar fotos da juventude dela. E olha, gente, ela viveu!</p>
<p>Quando eu digo que viveu, esse “viveu” é dançar em gaiolas em noites mexicanas regadas a tequila nos anos 90, conhecer os Mamonas Assassinas e fazer after com eles (tem foto e tudo, tá, manas?) trocar o Fábio Assunção numa boate de SP (sim, ele mesmo!) em plena fase Rei do Gado por outro bofe (já sabemos de onde vem meu péssimo gosto para homens) e terminar a noite (ou começar a manhã) num velório, de roupa de balada, com minha avó querendo comer o fígado dela! (Aliás, minha avó deve querer comer é o meu fígado lá do céu por eu estar expondo isso com minha boca de sacola pras minhas 3 leitoras.)</p>
<p>Voltando às fabulosas aventuras de Dona Patrícia: ela sempre disse que gostava de “biscatear”, e isso nunca foi depreciativo. Ela amava viver. Amava viajar, beber, usar minissaias, sair com homens que davam presentes caríssimos (que ela guarda até hoje, e me conta a história de cada um, aliás). Mas, um dia, isso tudo acabou.</p>
<p>Não sei se foi porque ela conheceu meu pai e engravidou (de mim). Só sei que as noites viradas vivendo viraram noites em claro cuidando de mim. A música e as risadas do apê em Campinas com as amigas deram lugar à voz do meu avô no telefone dizendo que ela teria que largar a faculdade porque ele não podia bancar um filho na medicina e uma filha fazendo turismo. (Anos 90, né? Melhor um filho médico do que uma filha que “uma hora tá aqui, outra hora tá lá”.)</p>
<p>Os homens babadeiros ficaram de lado diante da maior ânsia que ela tinha (e ainda tem, acho) de consertar o meu pai. Ela escolheu um homem quebrado por dentro, na esperança de ajudá-lo, de salvá-lo. E eu vi minha mãe fazer isso a vida inteira, com ele, com todo mundo à sua volta, e até comigo.<br />(Às vezes penso que, se não fosse por mim, Teresa, ela poderia estar vivendo tudo aquilo. E isso me dói tanto.)</p>
<p>Acho que toda mãe se doa pelos filhos. Elas só faltam tirar pedaços delas pra colocar na gente. Literalmente, se isso fosse necessário, elas o fariam sem hesitar. Minha mãe sempre disse que sua boneca favorita quando criança se chamava Teresa, por isso o meu nome, e esse meu jeitinho mimado de uma garotinha de apenas 25 anos. Sim, eu admito que vocês estão certos, eu sou mimada (e olha que melhorei muito!). Mas fui criada para isso. Criada para ter todos os meus sonhos servidos em uma bandeja de prata, pra que eles não fossem só sonhos, como os dela, que ficaram no etéreo. Já os meus sempre foram uma <em>wishlist</em> de carrinho da <em>Shein</em>, sabe? Só desejos que vou realizando um a um, dando <em>check</em>, porque, graças à minha mãe, ela sempre os tornou possíveis e reais.<br /> (Às vezes até me toma o pensamento que ela desistiu dos sonhos dela pra eu poder realizar os meus.)</p>
<p>E eu vejo isso em toda a nossa geração. Posso estar falando de um lugar completamente errado e privilegiado, sim, mas é o que vejo. Cada amiga que largou tudo para seguir seu sonho, ou sua carreira ou qualquer outra coisa que a gente inventa, cada uma que decidiu cair no mundo... tem uma figura feminina forte por trás. Uma mulher que abriu mão de algo pra essa menina estar fazendo isso agora, seja escrevendo uma coluna na internet, curando pessoas, cuidando de animais, ensinando crianças. (Tá, minha profissão pareceu uma merda perto dessas que citei, né? Mas ok, vambora...)</p>
<p>Essas mulheres nos prepararam. As Lilicas Ripilicas que assistiam desenho no intervalo entre a escola e o balé, tomando Kapo, estão vivendo seus sonhos porque alguém pavimentou esse caminho e construiu essa identidade nelas. E foi uma mulher! Independente de ser mãe ou não.</p>
<p>Minha mãe nunca passou necessidade, mas as “Barbies profissões” que ela tinha ficaram só pra brincar mesmo. Quando chegou a vez dela ser “o que quisesse ser”, como diz o slogan da própria Barbie, ela não pôde. Mas ela abriu todos os caminhos possíveis pra que eu pudesse escolher. E eu a amo tanto por isso e queria tanto agradecê-la... (apesar de quase nunca devolver os Pix que ela me faz durante a semana quando tô lisa).</p>
<p>Você que tá lendo isso: saiba que sua mãe abriu mão de muita coisa por você. E mães, se estiverem lendo: a gente sabe. Não agradece o suficiente, mas sabe. E essa consciência é feita de gratidão, e de um certo luto. Porque sabemos que talvez algum sonho seu teve que morrer pro nosso poder viver, e queremos fazer jus a isso.</p>
<p>Minha mãe sempre cultivou em mim uma cultura de autoestima: o sentimento de que eu era “demais”, pra que eu nunca me sentisse “de menos”. Ela me inscrevia em concursos, e eu sempre ganhava. Não por ser a mais bonita (a mais bem vestida eu era, sim, mérito total dela!), mas por ser a mais confiante. E você, com certeza, tem alguém que te encorajou, seja na escola, nos esportes, em qualquer hobby que hoje se tornou parte da sua personalidade. Alguém que viu você. Que torceu por você mais alto que qualquer crítica ou vaia do mundo.</p>
<p>Fui tão envolvida no meu mundo cor-de-rosa criado pela minha mãe para me proteger, que só depois de adulta entendi: o mundo não é cor-de-rosa, as pessoas não são só boas, e quase nada sai como o planejado. Às vezes nosso pai não tem salvação, e às vezes você tem, sim, que levar o casaco antes de sair, porque se resfriar não vai ter mamãe pra fazer sopa. A verdade é: a gente cresce, mas no fundo segue sendo aquela menininha que precisa de colo e do urso de pelúcia.</p>
<p>Essas mulheres, nossas mães, nos deram o que elas queriam ter tido. Agora, enquanto escrevo esse Teresices, tô ouvindo <em>Slipping Through My Fingers</em>, do musical <em>Mamma Mia</em> (história de mãe e filha que a minha mãe sempre quis ver comigo, e eu nunca quis porque odeio musicais). Mas, quando assisti, percebi que a história sempre foi mais da Donna (a mãe) do que da Sophie (a filha). Sophie só vive aquilo porque a mãe, Donna (tentando não dar spoiler), abriu mão de algo que amava pela maternidade. Mas teve uma vida cheia de lembranças para se orgulhar e lembrar com carinho da época em que era livre, cheia de viagens, festas e músicas do ABBA. Minha mãe queria isso pra mim, não necessariamente a mesma vida, mas a liberdade de ter escolhas. Que pudesse escolher viver isso e depois, assim como a Sophie, escolher aquietar a bunda em casa. Ela me deu essa escolha que ela não teve, de mão beijada, numa bandeja de prata. E é por isso que um pedaço dela vive em mim.</p>
<p>Quando dizem que sou uma patricinha, pois é, sou mesmo, incorrigivelmente. Não porque sou mimada, criada à base de Lilica Ripilica e Melissa no pé. Mas porque tenho muito orgulho de ser filha da minha mãe, Dona Patrícia. Ou poderia ser a Dona Cris, Luciana, Micheli ou Tatyana (sim, estou citando as mães das minhas amigas, porque elas também deram isso a suas filhas).</p>
<p>A geração das nossas mães ainda precisava cumprir as expectativas que a sociedade colocou sobre elas. Mas foram as últimas. A nossa, graças a elas, veio pra cumprir as próprias. E esse é um dos maiores legados que elas nos deixaram.</p>
<p>O título desse texto é para as mulheres que nos criaram. Porque foram elas que nos moldaram, que nos construíram. Independentemente de quem tenha sido essa mulher na sua vida, mãe biológica ou não, avó, tia, madrasta, professora, ela te deu um pedaço de si, talvez tudo de si, pra você ser essa mulher completa hoje.</p>
<p>Beijinhos,</p>
<p>Tere.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1069 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-20.21.04-1024x575.jpeg" alt="" width="1024" height="575" /></p>
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													</item>
						<item>
				<title><strong>“Sex and the City” e a família que construímos morando longe de casa</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/04/29/sex-and-the-city-e-a-familia-que-construimos-morando-longe-de-casa</link>
				<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 02:55:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agência da hora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Teresices]]></category>

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						<description><![CDATA[Esta não é uma matéria sobre sexo. Por: Teresa Vitória Teresices &#8211; 1/12 Quando surgiu a oportunidade desta coluna, passei dias pensando sobre o que escrever. O primeiro tema de uma série de 12 textos sobre o que se passa na cabeça de uma garota ao encarar o mundo. A proposta do “Teresices” era entregar [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em>Esta não é uma matéria sobre sexo.</em></p>
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<p><strong>Por:</strong> Teresa Vitória</p>
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<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1065 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/04/Teresices-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /></p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Teresices - 1/12</strong></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Quando surgiu a oportunidade desta coluna, passei dias pensando sobre o que escrever. O primeiro tema de uma série de 12 textos sobre o que se passa na cabeça de uma garota ao encarar o mundo. A proposta do “Teresices” era entregar matérias sobre moda, música, sexo ou cultura pop — tanto para o professor quanto para as minhas possíveis três leitoras: minha mãe e minhas duas melhores amigas, que estão do outro lado do país.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Mas sobre o que escrever como primeira impressão digital no mundo e nessa temática? O lançamento do álbum </span><span style="font-size: medium"><i>deluxe</i></span><span style="font-size: medium"> da Ariana Grande, injustiçado no Grammy? O movimento “boy sober” que muitas mulheres estão adotando (inclusive, estou pensando em entrar para o time delas)? Ou o aniversário da criação da minissaia e como isso não só mudou o mundo da moda, mas vidas? (A minha, pelo menos.)</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Como primeira matéria, eu queria algo que fosse lembrado por mim. Algo com vivência pessoal. Eu não estava ao lado da Ariana Grande quando ela escreveu o álbum — mesmo parecendo que ela estava debaixo da minha cama ouvindo meus desabafos. Também não estava lá em 1965 ajudando a criar a minissaia. E o movimento “boy sober”? Apesar de os homens terem, sim, caráter duvidoso, eu gosto deles e não consigo ficar muito tempo longe. São como uma droga deliciosa.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Foi aí que me vi como a Carrie Bradshaw de “Sex and the City”: uma jornalista, sem muita grana, morando sozinha em outra cidade, com vício em compras e possível alcoólatra tentando escrever sua coluna — mas sem falar sobre sexo logo de cara e sem o glamour da Nova York dos anos 90. Uma coisa, no entanto, percebi que a Carrie tem (além dos problemas de idas e vindas com o Mr. Big): ela criou uma família. Não uma família convencional, mas sim Charlotte, Miranda e Samantha — outras três mulheres que também moravam sozinhas e estavam construindo suas próprias vidas e carreiras longe do ninho.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">E aí me toquei: se não fosse a “família” que criei morando sozinha nesses quatro anos de graduação, eu não teria sobrevivido. Suas amigas se tornam a parte mais essencial do seu amadurecimento e da experiência de começar a construir sua vida. São elas que te pegam no colo quando o mundo parece acabar, que puxam sua orelha porque se importam, que riem alto nas noites de pijama com vinho e desastres pessoais, que fazem brigadeiro de panela quando alguém tá de coração partido — e, mais importante, que estão do seu lado em uma cidade estranha, sem o colo da mamãe, nesse momento de transição entre ser menina e virar mulher.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Sou uma grande fã da solitude. Acho que aprender a estar sozinha e gostar da própria companhia é, além de essencial, uma delícia. Mas saber que existem pessoas em quem você pode confiar — seja para escolher a roupa de sábado ou para dizer que aquela relação está te fazendo mal — é libertador. E o melhor: saber que, se você sair dessa relação, elas ainda vão estar lá.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">A gente vira um mosaico de cada uma das mulheres que passaram pela nossa vida. Assim como somos mosaico daquilo que consumimos como cultura ou estilo. Eu me tornei esse mosaico vivo — das amigas que ficaram e das que já foram. Seja por terem me apresentado um novo sabor de sorvete, que virou meu pedido de sempre na sorveteria das tardes quentes, ou por terem me indicado </span><span style="font-size: medium"><i>Sex and the City</i></span><span style="font-size: medium">, músicas, filmes e até marcas de gloss. Se hoje estou aqui, às vésperas de me formar, escrevendo esta coluna, é porque no meu mosaico existiram amigas incríveis que foram lar pra mim.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">É normal se sentir perdida nos seus 20 e poucos anos. Elas também estão perdidas. Parafraseando Samantha Jones, minha personagem favorita da série: “somos como cegos em um tiroteio, guiando umas às outras.” E a mágica é que, nesse tiroteio, você pode pedir ajuda. Não há problema em errar, desabafar, aprender, rir de si mesma. Errar de novo. E rir de novo.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">O que você precisa saber é: suas amigas vão se tornar sua família escolhida. E a saudade de casa, a pressão da responsabilidade, a vontade constante de desistir e o peso do dia a dia se tornam mais leves. Tudo isso graças a outras mulheres que fazem parte do seu mosaico — e você, do delas. Pode acreditar.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Essa primeira matéria era pra ser sobre cultura pop, mas acabou se tornando uma carta de amor. Às vezes, nossas amigas são nossos primeiros grandes amores, muito antes de qualquer homem. A jornada dos 20 e poucos anos fora de casa é sobre esses amores. Eu acredito que nós mesmas devemos ser nossos príncipes encantados, nos salvar da torre e do dragão, sozinhas, por nós mesmas. Mas nossas amigas são nossas fadas madrinhas: são elas que colocam o verdadeiro sapatinho de cristal em nosso pé e nos acompanham no baile.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">E assim como a Carrie Bradshaw tem suas meninas — mesmo sendo cabeça-dura e ignorando os conselhos delas sobre o Mr. Big por muitas temporadas — eu também tenho as minhas. Afinal, nem “Sex and the City” foi, de verdade, sobre a Carrie e o Big ou sobre a Nova York dos anos 90. Sempre foi sobre elas: </span><span style="font-size: medium"><b>as amigas</b></span><span style="font-size: medium">.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">No fim desse texto, que eu achava que teria apenas três leitoras — minhas amigas de casa —, talvez tenha muito mais. Porque eu me tornei um mosaico das minhas amigas daqui, dessas mulheres que passaram por mim. E espero que, ao final dessas 12 matérias, vocês também me encaixem como uma pecinha no mosaico de vocês, meninas.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Beijinhos,<br /></span><span style="font-size: medium"><b>Tere.</b></span></p>
<ul>
<li>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium"><i><b>para todas as mulheres que moldaram meu caminho nesses 4 anos, em especial para Giulia, Maria Mariana e Caroline.</b></i></span></p>
</li>
</ul>
<p><img class="alignnone wp-image-1064 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/04/Sex-And-The-City-2000s.jpg" alt="" width="736" height="403" /></p>
<p> </p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>Ricardo e Rebeca: uma amizade que resiste ao tempo</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/12/19/ricardo-e-rebeca-uma-amizade-que-resiste-ao-tempo</link>
				<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 11:16:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[histórias de vida]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>

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						<description><![CDATA[Texto e fotos: Beatriz Emer Nas areias da praia de Camboinhas, em Niterói, onde o vento sopra e as ondas convidam ao movimento, nasce uma história especial. Ricardo Estelet, guardião dedicado da guarderia da WindNit, a associação de windsurf local, passa seus dias cuidando do projeto e da natureza que o cerca. Rebeca não era [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Texto e fotos:</strong> Beatriz Emer</p>
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<p>Nas areias da praia de Camboinhas, em Niterói, onde o vento sopra e as ondas convidam ao movimento, nasce uma história especial. Ricardo Estelet, guardião dedicado da <em>guarderia</em> da WindNit, a associação de windsurf local, passa seus dias cuidando do projeto e da natureza que o cerca.</p>
<p>Rebeca não era uma cachorra comum, era evidente que a conexão com Ricardo ia além: ele era o ponto de partida e chegada para ela. Todos os dias, às 4h da manhã, antes mesmo do nascer do sol, ela o esperava na <em>guarderia</em>.</p>
<p>Rebeca se aventurava pela lagoa, pela praia de Itaipu e pela vegetação que emoldura aquele pedaço de paraíso. Ela era a guardiã da <em>guarderia</em>, vivendo livre e feliz, recebendo doações de ração e retribuindo com sua presença calorosa. Apesar de ser "de todos", Rebeca era, acima de tudo, de Ricardo.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1060 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.20.29-1.jpeg" alt="" width="474" height="474" /></p>
<p>Um dia, o destino interveio e essa rotina foi interrompida quando, em uma ação inesperada, Rebeca e outros cães foram retirados do local por uma decisão judicial. Sem tempo para uma despedida, Ricardo viu sua companheira ser levada, e desde então, guarda a esperança de que um dia ela retorne.</p>
<p>Para Ricardo, Rebeca não era apenas uma companheira. Ela era sua amiga, uma constante em dias bons e ruins, um símbolo da liberdade e do amor que ele tanto valoriza na natureza e nos animais. Hoje, sua ausência é sentida não apenas por Ricardo, mas por todos que frequentam a <em>guarderia.</em></p>
<p>Essa história nos lembra do quanto a conexão com um animal pode transformar nossas vidas, trazendo conforto e significado em momentos de solidão. Ricardo continua a cuidar da praia, dos ventos e das ondas, mas em seu coração ainda há um lugar reservado para Rebeca. E, para ele e todos que acreditam na força do reencontro, há sempre a esperança de que um dia ela volte correndo pelas areias.</p>
<p>Seja na espera ou na lembrança, Rebeca permanece presente, nos ensinando sobre o amor incondicional e a importância de valorizar as pequenas companhias que nos fazem grandes.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1062 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.20.30-1.jpeg" alt="" width="733" height="732" /></p>
<p><img class="alignnone wp-image-1061 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.20.30.jpeg" alt="" width="724" height="724" /></p>
<p><img class="alignnone wp-image-1059 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.20.29.jpeg" alt="" width="720" height="720" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>Novo Mundo: Emi B transforma dor em arte com curta-metragem de trap/rap sobre violência contra a mulher</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/12/13/novo-mundo-emi-b-transforma-dor-em-arte-com-curta-metragem-de-trap-rap-sobre-violencia-contra-a-mulher</link>
				<pubDate>Fri, 13 Dec 2024 20:28:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>

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						<description><![CDATA[Produzido, roteirizado e composto por Emi B, o curta inspirado em experiências reais estreou no YouTube na última quinta 10 de dezembro de 2024, com apoio do Edital Sesi Firjan e Oi. Texto: Teresa Vitória Valvassore Juvêncio / Fotos: Divulgação No dia 10 de dezembro de 2024, o curta-metragem Novo Mundo, da artista multifacetada Emi [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em>Produzido, roteirizado e composto por Emi B, o curta inspirado em experiências reais estreou no YouTube na última quinta 10 de dezembro de 2024, com apoio do Edital Sesi Firjan e Oi.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Texto:</strong> Teresa Vitória Valvassore Juvêncio / <strong>Fotos:</strong> Divulgação</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No dia 10 de dezembro de 2024, o curta-metragem Novo Mundo, da artista multifacetada Emi B, chega ao YouTube como um manifesto de luta e libertação feminina. Contemplado pelo Edital Sesi Firjan em parceria com a Oi, o projeto une as batidas contundentes do trap/rap com uma narrativa cinematográfica impactante para denunciar a violência contra a mulher e celebrar a liberdade.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1050 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/unnamed-1024x579.jpg" alt="" width="1024" height="579" /></p>
<p>Novo Mundo é mais do que um filme; é um grito. Produzido, roteirizado e com músicas compostas pela própria Emi B, o curta traz uma narrativa dividida em três atos, representados por músicas inéditas. A obra aborda a trajetória de uma mulher que, ao enfrentar uma relação abusiva marcada por agressões físicas e emocionais, encontra força para transformar sua dor em libertação.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1051 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/Imagem-NM-2-1024x575.jpg" alt="" width="1024" height="575" /></p>
<p>Para Emi B, o curta é um reflexo de sua própria jornada como mulher, artista e ativista:</p>
<p><em>“O que você quer ser quando crescer? Eu queria transformar o mundo em um lugar melhor, diminuir os danos de algum modo, e foi assim que a arte me encontrou. Desde cedo, percebi que mulheres eram diminuídas, silenciadas e agredidas. Esse curta é um grito por todas as mulheres que perderam suas vidas ao lutar por sua voz. Espero que ele inspire outras mulheres a se libertarem e a nunca desistirem.”</em></p>
<p><img class="alignnone wp-image-1053 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/original-280042FE-812A-4ECA-818A-B3B4AD136C31-1024x473.jpg" alt="" width="1024" height="473" /></p>
<p>As músicas do curta mergulham no universo do trap/rap, com letras que traduzem a intensidade de cada etapa da jornada: a dor, o enfrentamento e a libertação. O trap, com suas batidas marcantes e atmosfera intensa, é amplificado pela produção de Levy Santiago, que vem se destacando ao colaborar com diversos artistas da cena musical. A força do gênero potencializa a mensagem da obra e conecta Novo Mundo a um público jovem, acostumado a consumir cultura de resistência.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1052 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/Imagem-NM-4-1024x571.jpeg" alt="" width="1024" height="571" /></p>
<ul>
<li>O curta completo está disponível no link: <a href="https://youtu.be/X525z0MCfXY">https://youtu.be/X525z0MCfXY</a></li>
</ul>
<p>Por que assistir?</p>
<p>Novo Mundo é uma obra que ressoa em cada mulher que já teve sua voz silenciada e em cada pessoa que acredita em um futuro onde a igualdade prevaleça. É uma história que precisa ser contada, compartilhada e, sobretudo, ouvida.</p>
<ul>
<li>Plataforma: YouTube (link no Instagram da @emib___)</li>
</ul>
<p> Créditos e contato: @emib____</p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone wp-image-1054 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/Imagem-NM-3-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" /></p>
<p><img class="alignnone wp-image-1055 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/Imagem-NM-5-694x1024.jpeg" alt="" width="694" height="1024" /></p>
<p><img class="alignnone wp-image-1056 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/Imagem-NM-6-1024x569.jpeg" alt="" width="1024" height="569" /></p>
<p><img class="alignnone wp-image-1057 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/12/original-7E2D4433-C124-4661-AA40-3E2BD337B712-1024x579.jpeg" alt="" width="1024" height="579" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>Analógico, podcast sobre games - gêneros de jogos e modificações</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/11/14/analogico-podcast-sobre-games-generos-de-jogos-e-modificacoes</link>
				<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 01:55:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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						<description><![CDATA[Por: Fernando Simonet Guerra, Maurício Mello, Jonathas Grunheidt, Adriel Sturzbecher Ouça:  ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Por: Fernando Simonet Guerra, Maurício Mello, Jonathas Grunheidt, Adriel Sturzbecher</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Ouça:</p>
<p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/Analogico-podcast-sobre-games-generos-de-jogos-e-modificacoes.mp3"][/audio]</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
							<enclosure url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/Analogico-podcast-sobre-games-generos-de-jogos-e-modificacoes.mp3" length="52151527" type="audio/mpeg" />
						</item>
						<item>
				<title><strong>Operário vence o América-MG e segue na luta pelo acesso</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/10/24/operario-vence-o-america-mg-e-segue-na-luta-pelo-acesso</link>
				<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 00:17:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>

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						<description><![CDATA[Por: Walter Guerra O Operário-PR continua sua trajetória em busca do acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, alcançando o quinto jogo sem derrotas. Na noite de quarta-feira (23), o time paranaense enfrentou o América-MG no estádio Germano Krüger e garantiu a vitória por 1 a 0, com um gol decisivo de Ronald na segunda [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Por</strong>: Walter Guerra</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Operário-PR continua sua trajetória em busca do acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, alcançando o quinto jogo sem derrotas. Na noite de quarta-feira (23), o time paranaense enfrentou o América-MG no estádio Germano Krüger e garantiu a vitória por 1 a 0, com um gol decisivo de Ronald na segunda metade da partida.</p>
<p><strong>Pressão do América-MG</strong></p>
<p>O jogo começou com o América-MG dominando a posse de bola, registrando 59% de controle nos primeiros minutos. O Operário teve sua primeira grande chance aos 12 minutos, quando Sávio fez um cruzamento perfeito para Vinícius Diniz, que não conseguiu finalizar. Aos 18 minutos, Ronald teve outra oportunidade, mas também não converteu.</p>
<p>O primeiro susto para a torcida do Operário veio aos 26 minutos, quando Brenner, do América-MG, balançou as redes, mas o gol foi anulado por impedimento. O goleiro Rafael Santos se destacou com defesas importantes aos 32, 38 e 42 minutos, mantendo o placar em 0 a 0 até o intervalo.</p>
<p><strong>Vitória do Fantasma </strong></p>
<p>Após o intervalo, o técnico do Operário fez três substituições que mudaram o rumo da partida, equilibrando as ações. O time paranaense passou a criar mais oportunidades. A primeira grande chance do segundo tempo surgiu aos 16 minutos, mas Ronald chutou por cima do gol.</p>
<p>O gol da vitória veio aos 25 minutos. Ronald driblou o marcador na entrada da área, puxou para o centro e chutou forte de esquerda, acertando o canto direito do goleiro Elias. A torcida, composta por 2,7 mil torcedores, explodiu de alegria. O jogo continuou equilibrado, com chances para ambos os lados, mas nenhum time conseguiu marcar novamente.</p>
<p>Nos sete minutos de acréscimos, a partida terminou com a vitória do Operário por 1 a 0, somando mais três pontos na tabela. Com 50 pontos, o Operário subiu para a sétima posição, superando Coritiba e América-MG, e ficando a apenas seis pontos do Mirassol, que ocupa o quarto lugar com 56 pontos.</p>
<p><strong>Próximos desafios</strong></p>
<p>O próximo desafio do Operário será contra o Goiás, na próxima terça-feira (29), às 19h, no estádio Hailé Pinheiro (Serrinha). O time segue firme na luta pelo acesso à elite do futebol brasileiro.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1114 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/operario.jpg" alt="" width="885" height="590" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>Juarez de Carvalho Costa, 54 anos - capixaba de Espírito Santo</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/10/24/juarez-de-carvalho-costa-54-anos-capixaba-de-espirito-santo</link>
				<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 20:32:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[histórias de vida]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>

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						<description><![CDATA[Texto e fotos: Beatriz Emer Por cinco anos, Juarez seguiu as estradas, transportando mármore em seu caminhão e desbravando os caminhos do Brasil. Mas a vida o chamou para uma nova missão. Hoje, ele troca o volante pelas mãos calejadas que cuidam de uma plantação própria de abacaxis, cultivados sem agrotóxicos, respeitando a terra e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Texto e fotos:</strong> Beatriz Emer</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por cinco anos, Juarez seguiu as estradas, transportando mármore em seu caminhão e desbravando os caminhos do Brasil. Mas a vida o chamou para uma nova missão. Hoje, ele troca o volante pelas mãos calejadas que cuidam de uma plantação própria de abacaxis, cultivados sem agrotóxicos, respeitando a terra e a saúde de quem os consome.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1044 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/10/IMG_4575-1024x819.jpg" alt="" width="1024" height="819" /></p>
<p>O motivo dessa mudança? Sua família. Com uma esposa e três filhos, um deles autista, Juarez enfrentou a dura realidade de que, apesar de seu esforço, a aceitação e os direitos de seu filho nas escolas não eram garantidos. A luta diária pela inclusão o levou a procurar novas formas de sustentar a família, de garantir um futuro digno para todos.</p>
<p>E foi assim que, com coragem, ele mudou a rota. Veio ao Rio de Janeiro, trazendo na bagagem não só os frutos de sua plantação, mas também a esperança de dias melhores. Vender abacaxis nas ruas não é fácil, mas cada venda é um passo em direção à segurança de sua família, um gesto de amor e persistência.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1041 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/10/IMG_4580-1024x819.jpg" alt="" width="1024" height="819" /></p>
<p>A história de Juarez é sobre escolhas difíceis, superação e a busca incansável por um futuro melhor para os seus. Em cada abacaxi que ele oferece, há mais do que um produto natural e sem agrotóxicos, há o reflexo de uma vida dedicada ao trabalho honesto e à luta por justiça e dignidade para sua família.</p>
<p>Histórias como a de Juarez podem parecer invisíveis para muitos, mas carregam a essência da superação. São essas vidas comuns, com desafios, que nos ensinam sobre a verdadeira força humana.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1043 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/10/IMG_4570-1024x819.jpg" alt="" width="1024" height="819" /></p>
<p><img class="alignnone wp-image-1042 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/10/IMG_4566-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>Games: uma ferramenta social poderosa</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/10/14/games-uma-ferramenta-social-poderosa</link>
				<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 20:22:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[games]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/?p=1099</guid>
						<description><![CDATA[Por: Fernando Simonet Guerra Acesse a reportagem completa clicando aqui.  ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Por</strong>: Fernando Simonet Guerra</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Acesse a reportagem completa clicando <a href="https://fernandoguerrars.wixsite.com/my-site">aqui</a>.</p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone wp-image-1100 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/ScreenShot010-1024x459.jpg" alt="" width="1024" height="459" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>Maquinários: a história</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/09/20/maquinarios-a-historia</link>
				<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 19:50:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[curso de jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem para Suportes Digitais 2024]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-fw]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/?p=1033</guid>
						<description><![CDATA[Por: Andrei Sartori e Júlia Cechin OBS: reportagem produzida cerca de 1 mês antes do falecimento do vocalista e guitarrista Watson Silva, aos 33 anos, que teve um mal súbito durante um show no Hillbilly Rock House, em Lages (SC), no dia 27 de julho de 2024. A banda Maquinários, que conta com três integrantes [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Por:</strong> Andrei Sartori e Júlia Cechin</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><em>OBS: reportagem produzida cerca de 1 mês antes do falecimento do vocalista e guitarrista Watson Silva, aos 33 anos, que teve um mal súbito durante um show no Hillbilly Rock House, em Lages (SC), no dia 27 de julho de 2024.</em></p>
<p>A banda Maquinários, que conta com três integrantes – Watson Silva, na guitarra e voz; Henrique Soares, no baixo; e Henrique Goulart, na bateria – lançou na sexta-feira, 07 de junho, o <strong><a href="https://youtu.be/2neL9uq60hg?si=QmKA4QRuyZxIRwCC">clipe</a></strong> da música autoral “Raiva” em seu canal no YouTube. O vídeo foi dirigido, produzido e editado por um dos membros da banda, Watson Silva, com captação e direção de fotografia de Douglas Cavalini e Fabrício Lemos. Além disso, a faixa-título do EP conta com a participação especial de Gabriel Marca, vocalista da banda “Dead Jungle Sledge”. O EP “Raiva” foi lançado ainda em abril pela Canil Records e Symphonic Distro, produtora independente da cidade de São Paulo.</p>
[caption id="attachment_1035" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-1035 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/Foto-Maquinarios-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /> Imagem: Divulgação.[/caption]
<p><strong>Surgimento</strong></p>
<p>O <strong><a href="https://drive.google.com/file/d/1EacKvANsW1jRaRu9YE2bNiKU3FNqH0Wj/view?usp=drive_link">surgimento da banda</a></strong> se dá bem longe do Sul do país, mais precisamente em Palmas, no Tocantins, no ano de 2007, com os fundadores Ivan Silva e Matheus Andrighi, que na época cursavam Comunicação Social na Universidade Luterana do Brasil, a Ulbra. Watson Silva, Anderson Sacramento e outro integrante também estudavam na Ulbra, porém em outros cursos. Entre reuniões de amigos, o grupo desenvolveu a ideia de formar uma banda de rock and roll que misturasse a sonoridade do country e do blues, com referências dos anos 60 e 70.</p>
<p>Não demorou muito para a banda começar a se apresentar em festivais independentes de rock em Tocantins, e com as apresentações o grupo começou a ganhar uma projeção maior dentro do cenário estadual até o lançamento do primeiro EP, intitulado como EP-1.</p>
<p>Após cinco anos do primeiro lançamento e do surgimento da banda, em 2012 a Maquinários lança o segundo EP, chamado “Seis Milhas para o Inferno”, desta vez somente com três integrantes: Watson Silva, Ivan Silva e Matheus Andrighi. A gravação foi feita em São Paulo e a banda teve seu primeiro contato com Marcello Pompeu, importante cantor, compositor e produtor brasileiro, líder da banda Korzus.</p>
<p>Depois disso, a banda resolveu mudar de localidade, saindo de Tocantins e se mudando para o Rio Grande do Sul, novamente sofrendo modificações em seu trio, com a saída de Ivan Silva e a chegada de Diego Marsola. Com essa nova formação, a banda consegue alcançar uma proporção nacional através de apresentação televisiva em 2014 no estúdio ShowLivre.</p>
<p><strong>Composição atual</strong></p>
<p>No ano de 2018, Matheus Andrighi saiu da banda e seu espaço foi ocupado pelo novo baixista, que desempenha esta função no grupo até os dias atuais, Henrique Soares. Segundo Watson, todas essas mudanças foram essenciais para que a banda se tornasse o que é hoje e pudesse criar a sua identidade no mundo musical.</p>
<p>A identidade da banda se mescla com a <strong><a href="https://drive.google.com/file/d/18r8AnrTYVWj7rFItHvo5Od9hKx3Yb1LA/view?usp=sharing">personalidade</a></strong> de um integrante em especial, o vocalista Watson.</p>
<p><strong>Novo EP</strong></p>
<p>O trio deixou para trás a sua fórmula "old school" e adotou identidades sonoras que vão do grunge e rock alternativo até o nu-metal. O novo som evidencia o começo de uma caminhada por novos rumos.</p>
<p>– O nome do EP se origina desse período em que todos nós passamos por muitas situações difíceis, ao longo desses mais de três anos. Queremos mostrar o lado emocional e racional da palavra ‘raiva’. Levaremos esse nome na tour e no merchandising como forma de manifestação aos nossos tempos ‘apocalípticos’ – ressalta o vocalista Watson.</p>
<p>A Maquinários mistura elementos variados do rock, world music e música nativa, formam um som pesado, mas ao mesmo tempo claro, com letras em português e inglês, que falam sobre <strong><a href="https://drive.google.com/file/d/1TyydW7Kad__vpbhVbizSABdaNVhahnY2/view?usp=drive_link">a existência do ser humano em um mundo caótico</a></strong>.</p>
<p><em>Todos os materiais audiovisuais presentes nesta reportagem sofreram mínimas edições, pois os repórteres entendem que a essência do material e do entrevistado fazem parte da história aqui contada.</em></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title><strong>Drag Queens: arte, resistência e celebração da diversidade</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/09/19/drag-queens-arte-resistencia-e-celebracao-da-diversidade</link>
				<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 13:22:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Reportagem para Suportes Digitais 2024]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-fw]]></category>

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						<description><![CDATA[Texto: Gabrieli Ferla e Thayssa Kruger Dressed As Girl A arte de se vestir ou se montar em drag é muito mais antiga do que se pode imaginar inicialmente. Apesar de existirem poucos estudos que explorem a história das drag queens e suas trajetórias nas diferentes sociedades e períodos, sabemos que, pelo menos, desde a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Texto:</strong> Gabrieli Ferla e Thayssa Kruger</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_1026" align="alignnone" width="341"]<img class="wp-image-1026 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/RuPaul-Via-Pinterest.jpg" alt="" width="341" height="444" /> RuPaul - Via Pinterest[/caption]
<p><strong>Dressed As Girl</strong></p>
<p>A arte de se vestir ou se montar em drag é muito mais antiga do que se pode imaginar inicialmente. Apesar de existirem poucos estudos que explorem a história das drag queens e suas trajetórias nas diferentes sociedades e períodos, sabemos que, pelo menos, desde a Grécia clássica até os dias atuais, homens personificam a imagem feminina em diversos aspectos.</p>
<p>O teatro grego, berço da atuação, é considerado por muitos um dos precursores dessa forma de performance, ou então o local que popularizou o ato. Há inclusive um boato de que Shakespeare foi o responsável pelo termo "drag", que vem de "Dressed As Girl" - ou "vestido de menina", em tradução livre. Inicialmente, os homens precisavam se vestir e interpretar mulheres em peças teatrais porque a presença feminina nos palcos era proibida.</p>
<p>Roger Baker, em seu livro “<a href="https://archive.org/details/draghistoryoffem00bake/page/n3/mode/2up">Drag: The History of Female Impersonation in the Performing Arts</a>” (1994), afirmou que a liberação de mulheres se tornarem atrizes resultou em um outro tipo de drag, a drag cômica, que exerce a função satírica de dar voz ao indizível perante a sociedade. As "damas pantomímicas", como ficaram conhecidas, davam grande importância à moda e ao glamour, que ganhavam destaque em suas apresentações. Além disso, esses artistas começaram a ocupar espaços nos Music Halls, onde eram incentivados a cantar, dançar e realizar pequenas cenas cômicas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Um ato político </strong></p>
[caption id="attachment_1030" align="alignnone" width="309"]<img class="wp-image-1030 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/Via-Pinterest.jpg" alt="" width="309" height="432" /> Via Pinterest[/caption]
<p>Na década de 1960, o movimento LGBT começou a se unificar e a se fortalecer na luta por direitos. Os jovens homossexuais buscaram uma identidade cultural própria por meio da música, da moda e das gírias. Nesse contexto, os bares gays começaram a ganhar popularidade, e as Drag Queens voltaram a se destacar.</p>
<p>Entretanto, é importante lembrar que, embora hoje ainda exista muito preconceito e discriminação, na década de 1960 isso era ainda mais evidente. Até 1962, relações entre pessoas do mesmo sexo eram consideradas crime em todos os estados americanos. Essa falta de equidade de direitos inspirou a revolta de Stonewall.</p>
<p>Nos anos 1960, o Stonewall Inn era um dos mais conhecidos bares gays de Nova York. Na madrugada do dia 28 de junho de 1969, a polícia realizou mais uma batida no bar, prendeu funcionários e começou a agredir e a levar sob custódia alguns frequentadores travestis e drag queens que não estavam usando ao menos três peças de roupa "adequadas" ao seu gênero, como mandava a lei. O caos foi instalado, e o que poderia ter sido só mais uma batida policial se tornou uma rebelião que ficou conhecida como “<a href="https://youtu.be/1HjDCiBUFOY?si=TJ-_VAQWVODrGfIy">A Revolta de Stonewall</a>”. Esse movimento inspirou a criação das primeiras organizações LGBTQIAP+ nos EUA, como a Frente de Liberação Gay, e também é a origem da data que celebra o dia e mês do orgulho LGBTQIAP+.</p>
<p>Desde então, as drag queens têm sido consideradas uma forte representação da resistência da comunidade LGBTQIAP+. <a href="https://www.instagram.com/dragpersephone?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==">Persephone Ephemera Pepper</a> afirma que gosta muito de dizer que drag é um corpo-bandeira. Para a artista, ter uma pessoa montada em drag na frente é o mesmo que ter uma bandeira. "Talvez eu confie mais em um espaço que tem uma drag do que em um espaço que tem uma bandeira LGBT, porque é uma demarcação, né? Aqui a gente não só aceita, a gente não só tolera, a gente ama, a gente se importa com essa comunidade", reitera Pepper.</p>
<p>Persephone Ephemera Pepper é interpretada por Jeanne Martins Speckart, que começou a se montar em 2015, aos 17 anos, inicialmente por diversão. A ideia surgiu em um evento promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Blumenau (SC) - na época, Fundação Cultural de Blumenau. Junto com Eva Pepper, uma drag queen experiente e consolidada na pequena cidade, a artista ajudou a construir a Família Pepper, com o intuito de incentivar os jovens a se montar.</p>
[caption id="attachment_1027" align="alignnone" width="277"]<img class="wp-image-1027 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/Persephone-Ephemera-Pepper-Via-arquivo-pessoal.jpg" alt="" width="277" height="415" /> Persephone Ephemera Pepper - Via arquivo pessoal[/caption]
<p><em> </em></p>
<p><strong>Cover Girl: representatividade na mídia</strong></p>
[caption id="attachment_1028" align="alignnone" width="302"]<img class="wp-image-1028 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/Myah-Via-Instagram.jpg" alt="" width="302" height="359" /> Myah - Via Instagram[/caption]
<p>Na década de 1990, surge RuPaul, um homem negro, alto, de peruca loira, e com a aparência de uma top model. A artista começou a se destacar na cena cultural LGBTQIAP+ de Nova York por suas performances em boates gays. Aos poucos, foi ganhando espaço na mídia e se tornando uma referência para toda a comunidade. RuPaul passou a aparecer em uma grande variedade de programas televisivos, filmes e álbuns musicais. Além disso, seu hit <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/36Rpz4MZQhGknLEmTmHr8v?si=2f5f84e0991f4b3e">"Supermodel (You Better Work)"</a> alcançou o segundo lugar na Billboard, parada musical estadunidense.</p>
<p>Em 2009, RuPaul se tornou apresentadora do reality show RuPaul’s Drag Race, onde drag queens de todo os Estados Unidos competem pelo título de próxima drag queen superstar, exibindo suas habilidades artísticas, desde atuação até a confecção de vestidos de alta costura. Além de divulgar a cultura LGBTQIAP+ para milhões de pessoas ao redor do mundo, o programa inspirou diversas artistas a iniciar suas carreiras como drag queens, incluindo nomes como Pabllo Vittar e Gloria Groove.</p>
<p>RuPaul não foi a primeira artista drag a fazer sucesso no Brasil: figuras como Vera Verão e Suzy Brasil já estavam presentes na televisão nas décadas de 1980. No entanto, RuPaul’s Drag Race se destaca por dar visibilidade a diversos formatos de drag, rompendo com o estereótipo super feminino ou cômico. Malcon Bauer, ator, performer e criador de conteúdo nas redes sociais, enfatiza que o conceito do que é uma drag está se ampliando significativamente. Segundo ele, "antes a gente tinha muitas coisas: ‘ai, mulher não pode ser drag, né? Homem hétero não pode ser drag.’ Todo mundo pode ser drag."</p>
<p>Foi a partir do contato com o programa que Victor Oliveira conceitualizou <a href="https://www.instagram.com/myah_dragqueen?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==">Myah</a>. "Eu comecei a assistir drag race em junho. E no final, assim, do ano eu já tava comprando as coisas na internet e no início de 2019 eu já comecei a fazer drag”, conta Oliveira.</p>
<p> </p>
<p><strong>Mas afinal, o que é drag?</strong></p>
[caption id="attachment_1029" align="alignnone" width="342"]<img class="wp-image-1029 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/Lady-de-Rosas-Via-Instagram.jpg" alt="" width="342" height="344" /> Lady de Rosas - Via Instagram[/caption]
<p>Liberdade, expressão e ato político: essas foram algumas das palavras utilizadas por nossas entrevistadas ao descreverem a arte drag. Na visão delas, a drag é uma forma poderosa de manifestar identidade e desafiar normas sociais, permitindo que indivíduos se libertem das amarras impostas pela sociedade e explorem sua verdadeira essência. "A arte drag é como um portal de acesso para a minha imaginação. Então, o que eu imaginar, o que eu quiser me transformar, independente do gênero, independente de qualquer coisa, é através da arte drag que eu consigo. Porque a arte drag, em si, é uma arte que abrange todas as outras artes", afirma Oliveira.</p>
<p>A arte drag vai além de se montar e exibir suas habilidades artísticas, mas também faz uma declaração política. Em um mundo onde a opressão e a discriminação ainda são realidades, a drag se destaca como um ato de coragem e de reivindicação de espaço. “A drag conta a história da população LGBT com a população LGBT”, declara Speckart.</p>
<p>A drag possui também o poder de unir comunidades e criar espaços seguros para pessoas LGBTQIAP+. Em clubes, palcos e redes sociais, drag queens oferecem apoio, inspiração e visibilidade para aqueles que ainda buscam autoconfiança. “Com a <a href="https://www.instagram.com/ladyderosas?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==">Lady de Rosas</a>, eu sinto uma liberdade para ser eu como nunca. Quando eu estou como Lady de Rosas, as coisas que eu falo, a liberdade que eu sinto de me expressar tem a ver com essa figura, que me permite”, afirma Bauer.</p>
<p> </p>
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													</item>
						<item>
				<title><strong>"As Minas da Cena" - o rap feminino brasileiro alcançando mais espaço em 2024</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/09/19/as-minas-da-cena-o-rap-feminino-brasileiro-alcancando-mais-espaco-em-2024</link>
				<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 12:39:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Reportagem para Suportes Digitais 2024]]></category>
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						<description><![CDATA[Uma dessas minas é Nina, que se apresenta nesta sexta no Rock In Rio. Texto e arte: Teresa Vitória / Fotos: Divulgação O rap feminino no Brasil é uma parte vibrante e importante da cena musical do país. Surgiu nas décadas de 1980 e 1990, principalmente nas periferias urbanas, como uma forma de expressão cultural [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><em>Uma dessas minas é Nina, que se apresenta nesta sexta no Rock In Rio.</em></p>
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<div class="wp-block-columns"><!-- wp:column {"width":"100%"} -->
<div class="wp-block-column" style="flex-basis:100%"><!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><strong>Texto e arte:</strong> Teresa Vitória / <strong>Fotos:</strong> Divulgação</p>
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<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1021 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/imagem-1.jpg" alt="" width="851" height="315" /></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">O rap feminino no Brasil é uma parte vibrante e importante da cena musical do país. Surgiu nas décadas de 1980 e 1990, principalmente nas periferias urbanas, como uma forma de expressão cultural e social para as mulheres. Assim como o rap em geral, as letras abordam uma variedade de temas, desde questões políticas e sociais até experiências pessoais e desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">A cena das mulheres sempre existiu no rap, mas hoje, em 2024, temos uma grande força de mulheres ganhando visibilidade. Dentre os nomes mais promissores do país, temos: Nina do Porte, Tasha e Tracie, Slipmami, Duquesa, Ebony, MC Luana, e outras artistas que trazem a cena feminina para o holofote. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Com esse holofote nas mulheres, temos também o destaque para suas dores e anseios que precisavam ser ditos após muito tempo de vozes caladas. Entretanto, o rap feminino vai muito além disso. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Os esquemas sociais em que vivemos sempre impediram que elas pudessem falar explicitamente como os homens da cena fazem. Somente hoje, em 2024, graças às plataformas digitais e o alcance para outras mulheres, a cena feminina vem sendo recebida cada vez mais.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">As rimas abordam a autoestima, sexualidade, liberdade feminina, independência financeira e também a raiva da mulher. As mulheres sentem, as mulheres transam, as mulheres bancam e as mulheres também podem ser bravas ou como abordado em muitas músicas masculinas podem levar uma vida sexualmente ativa, noturna e fechar seus próprios “combos no rolê”.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Uma rapper que faz esse trajeto com maestria em forma de música é Anna Ferreira, ou como é conhecida: NINA do Porte. Com direito à conquista de espaço inclusive na atual edição do Rock In Rio, em que se apresenta nesta sexta-feira, dia 20/09.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1022 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/imagem-2.jpeg" alt="" width="320" height="320" /></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Com mais de 2 milhões de ouvintes mensais no Spotify, como o vulgo da rapper já diz: a bruta, a braba, a forte, uma das pioneiras do grime e do drill no Brasil (gêneros musicais que vêm do rap/trap com influências internacionais e ritmo de 140 bpm). Através dos dois álbuns de estúdio lançados pela rapper, "PELE" em 2022 e "PTGQJM" em 2023, vemos a trajetória de uma mulher superando seus traumas de abusos, agressões e uma relação extremamente tóxica, e como Nina se colocou na linha de frente de sua própria história. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Em seu primeiro álbum "PELE", como o nome já diz, Nina veste suas dores como uma pele. O</span><span style="color: #0d0d0d"><span style="font-family: Roboto, serif"><span style="font-size: medium">nde retira a CULPA (nome de uma das faixas do álbum) de si mesma, ou melhor, de ANNA (outra faixa), uma menina preta que cresceu na cidade alta do Rio em volta de uma dura realidade, Enquanto no PELE ouvimos rimas que trazem dores femininas à vista, ao som do drill, sendo uma das precursoras do estilo no país. Para a rapper, o processo de criação deste álbum, e revisitar seus traumas mais profundos foi doloroso, mas necessário. Ela conta:</span></span></span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-4.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1023 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/imagem-3.jpeg" alt="" width="1440" height="1440" /></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Em seu segundo álbum, "Para Todos os Garotos que Já Mamei", ouvimos a versão curada de suas cicatrizes.</span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-5.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">“Foi um álbum que veio em um momento leve da minha vida, é sobre amor próprio, sobre se permitir sentir amada, principalmente sendo uma mulher preta”, ressalta Nina. Já na primeira música, temos uma sonoridade deliciosa em "Faz Assim", e uma letra sexualmente explícita, onde a mulher é ativa e está no comando. Sexo é bom, todo mundo gosta, por que isso é um tabu para mulheres?</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Em torno deste álbum vemos letras sobre autovalorização e libertação sexual, a exemplo de "Prece", que conta com participação de Baco Exu do Blues, uma das referências do rap nacional. Em "Despedidas", ouvimos: “Mas dessa vez me escolho acima de tudo”. A letra mostra que não é errado se escolher, ao invés de voltar para aquele relacionamento que te fez mal. Nina diz que o público feminino é o que mais abraça seu trabalho, o mesmo público que por muito tempo foi invisibilizado em questões de protagonismo. Principalmente no cenário do rap.</span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-3.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">E diz que o que a inspirou foi justamente a falta de mulheres abordando certos assuntos, que muitas anseiam ouvir.</span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-1.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium"><img class="alignnone wp-image-1012 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/imagem-4.jpg" alt="" width="750" height="421" /></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">A cena feminina passa a visão de que a mulher não precisa sempre ser bondosa e passiva pelo outro, ela pode escolher, e isso não é errado ou egoísta. É o caso de "Karma", uma colaboração com MC Luanna, uma promissora voz da cena também, faixa que trata sobre se retirar do papel de “mulher traída” ou de “coitadinha”, como estamos acostumados a ver. A mulher pode fazer pior não dizendo que sente orgulho, mas que também não sente culpa, vista na frase: “Enquanto ele tava com várias na rua eu tava pelada em outro banco de trás”.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">É um álbum sobre cura, empoderamento, sobre a sexualidade feminina e a mulher assumindo seu lugar de poder que por tanto tempo foi negado. Nina conta: “Já vi muita gente desacreditar do meu trabalho, que não ia dar certo, que meu flow era quadrado, e hoje eu vejo essa mesma galera na platéia me olhando”. E, mesmo com as críticas, ainda asssim Nina percebe como sua música impacta determinados gêneros dentro do rap.</span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-6.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: initial;font-size: medium">O rap feminino dá às mulheres esse poder. Não só Nina, mas outras artistas da cena estão furando a bolha, e finalmente esses tópicos estão sendo abordados após quase 30 anos. E ressalta: “Hoje o papel da mulher na cena do rap brasileiro é comandar mesmo o bagulho! Quando falamos sobre ritmo e poesia, acho que as mulheres estão muito à frente que qualquer outro homem na cena. E hoje nossa função é tocar essa cena pra frente, e o que temos feito na cena é algo que há muito tempo não era feito, que é: movimento”.</span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-2.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><i><b></b></i><span style="color: initial;font-size: medium"> “A gente tá fazendo a música sair da mesmice, do mesmo lugar, mesmas bolhas, mesmos ciclos, para se transformar em outra coisa.”</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Para finalizar, Nina fala que o rap feminino sempre vem evoluindo e sempre vai evoluir. Mas ainda não é um espaço “nosso” , ou seja, das mulheres.</span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-7.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">É necessário muita coragem para se fazer isso, pegar um gênero que sempre foi predominantemente masculino, com assuntos masculinos, e transformar em arte, numa narrativa própria de força feminina.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1013 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/imagem-5.jpg" alt="" width="1080" height="565" /></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium"><i>*Um agradecimento especial à cantora, nacionalmente conhecida, que tirou um tempo de sua agenda lotada para conceder essa entrevista com muito carinho, e também por toda sua mobilização no Instagram em prol das vítimas das enchentes ocorridas este ano no Rio Grande do Sul.</i></span></p>
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				<title><strong>Obras do restaurante da UFSM-FW iniciam no campus</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/07/11/obras-do-restaurante-da-ufsm-fw-iniciam-no-campus</link>
				<pubDate>Thu, 11 Jul 2024 23:32:13 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Por: Walter Guerra Acesse o vídeo clicando aqui.    ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Por</strong>: Walter Guerra</p>
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<p>Acesse o vídeo clicando <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/aqui.mov">aqui</a>.</p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone wp-image-1105 size-medium" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/ScreenShot012-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" /></p>
<p> </p>
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				<title><strong>Saúde mental em Frederico Westphalen</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/06/14/saude-mental-em-frederico-westphalen</link>
				<pubDate>Fri, 14 Jun 2024 23:49:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[município de Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos]]></category>

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						<description><![CDATA[Por: Walter Guerra Acesse o vídeo clicando aqui.    ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Por: Walter Guerra</p>
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<p>Acesse o vídeo clicando <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/aqui-1.mov">aqui</a>.</p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1109" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/ScreenShot013-300x190.jpg" alt="" width="300" height="190" /></p>
<p> </p>
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				<title>Bairro Aparecida celebra segunda edição do Arraiá na Rua</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/06/11/bairro-aparecida-celebra-segunda-edicao-do-arraia-na-rua</link>
				<pubDate>Tue, 11 Jun 2024 11:17:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[festa junina]]></category>
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						<description><![CDATA[Moradores se reúnem novamente para a comemoração. Texto e fotos: Tayná Casarin No dia 9 de junho, os moradores da Rua Santo Ângelo, no bairro Aparecida, em Frederico Westphalen, se reuniram para realizar a segunda edição do Arraiá na Rua. O evento contou com a participação dos residentes, que se uniram novamente para comemorar a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em>Moradores se reúnem novamente para a comemoração.</em></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Texto e fotos:</strong> Tayná Casarin </p>
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<p>No dia 9 de junho, os moradores da Rua Santo Ângelo, no bairro Aparecida, em Frederico Westphalen, se reuniram para realizar a segunda edição do Arraiá na Rua. O evento contou com a participação dos residentes, que se uniram novamente para comemorar a data.</p>
<p>A segunda edição do evento teve brincadeiras típicas, como a pescaria, além de um bingo com prêmios doados pelos próprios moradores. As ruas foram enfeitadas com bandeirinhas coloridas, criando um ambiente festivo que encantou tanto adultos quanto crianças. Também houve a tradicional fogueira de São João, que foi acesa pelo João Machado dos Santos, primeiro morador da rua.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1008 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/06/DSC_0291.jpg" alt="" width="1920" height="1280" /></p>
<p>Segundo Nathalia Pacheco Mendes Medeiros, "foi ótimo, acredito que foi melhor porque conseguimos colocar mais coisas. Todo ano conseguimos inovar e pensar em adicionar mais atrações".</p>
<p>Neste ano, o evento contou com a presença de mais moradores, que estavam muito felizes em participar. "Foi uma experiência muito bacana. Nós não tínhamos participado antes, foi a primeira vez e fez com que conhecêssemos nossos vizinhos e compartilhássemos momentos e alegrias", conta Juliana Kaffer.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1009 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/06/DSC_0440.jpg" alt="" width="1920" height="1280" /></p>
<p>Além das atividades recreativas, o Arraiá na Rua também ofereceu uma variedade de comidas típicas, todas preparadas pelos moradores. Os moradores já estão ansiosos para a próxima edição, e esperam continuar essa tradição, que tem se mostrado tão valiosa para a comunidade.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-1010 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/06/DSC_0437.jpg" alt="" width="1920" height="1280" /></p>
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